{"id":146856,"date":"2021-05-26T06:00:01","date_gmt":"2021-05-26T09:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=146856"},"modified":"2021-05-26T13:51:01","modified_gmt":"2021-05-26T16:51:01","slug":"especies-invasoras-afetam-o-ecossistema-do-rio-de-janeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/especies-invasoras-afetam-o-ecossistema-do-rio-de-janeiro\/","title":{"rendered":"Esp\u00e9cies invasoras afetam o ecossistema do Rio de Janeiro"},"content":{"rendered":"<h1 class=\"content-head__title\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-146857\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>De &#8216;falso mexilh\u00e3o&#8217; caribenho \u00e0 til\u00e1pia, que veio da \u00c1frica, conhe\u00e7a esp\u00e9cies invasoras que afetam o ecossistema do Rio<\/h1>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles active-capital-letter\" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"67\" data-block-id=\"2\">\n<p class=\"content-text__container theme-color-primary-first-letter\" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O ocean\u00f3grafo Luciano Neves, da Unirio, dedica grande parte de sua pesquisa acad\u00eamica ao estudo de\u00a0<strong>esp\u00e9cies invasoras ou ex\u00f3ticas<\/strong>, como s\u00e3o chamados os seres vivos n\u00e3o nativos de um habitat. O interesse pelo tema come\u00e7ou ainda crian\u00e7a, quando pescava o peixe Tucunar\u00e9, que foi introduzido no Reservat\u00f3rio da Represa do Ribeir\u00e3o de Lajes, em Barra do Pira\u00ed, nos anos 50, atrav\u00e9s de programas oficiais de governo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"wall protected-content\">\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"133\" data-block-id=\"4\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u2014 Naquela \u00e9poca construiu-se muitas represas no pa\u00eds, o que dizimava v\u00e1rias esp\u00e9cies de peixes. De 100, 50 sumiam. A\u00ed a solu\u00e7\u00e3o do governo era introduzir esp\u00e9cies invasoras, e muitas vieram da Amaz\u00f4nia, como o tucunar\u00e9. A vis\u00e3o era de que os invasores ocupariam o nicho vazio, s\u00f3 que eles acabaram se expandindo e contribuindo para a perda de diversidade \u2014 explica Neves, que ainda lembra da til\u00e1pia, origin\u00e1ria da \u00c1frica, e da carpa, da \u00c1sia, os dois peixes mais cultivados do Brasil. \u2014 Um grande problema \u00e9 que cria-se um processo de naturaliza\u00e7\u00e3o desses invasores at\u00e9 chegar no ponto em que a pessoa pensa que aquela esp\u00e9cie sempre existiu ali. E o ecossistema se remaneja com a presen\u00e7a da invasora, num desequil\u00edbrio que pode facilitar novas invas\u00f5es. Vira uma bola de neve.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"83\" data-block-id=\"6\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Nos \u00faltimos anos, pescadores da Lagoa Rodrigo de Freitas v\u00eam notando uma quantidade menor de peixes quando suas redes voltam da \u00e1gua. O fato n\u00e3o se explicaria pela polui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o despejo de esgoto diminuiu, relatam. Pesquisadores, ent\u00e3o, relacionaram a curiosa situa\u00e7\u00e3o ao aparecimento de um mexilh\u00e3o caribenho, identificado em 2014, e que tem grande poder de filtragem, inclusive de microalgas essenciais para a vida marinha, al\u00e9m de deixar a \u00e1gua mais transparente, facilitando a tarefa do peixe em desviar das redes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"97\" data-block-id=\"7\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">O Mytilopsis Leucophaeta foi batizado de &#8220;falso mexilh\u00e3o escuro&#8221; por ter caracter\u00edsticas pontuais que o diferenciam de um cl\u00e1ssico mexilh\u00e3o. Ele \u00e9 menor \u2014 tem no m\u00e1ximo tr\u00eas cent\u00edmetros \u2014 e suas conchas n\u00e3o fecham simetricamente. Pelo tamanho pequeno, n\u00e3o costuma ser consumido como alimento pelo ser humano. Luciano Neves coordenar\u00e1 um projeto, batizado &#8220;Ecoshift&#8221;, que far\u00e1 um levantamento de dados da popula\u00e7\u00e3o animal e qualidade da \u00e1gua da Lagoa. Nas suas pesquisas, ele descobriu o falso mexilh\u00e3o, registrado oficialmente em 2014, o que n\u00e3o exclui a possibilidade dele ter chegado antes \u00e0 Lagoa, at\u00e9 ser percebido.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"68\" data-block-id=\"8\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A principal hip\u00f3tese \u00e9 que o mexilh\u00e3o tenha sido &#8220;importado&#8221; por alguma embarca\u00e7\u00e3o, seja na chamada \u00e1gua de lastro do navio ou encrostado na sua estrutura. A viagem pode ter sido pelo canal do Jardim de Alah, que faz conex\u00e3o com o mar, mas pescadores da Lagoa, da\u00a0<strong>Col\u00f4nia Z13<\/strong>, mencionam a possibilidade dele ter vindo junto a algum cont\u00eainer em \u00e9poca de montagem da \u00e1rvore de natal.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"29\" data-block-id=\"11\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Antonio Claudio Paiva, o &#8220;Maracan\u00e3&#8221;, membro da comiss\u00e3o de pescadores da Col\u00f4nia Z13, explica que o falso mexilh\u00e3o faz, ao mesmo tempo, o papel de &#8220;mocinho e de bandido&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"113\" data-block-id=\"12\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u2014 Como mocinho, ele filtra poluentes e deixa a \u00e1gua mais clara. Mas como bandido, ele prejudica nossa pesca, porque o peixe v\u00ea a rede e foge. O ideal \u00e9 a \u00e1gua estar mais turva. Nas fases de \u00e1gua muito clara, n\u00f3s pescamos s\u00f3 um ter\u00e7o do nosso normal. Claro que a pesca n\u00e3o \u00e9 afetada s\u00f3 pelo mexilh\u00e3o, h\u00e1 v\u00e1rios fatores envolvidos, mas o fato \u00e9 que o mexilh\u00e3o impacta muito, al\u00e9m de ser fedido demais \u2014 resume Maracan\u00e3, que destaca o poder de reprodu\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. \u2014 A gente faz raspagem dos deques, mas menos de um m\u00eas depois eles voltam. V\u00e3o crescendo um em cima do outro, est\u00e3o dominando tudo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"7\" data-block-id=\"13\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Incentivo \u00e0s invasoras como programa de governo<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"134\" data-block-id=\"14\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">At\u00e9 o final dos anos 90, diz Luciano Neves, perdurou a vis\u00e3o institucional de incentivo \u00e0s introdu\u00e7\u00f5es de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, na fauna e na flora, o que come\u00e7ou a mudar na Eco-92 at\u00e9 chegar em decretos e leis que limitam cultivos e defendem a preserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas. No Rio, por exemplo, foi publicado, em 2011, um decreto municipal para cria\u00e7\u00e3o de um programa municipal de controle de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas e invasora (da fauna e flora), mas que nunca foi implementado na pr\u00e1tica. J\u00e1 em dezembro do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro baixou um decreto para cess\u00e3o de uso de espa\u00e7os f\u00edsicos para aquicultura. O texto exclui a necessidade de autoriza\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas ou do Ibama para cria\u00e7\u00e3o de peixes em reservat\u00f3rios de hidrel\u00e9tricas, como \u00e9 o caso do tucunar\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"60\" data-block-id=\"15\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Com o estabelecimento das invasoras, a dificuldade recai sobre como se equilibrar entre a necessidade de remo\u00e7\u00e3o ou possibilidade de controle da expans\u00e3o. No Reservat\u00f3rio das Lajes, por exemplo, Neves diz que houve uma tentativa de reintrodu\u00e7\u00e3o do peixe piabanha, nativa, mas que eles foram comidos pelos tucunar\u00e9s. J\u00e1 houve tamb\u00e9m tentativas, no passado, de controle de natalidade do sagui.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"50\" data-block-id=\"17\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u2014 N\u00e3o \u00e9 trivial, \u00e9 necess\u00e1rio um \u00f3rg\u00e3o ambiental de controle. Tem animal que j\u00e1 est\u00e1 aqui h\u00e1 tanto tempo que hoje existe mais benef\u00edcio do que preju\u00edzo, apesar de ter causado impacto negativo no in\u00edcio de sua presen\u00e7a, como o cavalo, que foi introduzido h\u00e1 s\u00e9culos \u2014 afirma Neves.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"5\" data-block-id=\"18\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>As principais ex\u00f3ticas da flora<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"38\" data-block-id=\"19\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Dentro da flora carioca, as principais invasoras hoje s\u00e3o a leucena (natural do M\u00e9xico) e a amendoeira (natural da \u00c1sia), no espa\u00e7o urbano, e a jaqueira (\u00c1sia), dentro de unidades de conserva\u00e7\u00e3o, afirma o engenheiro florestal Salvador S\u00e1.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"73\" data-block-id=\"20\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u2014 H\u00e1 esp\u00e9cies com capacidade maior ou menor de invas\u00e3o. A jaqueira, por exemplo, tem sementes vigorosas e promove muita sombra, o que inibe outras esp\u00e9cies pr\u00f3ximas de crescerem. Mas hoje a mais problem\u00e1tica \u00e9 a leucena, porque ela tem poder de rebrotar mesmo depois de cortada e produz muitas sementes. Al\u00e9m disso, sua folha solta uma subst\u00e2ncia que inibe crescimento de outras mudas nativas, expulsando a pitanga, aroreira, guriri (nativas de restinga).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"35\" data-block-id=\"22\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">A competi\u00e7\u00e3o \u00e9 um problema que culmina na redu\u00e7\u00e3o da riqueza da biodiversidade. \u00c1rvores &#8220;expulsas&#8221; poderiam ser, por exemplo, fontes de alimento para outros animais. Nas suas aus\u00eancias, desencadeia-se o desequil\u00edbrio em s\u00e9rie do ecossistema.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"59\" data-block-id=\"24\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">\u2014 O importante \u00e9 colocar as ex\u00f3ticas nos seus devidos lugares, com cultivo controlado, n\u00e3o dentro de um parque nacional &#8212; afirma Salvador S\u00e1, que faz uma analogia para explicar o problema da perda de biodiversidade. \u2014 \u00c9 como voc\u00ea chegar numa feira e s\u00f3 encontrar tomate vendendo. A biodiversidade tem relev\u00e2ncia n\u00e3o s\u00f3 ecol\u00f3gica, como econ\u00f4mica e social.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"50\" data-block-id=\"25\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Atualmente, a prefeitura do Rio possui programas para reintrodu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies nativas na flora, como mutir\u00e3o de reflorestamento em comunidades e parques, ou aplica\u00e7\u00e3o de medidas compensat\u00f3rias, como da restinga na orla. N\u00e3o h\u00e1, por\u00e9m, um programa municipal para controle de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas, como previa o decreto 33814, de 2011.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"62\" data-block-id=\"26\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\">Procurada, a Secretaria municipal de Meio Ambiente afirmou que &#8220;est\u00e1 em curso o processo que cria os Programas de Conserva\u00e7\u00e3o e Prote\u00e7\u00e3o da Fauna Silvestre e Flora Nativa Carioca&#8221;. Atualmente, diz a pasta, as listas de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas s\u00e3o constantemente atualizadas e, para acelerar a erradica\u00e7\u00e3o das invasoras da flora, &#8221;as medidas compensat\u00f3rias por seus cortes s\u00e3o isentas nos processos de licenciamento&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles\" data-block-type=\"raw\" data-block-weight=\"9\" data-block-id=\"27\">\n<div class=\"content-intertitle\">\n<h2>Saiba quais s\u00e3o as principais esp\u00e9cies invasoras no Rio<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"36\" data-block-id=\"28\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Falso mexilh\u00e3o Mytilopsis leucophaeta<\/strong>: Origin\u00e1rio do Caribe (golfo do M\u00e9xico e sul d os EUA), presente na Lagoa Rodrigo de Freitas desde 2014. Melhora a transpar\u00eancia da \u00e1gua, mas filtra microalgas e compete com mexilh\u00f5es nativos<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"50\" data-block-id=\"29\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Til\u00e1pia, carpa e tucunar\u00e9<\/strong>: A Til\u00e1pia \u00e9 origin\u00e1ria da \u00c1frica, carpa da \u00c1sia e tucunar\u00e9 da Amaz\u00f4nia, mas s\u00e3o muito cultivados no Brasil e no Rio. S\u00e3o peixes grandes e carnudos, e por isso conquistaram os pescadores, mas inibem o crescimento de peixes nativos e contribuem para perda de biodiversidade<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"40\" data-block-id=\"30\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Sagui (mico-estrela)<\/strong>: Natural de \u00e1reas de cerrado e caatinga, entre Minas e outros estados do Nordeste e Norte. Carism\u00e1tico, se tornou um s\u00edmbolo do Rio, mas \u00e9 predador de ninho de p\u00e1ssaros e compete com mico-le\u00e3o-dourado, que est\u00e1 em extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-ads content-ads--reveal\" data-block-type=\"ads\" data-block-id=\"31\"><\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"59\" data-block-id=\"32\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Coral-sol (esp\u00e9cies do g\u00eanero Tubastrea)<\/strong>: Origin\u00e1rio do Oceano Pac\u00edfico, principalmente do sudeste Asi\u00e1tico. Est\u00e1 espalhado em quase toda costa brasileira, como na Regi\u00e3o dos Lagos e na Ba\u00eda de Ilha Grande, ap\u00f3s ser introduzida na d\u00e9cada de 80. Chama a aten\u00e7\u00e3o pela beleza, e \u00e9 usado para confec\u00e7\u00e3o de adornos, mas libera subst\u00e2ncia que inibe crescimento de outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"30\" data-block-id=\"33\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Jaqueira<\/strong>: Origin\u00e1ria da \u00c1sia, mas est\u00e1 muito presente no interior de unidades de conserva\u00e7\u00e3o do Rio. D\u00e1 muitos frutos, mas seu porte e sombreamento inibe crescimento de outras mudas nativas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mc-column content-text active-extra-styles \" data-block-type=\"unstyled\" data-block-weight=\"29\" data-block-id=\"34\">\n<p class=\"content-text__container \" data-track-category=\"Link no Texto\" data-track-links=\"\"><strong>Leucena e amendoeira<\/strong>: A leucena vem do M\u00e9xico e amendoeira da \u00c1sia. Est\u00e3o espalhadas pelo meio urbano carioca, porque tem r\u00e1pido poder de prolifera\u00e7\u00e3o e competem com esp\u00e9cies nativas.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>De &#8216;falso mexilh\u00e3o&#8217; caribenho \u00e0 til\u00e1pia, que veio da \u00c1frica, conhe\u00e7a esp\u00e9cies invasoras que afetam<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":146857,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/rio-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"De &#8216;falso mexilh\u00e3o&#8217; caribenho \u00e0 til\u00e1pia, que veio da \u00c1frica, conhe\u00e7a esp\u00e9cies invasoras que afetam","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146856"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146856"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146856\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":146860,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146856\/revisions\/146860"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/146857"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}