{"id":146130,"date":"2021-05-14T14:00:28","date_gmt":"2021-05-14T17:00:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=146130"},"modified":"2021-05-14T09:18:30","modified_gmt":"2021-05-14T12:18:30","slug":"erva-alheira-prejudica-especies-nativas-mas-efeitos-nocivos-reduzem-com-o-tempo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/erva-alheira-prejudica-especies-nativas-mas-efeitos-nocivos-reduzem-com-o-tempo\/","title":{"rendered":"Erva-alheira prejudica esp\u00e9cies nativas, mas efeitos nocivos reduzem com o tempo"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-146131\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Essa planta invasora pode ser menos perigosa do que se pensava: ela \u00e9 apenas um sintoma e n\u00e3o a causa principal dos danos causados \u00e0s esp\u00e9cies nativas. Ela tamb\u00e9m \u00e9 comest\u00edvel \u2014 mas \u00e9 preciso tomar cuidado com o cianeto.<\/h2>\n<p>Eu me lembro da primeira vez que vi uma erva-alheira. Foi na d\u00e9cada de 1990, em um passeio da quinta s\u00e9rie a um parque na regi\u00e3o central de Illinois. Meus pais j\u00e1 haviam me contado sobre esse invasor bot\u00e2nico que estava come\u00e7ando a nascer em v\u00e1rias partes do estado e espalhando-se para o interior, interferindo no desenvolvimento de esp\u00e9cies nativas. Eu nunca tinha visto uma erva-alheira antes, mas sabia que tinha flores brancas e um odor forte e diferente.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o eu disse aos meus amigos, enquanto esmagava e cheirava as folhas da erva-alheira: \u201cse tem cheiro de alho, vou arrancar.\u201d Arranquei a planta pela raiz e percebi que estava certo: ela tinha cheiro de alho. Surpresos com esse ato aparentemente destrutivo, os colegas da escola cat\u00f3lica em que eu estudava se divertiram com aquela cena. Mas, na verdade, conforme tentei explicar depois, aquela atitude foi ecologicamente correta.<\/p>\n<p>As plantas invasoras s\u00e3o um grande problema nos Estados Unidos. E poucos problemas ecol\u00f3gicos s\u00e3o t\u00e3o preocupantes quanto a presen\u00e7a das ervas-alheiras nas florestas e nos espa\u00e7os abertos das regi\u00f5es do centro-oeste e da costa leste do pa\u00eds, onde a planta est\u00e1 florescendo atualmente. A erva-alheira \u00e9 uma amea\u00e7a para as florestas: segundo<a href=\"https:\/\/people.wright.edu\/don.cipollini\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Don Cipollini\u00a0<\/a>, professor de fisiologia vegetal e ecologia qu\u00edmica na Wright State University em Dayton, Ohio, as ra\u00edzes da erva-alheira produzem subst\u00e2ncias qu\u00edmicas nocivas que matam fungos simbi\u00f3ticos, dos quais as esp\u00e9cies nativas dependem. A maioria dos animais n\u00e3o se alimenta dessa planta, colaborando com sua prolifera\u00e7\u00e3o descontrolada.<\/p>\n<p>Cada planta de erva-alheira pode produzir centenas de sementes. Por isso, \u00e9 muito dif\u00edcil, sen\u00e3o imposs\u00edvel, erradic\u00e1-la, uma vez estabelecida em \u00e1reas mais extensas. Atualmente a erva-alheira est\u00e1 em um per\u00edodo de plena flora\u00e7\u00e3o e de f\u00e1cil identifica\u00e7\u00e3o, o que torna o momento ideal para extermin\u00e1-la, acrescenta Cipollini.<\/p>\n<p>Mas essa encrenqueira magricela tem suas limita\u00e7\u00f5es. Pesquisas sugerem que essa esp\u00e9cie se torna menos abundante e destrutiva com o passar do tempo e, por essa raz\u00e3o, pode ser melhor n\u00e3o intervir. Inclusive, aprendi em um passeio recente que a erva-alheira \u00e9 comest\u00edvel \u2014 e, em pequenas quantidades, muito saborosa e nutritiva.<\/p>\n<p>Mas cuidado com o cianeto.<\/p>\n<h3>Multiplica\u00e7\u00e3o da planta invasora<\/h3>\n<p>A erva-alheira tem um ciclo de vida de dois anos. No primeiro ano, ela se estende at\u00e9 o solo, formando pequenas folhas em forma de roseta. No segundo ano, no in\u00edcio da primavera, ela brota e atinge uma boa altura, produzindo flores brancas e brilhantes.<\/p>\n<p>Popula\u00e7\u00f5es de ervas-alheiras \u201cpodem se multiplicar rapidamente\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.union.edu\/biology\/faculty-staff\/jeffery-corbin\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Jeffrey Corbin\u00a0<\/a>, ecologista vegetal no Union College, em Schenectady, Nova York. \u00a0A esp\u00e9cie tem se multiplicado lentamente por todo o pa\u00eds desde o in\u00edcio do s\u00e9culo 19, quando foi trazida da Europa e introduzida deliberadamente em Long Island.<\/p>\n<p>Essa planta invasora produz glucosinolatos \u2014 compostos qu\u00edmicos que cont\u00eam enxofre e conferem a v\u00e1rios outros tipos de mostardas um cheiro forte e gosto picante. Eles s\u00e3o respons\u00e1veis pela acidez do r\u00e1bano-silvestre e ard\u00eancia da mostarda-amarela. Mas, no caso das ervas-alheiras, os glucosinolatos s\u00e3o expelidos pelas ra\u00edzes, eliminando fungos micorr\u00edzicos simbi\u00f3ticos com os quais a maioria das esp\u00e9cies de plantas e \u00e1rvores nativas se associa para extrair nutrientes do solo. Assim como outros membros de sua fam\u00edlia, a erva-alheira n\u00e3o precisa desses fungos para se desenvolver.<\/p>\n<p>Segundo\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10530-019-02031-8\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Mark Anthony<\/a>, ecologista especialista em fungos e p\u00f3s-doutorando no Instituto Federal de Tecnologia de Zurique (ETH Zurich),\u00a0<a href=\"https:\/\/usys.ethz.ch\/en\/people\/profile.MjYxNTM5.TGlzdC82MzcsMzIwMTk3MjIy.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pode levar muitos anos ap\u00f3s a erradica\u00e7\u00e3o dessa planta<\/a>\u00a0para que a quantidade e diversidade desses fungos de fato reduza.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m algumas pesquisas que revelam que esses efeitos prejudiciais aos fungos talvez enfraque\u00e7am as plantas nativas e prejudiquem a germina\u00e7\u00e3o, embora os registros cient\u00edficos n\u00e3o sejam conclusivos quanto \u00e0 intensidade da a\u00e7\u00e3o da erva-alheira.<\/p>\n<p>Embora todos os pesquisadores estejam de acordo sobre import\u00e2ncia de evitar que a erva-alheira se espalhe para outras \u00e1reas, alguns acreditam que n\u00e3o valha a pena gastar recursos para erradicar a esp\u00e9cie que j\u00e1 estiver estabelecida em alguma \u00e1rea.<\/p>\n<h3>O esfor\u00e7o vale a pena?<\/h3>\n<p><a href=\"https:\/\/dnr.cals.cornell.edu\/people\/bernd-blossey\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bernd Blossey<\/a>, ecologista vegetal na Cornell University, \u00e9 um desses pesquisadores que acreditam que os esfor\u00e7os para erradicar a erva-alheira n\u00e3o compensam. Uma pesquisa conduzida por Blossey, em conjunto com outros pesquisadores, mostra que a presen\u00e7a da erva-alheira diminuiu significativamente nos \u00faltimos anos em\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/pdf\/10.1111\/ele.13649\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">dezenas de terrenos em todo o nordeste e centro-oeste.\u00a0<\/a>O solo reage contrariamente \u00e0 planta nesses locais, pois s\u00e3o regi\u00f5es onde h\u00e1 o ac\u00famulo de micr\u00f3bios que prejudicam a mostarda, afirma o ecologista vegetal.<\/p>\n<p>Os micr\u00f3bios provavelmente se alimentam de subst\u00e2ncias qu\u00edmicas excretadas pelas ra\u00edzes, incluindo glucosinolatos, diz ele. Basta permitir que os processos naturais ocorram e que esses micr\u00f3bios se acumulem para que a erva-alheira se torne mais escassa, embora seja improv\u00e1vel que desapare\u00e7a completamente, acrescenta. O exterm\u00ednio da erva-alheira pode, na verdade, causar mais danos, pois essas interfer\u00eancias podem fazer com que suas sementes se espalhem, causar o sufocamento de esp\u00e9cies nativas e afetar a capacidade do solo de repelir o invasor, segundo ele: \u201cCausando um efeito contr\u00e1rio.\u201d<\/p>\n<p>Alguns pesquisadores acreditam que a erva-alheira seja mais prejudicial do que Blossey sugere e que esse fen\u00f4meno de decl\u00ednio espont\u00e2neo n\u00e3o seja universal. Mas parece haver um consenso de que a erva-alheira n\u00e3o seja t\u00e3o tem\u00edvel quanto se acreditava na d\u00e9cada de 1990, por exemplo, quando era novidade em diversas \u00e1reas do regi\u00e3o centro-oeste dos Estados Unidos. (Era novidade para mim tamb\u00e9m.)<\/p>\n<p>Um estudo conduzido por Corbin no nordeste de Nova York revelou que erradicar a erva-alheira, uma vez que ela esteja estabelecida em uma \u00e1rea extensa,<a href=\"https:\/\/jeffcorbindotorg1.files.wordpress.com\/2018\/08\/corbin_et_al-2017-restoration_ecology.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0\u00e9 praticamente imposs\u00edvel \u00a0<\/a>. Para se livrar dela, seria preciso arrancar quase 100% das plantas todos os anos durante uma d\u00e9cada, porque at\u00e9 um quinto das sementes podem retardar a germina\u00e7\u00e3o por anos. Os pesquisadores calcularam que, se apenas 90% das plantas fossem removidas, o trabalho poderia levar 50 anos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores dizem que a melhor op\u00e7\u00e3o \u00e9 evitar que a erva-alheira se estabele\u00e7a, ou ent\u00e3o bloquear sua multiplica\u00e7\u00e3o no in\u00edcio da invas\u00e3o, afirma Cipollini.<\/p>\n<p>Mas pode n\u00e3o ser necess\u00e1rio erradic\u00e1-la para salvar as florestas. \u201cEm muitos casos, a presen\u00e7a da erva-alheira \u00e9 mais um sintoma de uma doen\u00e7a do que a causa\u201d, diz<a href=\"https:\/\/plantpath.wisc.edu\/richard-lankau\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Richard Lankau\u00a0<\/a>, pesquisador da Universidade de Wisconsin. \u201cInterfer\u00eancias, grande ocorr\u00eancia de veados-de-cauda-branca e o surgimento de minhocas ex\u00f3ticas s\u00e3o elementos indicadores de invas\u00f5es de ervas-alheiras.\u201d<\/p>\n<p>Blossey reconhece que popula\u00e7\u00f5es descontroladas de veados s\u00e3o a maior amea\u00e7a \u00e0s plantas nativas, pois esses herb\u00edvoros evitam a erva-alheira enquanto se alimentam de suas concorrentes. As minhocas, que n\u00e3o s\u00e3o nativas de grande parte do nordeste dos Estados Unidos, tamb\u00e9m ajudam as bact\u00e9rias em decomposi\u00e7\u00e3o a se proliferar no solo e reduzem a serrapilheira, o que, de alguma forma, ajuda no desenvolvimento da erva-alheira.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de prejudicar as plantas, a erva-alheira tamb\u00e9m tem como v\u00edtimas alguns insetos nativos, como a linda borboleta-branca da Virg\u00ednia Ocidental. A pesquisa de Cipollini revela que esses insetos, que eram comuns em florestas do leste dos Estados Unidos, mas agora s\u00e3o raros, preferem depositar seus ovos na erva-alheira em vez de esp\u00e9cies nativas de mostarda. O problema \u00e9 que, quando depositam seus ovos em ervas-alheiras, todos os seus ovos morrem. O mesmo ocorre com outra esp\u00e9cie de borboleta nativa denominada\u00a0<em>Anthocharis midea<\/em>.<\/p>\n<h3>Invasor nutritivo<\/h3>\n<p>Mas, como descobri naquele passeio, a planta \u00e9 comest\u00edvel para humanos. Durante uma caminhada em um parque, em Washington DC, em abril do ano passado, ainda no in\u00edcio das restri\u00e7\u00f5es impostas para conter a covid-19, vi algumas pessoas se esticando para pegar alguma coisa no mato. Quando perguntei, eles me disseram alegremente que estavam colhendo ervas-alheiras. \u201cA planta pode ser salteada e ingerida\u201d, disse um deles. \u201cE se voc\u00ea moer e cozinhar d\u00e1 um \u00f3timo\u00a0<em>pesto<\/em>\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>Intrigado, fui pesquisar na internet. Descobri que a erva-alheira realmente pode ser servida em saladas e sopas. Mas Cipollini explica que a erva-alheira produz quantidades significativas de cianeto de hidrog\u00eanio \u2014 o conhecido g\u00e1s t\u00f3xico \u2014 quando suas folhas s\u00e3o cortadas ou mordidas. A subst\u00e2ncia funciona como um tipo de defesa contra o predador. Ela entra em a\u00e7\u00e3o quando uma enzima da erva-alheira atua sobre os mesmos glucosinolatos que d\u00e3o \u00e0 planta seu sabor apimentado de alho.<\/p>\n<p>Mas o cianeto pode ser facilmente driblado: basta cortar a planta, pois em poucos minutos ela libera boa parte do g\u00e1s. Deixar de molho e cozinhar tamb\u00e9m reduz a presen\u00e7a de cianeto a n\u00edveis insignificantes, explica Cipollini. Algumas pessoas comem a erva crua, o que em pequenas quantidades e ocasionalmente tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 prejudicial. Na verdade, como acrescenta o ecologista, provavelmente seja at\u00e9 saud\u00e1vel, j\u00e1 que a planta \u00e9 rica em vitamina C, zinco e vitamina E. A planta cont\u00e9m menos cianeto do que diversos outros alimentos b\u00e1sicos, como a mandioca e outros de consumo bastante comum nos Estados Unidos, como o feij\u00e3o-de-lima e o sorgo, que s\u00e3o todos processados para eliminar o cianeto.<\/p>\n<p>Austin Arrington, fundador de uma empresa de consultoria ambiental chamada<a href=\"https:\/\/www.plantgroupnyc.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0Plant Group<\/a>, estudou a viabilidade de forrageamento como uma forma de ajudar a controlar esp\u00e9cies invasoras (embora avise que fazer isso em \u00e1reas urbanas<a href=\"https:\/\/food.berkeley.edu\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/BFI_UrbanForaging_Brief_8.1.17-FINAL-ELECTRONIC.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0possa trazer alguns riscos<\/a>, como contamina\u00e7\u00e3o por herbicidas ou contamina\u00e7\u00e3o do solo causadas por subst\u00e2ncias qu\u00edmicas). Ele recomenda refogar a erva-alheira \u201ccom manteiga ou azeite, como se faz com espinafre ou outras verduras. Acho que cairia bem com frango ou algum prato com carne de porco.\u201d<\/p>\n<p>Depois da minha descoberta na floresta, experimentei a erva-alheira e apreciei seu sabor de alho e cebola, que d\u00e1 um toque especial a prato com refogados, embora seja melhor us\u00e1-la em pequenas quantidades e bem cozida, o que reduz o seu amargor. Embora eu planeje continuar colhendo e comendo de vez em quando, da pr\u00f3xima vez que passar pela erva-alheira na floresta, provavelmente a deixarei l\u00e1, sabendo o que quando crian\u00e7a eu n\u00e3o sabia: arrancar uma planta aqui ou ali n\u00e3o ajuda muito a combater essas plantas invasoras.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Essa planta invasora pode ser menos perigosa do que se pensava: ela \u00e9 apenas um<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":146131,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/planta_invasora.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":38,"uagb_excerpt":"Essa planta invasora pode ser menos perigosa do que se pensava: ela \u00e9 apenas um","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146130"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=146130"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146130\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":146133,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/146130\/revisions\/146133"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/146131"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=146130"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=146130"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=146130"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}