{"id":146228,"date":"2021-05-16T10:00:22","date_gmt":"2021-05-16T13:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=146228"},"modified":"2021-05-16T09:09:40","modified_gmt":"2021-05-16T12:09:40","slug":"ha-mil-anos-humanos-ja-domesticavam-peixes-betta-sugere-uma-recente-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ha-mil-anos-humanos-ja-domesticavam-peixes-betta-sugere-uma-recente-pesquisa\/","title":{"rendered":"H\u00e1 mil anos, humanos j\u00e1 domesticavam peixes betta, sugere uma\u00a0recente pesquisa\u00a0"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"description\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-146229\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma nova pesquisa analisou como esses animais adquiriram cores e formas t\u00e3o caracter\u00edsticas ao longo do tempo. Conhe\u00e7a a trajet\u00f3ria deles.<\/h2>\n<p>Peixes betta s\u00e3o bonitos. Muito bonitos. Longas (e esvoa\u00e7antes) nadadeiras, escamas coloridas\u2026 Mas n\u00e3o foi sempre assim. Cerca de mil anos atr\u00e1s, os humanos passaram a domesticar esses animais e, pouco a pouco, eles adquiriram tais caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>\u00c9 o que sugere uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.biorxiv.org\/content\/10.1101\/2021.04.29.442030v1.abstract\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">recente pesquisa<\/a>\u00a0conduzida pela Universidade de Columbia, nos EUA. Segundo os cientistas, a domestica\u00e7\u00e3o dos bettas, uma das mais antigas com peixes de que se tem not\u00edcia, gerou mudan\u00e7as gen\u00e9ticas ao longo de diversas gera\u00e7\u00f5es da esp\u00e9cie \u2013 dando origem \u00e0 atual diversidade dos peixinhos que povoam aqu\u00e1rios mundo afora.<\/p>\n<p><b>Breve hist\u00f3ria do peixe betta<\/b><\/p>\n<p>Existem 73 esp\u00e9cies de bettas, todas origin\u00e1rias do Sudeste Asi\u00e1tico. Os bichinhos vendidos em pet shops pertencem \u00e0 esp\u00e9cie\u00a0<i>Betta splendens<\/i>, que possui tanto peixes selvagens quanto os domesticados. E eles s\u00e3o bastante diferentes entre si.<\/p>\n<p>Para come\u00e7ar, as variedades dom\u00e9sticas (ou ornamentais) costumam ser muito mais coloridas e apresentam nadadeiras marcantes. J\u00e1 as selvagens t\u00eam nadadeiras curtas e colora\u00e7\u00e3o discreta e opaca, que se confunde com o meio ambiente \u2013 a camuflagem \u00e9 necess\u00e1ria para sobreviver na natureza.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os bettas selvagens s\u00e3o muito menos agressivos. Se voc\u00ea j\u00e1 teve um betta dom\u00e9stico em casa, conhece o esquema: n\u00e3o \u00e9 recomend\u00e1vel que dois machos fiquem juntos no mesmo aqu\u00e1rio \u2013 eles podem se atacar at\u00e9 a morte. N\u00e3o \u00e0 toa, o betta tamb\u00e9m \u00e9 conhecido como peixe-de-briga-siam\u00eas.<\/p>\n<p>Todas essas diferen\u00e7as parecem ter sido causadas pela domestica\u00e7\u00e3o. O comportamento agressivo do betta dom\u00e9stico ocorre porque, inicialmente, eles eram treinados para lutar entre si, como numa rinha de galo \u2013 no caso, rinha de peixe. Pesquisas anteriores j\u00e1 sugeriam que esse condicionamento come\u00e7ou no s\u00e9culo 13, mas o novo estudo sugere que ele \u00e9 ainda mais antigo.<\/p>\n<p>J\u00e1 a diferen\u00e7a ornamental se intensificou no s\u00e9culo 19, quando os bettas se popularizaram no Ocidente. Os criadores, ent\u00e3o, passaram a testar cada vez mais cruzamentos entre variedades, o que resultou em cores e formatos de cauda diversos.\u00a0\u201cOs bettas s\u00e3o o equivalente aqu\u00e1tico da domestica\u00e7\u00e3o que aconteceu com os c\u00e3es\u201d,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2021\/05\/14\/science\/betta-fish-breeds.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">explicou ao\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2021\/05\/14\/science\/betta-fish-breeds.html\"><i>The New York Times<\/i><\/a>\u00a0Young Mi Kwon, pesquisadora da Universidade de Columbia e autora principal do estudo.<\/p>\n<p><b>Comparando DNAs<\/b><\/p>\n<p>Para a pesquisa, Kwon e sua equipe compararam o genoma de um\u00a0<i>Betta splendens<\/i>\u00a0selvagem com os c\u00f3digos gen\u00e9ticos sequenciados de v\u00e1rios indiv\u00edduos de cinco variedades da esp\u00e9cie\u00a0(tanto ornamentais domesticados quanto outros selvagens).<\/p>\n<p>Os cientistas identificaram que boa parte do que \u00e9 almejado pela domestica\u00e7\u00e3o humana (cor e formato da cauda diferent\u00f5es, por exemplo) \u00e9 regulado por um conjunto pequeno de genes. Ou seja: para mexer em tais caracter\u00edsticas, n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio um grande n\u00famero de cruzamentos. \u00c9 por isso que v\u00e1rios peixinhos surgiram num intervalo de algumas centenas de anos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, os pesquisadores tamb\u00e9m perceberam algo curioso. Alguns bettas selvagens apresentaram caracter\u00edsticas \u201cemprestadas\u201d dos domesticados \u2013 o que sugere cruzamentos entre eles, fruto de poss\u00edveis libera\u00e7\u00f5es de bettas dom\u00e9sticos na natureza.<\/p>\n<p>S\u00f3 que isso n\u00e3o \u00e9 bom. Afinal, os bettas dom\u00e9sticos s\u00e3o brig\u00f5es e n\u00e3o gostam de dividir espa\u00e7o. Ao se deparar com bettas selvagens, que levam uma vida mais mansa, eles podem dominar popula\u00e7\u00f5es inteiras. Muitas esp\u00e9cies de bettas selvagens j\u00e1 est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o por conta da perda de habitat.<\/p>\n<div id=\"mais_lidas\" class=\"block related-posts mais-lidas\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma nova pesquisa analisou como esses animais adquiriram cores e formas t\u00e3o caracter\u00edsticas ao longo<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":146229,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/peixe_beta.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma nova pesquisa analisou como esses animais adquiriram cores e formas t\u00e3o caracter\u00edsticas ao longo","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146228"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146228"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":146231,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146228\/revisions\/146231"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/146229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}