{"id":14751,"date":"2015-01-25T14:33:46","date_gmt":"2015-01-25T14:33:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=14751"},"modified":"2015-01-25T14:33:46","modified_gmt":"2015-01-25T14:33:46","slug":"rio-grande-do-norte-tenta-superar-obstaculos-para-explorar-potencial-da-energia-eolica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/rio-grande-do-norte-tenta-superar-obstaculos-para-explorar-potencial-da-energia-eolica\/","title":{"rendered":"Rio Grande do Norte tenta superar obst\u00e1culos para explorar potencial da energia e\u00f3lica"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14763\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Posicionado na chamada &#8220;esquina do continente&#8221;, o Rio Grande do Norte \u00e9 respons\u00e1vel pela maior produ\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica do Brasil, pouco mais de 30% do total, mas ainda patina nas tentativas de aproveitar todo o seu potencial e colocar a eletricidade gerada a partir dos ventos como alternativa real no pa\u00eds &#8212; uma oportunidade refor\u00e7ada ap\u00f3s o apag\u00e3o da \u00faltima semana.<\/p>\n<p>Investidores do setor alegam que o atraso na constru\u00e7\u00e3o de linhas de transmiss\u00e3o e uma estrutura melhor no porto de <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/natal.html\">Natal<\/a> para escoar equipamentos que comp\u00f5em os parques e\u00f3licos s\u00e3o empecilhos para o desenvolvimento.<\/p>\n<p>O RN possui 67 parques e\u00f3licos, que produzem comercialmente 1,79 gigawatts de energia, segundo levantamento do Centro de Estrat\u00e9gias em Recursos Naturais e Energias Renov\u00e1veis (Cerne). Dos mais de 130 gigawatts produzidos no pa\u00eds, a imensa maioria vem de hidrel\u00e9tricas e termel\u00e9tricas. Os parques e\u00f3licos no Brasil inteiro ainda respondem por uma parcela de 3,5%, segundo dados da Ag\u00eancia Nacional de Energia El\u00e9trica (Aneel).<\/p>\n<p>Na Dinamarca &#8211; pa\u00eds tido como refer\u00eancia no setor &#8211; esse \u00edndice chega a 43%. A meta do pa\u00eds, de acordo com a Ag\u00eancia de Energia Dinamarquesa, \u00e9 chegar a 2050 produzindo somente energia e calor limpos, eliminando as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono. L\u00e1, o problema das linhas de transmiss\u00e3o foi resolvido com a constru\u00e7\u00e3o de cabos subterr\u00e2neos.<\/p>\n<p>O Brasil planeja aumentar a produ\u00e7\u00e3o de energia por fontes renov\u00e1veis. Segundo o Plano Decenal de Expans\u00e3o de Energia 2023, do Minist\u00e9rio de Minas e Energia, as energias e\u00f3lica e solar devem registrar crescimento de 8% nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p><strong>Vantagens ambientais<\/strong><br \/>\nHugo Alexandre, diretor executivo da Bioconsultants, empresa que presta consultoria ambiental para empresas de energia e\u00f3lica, diz que termel\u00e9tricas e hidrel\u00e9tricas de fato geram mais eletricidade. Mas o diferencial da energia gerada a partir dos ventos est\u00e1 atrelado aos impactos ambientais.<\/p>\n<p>&#8220;Toda e qualquer atividade vai gerar impacto, principalmente se for na gera\u00e7\u00e3o de energia. O importante \u00e9 sempre tentar casar a gera\u00e7\u00e3o de energia com a nova pol\u00edtica mundial colocada, que \u00e9 a pol\u00edtica da sustentabilidade&#8221;, afirma Hugo Alexandre. Com base nessa ideia, ele compara a gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica com as demais fontes da matriz energ\u00e9tica.<\/p>\n<p>Alexandre detalha que os parque e\u00f3licos ocupam uma m\u00e9dia de 30% a 40% das terras em que s\u00e3o instalados, n\u00e3o geram res\u00edduos e causam pouco desmatamento se comparado \u00e0s demais fontes da matriz energ\u00e9tica. &#8220;A e\u00f3lica convive com outras atividades como pecu\u00e1ria, agricultura e preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. \u00c9 comum voc\u00ea ter em cima as torres gerando em cima e as planta\u00e7\u00f5es embaixo. A comunidade e o propriet\u00e1rio da terra podem utilizar a \u00e1rea tranquilamente&#8221;, conta.<\/p>\n<p><strong>Bacia dos ventos<\/strong><br \/>\nA voca\u00e7\u00e3o natural do RN se explica pela localiza\u00e7\u00e3o na &#8220;esquina do continente&#8221;. O diretor-presidente do Cerne, Jean-Paul Prates, explica que o estado fica no caminho de uma bacia de ventos e \u00e9 provavelmente um dos melhores lugares do mundo para a energia e\u00f3lica. &#8220;\u00c9 uma forma\u00e7\u00e3o regular de ventos que v\u00eam do Atl\u00e2ntico Sul, batem na costa africana e acabam na ponta do Brasil, onde o RN est\u00e1&#8221;, observa.<\/p>\n<div id=\"3908523\" class=\"video componente_materia\" data-height=\"200\" data-width=\"320\">\n<div class=\"wm-poster-wrapper\">\n<div class=\"wm-poster-inner-wrapper\">\n<div class=\"wm-poster-play\"><\/div>\n<p><img class=\"wm-poster-image\" src=\"http:\/\/s04.video.glbimg.com\/x240\/3908523.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Especializada em energias renov\u00e1veis, a empresa francesa Voltalia foi uma das que aterrissou no <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/rio-grande-do-norte.html\">Rio Grande do Norte<\/a> para explorar os ventos. Com 15 projetos contratados por meio de leil\u00f5es organizados pelo governo federal, o diretor geral da empresa, Robert Klein, afirma que os investimentos n\u00e3o devem parar por a\u00ed.<\/p>\n<p>&#8220;J\u00e1 investimos cerca de R$ 400 milh\u00f5es e no conjunto de todos os projetos devemos chegar a um valor entre R$ 1,8 bilh\u00e3o e R$ 2 bilh\u00f5es. Queremos ampliar os parques e estamos estudando participar de novos leil\u00f5es&#8221;, afirma.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-620\"><img loading=\"lazy\" title=\"Voltalia iniciou opera\u00e7\u00e3o do parque e\u00f3lico de Areia Branca no fim do ano passado (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Voltalia)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/aOuYirpjgNEkNYw6a_rc-yd23sk=\/620x465\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/01\/14\/areia-branca.jpg\" alt=\"Voltalia iniciou opera\u00e7\u00e3o do parque e\u00f3lico de Areia Branca no fim do ano passado (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Voltalia)\" width=\"620\" height=\"465\" \/><strong>Voltalia iniciou opera\u00e7\u00e3o do parque e\u00f3lico de Areia Branca no fim do ano passado (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o\/Voltalia)<\/strong><\/div>\n<p>A Voltalia iniciou em novembro deste ano a opera\u00e7\u00e3o comercial de um dos tr\u00eas projetos do complexo e\u00f3lico de Areia Branca, no litoral Norte potiguar. A empresa j\u00e1 come\u00e7ou a constru\u00e7\u00e3o de oito parques nos munic\u00edpios de <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/serra-do-mel.html\">Serra do Mel<\/a> e <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/sao-miguel-do-gostoso.html\">S\u00e3o Miguel do Gostoso<\/a>, tamb\u00e9m no litoral Norte. Outras quatro usinas est\u00e3o contratadas para serem implantadas em Serra do Mel.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300 on\">\n<ul>\n<li><\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" title=\"Visual nas margens das estradas traz aerogeradores no RN (Foto: Felipe Gibson\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/A7RLJ0AzDA1qyC14lIY7Qwks4V8=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/01\/14\/parazinho.jpg\" alt=\"Visual nas margens das estradas traz aerogeradores no RN (Foto: Felipe Gibson\/G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300 on\"><strong>Visual nas margens das estradas \u00e9 repleto de<br \/>\naerogeradores (Foto: Felipe Gibson\/G1)<\/strong><\/div>\n<p><strong>Expans\u00e3o<\/strong><br \/>\nAs empresas que atuam no Rio Grande do Norte planejam se expandir no estado. Levando em conta a opera\u00e7\u00e3o de todos os projetos, est\u00e1 prevista para os pr\u00f3ximos anos a gera\u00e7\u00e3o de mais de 4 gigawatts, segundo previs\u00e3o da Aneel.<\/p>\n<p>Atualmente, o destaque fica por conta da regi\u00e3o do Mato Grande, onde est\u00e3o os munic\u00edpios de <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/joao-camara.html\">Jo\u00e3o C\u00e2mara<\/a> e <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/parazinho.html\">Parazinho<\/a>, cidades com a maior parte dos projetos funcionando comercialmente, al\u00e9m dos parques em constru\u00e7\u00e3o e contratados.<\/p>\n<p>Fora as regi\u00f5es localizadas no litoral ou pr\u00f3ximas dele, o estado tamb\u00e9m possui projetos em constru\u00e7\u00e3o em regi\u00f5es serranas, onde a for\u00e7a e const\u00e2ncia dos ventos s\u00e3o influenciadas n\u00e3o pela proximidade do mar, mas sim pela altitude. A regi\u00e3o chamada de Serra de Santana, onde est\u00e3o as cidades de <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/lagoa-nova.html\">Lagoa Nova<\/a>, <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/bodo.html\">Bod\u00f3<\/a>, <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/santana-do-matos.html\">Santana do Matos<\/a>, <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/florania.html\">Flor\u00e2nia<\/a> e <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/rn\/rio-grande-do-norte\/cidade\/tenente-laurentino-cruz.html\">Tenente Laurentino Cruz<\/a>, tamb\u00e9m aparece no mapa e\u00f3lico do estado.<\/p>\n<p><strong>O processo<\/strong><\/p>\n<div id=\"3908577\" class=\"video componente_materia\" data-height=\"200\" data-width=\"320\">\n<div class=\"wm-poster-wrapper\">\n<div class=\"wm-poster-inner-wrapper\">\n<div class=\"wm-poster-play\"><\/div>\n<p><img class=\"wm-poster-image\" src=\"http:\/\/s02.video.glbimg.com\/x240\/3908577.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Toda a energia produzida, independente da fonte, vai para as redes do Sistema Interligado Nacional. O diretor de Energia E\u00f3lica do Cerne, Milton Pinto, costuma fazer uma analogia para explicar a distribui\u00e7\u00e3o da energia no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 semelhante a uma grande piscina em que as fontes jogam \u00e1gua. Cada uma joga um tipo de \u00e1gua. A \u00e1gua da piscina ser\u00e1 um mistura de cores que representa energia el\u00e9trica consumida no final&#8221;, diz.<\/p>\n<div id=\"3908560\" class=\"video componente_materia\" data-height=\"200\" data-width=\"320\">\n<div class=\"wm-poster-wrapper\">\n<div class=\"wm-poster-inner-wrapper\">\n<div class=\"wm-poster-play\"><\/div>\n<p><img class=\"wm-poster-image\" src=\"http:\/\/s01.video.glbimg.com\/x240\/3908560.jpg\" alt=\"\" \/><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>O processo de gera\u00e7\u00e3o de energia e\u00f3lica come\u00e7a quando o vento atinge o aerogerador. De acordo com o professor Alexandro Vladno, coordenador do curso de energias renov\u00e1veis do Instituto Federal de Ci\u00eancia e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN), o fluxo de ar faz as p\u00e1s girarem, gerando um movimento mec\u00e2nico.<\/p>\n<p>Rocha acrescenta que um gerador transforma a energia mec\u00e2nica em el\u00e9trica. A eletricidade ent\u00e3o segue para o transformador e \u00e9 adequada para entrar na rede el\u00e9trica. Na subesta\u00e7\u00e3o, o n\u00edvel de tens\u00e3o \u00e9 adaptado para chegar ao consumidor.<\/p>\n<p><strong>Atrasos em linhas de transmiss\u00e3o<\/strong><br \/>\nDono da maior pot\u00eancia e\u00f3lica instalada em todo o pa\u00eds, o Rio Grande do Norte tem como principais concorrentes para atrair projetos os estados da <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/bahia.html\">Bahia<\/a>, <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/ceara.html\">Cear\u00e1<\/a> e <a class=\"premium-tip\" href=\"http:\/\/g1.globo.com\/topico\/rio-grande-do-sul.html\">Rio Grande do Sul<\/a>. A presidente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira Energia E\u00f3lica, Elbia Melo, explica que os leil\u00f5es t\u00eam se tornado cada vez mais competitivos e que a quest\u00e3o da infraestrutura tem pesado.<\/p>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><img loading=\"lazy\" title=\"Atrasos nas linhas de transmiss\u00e3o deixaram projetos parados no RN (Foto: Felipe Gibson\/G1)\" src=\"http:\/\/s2.glbimg.com\/lOHFkW_4Yn1YYGNU9YG4YQT2tkk=\/300x225\/s.glbimg.com\/jo\/g1\/f\/original\/2015\/01\/14\/linhas-de-transmissao1.jpg\" alt=\"Atrasos nas linhas de transmiss\u00e3o deixaram projetos parados no RN (Foto: Felipe Gibson\/G1)\" width=\"300\" height=\"225\" \/><\/div>\n<div class=\"foto componente_materia midia-largura-300\"><strong>Atrasos nas linhas de transmiss\u00e3o deixaram<br \/>\nprojetos parados (Foto: Felipe Gibson\/G1)<\/strong><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No caso do RN, a perda de espa\u00e7o em alguns leil\u00f5es tem uma causa espec\u00edfica apontada por especialistas: o atraso na entrega das linhas de transmiss\u00e3o \u2013 respons\u00e1veis por levar a energia gerada nas usinas para as redes distribuidoras da eletricidade.<\/p>\n<p>Embora acredite que a demora na entrega das linhas tenha sido um fator de desequil\u00edbrio em leil\u00f5es pontuais, a presidente da Abee\u00f3lica n\u00e3o acha que os dados sejam t\u00e3o relevantes.<\/p>\n<p>&#8220;Os leil\u00f5es est\u00e3o extremamente competitivos. Vencem os que possuem melhores condic\u00f5es de infraesturura, onde entram as linhas de transmiss\u00e3o. Esse atraso colocou o Rio Grande do Sul um pouco a frente dos estados do Nordeste em alguns leil\u00f5es porque l\u00e1 as linhas de transmiss\u00e3o j\u00e1 estavam constru\u00eddas&#8221;, analisa Elbia Melo.<\/p>\n<p><strong>Log\u00edstica<\/strong><br \/>\nA infraestrutura do Rio Grande do Norte para receber os projetos tamb\u00e9m \u00e9 um dos alvos de questionamentos nas discuss\u00f5es sobre energia e\u00f3lica. O material usado na constru\u00e7\u00e3o dos parques chega em navios e \u00e9 transportado em carretas, que acompanhadas pela escolta de batedores, chegam at\u00e9 os empreendimento para serem montados. Por serem equipamentos pesados, as torres e p\u00e1s usadas nos aerogeradores precisam de espa\u00e7o para serem escoados. \u00c9 a\u00ed onde, segundo investidores, reside um dos problemas.<\/p>\n<p>Por estar localizado em um bairro de ruas estreitas como a Ribeira, na Zona Leste da capital, o porto de Natal exige uma log\u00edstica mais complexa para o transporte dos equipamentos.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um porto confinado por terra&#8221;, afirma o diretor geral do Cerne, Jean-Paul Prates. A falta de espa\u00e7o tamb\u00e9m impede o desenvolvimento da cadeia produtiva no entorno, como acontece nos portos de Pec\u00e9m, no Cear\u00e1, e Suape, em Pernambuco, constantemente escolhidos como pontos de transporte de carga dos parques e\u00f3licos instalados no RN.<\/p>\n<p>Para a presidente da Abee\u00f3lica, Elbia Melo, a quest\u00e3o portu\u00e1ria \u00e9 o que falta para um salto ainda maior do Rio Grande do Norte no setor. &#8220;N\u00e3o \u00e9 um porto adequado para este tipo de opera\u00e7\u00e3o. S\u00e3o m\u00e1quinas grandes, pesadas e que requerem um cuidado especial. A log\u00edstica \u00e9 um ponto muito importante. Tanto que os portos maiores atraem muitos fabricantes de equipamento. O porto de Natal n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas para receber o tipo de carga que um empreendimento e\u00f3lico movimenta&#8221;, opina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Posicionado na chamada &#8220;esquina do continente&#8221;, o Rio Grande do Norte \u00e9 respons\u00e1vel pela maior<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14763,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/energia_eolica_rn.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Posicionado na chamada &#8220;esquina do continente&#8221;, o Rio Grande do Norte \u00e9 respons\u00e1vel pela maior","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14751"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14751"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14751\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}