{"id":14628,"date":"2015-01-23T15:00:59","date_gmt":"2015-01-23T15:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=14628"},"modified":"2015-01-23T11:06:08","modified_gmt":"2015-01-23T11:06:08","slug":"teia-invisivel-da-impressao-de-chuva-de-aranhas-comum-no-cerrado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/teia-invisivel-da-impressao-de-chuva-de-aranhas-comum-no-cerrado\/","title":{"rendered":"Teia &#8216;invis\u00edvel&#8217; d\u00e1 impress\u00e3o de &#8216;chuva de aranhas&#8217;, comum no cerrado"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-14629\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u00c9 no fim da tarde que o c\u00e9u \u00e9 &#8220;tomado&#8221; por aracn\u00eddeos que, caminhando em suas teias gigantes e comunit\u00e1rias, acabam caindo no ch\u00e3o ou sobre quem caminha pelas ruas de cidades do cerrado brasileiro onde, segundo especialistas, o fen\u00f4meno \u00e9 bem comum. Conhecido popularmente como &#8220;chuva de aranhas&#8221;, a presen\u00e7a de v\u00e1rios desses insetos em cidades como <strong><a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/ciencia\/ultimas-noticias\/estado\/2015\/01\/21\/aranha-de-sao-manuel-sp-nao-e-agressiva-diz-veterinario.htm\">S\u00e3o Manuel, no interior de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong>, e Santo Ant\u00f4nio, no interior do <strong><a href=\"http:\/\/noticias.uol.com.br\/parana\">Paran\u00e1<\/a><\/strong>, tem assustado a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo os especialistas, o fen\u00f4meno acontece com frequ\u00eancia h\u00e1 v\u00e1rios anos em \u00e1reas de cerrado, que compreendem 35% do territ\u00f3rio nacional. &#8220;H\u00e1 relatos da &#8216;chuva de aranhas&#8217; h\u00e1 mais cem anos no Paraguai, inclusive&#8221;, conta o pesquisador cient\u00edfico do Instituto Butantan, Rog\u00e9rio Bertani. &#8220;Quem mora no interior conhece o fen\u00f4meno. O problema \u00e9 que com o advento das tecnologias, a facilidade em publicar imagens e v\u00eddeos na internet, as pessoas acabam se assustando com isso, principalmente quem mora nas cidades grandes, mas esse fen\u00f4meno \u00e9 bastante comum&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ele explica que o fato dessas aranhas serem relativamente grandes acaba alarmando ainda mais as pessoas. &#8220;No geral, s\u00e3o aranhas da esp\u00e9cie <em>Parawixia bistriata<\/em>, que medem entre 1,5 cm e 2 cm. S\u00e3o animais sociais, mas como n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o pequenas, acabam n\u00e3o passando despercebidas pela popula\u00e7\u00e3o&#8221;, diz.<\/p>\n<p>As <em>Parawixia bistriata<\/em> s\u00e3o soci\u00e1veis, uma caracter\u00edstica rara entre as demais esp\u00e9cies de aracn\u00eddeos, conhecidos por serem individuais \u2013e at\u00e9 por n\u00e3o tolerarem a presen\u00e7a de outro animal do mesmo tipo. A professora do departamento de Biologia da PUC-PR (Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Paran\u00e1), Marta Fischer, especialista em aracn\u00eddeos, explica que essas aranhas se juntam para construir teias maiores e, assim, ter mais chances de capturar insetos.<\/p>\n<p>Segundo ela, esse fen\u00f4meno geralmente acontece nas matas, em cima das \u00e1rvores, e afirma que as aranhas est\u00e3o cada vez mais tomando as cidades por causa do desmatamento. &#8220;Elas s\u00e3o encontradas nas bordas das matas ou em ch\u00e1caras, fazem teias em arbustos e, quando chove, muitas acabam subindo&#8221;, explica. &#8220;Elas n\u00e3o deixam a teia armada durante o dia, mas ficam em ninhos, e s\u00f3 come\u00e7am a aparecer no fim da tarde, para fazer as suas telas, que s\u00e3o muito finas, por isso, dif\u00edceis de serem vistas. Quando olhamos para o c\u00e9u, n\u00e3o enxergamos as teias, vemos apenas as aranhas como se estivessem flutuando.&#8221;<\/p>\n<p>O pesquisador cient\u00edfico do Instituto Butantan, Rog\u00e9rio Bertani, discorda que as frequentes &#8220;chuvas de aranhas&#8221; tenham como causa o desequil\u00edbrio ambiental. &#8220;N\u00e3o \u00e9 dist\u00farbio da natureza. N\u00e3o \u00e9 pelas secas, nem pelas queimadas. O fen\u00f4meno s\u00f3 est\u00e1 sendo divulgado de forma mais efetiva por causa das novas tecnologias&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ambos concordam, no entanto, com o fato de que n\u00e3o h\u00e1 motivo para preocupa\u00e7\u00f5es, pois o veneno dessas aranhas \u00e9 inofensivo ao homem. &#8220;Toda aranha tem veneno para matar os insetos. N\u00e3o conhe\u00e7o registros de intoxica\u00e7\u00e3o humana por causa do veneno dessas aranhas&#8221;, afirma Marta Fischer. &#8220;H\u00e1 trabalhos cient\u00edficos, inclusive, que est\u00e3o investigando a efic\u00e1cia desse veneno para a fabrica\u00e7\u00e3o de medicamentos. Eles podem ser \u00fateis aos humanos&#8221;, diz Rog\u00e9rio Bertani.<\/p>\n<p>Os dois tamb\u00e9m concordam com outro ponto: que as pessoas devem apreciar o fen\u00f4meno. &#8220;Apreciem a &#8216;chuva&#8217;, n\u00e3o matem os animais, nem coloquem fogo. \u00c9 um fen\u00f4meno normal da natureza&#8221;, declara Bertani.<\/p>\n<p>&#8220;Como sou da \u00e1rea, acho algo bonito de se ver. Por isso, aproveitem para apreciar essa maravilha da natureza. N\u00e3o precisa entrar em p\u00e2nico. S\u00e3o apenas animais que abriram m\u00e3o da sua individualidade para, juntos, viverem em comunidade e assim aumentar a chance de sobreviverem&#8221;, afirma Fischer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 no fim da tarde que o c\u00e9u \u00e9 &#8220;tomado&#8221; por aracn\u00eddeos que, caminhando em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14629,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/chuva_aranha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u00c9 no fim da tarde que o c\u00e9u \u00e9 &#8220;tomado&#8221; por aracn\u00eddeos que, caminhando em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14628"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14628"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14628\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14628"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14628"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14628"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}