{"id":146544,"date":"2021-05-21T13:30:46","date_gmt":"2021-05-21T16:30:46","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=146544"},"modified":"2021-05-20T21:51:39","modified_gmt":"2021-05-21T00:51:39","slug":"colonizacao-extinguiu-metade-das-cobras-e-lagartos-de-arquipelago-no-caribe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/colonizacao-extinguiu-metade-das-cobras-e-lagartos-de-arquipelago-no-caribe\/","title":{"rendered":"Coloniza\u00e7\u00e3o extinguiu metade das cobras e lagartos de arquip\u00e9lago no Caribe"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"description\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/lagarto.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-146545\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/lagarto-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/lagarto-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/lagarto.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A partir de f\u00f3sseis, pesquisadores analisaram a perda de biodiversidade das ilhas de Guadalupe. A queda no n\u00famero de esp\u00e9cies coincide com a chegada dos franceses no s\u00e9culo 17.<\/h2>\n<p>Uma\u00a0<a href=\"https:\/\/advances.sciencemag.org\/content\/7\/21\/eabg2111\">pesquisa<\/a>\u00a0publicada na \u00faltima quarta-feira (19) mostrou que a perda da biodiversidade em Guadalupe, no Caribe, \u00e9 muito maior do que se acreditava. A partir do estudo de f\u00f3sseis, cientistas puderam analisar o hist\u00f3rico da biodiversidade da regi\u00e3o e perceberam que uma extin\u00e7\u00e3o de 50% a 70% das esp\u00e9cies de cobras e lagartos aconteceu ap\u00f3s a chegada dos colonizadores europeus, no s\u00e9culo 17.<\/p>\n<p>Guadalupe \u00e9 uma prov\u00edncia da Fran\u00e7a (o nome oficial \u00e9 departamento ultramarino) localizada ao norte de Dominica e ao sul de Montserrat. Possui seis ilhas (as duas maiores se chamam Basse-Terre e Grande-Terre) e cerca de 400 mil habitantes.<\/p>\n<p>No estudo, os cientistas analisaram 43 mil restos \u00f3sseos de esp\u00e9cies de 31 locais do arquip\u00e9lago. Eles pertenciam a quatro per\u00edodos: Pleistoceno tardio (32.000 a 11.650 anos atr\u00e1s); Holoceno pr\u00e9-antr\u00f3pico (h\u00e1 11.650 anos); a \u00e9poca de habita\u00e7\u00e3o ind\u00edgena (2.450 anos atr\u00e1s) e o per\u00edodo moderno (meados do s\u00e9culo 16 em diante).<\/p>\n<p>Os f\u00f3sseis foram atribu\u00eddos a 16 grupos de animais (t\u00e1xons) diferentes, e a pesquisa encontrou uma grande biodiversidade em registros antigos, observando desde esp\u00e9cies que n\u00e3o se sabia que viveram ali a algumas que nunca tinham sido descritas.<\/p>\n<p>A enorme perda de biodiversidade contrasta com os registros do per\u00edodo pr\u00e9-colonial \u2013 naquela \u00e9poca, ind\u00edcios mostram que as popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas dividiram espa\u00e7o com as cobras e lagartos das ilhas por milhares de anos. Nicole Boivin, que liderou o estudo junto ao pesquisador Corentin Bochaton, afirmou em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-05\/mpif-hog051721.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">comunicado<\/a>\u00a0que esses animais r\u00e9pteis n\u00e3o parecem ser sens\u00edveis a mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e ao impacto humano. Ainda assim, a diversidade deles foi reduzida \u2013 nos \u00faltimos cem anos, a diminui\u00e7\u00e3o foi ainda mais acentuada.<\/p>\n<p>Estima-se que Guadalupe j\u00e1 era habitada por humanos h\u00e1 cinco mil anos. Crist\u00f3v\u00e3o Colombo s\u00f3 chegou por l\u00e1 em 1493, quando foi\u00a0<a href=\"https:\/\/escola.britannica.com.br\/artigo\/Guadalupe\/481427\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">expulso<\/a>\u00a0pelos ind\u00edgenas; em 1635, os franceses transformaram o local em col\u00f4nia. Os pesquisadores n\u00e3o observaram extin\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies quando apenas as popula\u00e7\u00f5es nativas habitavam as ilhas.<\/p>\n<p>Ao analisar a din\u00e2mica das extin\u00e7\u00f5es, os cientistas perceberam rela\u00e7\u00f5es entre entre o tamanho das esp\u00e9cies, a prefer\u00eancia de habitat e o risco de extin\u00e7\u00e3o. Segundo eles, as esp\u00e9cies terrestres de cobras e lagartos de m\u00e9dio porte foram as mais atingidas.<\/p>\n<p>Dentre as poss\u00edveis explica\u00e7\u00f5es para isso, est\u00e1 a presen\u00e7a de mangustos e gatos, mam\u00edferos recentemente introduzidos em Guadalupe. Predadores, eles podem ter sido os principais respons\u00e1veis pela extin\u00e7\u00e3o em massa. Al\u00e9m disso, a agricultura colonial extensiva tamb\u00e9m pode ter contribu\u00eddo. A pr\u00e1tica levou \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do habitat, a degrada\u00e7\u00e3o do solo e a dizima\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de insetos (que integram a dieta de cobras e lagartos).<\/p>\n<p>\u201cR\u00e9pteis s\u00e3o considerados esp\u00e9cies \u2018menos carism\u00e1ticas\u2019, mas s\u00e3o uma parte vital dos ecossistemas tropicais\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eurekalert.org\/pub_releases\/2021-05\/mpif-hog051721.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">disse<\/a>\u00a0Bochaton. \u201cAnalisar a biodiversidade do passado \u00e9 importante para entender as quest\u00f5es atuais de conserva\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa destaca a import\u00e2ncia de esp\u00e9cies consideradas \u201cmenos carism\u00e1ticas\u201d \u2013 como os animais em quest\u00e3o \u2013 para a sa\u00fade dos ecossistemas e dos estudos em rela\u00e7\u00e3o ao impacto humano sobre elas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A partir de f\u00f3sseis, pesquisadores analisaram a perda de biodiversidade das ilhas de Guadalupe. 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