{"id":146126,"date":"2021-05-14T11:00:14","date_gmt":"2021-05-14T14:00:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=146126"},"modified":"2021-05-14T09:10:59","modified_gmt":"2021-05-14T12:10:59","slug":"migracao-das-aves-e-uma-das-grandes-maravilhas-da-natureza-entenda-esse-fenomeno","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/migracao-das-aves-e-uma-das-grandes-maravilhas-da-natureza-entenda-esse-fenomeno\/","title":{"rendered":"Migra\u00e7\u00e3o das aves \u00e9 uma das grandes maravilhas da natureza. Entenda esse fen\u00f4meno"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/aves.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-146127\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/aves-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/aves-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/aves.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Algumas aves voam por 11 dias sem parar, outras viajam quase 13 mil quil\u00f4metros. Todos os anos, milhares de esp\u00e9cies de aves deixam seus habitats em busca de alimento.<\/h2>\n<p>Todos os anos, na primavera e no outono, um espet\u00e1culo se desenrola no c\u00e9u noturno enquanto milh\u00f5es de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aves<\/a>\u00a0fazem longas e perigosas jornadas entre seus locais de reprodu\u00e7\u00e3o de ver\u00e3o e de inverno.<\/p>\n<p>A maioria das milhares de esp\u00e9cies de aves que realizam essa migra\u00e7\u00e3o anual viaja \u00e0 noite, quando as correntes de vento s\u00e3o mais suaves e a lua e as estrelas guiam seu caminho.<\/p>\n<p>As aves normalmente seguem\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eaaflyway.net\/images\/flyways.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rotas<\/a>\u00a0estabelecidas, geralmente no sentido norte-sul, que oferecem as melhores oportunidades para descanso e reabastecimento durante a migra\u00e7\u00e3o. M\u00faltiplas esp\u00e9cies de aves compartilham essas rotas de voo enquanto enfrentam climas adversos, desidrata\u00e7\u00e3o, fome e a amea\u00e7a de predadores.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\/facts\/arctic-tern\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">As andorinhas-do-mar-\u00e1rticas<\/a>, por exemplo, realizam viagens de ida e volta de polo a polo que abrangem\u00a0<a href=\"https:\/\/research.rug.nl\/en\/publications\/new-data-for-arctic-terns-sterna-paradisaea-migration-from-white-\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mais de 96 mil quil\u00f4metros<\/a>\u00a0\u2014 um recorde, que se acredita ser\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/article\/100111-worlds-longest-migration-arctic-tern-bird\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a migra\u00e7\u00e3o mais longa do mundo de qualquer animal<\/a>. Em outros casos, as aves migram de leste a oeste ou voando para o topo ou para a base de montanhas. At\u00e9 mesmo aves que n\u00e3o voam podem migrar, como \u00e9 o caso do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\/facts\/adelie-penguin\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pinguim-de-ad\u00e9lia<\/a>, que faz uma jornada de quase 13 mil quil\u00f4metros pelas paisagens g\u00e9lidas da Ant\u00e1rtica.<\/p>\n<p>Como a migra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma parte integrante do ciclo de vida das aves, ela provavelmente era quase t\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-020-14589-2\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">prevalente h\u00e1 milhares de anos<\/a>\u00a0quanto \u00e9 hoje, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mpg.de\/307762\/animal-behavior-wikelski\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Martin Wikelski, diretor do Instituto Max Planck de Ornitologia e\u00a0<\/a><a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/impact\/article\/martin-wikelski-migratory-patterns\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Explorador da\u00a0<strong>National Geographic<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p>O motivo de algumas aves migrarem e outras n\u00e3o \u00e9 o foco de um campo de pesquisa ativo e complexo. Em geral, acredita-se que o principal fator seja encontrar alimento. Motiva\u00e7\u00f5es adicionais podem incluir escapar do clima inclemente e reduzir a exposi\u00e7\u00e3o a predadores ou parasitas, especialmente durante a \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Novos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos, como rastreadores GPS sofisticados e sistemas de detec\u00e7\u00e3o de radar, est\u00e3o oferecendo aos cientistas oportunidades sem precedentes de observar a migra\u00e7\u00e3o das aves.<\/p>\n<p>Como parte de seu\u00a0<a href=\"https:\/\/www.icarus.mpg.de\/en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">projeto Icarus<\/a>, por exemplo, Wikelski equipou algumas aves com dispositivos semelhantes a rel\u00f3gios de pulso, que rastreiam seus movimentos e as condi\u00e7\u00f5es ambientais que enfrentam.<\/p>\n<p>Esses pequenos transmissores via sat\u00e9lite, movidos a energia solar, poder\u00e3o um dia revelar migra\u00e7\u00f5es e comportamentos de animais em escala global a partir do espa\u00e7o.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 muito o que aprender\u201d, comenta Wikelski. \u201cEu acompanho aves h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, e a facilidade com que elas migram perfeitamente entre diferentes mundos \u00e9 absolutamente impressionante.\u201d<\/p>\n<h3>Quais aves migram?<\/h3>\n<p>Aproximadamente metade das quase 10 mil esp\u00e9cies de aves conhecidas no mundo migram, incluindo v\u00e1rias aves canoras e marinhas, aves aqu\u00e1ticas e pernaltas, bem como algumas aves de rapina. O Hemisf\u00e9rio Norte\u00a0<a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0070907#s5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">possui a mais diversa variedade de aves migrat\u00f3rias<\/a>.<\/p>\n<p>Entre as mais conhecidas est\u00e3o os fuselos, que se reproduzem no \u00c1rtico e s\u00e3o campe\u00f5es de resist\u00eancia. Em 2020, cientistas registraram um fuselo realizando o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.guinnessworldrecords.com\/world-records\/86385-longest-non-stop-migration-by-a-bird\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">maior voo migrat\u00f3rio sem paradas j\u00e1 conhecido<\/a>, entre o Alasca e a Nova Zel\u00e2ndia, viajando mais de 12 mil quil\u00f4metros atrav\u00e9s do Oceano Pac\u00edfico por 11 dias seguidos.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m existem aves migrat\u00f3rias que voam longe e r\u00e1pido. A narceja-real, por exemplo, percorre dist\u00e2ncias superiores a 6,7 mil quil\u00f4metros e atinge velocidades de at\u00e9 96 quil\u00f4metros por hora quando viaja sem paradas entre a Europa e a \u00c1frica Subsaariana, o que a torna\u00a0<a href=\"https:\/\/royalsocietypublishing.org\/doi\/10.1098\/rsbl.2011.0343\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a ave migrat\u00f3ria com a maior velocidade de voo.<\/a><\/p>\n<p>At\u00e9 p\u00e1ssaros pequenos embarcam em jornadas gigantescas.<strong>\u00a0<\/strong>Os beija-flores da esp\u00e9cie\u00a0<em>Selasphorus calliope<\/em>\u00a0\u2014 o menor p\u00e1ssaro da Am\u00e9rica do Norte \u2014 fazem\u00a0<a href=\"https:\/\/birdsoftheworld.org\/bow\/historic\/bna\/calhum\/2.0\/introduction\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">viagens de ida e volta de nove mil quil\u00f4metros<\/a>\u00a0entre os prados e florestas abertas de grande altitude do norte das Montanhas Rochosas e as florestas de pinheiros e carvalhos do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>A maioria das esp\u00e9cies de aves migrat\u00f3rias podem ser\u00a0<a href=\"https:\/\/bioone.org\/journals\/the-auk\/volume-134\/issue-2\/AUK-16-228.1\/Altitudinal-bird-migration-in-North-America\/10.1642\/AUK-16-228.1.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">migrantes parciais<\/a>, o que significa que algumas popula\u00e7\u00f5es ou indiv\u00edduos dentro da esp\u00e9cie migram enquanto outros n\u00e3o. Uma fra\u00e7\u00e3o dos tordos-americanos, por exemplo,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.degruyter.com\/document\/doi\/10.1515\/ami-2016-0004\/html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">permanece perto de suas zonas de reprodu\u00e7\u00e3o\u00a0<\/a>em todas as esta\u00e7\u00f5es, enquanto outros viajam para o sul e depois voltam para o norte.<\/p>\n<p>Os juncos da esp\u00e9cie\u00a0<em>Junco phaeonotus<\/em>\u00a0que se reproduzem em grandes altitudes ao longo das montanhas do sudeste do Arizona t\u00eam\u00a0<a href=\"https:\/\/besjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/1365-2656.13134\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">maior probabilidade<\/a>\u00a0de migrar at\u00e9 quase dois quil\u00f4metros para regi\u00f5es menos elevadas durante invernos com neve severa, em compara\u00e7\u00e3o com aqueles em altitudes mais baixas enfrentando menos restri\u00e7\u00f5es alimentares. Mesmo as\u00a0<a href=\"https:\/\/besjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/pdf\/10.1111\/j.1365-2656.2010.01739.x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aves tropicais<\/a>, especialmente as inset\u00edvoras, realizam viagens de altitude de curta dist\u00e2ncia.<\/p>\n<h3>Como as aves sabem para onde ir?<\/h3>\n<p>Al\u00e9m de seguir as pistas celestes, como a posi\u00e7\u00e3o do sol, das estrelas e da lua, as aves adultas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cell.com\/current-biology\/fulltext\/S0960-9822(21)00116-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">utilizam uma b\u00fassola magn\u00e9tica<\/a>\u00a0para navegar. Mesmo quando n\u00e3o h\u00e1 pontos de refer\u00eancia, esse \u201csistema de GPS\u201d interno evita que elas se percam.<\/p>\n<p>Essa sagacidade de navega\u00e7\u00e3o pode permitir que as aves viajem por regi\u00f5es que normalmente n\u00e3o s\u00e3o percorridas. Em experimentos realizados com cucos-canoros que voam sozinhos, eles foram transportados a quase 2,4 mil quil\u00f4metros de suas zonas de reprodu\u00e7\u00e3o antes da migra\u00e7\u00e3o e geralmente\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/srep16402\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">retornavam<\/a>\u00a0\u00e0s suas rotas migrat\u00f3rias normais.<\/p>\n<p>Mas e quanto a aves inexperientes migrando pela primeira vez? Em um experimento, cucos-canoros jovens levados para outras regi\u00f5es navegaram de volta para a mesma rota de voo aproximada utilizada pelas aves que n\u00e3o foram deslocadas de seus\u00a0<em>habitats<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/jav.02337\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Ainda n\u00e3o se chegou a uma conclus\u00e3o<\/a>\u00a0se essa capacidade de navega\u00e7\u00e3o \u00e9 herdada e inata ou aprendida. \u201cAcredito que \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de tend\u00eancia inata, mas tamb\u00e9m aprendida com os outros ao longo das migra\u00e7\u00f5es\u201d, observa Wikelski, que rastreia cucos-canoros desde 2012.<\/p>\n<p>Uma maneira de aprender\u00a0<a href=\"https:\/\/bioone.org\/journals\/The-Auk\/volume-122\/issue-3\/0004-8038(2005)122%5b0733:FCATVF%5d2.0.CO;2\/FLIGHT-CALLS-AND-THEIR-VALUE-FOR-FUTURE-ORNITHOLOGICAL-STUDIES-AND\/10.1642\/0004-8038(2005)122%5b0733:FCATVF%5d2.0.CO;2.full\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pode ser sintonizar os chamados de voo noturno<\/a>\u00a0de outras aves migrat\u00f3rias. Diferentes das vocaliza\u00e7\u00f5es regulares de uma esp\u00e9cie, esses sinais ac\u00fasticos podem guiar especialmente as aves inexperientes, \u00e0s vezes at\u00e9 as de outras esp\u00e9cies, explica Wikelski.<\/p>\n<h3>Como as aves sabem o momento de migrar?<\/h3>\n<p>Para algumas aves, mudan\u00e7as nas condi\u00e7\u00f5es ambientais, como a dura\u00e7\u00e3o do dia, podem desencadear a migra\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da estimula\u00e7\u00e3o hormonal, alertando-as que \u00e9 hora de voar.<\/p>\n<p>Os\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/B9780123749291100083\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">rel\u00f3gios biol\u00f3gicos internos<\/a>\u00a0das aves tamb\u00e9m podem detectar a mudan\u00e7a das esta\u00e7\u00f5es, utilizando pistas como mudan\u00e7as na luz e, possivelmente, na temperatura do ar.<\/p>\n<p>Uma vez que as aves entram em modo de migra\u00e7\u00e3o, segue-se um frenesi alimentar. Isso permite que elas acumulem gordura para suportar a viagem, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/biosciences.exeter.ac.uk\/staff\/profile\/index.php?web_id=Lucy_Hawkes\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Lucy Hawkes<\/a>, cientista de migra\u00e7\u00e3o da Universidade de Exeter, no Reino Unido, que atualmente rastreia andorinhas-do-mar-\u00e1rticas.<\/p>\n<p>\u201cDe alguma forma, [as aves] sabem que precisam migrar em breve e come\u00e7am a acumular gordura\u201d, explica Hawkes.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/content\/117\/29\/17056\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas locais e regionais<\/a>, como chuva, vento e temperatura do ar, tamb\u00e9m podem influenciar as decis\u00f5es sobre quando as aves migrat\u00f3rias ir\u00e3o levantar voo.<\/p>\n<h3>Migrando em um mundo em mudan\u00e7a<\/h3>\n<p>De modo geral, os per\u00edodos de migra\u00e7\u00e3o parecem estar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41558-019-0648-9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mudando, como resultado das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>. \u201cParece que as migra\u00e7\u00f5es de aves est\u00e3o come\u00e7ando um pouco mais cedo na primavera do Hemisf\u00e9rio Norte\u201d, comenta\u00a0<a href=\"https:\/\/aeroecolab.com\/people\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Kyle Horton<\/a>, aeroecologista da Universidade do Colorado que usa tecnologia de radar para mapear migra\u00e7\u00f5es de aves hist\u00f3ricas e em tempo real nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>As aves da esp\u00e9cie\u00a0<em>Setophaga caerulescens<\/em>, por exemplo, est\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/academic.oup.com\/auk\/article\/137\/2\/ukz080\/5740120\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">migrando quase cinco dias mais cedo<\/a>, em m\u00e9dia, do que na d\u00e9cada de 1960.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\/facts\/american-robin\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tordos-americanos<\/a>\u00a0que migram para o Canad\u00e1 est\u00e3o chegando\u00a0<a href=\"https:\/\/iopscience.iop.org\/article\/10.1088\/1748-9326\/ab71a0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">12 dias antes<\/a>\u00a0na primavera em compara\u00e7\u00e3o ao ano de 1994.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\/facts\/whooping-crane\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Grous-americanos<\/a>\u00a0migrantes est\u00e3o aparecendo quase\u00a0<a href=\"https:\/\/bioone.org\/journals\/waterbirds\/volume-40\/issue-3\/063.040.0302\/Temporal-Migration-Shifts-in-the-Aransas-Wood-Buffalo-Population-of\/10.1675\/063.040.0302.short\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">22 dias antes<\/a>\u00a0em seu local de parada em Nebraska na primavera e partindo quase\u00a0<a href=\"https:\/\/bioone.org\/journals\/waterbirds\/volume-40\/issue-3\/063.040.0302\/Temporal-Migration-Shifts-in-the-Aransas-Wood-Buffalo-Population-of\/10.1675\/063.040.0302.short\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">21 dias depois<\/a>\u00a0no outono, em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00e9cada de 1940.<\/p>\n<p>Esse in\u00edcio precoce da migra\u00e7\u00e3o pode beneficiar as aves se a produtividade de plantas e insetos nas zonas de reprodu\u00e7\u00e3o espelhar essa tend\u00eancia. No entanto, nem todas as aves migrat\u00f3rias podem ser capazes de se adaptar a um mundo em aquecimento e, se conseguirem, o custo total de faz\u00ea-lo permanece incerto.<\/p>\n<p>Enquanto os cientistas continuam a desvendar os mist\u00e9rios da migra\u00e7\u00e3o das aves, o fen\u00f4meno segue sendo uma das grandes maravilhas da natureza.<\/p>\n<p>\u201cElas voam a noite toda, se alimentam o dia todo e depois repetem esse ciclo\u201d, comenta Horton. \u201cIsso \u00e9 bastante not\u00e1vel.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Algumas aves voam por 11 dias sem parar, outras viajam quase 13 mil quil\u00f4metros. 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