{"id":146944,"date":"2021-05-28T11:00:50","date_gmt":"2021-05-28T14:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=146944"},"modified":"2021-05-28T08:33:18","modified_gmt":"2021-05-28T11:33:18","slug":"mata-atlantica-e-o-segundo-bioma-mais-ameacado-do-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mata-atlantica-e-o-segundo-bioma-mais-ameacado-do-planeta\/","title":{"rendered":"Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 o segundo bioma mais amea\u00e7ado do planeta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-146945\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0\u00e9 um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/8378-bioma.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">bioma<\/a>\u00a0composto por diferentes forma\u00e7\u00f5es vegetais e ecossistemas associados, que se destaca por sua grande biodiversidade. Hoje, devido \u00e0 diversas atividades antr\u00f3picas na regi\u00e3o, restam apenas 12,4% da floresta que existia originalmente, de acordo com dados da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sosma.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Funda\u00e7\u00e3o SOS\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span><\/a>. Por isso, pol\u00edticas p\u00fablicas que incentivem a conserva\u00e7\u00e3o da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span> e protejam os povos tradicionais que vivem nesse bioma s\u00e3o de extrema import\u00e2ncia para a sua manuten\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<h2>Localiza\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>Em 1500, estima-se que a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0cobria aproximadamente 15% do territ\u00f3rio brasileiro, compreendendo uma \u00e1rea equivalente a 1.296.446 km2. Sua regi\u00e3o de ocorr\u00eancia original abrangia integral ou parcialmente 17 estados brasileiros: Alagoas, Bahia, Cear\u00e1, Esp\u00edrito Santo, Goi\u00e1s, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Para\u00edba, Pernambuco, Piau\u00ed, Paran\u00e1, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, S\u00e3o Paulo e Sergipe. A\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0nativa tamb\u00e9m abrangia a por\u00e7\u00e3o leste do Paraguai e a prov\u00edncia de Misiones, na Argentina.<\/p>\n<p>Um mapeamento encomendado pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente mostra que hoje apenas 27% da \u00e1rea original ainda \u00e9 remanescente, incluindo os v\u00e1rios est\u00e1gios de regenera\u00e7\u00e3o em todas as fisionomias. Entretanto, o percentual de remanescentes bem conservados \u00e9 de apenas 7,26%, segundo levantamento divulgado pela Funda\u00e7\u00e3o SOS\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Segundo esse estudo, existem somente 97.596 km2 de remanescentes maiores de 1 km2. Esses dois dados apontam, por um lado, a capacidade da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span> de se regenerar e, por outro, a situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica de isolamento em que se encontram as \u00e1reas remanescentes em est\u00e1gio avan\u00e7ado e prim\u00e1rio da floresta.<\/p>\n<p>Cerca de 70% da popula\u00e7\u00e3o brasileira vive no territ\u00f3rio da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>. Esse bioma compreende sete bacias hidrogr\u00e1ficas que se alimentam dos rios S\u00e3o Francisco, Para\u00edba do Sul e Paran\u00e1, entre outros. As \u00e1guas dessa regi\u00e3o abastecem cerca de 110 milh\u00f5es de brasileiros.<\/p>\n<h2>Subdivis\u00f5es da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o de Preserva\u00e7\u00e3o do Meio Ambiente e da Vida (Apremavi), pode-se dividir a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0em floresta prim\u00e1ria e secund\u00e1ria. Esta \u00faltima possui tr\u00eas est\u00e1gios, que variam conforme a capacidade de regenera\u00e7\u00e3o das fitofisionomias do bioma. Entenda a divis\u00e3o:<\/p>\n<ul>\n<li>Floresta prim\u00e1ria: abrange parte da floresta intocada pelos humanos ou em que a a\u00e7\u00e3o humana n\u00e3o levou desequil\u00edbrio para a rela\u00e7\u00e3o entre os seres vivos. Nessa floresta, encontram-se as \u00e1rvores mais altas e grossas da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>, al\u00e9m de orqu\u00eddeas e cactos nas copas das \u00e1rvores;<\/li>\n<li>Floresta secund\u00e1ria: refere-se a \u00e1reas em que houve atividade humana, como agricultura e extrativismo vegetal. Ap\u00f3s essas atividades, algumas \u00e1reas s\u00e3o abandonadas e a floresta mostra sua capacidade de regenera\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, que faz ressurgir esp\u00e9cies. Essa regenera\u00e7\u00e3o acontece em tr\u00eas est\u00e1gios:<\/li>\n<\/ul>\n<ol>\n<li>Est\u00e1gio inicial: pode durar at\u00e9 10 anos, dependendo do grau de devasta\u00e7\u00e3o do solo e da flora e da quantidade de sementes no ch\u00e3o. Nesse est\u00e1gio, as \u00e1rvores n\u00e3o passam de quatro metros de altura, prevalecendo samambaias no ch\u00e3o;<\/li>\n<li>Est\u00e1gio m\u00e9dio: as samambaias diminuem e as \u00e1rvores podem atingir at\u00e9 12 metros de altura, aparecendo \u00e1rvores nativas, como ing\u00e1s;<\/li>\n<li>Est\u00e1gio avan\u00e7ado: ap\u00f3s o est\u00e1gio m\u00e9dio, a floresta pode demorar at\u00e9 200 anos para atingir o patamar da floresta prim\u00e1ria. Nesse est\u00e1gio, as samambaias desaparecem e a biodiversidade aumenta gradativamente. Esp\u00e9cies nativas come\u00e7am a ressurgir, como os cedros e as sapucaias.<\/li>\n<\/ol>\n<h2>Solos da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>Os solos da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span> costumam ser rasos e \u00e1cidos, extremamente \u00famidos e pobres. Isso acontece em decorr\u00eancia da pouca incid\u00eancia solar, que \u00e9 impedida de alcan\u00e7ar a superf\u00edcie em virtude das copas das \u00e1rvores. Al\u00e9m disso, a pouca profundidade do solo e os altos n\u00edveis pluviom\u00e9tricos propiciam processos erosivos e deslizamentos nas partes mais altas dos terrenos.<\/p>\n<h2>Biodiversidade da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>Mesmo reduzida e muito fragmentada, estima-se que a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0possua cerca de vinte mil esp\u00e9cies vegetais (35% das esp\u00e9cies existentes no Brasil). Se comparada com a Floresta Amaz\u00f4nica, a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0apresenta, proporcionalmente ao seu tamanho, maior diversidade biol\u00f3gica.<\/p>\n<p>Estudos realizados no Parque Estadual da Serra do Conduru, no sul da Bahia, mostraram uma diversidade de 454 esp\u00e9cies de \u00e1rvores por hectare, n\u00famero que superou o recorde de 300 esp\u00e9cies por hectare registrado na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/8118-amazonia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Amaz\u00f4nia<\/a>\u00a0peruana em 1986. Esses dados podem comprovar que a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0possui a maior diversidade de \u00e1rvores do mundo por unidade de \u00e1rea.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fauna, existem diversas esp\u00e9cies end\u00eamicas, ou seja, que n\u00e3o podem ser encontradas em nenhum outro lugar do mundo. A\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0conta com aproximadamente 850 esp\u00e9cies de aves, 370 esp\u00e9cies de anf\u00edbios, 200 esp\u00e9cies de r\u00e9pteis, 270 esp\u00e9cies de mam\u00edferos e 350 esp\u00e9cies de peixes. Os principais representantes da fauna s\u00e3o micos, tamandu\u00e1s, tucanos, jaguatiricas, r\u00e3s,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/7759-onca-pintada.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">on\u00e7as-pintadas<\/a>\u00a0e bichos-pregui\u00e7a.<\/p>\n<div class=\"midiaConteudoMateria\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1584123485406-0\" data-google-query-id=\"CKfhvIij7PACFVrDhgodonYCmw\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/4188148\/eC_EditorialD_Conteudo3_0__container__\">No entanto, v\u00e1rias dessas esp\u00e9cies animais e vegetais est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do <a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/component\/content\/article\/63-meio-ambiente\/5094-parque-do-pau-brasi-em-porto-seguro-abre-para-visitacao.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">pau-brasil<\/a>, existem outras 276 esp\u00e9cies vegetais da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0na lista oficial de esp\u00e9cies amea\u00e7adas, entre elas o palmito-ju\u00e7ara, a arauc\u00e1ria e v\u00e1rias orqu\u00eddeas e brom\u00e9lias. Entre os animais terrestres, s\u00e3o 185 vertebrados em risco, sendo 118 aves, 16 anf\u00edbios, 38 mam\u00edferos e 13 r\u00e9pteis. Vale ressaltar que grande parte dessas esp\u00e9cies amea\u00e7adas \u00e9 end\u00eamica, como o muriqui-do-sul, o muriqui-do-norte e o papagaio-da-cara-roxa.<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<h2>Fitofisionomias da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>Por se tratar de um bioma extenso e rico em biodiversidade, a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0\u00e9 subdividida em alguns ecossistemas. Essa subdivis\u00e3o foi elaborada pela Funda\u00e7\u00e3o SOS\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0em 1990 e reconhecida legalmente pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) em 1992.<\/p>\n<ul>\n<li>Floresta Ombr\u00f3fila Densa: \u00e9 marcada por \u00e1rvores de copas altas, formando coberturas vegetais fechadas. Essa floresta \u00e9 encontrada do litoral do Rio Grande do Sul ao Cear\u00e1, com precipita\u00e7\u00f5es regulares durante o ano todo;<\/li>\n<li>Floresta Ombr\u00f3fila Mista: \u00e9 comum em \u00e1reas frias, como a regi\u00e3o Sul do Brasil e os planaltos do Sudeste. Uma \u00e1rvore t\u00edpica dessa localidade \u00e9 a Arauc\u00e1ria;<\/li>\n<li>Floresta Ombr\u00f3fila Aberta: \u00e9 comum em \u00e1reas mais secas e com altas temperaturas, sem a presen\u00e7a de \u00e1rvores com copas altas fechadas. \u00c9 encontrada em Minas Gerais, Esp\u00edrito Santo e Alagoas;<\/li>\n<li>Floresta Estacional Semidecidual: tamb\u00e9m conhecida como floresta tropical subcaducif\u00f3lia, algumas de suas \u00e1rvores podem perder as folhas durante o outono e inverno;<\/li>\n<li>Floresta Estacional Decidual: ocorre em locais com duas esta\u00e7\u00f5es definidas, uma seca e outra \u00famida. Em geral, suas \u00e1rvores perdem as folhas no inverno seco e frio;<\/li>\n<li>Campos de altitude: essa subdivis\u00e3o ocorre em \u00e1reas altas da mata, prevalecendo a exist\u00eancia de gram\u00edneas nos altos picos;<\/li>\n<li>Brejos interioranos: ocorrem em \u00e1reas de transi\u00e7\u00e3o da Caatinga para a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>, sendo fundamentais para a agricultura nordestina, por conta do armazenamento h\u00eddrico;<\/li>\n<li>Manguezais: s\u00e3o vegeta\u00e7\u00f5es que ocorrem nas \u00e1reas de contato entre \u00e1guas doces e salgadas, presentes em todo o litoral brasileiro. Possuem uma rica fauna, como moluscos e caranguejos, sendo importantes para conter a for\u00e7a das mar\u00e9s altas;<\/li>\n<li>Restinga: \u00e9 a \u00e1rea de dep\u00f3sitos de areia em toda a costa brasileira, com uma vegeta\u00e7\u00e3o que depende de fatores abi\u00f3ticos, como a \u00e1gua, o vento e a radia\u00e7\u00e3o solar;<\/li>\n<li>Vegeta\u00e7\u00e3o fixadora de dunas: \u00e9 a vegeta\u00e7\u00e3o que fixa a areia das praias no litoral, impedindo-a de se espalhar pela orla, al\u00e9m de servir de repouso para aves de pequeno e m\u00e9dio porte.<\/li>\n<\/ul>\n<h2>Popula\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), estima-se que 145 milh\u00f5es de pessoas vivam sob o dom\u00ednio da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>, o que representa mais de 72% de toda a popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds. Esse alto contingente populacional na regi\u00e3o \u00e9 explicado pela coloniza\u00e7\u00e3o brasileira. Foi no litoral que se desenvolveram os primeiros aglomerados urbanos e, posteriormente, os primeiros centros industriais, isto \u00e9, na \u00e1rea da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>.<\/p>\n<p>A devasta\u00e7\u00e3o da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0\u00e9 preocupante do ponto de vista social, j\u00e1 que grande parte da sociedade brasileira depende dela para a preserva\u00e7\u00e3o de nascentes, como a do rio S\u00e3o Francisco, por exemplo. Al\u00e9m disso, povos ind\u00edgenas e n\u00e3o-ind\u00edgenas, como os Guarani ou os Cai\u00e7ara, vivem na mata e necessitam dela preservada para sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<h2>A import\u00e2ncia da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>Considerada patrim\u00f4nio nacional pela Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988, a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0\u00e9 essencial para a manuten\u00e7\u00e3o da vida no litoral brasileiro e em algumas \u00e1reas interioranas de sua ocorr\u00eancia. Al\u00e9m de conter a \u00e1rvore que deu origem ao Brasil, esse bioma possui importantes bacias que servem desde a navega\u00e7\u00e3o fluvial, como o rio Tiet\u00ea, e tamb\u00e9m rios que geram grandes quantidades de energia, como o rio Paran\u00e1. A Usina de Itaipu est\u00e1 localizada nesse rio, por exemplo.<\/p>\n<p>Isso mostra a import\u00e2ncia das \u00e1guas da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>, tanto para o consumo humano quanto para atividades industriais e agr\u00edcolas, sendo fundamentais no desenvolvimento das grandes cidades brasileiras.<\/p>\n<p>Em fun\u00e7\u00e3o de sua grande import\u00e2ncia, foi sancionada a\u00a0<a href=\"http:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_Ato2004-2006\/2006\/Lei\/L11428.htm\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Lei da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span><\/a>\u00a0em 2006, que rege pol\u00edticas p\u00fablicas relacionadas \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da floresta, al\u00e9m de regulamentar a explora\u00e7\u00e3o apenas quando tal a\u00e7\u00e3o n\u00e3o prejudique a vegeta\u00e7\u00e3o, conforme consta no artigo 20: \u201cO corte e a supress\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria do Bioma\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0somente ser\u00e3o autorizados em car\u00e1ter excepcional, quando necess\u00e1rios \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o de obras, projetos ou atividades de utilidade p\u00fablica, pesquisas cient\u00edficas e pr\u00e1ticas preservacionistas.\u201d<\/p>\n<h2>Degrada\u00e7\u00e3o da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>A lei promulgada em 2006 \u00e9 fruto de a\u00e7\u00f5es ambientalistas na d\u00e9cada de 1980, quando a Constitui\u00e7\u00e3o Federal determinou que a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0se tornasse patrim\u00f4nio nacional do Brasil. A degrada\u00e7\u00e3o do bioma teve in\u00edcio em 1500, quando os portugueses chegaram e retiraram grandes quantidades de pau-brasil, exportando-o para a Europa. A cor avermelhada dessa \u00e1rvore chamava a aten\u00e7\u00e3o dos europeus, que usavam a madeira para constru\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis e sua cor para tingir tecidos.<\/p>\n<p>Com o passar do tempo, o desenvolvimento no litoral brasileiro fez com que grande parte da mata fosse desmatada para in\u00fameros fins: agricultura, constru\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o de cidades, abertura de ferrovias e rodovias, implanta\u00e7\u00e3o de ind\u00fastrias e por a\u00ed vai. Isso fez da\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0o primeiro bioma brasileiro a sofrer um grave\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/4211-desmatamento.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">desmatamento<\/a>. Al\u00e9m disso, tamb\u00e9m persiste o com\u00e9rcio ilegal de esp\u00e9cies da fauna ou da flora nesse local.<\/p>\n<h2>Remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica<\/h2>\n<p>Com pouco mais de 100 mil km2, a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span>\u00a0possui apenas 7,84% de sua vegeta\u00e7\u00e3o original. O desmatamento e as ocupa\u00e7\u00f5es irregulares, causadas pela urbaniza\u00e7\u00e3o, reduziram drasticamente as \u00e1reas delimitadas por esse bioma. Ademais, essa porcentagem est\u00e1 distribu\u00edda de forma irregular no pa\u00eds, com alguns estados com menos de 1% do que havia em 1500.<\/p>\n<p>O\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Parque_Nacional_das_Arauc%C3%A1rias\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Parque Nacional das Arauc\u00e1rias<\/a>\u00a0\u00e9 um exemplo de unidade de conserva\u00e7\u00e3o brasileira de prote\u00e7\u00e3o integral \u00e0 natureza situada nos munic\u00edpios catarinenses de Passos Maia e Ponte Serrada. Seu principal objetivo \u00e9 o de preservar os remanescentes de Floresta Ombr\u00f3fila Mista da regi\u00e3o, a fim de criar condi\u00e7\u00f5es para realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas cient\u00edficas e o desenvolvimento de atividades de educa\u00e7\u00e3o ambiental, recrea\u00e7\u00e3o em contato com a natureza e turismo ecol\u00f3gico.<\/p>\n<p>Toda essa degrada\u00e7\u00e3o fez com que a ONG Conserva\u00e7\u00e3o Internacional inclu\u00edsse a\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Mata Atl\u00e2ntica<\/span> em sua lista de hotspots. Esse conceito \u00e9 associado a biomas que possuem grande biodiversidade e com muitas esp\u00e9cies end\u00eamicas, restritas \u00e0quela localidade e mais suscet\u00edveis de serem extintas. Al\u00e9m disso, para um bioma ser considerado como hotspot, \u00e9 necess\u00e1rio que 75% (ou mais) de sua \u00e1rea original esteja desmatada ou destru\u00edda.<i>\u00a0<\/i><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A\u00a0Mata Atl\u00e2ntica\u00a0\u00e9 um\u00a0bioma\u00a0composto por diferentes forma\u00e7\u00f5es vegetais e ecossistemas associados, que se destaca por sua<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":146945,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/tucano.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A\u00a0Mata Atl\u00e2ntica\u00a0\u00e9 um\u00a0bioma\u00a0composto por diferentes forma\u00e7\u00f5es vegetais e ecossistemas associados, que se destaca por sua","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146944"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146944"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146944\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":146947,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146944\/revisions\/146947"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/146945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146944"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146944"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146944"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}