{"id":146412,"date":"2021-05-19T11:00:52","date_gmt":"2021-05-19T14:00:52","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=146412"},"modified":"2021-05-18T18:48:37","modified_gmt":"2021-05-18T21:48:37","slug":"satelites-mostram-como-nuvens-marinhas-aceleram-aquecimento-das-aguas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/satelites-mostram-como-nuvens-marinhas-aceleram-aquecimento-das-aguas\/","title":{"rendered":"Sat\u00e9lites mostram como nuvens marinhas aceleram aquecimento das \u00e1guas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-146413\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma an\u00e1lise de dados baseada em\u00a0observa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite\u00a0mostrou que o\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/aquecimento-global\">aquecimento global<\/a>\u00a0tem diminu\u00eddo a incid\u00eancia de nuvens marinhas de baixo n\u00edvel acima dos oceanos. Segundo os especialistas, isso contribui para a acelera\u00e7\u00e3o do aquecimento das \u00e1guas nesses locais.<\/p>\n<p>O trabalho foi liderado por pesquisadores do Laborat\u00f3rio Nacional Lawrence Livermore (LLNL) em uma colabora\u00e7\u00e3o com o Instituto Scripps de Oceanografia e o Centro de Pesquisa Langley, da\u00a0Nasa. Os resultados foram publicados na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Nature Climate Change<\/em>.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise das imagens de\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/satelite\">sat\u00e9lite<\/a>\u00a0ajudam a reduzir uma incerteza que paira na comunidade cient\u00edfica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que \u00e9 se as nuvens marinhas de baixo n\u00edvel v\u00e3o evoluir \u00e0 medida que o planeta aquece e como isso deve refletir no aquecimento dos oceanos.<\/p>\n<p>Essas nuvens s\u00e3o respons\u00e1veis pelo tempo frio nos ver\u00f5es de algumas cidades costeiras, al\u00e9m de estarem presentes pelos oceanos mundo afora. Elas t\u00eam um papel important\u00edssimo no resfriamento do planeta, j\u00e1 que protegem a superf\u00edcie da luz solar.<\/p>\n<h2 id=\"h-mudan-as-lentas\"><strong>Mudan\u00e7as lentas<\/strong><\/h2>\n<p>De acordo com os pesquisadores, com o avan\u00e7o do aquecimento global, esse efeito de resfriamento ser\u00e1 reduzido paulatinamente conforme a\u00a0concentra\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/dioxido-de-carbono\">di\u00f3xido de carbono\u00a0(CO2)<\/a>\u00a0na atmosfera for aumentando. O aquecimento causado inicialmente pelo aumento do CO2 recebe um impulso extra das redu\u00e7\u00f5es das nuvens, em um efeito batizado de feedback amplificador.<\/p>\n<p>A equipe tamb\u00e9m analisou observa\u00e7\u00f5es de nuvens de sat\u00e9lite com o objetivo de avaliar a rea\u00e7\u00e3o das nuvens marinhas a varia\u00e7\u00f5es naturais em condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas de grande escala. Para isso, foram constru\u00eddas simula\u00e7\u00f5es de modelos clim\u00e1ticos globais para determinar como essas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas mudar\u00e3o com o aumento do CO2 na atmosfera.<\/p>\n<p>A partir deste m\u00e9todo, eles foram capazes de calcular a resposta das nuvens a esse novo ambiente meteorol\u00f3gico. \u201cDescobrimos que nuvens baixas provavelmente v\u00e3o amplificar o aquecimento global , mas o efeito desse feedback amplificador \u00e9 mais silencioso em compara\u00e7\u00e3o com o entendimento anterior\u201d, disse o cientista clim\u00e1tico do LLNL, Tim Myers, ao\u00a0<em>Phys.org<\/em>.<\/p>\n<p>A raz\u00e3o para esse efeito mais silencioso s\u00e3o diferen\u00e7as regionais na resposta de nuvens baixas ao aquecimento global. Com isso, os pesquisadores conseguiram determinar que o novo valor do feedback amplificador significa para a sensibilidade clim\u00e1tica, al\u00e9m do aquecimento planet\u00e1rio resultante da duplica\u00e7\u00e3o do CO2.<\/p>\n<h2 id=\"h-modelos-atuais-s-o-problem-ticos\"><strong>Modelos atuais s\u00e3o problem\u00e1ticos<\/strong><\/h2>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/modelos_de_medicoes_de_mudancas_climaticas.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-170325\" src=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/modelos_de_medicoes_de_mudancas_climaticas.jpg\" sizes=\"(max-width: 625px) 100vw, 625px\" srcset=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/modelos_de_medicoes_de_mudancas_climaticas.jpg 625w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/modelos_de_medicoes_de_mudancas_climaticas-300x169.jpg 300w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"360\" \/><\/a><figcaption>Os pesquisadores acreditam que os modelos de medi\u00e7\u00e3o e simula\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas atuais s\u00e3o falhos. Cr\u00e9dito: PX Here<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os resultados tamb\u00e9m apontam para algumas fragilidades nos modelos clim\u00e1ticos adotados atualmente, que, segundo eles, produzem respostas amplamente vari\u00e1veis das nuvens marinhas ao aquecimento. Isso acontece, entre outras coisas, porque n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel simular diretamente os processos f\u00edsicos de pequena escala que controlam o comportamento das nuvens.<\/p>\n<p>\u201cOs modelos parecem superaquecer o feedback superficial do c\u00famulo, produzindo um aquecimento irrealista grande em alguns dos modelos atuais \u201c, disse o co-autor do LLNL, Mark Zelinka. \u201cNo entanto, alguns modelos n\u00e3o simulam um feedback amplificador de nuvens baixas, produzindo um aquecimento silencioso irreal\u201d, completou o cientista.<\/p>\n<p>Para conseguirem testar seu m\u00e9todo, os pesquisadores se voltaram para um evento ex\u00f3tico e extremo de aquecimento da superf\u00edcie marinha, tamb\u00e9m conhecido como \u201conda de calor marinha\u201d, observado no nordeste do Oceano Pac\u00edfico em meados de 2015.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s mostramos que podemos prever com precis\u00e3o as mudan\u00e7as nas nuvens detectadas pelos sat\u00e9lites durante a onda de calor marinho, ent\u00e3o estamos confiantes de que podemos prever como as nuvens responder\u00e3o ao aquecimento global\u201d, explicou Myers.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma an\u00e1lise de dados baseada em\u00a0observa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite\u00a0mostrou que o\u00a0aquecimento global\u00a0tem diminu\u00eddo a incid\u00eancia de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":146413,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/nuvens.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma an\u00e1lise de dados baseada em\u00a0observa\u00e7\u00f5es de sat\u00e9lite\u00a0mostrou que o\u00a0aquecimento global\u00a0tem diminu\u00eddo a incid\u00eancia de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146412"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146412"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146412\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":146415,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146412\/revisions\/146415"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/146413"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146412"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146412"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146412"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}