{"id":147348,"date":"2021-06-04T10:00:51","date_gmt":"2021-06-04T13:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=147348"},"modified":"2021-06-04T08:32:26","modified_gmt":"2021-06-04T11:32:26","slug":"misteriosa-rajada-de-ondas-de-radio-do-espaco-esta-estranhamente-proxima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/misteriosa-rajada-de-ondas-de-radio-do-espaco-esta-estranhamente-proxima\/","title":{"rendered":"Misteriosa rajada de ondas de r\u00e1dio do espa\u00e7o est\u00e1 estranhamente pr\u00f3xima"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-147349\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma rajada r\u00e1pida de r\u00e1dio, um dos fen\u00f4menos mais enigm\u00e1ticos vistos por astr\u00f4nomos, foi detectada entre uma popula\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de estrelas antigas.<\/h2>\n<p>Explos\u00f5es brilhantes e fugazes de ondas de r\u00e1dio vindas da vizinhan\u00e7a de uma gal\u00e1xia pr\u00f3xima est\u00e3o aprofundando um dos maiores mist\u00e9rios da astronomia. As repetidas rajadas de energia parecem ser provenientes de um antigo grupo de estrelas chamado aglomerado globular, que est\u00e1 entre os \u00faltimos lugares onde os astr\u00f4nomos esperavam encontr\u00e1-las.<\/p>\n<p>Frequentemente originadas a bilh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia, as\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/mysterious-energetic-radio-burst\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">emiss\u00f5es extremamente breves e brilhantes<\/a>\u00a0de ondas de r\u00e1dio conhecidas como rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio, ou FRBs, na sigla em ingl\u00eas, v\u00eam desafiando explica\u00e7\u00f5es desde que foram\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/0709.4301\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">detectadas pela primeira vez em 2007<\/a>. Com base nas observa\u00e7\u00f5es feitas at\u00e9 o momento, os cientistas supunham que as rajadas eram energizadas por objetos c\u00f3smicos jovens e de vida curta chamados magnetares.<\/p>\n<p>Mas uma rajada r\u00e1pida de r\u00e1dio descoberta no ano passado foi rastreada at\u00e9 um aglomerado globular\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/pdf\/2105.11445.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a cerca de 11,7 milh\u00f5es de anos-luz de dist\u00e2ncia<\/a>, pr\u00f3ximo da gal\u00e1xia espiral vizinha M81, de acordo com um\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/pdf\/2105.11445.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">artigo que descreve a descoberta<\/a>\u00a0publicado no servidor de pr\u00e9-publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas arXiv. Encontrar essa rajada entre um aglomerado de estrelas antigas \u00e9 como encontrar um\u00a0<em>smartphone<\/em>\u00a0incrustado em Stonehenge \u2014 uma descoberta que n\u00e3o faz sentido.<\/p>\n<p>\u201cEsse, com certeza, n\u00e3o \u00e9 um lugar onde se espera encontrar rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio.\u201d Foi o que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.dunlap.utoronto.ca\/~bgaensler\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bryan Gaensler, astr\u00f4nomo da Universidade de Toronto e coautor do novo artigo,\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/twitter.com\/SciBry\/status\/1397145299437641730\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">publicou no Twitter<\/a>. \u201cO que est\u00e1 acontecendo?\u201d<\/p>\n<p>Cientistas est\u00e3o com dificuldades para explicar o anacronismo c\u00f3smico. Eles est\u00e3o chegando \u00e0 conclus\u00e3o de que, talvez, assim como ocorre com diversos outros fen\u00f4menos celestes, existam v\u00e1rias maneiras de produzir uma rajada r\u00e1pida de r\u00e1dio.<\/p>\n<p>\u201cTalvez \u2014 apenas talvez \u2014 FRBs sejam um fen\u00f4meno gen\u00e9rico associado a toda uma gama de fontes poss\u00edveis\u201d, afirma o astr\u00f4nomo\u00a0<a href=\"https:\/\/astro.cornell.edu\/shami-chatterjee\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Shami Chatterjee<\/a>, da Universidade Cornell, que estuda o fen\u00f4meno, mas n\u00e3o faz parte da equipe que descobriu a rajada em quest\u00e3o.<\/p>\n<h3>\u201cO que se passa aqui?\u201d<\/h3>\n<p>Cientistas descobriram a rajada, batizada de FRB 20200120E, em janeiro de 2020 por meio do telesc\u00f3pio do\u00a0<a href=\"https:\/\/chime-experiment.ca\/en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Experimento Canadense de Mapeamento de Intensidade de Hidrog\u00eanio<\/a>\u00a0(Chime, na sigla em ingl\u00eas), que se mostrou uma m\u00e1quina implac\u00e1vel de localiza\u00e7\u00e3o de FRBs. Quando o Chime come\u00e7ou a operar\u00a0<a href=\"https:\/\/casca.ca\/?p=9453\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">em 2017<\/a>, os cientistas tinham conhecimento de menos de 30 rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio; agora o telesc\u00f3pio possibilitou a constata\u00e7\u00e3o de bem mais de mil rajadas.<\/p>\n<p>Similar a pelo menos outras 24 rajadas conhecidas, a FRB 20200120E \u00e9 um repetidor \u2014 um motor espacial que produz\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/adventure\/article\/160302-fast-radio-burst-discovery-magnetar-repeated-waves\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">m\u00faltiplas explos\u00f5es detect\u00e1veis de ondas de r\u00e1dio<\/a>, em vez de explodir uma vez e desaparecer. Suas\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2105.11446\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rajadas n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o brilhantes<\/a>\u00a0quanto as que se originam a bilh\u00f5es de anos-luz, no cosmos distante, mas ao longo do ano passado, permitiram que os cientistas identificassem a localiza\u00e7\u00e3o das FRBs no c\u00e9u.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, a equipe pode tentar identificar uma fonte. As medi\u00e7\u00f5es das rajadas sugeriram que a FRB 20200120E estava bem pr\u00f3xima, ent\u00e3o os astr\u00f4nomos sabiam que estavam procurando por algo na regi\u00e3o pr\u00f3xima da gal\u00e1xia, talvez at\u00e9 dentro do halo gasoso e pouco povoado da Via L\u00e1ctea. Os cientistas, ent\u00e3o, usaram uma rede de radiotelesc\u00f3pios conhecida como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.evlbi.org\/home\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Rede Europeia de Interferometria de Linha de Base Muito Longa<\/a>\u00a0para descobrir a localiza\u00e7\u00e3o exata da rajada.<\/p>\n<p>\u201cProvamos conclusivamente que a FRB 20200120E est\u00e1 associada a um aglomerado globular no sistema gal\u00e1ctico M81, confirmando, assim, que ela est\u00e1 40 vezes mais pr\u00f3xima do que qualquer outra FRB extragal\u00e1ctica conhecida\u201d, escrevem os autores no\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/pdf\/2105.11445.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">novo artigo<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cAs coisas ficam ainda mais interessantes quando se interpreta isso\u201d, afirma Chatterjee. \u201c\u00c9 algo muito dif\u00edcil de encaixar nos modelos existentes.\u201d<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/astronomy.swin.edu.au\/cosmos\/s\/Stellar+Populations+Of+Globular+Clusters\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Aglomerados globulares\u00a0<\/a>s\u00e3o alguns dos objetos mais antigos do universo observ\u00e1vel. Eles t\u00eam bilh\u00f5es de anos, s\u00e3o pelo menos t\u00e3o antigos quanto as gal\u00e1xias que orbitam, talvez ainda mais. At\u00e9 agora, os cientistas suspeitavam fortemente que rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio fossem produzidas por alguns dos objetos compactos mais jovens j\u00e1 observados \u2014 magnetares ou corpos celestes flamejantes altamente magn\u00e9ticos produzidos quando estrelas jovens e massivas explodem e morrem. Uma vez formado, o corpo celeste ultramagn\u00e9tico permanece por milhares de anos antes que seu campo magn\u00e9tico diminua, deixando uma simples estrela de n\u00eautrons.<\/p>\n<p>Mas, at\u00e9 onde os astr\u00f4nomos sabem, esses aglomerados globulares cintilantes e densamente compactados n\u00e3o cont\u00eam os tipos de estrelas tempestuosas que se transformam em magnetares.<\/p>\n<p>\u201cEsse tipo de forma\u00e7\u00e3o de estrelas acontece em todo o universo, at\u00e9 em muitos lugares em nossa pr\u00f3pria gal\u00e1xia, mas n\u00e3o em aglomerados globulares\u201d, explica\u00a0<a href=\"https:\/\/ciera.northwestern.edu\/directory\/shi-claire-ye\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Claire<\/a><a href=\"https:\/\/ciera.northwestern.edu\/directory\/shi-claire-ye\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Ye<\/a>, da Universidade Northwestern, que estuda aglomerados globulares. \u201cFicamos pensando: o que est\u00e1 acontecendo aqui?\u201d<\/p>\n<h3>Estrelas extremamente magn\u00e9ticas e ultradensas<\/h3>\n<p>Demorou quase 15 anos para que se come\u00e7asse a desvendar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/mysterious-energetic-radio-burst\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">o mist\u00e9rio das rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio<\/a>. As hip\u00f3teses iniciais inclu\u00edam evapora\u00e7\u00e3o de buracos negros, estrelas eruptivas mortas, colis\u00e3o de objetos densos e, sim, at\u00e9 mesmo tecnologias alien\u00edgenas (<em>spoiler<\/em>:\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/those-enigmatic-blasts-of-radio-waves-from-deep-space-not-aliens\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o s\u00e3o alien\u00edgenas<\/a>). Outras evid\u00eancias, desde\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/pdf\/2105.10987.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estruturas em escala nanom\u00e9trica dentro das rajadas de r\u00e1dio<\/a>\u00a0at\u00e9 sua intensidade e dura\u00e7\u00e3o de milissegundos, sugeriram que elas devem ser produzidas por objetos compactos extremamente densos.<\/p>\n<p>Assim, os cientistas se voltaram para objetos como buracos negros e estrelas de n\u00eautrons, que s\u00e3o os res\u00edduos de estrelas massivas quando explodem em supernovas. Mais tarde, observa\u00e7\u00f5es sugeriram que algumas rajadas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/mystery-radio-burst-frb121102-magnetism-space-science\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">se originam em regi\u00f5es com campos magn\u00e9ticos extremos<\/a>, indicando ainda mais que esses sinais misteriosos poderiam vir de magnetares.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, no ano passado, um magnetar dentro da Via L\u00e1ctea\u00a0<a href=\"https:\/\/www.scientificamerican.com\/article\/magnetic-star-radio-waves-could-solve-the-mystery-of-fast-radio-bursts\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">produziu uma rajada de r\u00e1dio semelhante a uma FRB<\/a>. A explos\u00e3o foi ligeiramente mais fraca do que as rajadas extremamente poderosas vindas de meio universo de dist\u00e2ncia, mas os cientistas estavam convencidos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/mysterious-fast-radio-burst-spotted-milky-way-first-time\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">de que estavam no caminho certo<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cO paradigma de que FRBs s\u00e3o provenientes de magnetares se popularizou desde que vimos a rajada semelhante a uma FRB do magnetar gal\u00e1ctico\u201d, conta\u00a0<a href=\"https:\/\/physics.columbia.edu\/content\/brian-david-metzger\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Brian Metzger<\/a>, da Universidade de Columbia e do Instituto Flatiron. \u201cEra uma situa\u00e7\u00e3o em que tanto os te\u00f3ricos quanto os observadores estavam muito satisfeitos com os magnetares.\u201d<\/p>\n<p>Mas isso n\u00e3o durou muito. Com a descoberta da FRB 20200120E, os astr\u00f4nomos agora precisam entender como magnetares podem surgir e sobreviver em aglomerados globulares, ou como uma popula\u00e7\u00e3o de estrelas extremamente antigas e silenciosas pode gerar explos\u00f5es t\u00e3o poderosas. Nenhum desses enigmas \u00e9 f\u00e1cil de resolver.<\/p>\n<h3>Explica\u00e7\u00f5es plaus\u00edveis<\/h3>\n<p>Embora os astr\u00f4nomos n\u00e3o acreditem que aglomerados globulares contenham magnetares, outros tipos de corpos celestes devem ser abundantes. An\u00e3s brancas, que s\u00e3o formadas quando estrelas semelhantes ao Sol se transformam em gigantes vermelhas e morrem, e estrelas de n\u00eautrons, formadas por supernovas maiores, podem ser criadas no in\u00edcio da vida desses aglomerados antigos.<\/p>\n<p>Talvez os magnetares possam surgir quando duas estrelas de n\u00eautrons colidem e se fundem, quando duas an\u00e3s brancas colidem e se fundem, ou quando uma an\u00e3 branca com uma estrela companheira em \u00f3rbita retira tanta massa dela que entra em colapso, formando uma nova estrela de n\u00eautrons. No entanto, at\u00e9 o momento, ningu\u00e9m viu um magnetar formado dessa maneira.<\/p>\n<p>Ye, da Universidade Northwestern, afirma que precisamos procurar outras maneiras poss\u00edveis de forma\u00e7\u00e3o de magnetares nesses aglomerados e explorar como outras estrelas poderiam produzir rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio. Al\u00e9m disso, segundo ela, \u00e9 fundamental reunir mais informa\u00e7\u00f5es sobre esse aglomerado espec\u00edfico para ver o que mais pode ocasionar as not\u00e1veis explos\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cAglomerados globulares s\u00e3o diferentes\u201d, explica ela. \u201cAlguns s\u00e3o mais densos, outros menos e, em diferentes aglomerados, teremos resultados diferentes.\u201d<\/p>\n<p>Metzger tamb\u00e9m observa que deve ser poss\u00edvel gerar algo que se pare\u00e7a com uma rajada r\u00e1pida de r\u00e1dio na aus\u00eancia de magnetares. Duas estrelas de n\u00eautrons girando em torno uma da outra poderiam\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2002.00335\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">gerar explos\u00f5es que se assemelham a rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio<\/a>, assim como discos de acre\u00e7\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/2102.06138\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">girando em torno de buracos negros<\/a>\u00a0que ocasionalmente produzem jatos e chamas. \u201cEstou mais inclinado a pensar que o caso n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o com magnetares\u201d, declara ele.<\/p>\n<p>Chatterjee concorda, acrescentando que \u201ctalvez uma parcela de FRBs n\u00e3o esteja relacionada a magnetares, mas sim a algum tipo de fen\u00f4meno de jato de buraco negro\u201d.<\/p>\n<p>Talvez rajadas r\u00e1pidas de r\u00e1dio sejam formadas por meio de m\u00faltiplas vias \u2014 como\u00a0<a href=\"https:\/\/hubblesite.org\/contents\/articles\/gamma-ray-bursts\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rajadas de raios gama<\/a>, que confundiram os astr\u00f4nomos por d\u00e9cadas depois de serem inicialmente descobertas por um sat\u00e9lite militar na d\u00e9cada de 1960. Atualmente, sabemos que\u00a0<a href=\"https:\/\/astronomy.swin.edu.au\/cosmos\/S\/supernova-gamma+ray+burst+connection\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">supernovas poderosas<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/arxiv.org\/abs\/1710.05834\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estrelas de n\u00eautrons em colis\u00e3o<\/a>\u00a0podem produzir essas rajadas altamente energ\u00e9ticas de raios gama.<\/p>\n<p>\u201cA natureza encontrou duas maneiras de fazer isso\u201d, explica Metzger. \u201cAcredito que estamos vendo algo semelhante com as FRBs.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma rajada r\u00e1pida de r\u00e1dio, um dos fen\u00f4menos mais enigm\u00e1ticos vistos por astr\u00f4nomos, foi detectada<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":147349,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/06\/galaxia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma rajada r\u00e1pida de r\u00e1dio, um dos fen\u00f4menos mais enigm\u00e1ticos vistos por astr\u00f4nomos, foi detectada","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147348"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147348"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147348\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":147351,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147348\/revisions\/147351"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/147349"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147348"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147348"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147348"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}