{"id":145768,"date":"2021-05-04T10:00:22","date_gmt":"2021-05-04T13:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145768"},"modified":"2021-05-04T13:59:35","modified_gmt":"2021-05-04T16:59:35","slug":"o-sagrado-violado-hidreletricas-ameacam-o-rio-juruena-e-vida-dos-indigenas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/o-sagrado-violado-hidreletricas-ameacam-o-rio-juruena-e-vida-dos-indigenas\/","title":{"rendered":"O sagrado violado: hidrel\u00e9tricas amea\u00e7am o rio Juruena e vida dos ind\u00edgenas"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145769\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Considerado sagrado pelos povos ind\u00edgenas, o rio Juruena \u00e9 o protagonista de document\u00e1rio dirigido por Adriano Gambarini, que mostra impacto das hidrel\u00e9tricas ao rio e aos que vivem dele<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o de diferentes povos ind\u00edgenas com a natureza passa pela inst\u00e2ncia do sagrado e da ancestralidade. O rio Juruena e seus afluentes que formam a sub-bacia do Juruena, onde vivem 20 povos ind\u00edgenas, \u00e9 um exemplo dessa rela\u00e7\u00e3o de respeito, amor e devo\u00e7\u00e3o. Celebrado pelos ind\u00edgenas, mas um ilustre desconhecido da maioria dos brasileiros, o Juruena nasce no Cerrado, em Mato Grosso, e suas \u00e1guas cristalinas seguem rumo ao norte em uma paisagem que aos poucos deixa a savana para adentrar na maior floresta tropical do mundo. Em territ\u00f3rio amaz\u00f4nico, o Juruena encontra seu destino na fronteira matogrossense com o Amazonas e o Par\u00e1, e d\u00e1 vida ao famoso rio Tapaj\u00f3s. Apesar da sua import\u00e2ncia ecol\u00f3gica e cultural \u2013 al\u00e9m de sua beleza c\u00eanica \u2013 o Juruena permanece invis\u00edvel aos olhos de grande parte da sociedade. Enquanto isso, projetos de hidrel\u00e9tricas e barragens avan\u00e7am sem alarde sobre suas \u00e1guas. Atualmente, o Juruena e seus afluentes contabilizam mais de 30 hidrel\u00e9tricas, e mais uma centena est\u00e3o previstas para serem erguidas na sub-bacia, uma amea\u00e7a ainda maior ao j\u00e1 impactado fluxo h\u00eddrico, assim como aos povos que dependem do rio para comida, transporte e para algo imensur\u00e1vel: a preserva\u00e7\u00e3o do sagrado.<\/p>\n<p>Para dar visibilidade \u00e0 sub-bacia do Juruena, aos povos ind\u00edgenas que vivem na regi\u00e3o e aos impactos das pequenas centrais hidrel\u00e9tricas (PCHs) na vida do rio, a Opera\u00e7\u00e3o Amaz\u00f4nia Nativa (OPAN), organiza\u00e7\u00e3o indigenista que atua no territ\u00f3rio desde 1996, produziu um mini document\u00e1rio. Lan\u00e7ado no final de mar\u00e7o, o v\u00eddeo \u00e9 dirigido pelo fot\u00f3grafo de natureza e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/author\/adriano-gambarini\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-wpel-link=\"internal\">colunista de ((o))eco<\/a>, Adriano Gambarini, e conta com a narra\u00e7\u00e3o da militante ind\u00edgena Tipuici Manoki, representante da Rede Juruena Vivo.<\/p>\n<p>O mini document\u00e1rio,\u00a0<a href=\"https:\/\/vimeo.com\/527535645\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">dispon\u00edvel online<\/a>, apresenta o Juruena, os seus saltos sagrados, os povos ind\u00edgenas que habitam suas margens e escuta os relatos dos seus habitantes seculares sobre o impacto das hidrel\u00e9tricas e das barragens no rio. O v\u00eddeo tamb\u00e9m documenta outro problema: o avan\u00e7o da fronteira agr\u00edcola e, junto com ela, dos agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p>Para saber mais, ((o))eco conversou com o fot\u00f3grafo Adriano Gambarini sobre o document\u00e1rio e sobre os impactos das hidrel\u00e9tricas na regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p><strong>((o))eco: De onde surgiu a ideia do projeto e a sua rela\u00e7\u00e3o em particular com o Juruena?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Adriano Gambarini:<\/strong>\u00a0A OPAN fez v\u00e1rias viagens \u00e0 bacia do Juruena para resgatar hist\u00f3rias dos povos ind\u00edgenas com rela\u00e7\u00e3o aos saltos sagrados e para dar visibilidade ao problema das pequenas centrais hidrel\u00e9tricas (PCHs). Isso gerou um livro [Paisagens Ancestrais do Juruena, lan\u00e7ado em 2019] e desde ent\u00e3o havia a vontade de tamb\u00e9m fazer um document\u00e1rio sobre o tema. Foi contratada uma produtora, que fez a capta\u00e7\u00e3o de entrevistas e imagens das PCHs, mas n\u00e3o fez o v\u00eddeo, e a\u00ed a OPAN me chamou para dirigir porque eu conhe\u00e7o o Juruena h\u00e1 muito tempo. A primeira vez que eu fui para l\u00e1 foi em 1999, quando refiz a rota da expedi\u00e7\u00e3o do naturalista russo Langsdorff [realizada entre 1821 e 1829]. E eu fui muitas outras vezes para Juruena, para diferentes fins e at\u00e9 outros document\u00e1rios e para outros projetos da OPAN, ent\u00e3o aproveitei essas imagens tamb\u00e9m.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108980 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/AG86438.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">Vista a\u00e9rea do rio Juruena. Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<p>E eu vi a import\u00e2ncia e tenho muito amor e respeito ao Juruena. O Juruena \u00e9 um rio de extrema import\u00e2ncia ecol\u00f3gica para toda a Amaz\u00f4nia, porque quem abastece os grandes rios s\u00e3o os rios menores. E se voc\u00ea considerar que o Juruena faz um trajeto extremamente longo, para depois se tornar um rio de extrema import\u00e2ncia que \u00e9 o Tapaj\u00f3s, e ele vem trazendo uma fertilidade gigante pelo caminho. Para mim o Juruena tem uma import\u00e2ncia enorme nesse sentido, porque ele abastece de fertilidade alguns rios que formam o bioma amaz\u00f4nico hidrograficamente falando. Eu tenho esse xod\u00f3 pelo Juruena por isso e tamb\u00e9m por causa da beleza c\u00eanica dele, \u00e9 um rio maravilhoso, os afluentes dele s\u00e3o igualmente lindos, com \u00e1guas transparentes. O rio Juruena \u00e9 isso, fertilidade, \u00e9 um dos grandes ber\u00e7os da fertilidade amaz\u00f4nica e pouca gente conhece.<\/p>\n<p><strong>Um dos objetivos do document\u00e1rio \u00e9 expor o problema das hidrel\u00e9tricas na regi\u00e3o. Conte um pouco mais sobre isso.<\/strong><\/p>\n<p>Existem PCHs planejadas tanto para o Juruena quanto para o Teles Pires, os rios que juntos formam a Bacia do Tapaj\u00f3s. J\u00e1 tem inclusive uma hidrel\u00e9trica gigante constru\u00edda no Teles Pires que eu tive a chance de sobrevoar. Essas grandes obras v\u00e3o afetar diretamente o fluxo e a migra\u00e7\u00e3o dos peixes. E no v\u00eddeo a preocupa\u00e7\u00e3o maior \u00e9 chamar aten\u00e7\u00e3o para essa problem\u00e1tica das hidrel\u00e9tricas e da expans\u00e3o agr\u00edcola no entorno, para mostrar que esse lugar lindo est\u00e1 em risco. O Salto Augusto, por exemplo, fica no leito principal do Juruena e \u00e9 um salto super importante do ponto de vista ambiental, hist\u00f3rico e cultural \u2013 tanto pelos ind\u00edgenas quanto pelos naturalistas que j\u00e1 passaram por ali \u2013 e tem um projeto de barragem nesse salto. E quando voc\u00ea vai l\u00e1, voc\u00ea pensa, por que uma barragem aqui? Vai ser mais uma Belo Monte. Eu, pessoalmente, sempre falei que n\u00e3o sou contra o progresso, mas que precisamos ter bom senso. Chega de obra que n\u00e3o gera nada, s\u00f3 impacto.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 um governo que d\u00e1 cada vez menos voz aos povos [ind\u00edgenas] e ao meio ambiente. E historicamente essas PCHs est\u00e3o sendo feitas muito a toque de caixa. Eu vi v\u00e1rios povos ind\u00edgenas dizendo que ali tinha peixe e agora n\u00e3o tem mais. Eu ouvi um cacique falando que antes eles entravam no rio e em meia hora, uma hora, voltavam com bastante peixe, e hoje tem que ficar quatro, cinco horas\u2026 navegar no rio para tentar achar um cardume de peixe. E existe ainda outro problema, que s\u00e3o as cevas que alguns fazendeiros que t\u00eam terras bordeando os rios fazem, a\u00ed os peixes ficam concentrados onde tem a ceva e os \u00edndios n\u00e3o podem acessar porque tem que passar pela fazenda. E existem esses conflitos de vizinhos porque para os ind\u00edgenas n\u00e3o h\u00e1 fronteira, eles precisam pescar e v\u00e3o pescar.<\/p>\n<p>Essas PCHs n\u00e3o fazem uma avalia\u00e7\u00e3o aprofundada dos efeitos colaterais de construir barragens em sequ\u00eancia no mesmo rio. A grande dificuldade do ser humano \u00e9 pensar em longo prazo, porque o impacto ambiental de uma a\u00e7\u00e3o \u00e0s vezes s\u00f3 \u00e9 visto daqui a 10 anos. E a\u00ed se constr\u00f3i uma barragem sem avaliar a migra\u00e7\u00e3o dos peixes, sem avaliar se \u00e9 um ponto estrat\u00e9gico de fluxo de peixe, por exemplo, e o dano a esse fluxo de peixe n\u00e3o vai acontecer ano que vem, vai acontecer daqui a sete, oito anos.<\/p>\n<p>Obras dessa envergadura t\u00eam que ter uma proje\u00e7\u00e3o das consequ\u00eancias sobre o meio ambiente. Porque se h\u00e1 consequ\u00eancias para o meio ambiente, \u00e9 \u00f3bvio que vai haver consequ\u00eancias para essas comunidades que vivem em fun\u00e7\u00e3o daquele meio ambiente. \u00c9 \u00f3bvio.<\/p>\n<div class=\"wp-block-columns alignwide\">\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108985 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1591DJ-19.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">O rio Juruena. Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108986 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/1648DJ-7.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108983 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2169.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">O rio \u00e9 sagrado para os ind\u00edgenas. Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108988 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/GAM1085.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108987 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/G0250494.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">T\u00e9cnica de pesca desenvolvida pelos ind\u00edgenas em um dos afluentes do rio Juruena. Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Belo Monte \u00e9 um exemplo emblem\u00e1tico de hidrel\u00e9trica constru\u00edda mesmo com muita press\u00e3o contr\u00e1ria e com estudos que evidenciavam que al\u00e9m dos in\u00fameros impactos socioambientais, n\u00e3o iria cumprir a meta de gera\u00e7\u00e3o de energia. Ainda assim, Belo Monte est\u00e1 a\u00ed. Centenas de outras hidrel\u00e9tricas est\u00e3o planejadas para a bacia Amaz\u00f4nica sem a mesma repercuss\u00e3o e discuss\u00e3o na sociedade, como fazer para evitar novas Belo Monte?<\/strong><\/p>\n<p>A parte mais importante \u00e9 colocar governantes decentes l\u00e1 dentro. Porque a empresa que vai construir a obra n\u00e3o est\u00e1 preocupada com o que vai acontecer daqui a 5 anos, ela quer construir a obra. E no final, a press\u00e3o econ\u00f4mica e o lobby \u00e9 t\u00e3o grande que vence mesmo em casos como Belo Monte, que teve uma mega a\u00e7\u00e3o da comunidade e comoveu muita gente e at\u00e9 celebridades. Como a gente faz para evitar novas trag\u00e9dias como Belo Monte? Colocando pol\u00edticos bons l\u00e1. E a\u00ed a gente vai no cerne do problema brasileiro: governantes ruins, que n\u00e3o pensam a longo prazo, que p\u00f5e o pr\u00f3prio interesse acima do interesse coletivo.<\/p>\n<p><strong>Qual a import\u00e2ncia de dar visibilidade ao Juruena?<\/strong><\/p>\n<p>Se Belo Monte saiu, com toda a press\u00e3o social em cima, que dir\u00e1 essas barragens pequenas na bacia do Juruena. Pergunta para qualquer pessoa aqui do sudeste onde \u00e9 o Juruena e ningu\u00e9m sabe. As pessoas j\u00e1 ouviram falar de Tapaj\u00f3s, Madeira, Solim\u00f5es, Xingu\u2026 mas Juruena? Teles Pires? Quase ningu\u00e9m sabe. Que dir\u00e1 rio Papagaio, rio Buriti e os outros, \u00e9 muito rio e a maioria das pessoas s\u00f3 conhece o que sai na grande m\u00eddia.<\/p>\n<p>Eu acho que esse governo est\u00e1 expondo de forma t\u00e3o expl\u00edcita a inten\u00e7\u00e3o deles que acho que catalisou essa como\u00e7\u00e3o nas pessoas. Mas as pessoas esquecem. Ent\u00e3o se a m\u00eddia ficar seis meses sem falar da Amaz\u00f4nia, acabou. A Amaz\u00f4nia \u00e9 uma ideia distante e eu acho que a \u00fanica forma de manter acesa essa como\u00e7\u00e3o \u00e9 continuar jogando o m\u00e1ximo de informa\u00e7\u00e3o poss\u00edvel na m\u00eddia, \u00e9 o \u00fanico jeito.<\/p>\n<p><strong>Existem 20 povos ind\u00edgenas de diferentes etnias na sub-bacia do Juruena, como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o deles com o Juruena?<\/strong><\/p>\n<p>Eu andei com cinco etnias, documentei v\u00e1rios povos, e cada um tem suas lendas e cren\u00e7as, mas todos eles t\u00eam essa rela\u00e7\u00e3o de sagrado com os saltos. O rio \u00e9 sagrado. Esses saltos s\u00e3o sagrados, h\u00e1 lendas ao redor deles. Todos os povos t\u00eam essa m\u00edtica e consideram os saltos pr\u00f3ximos da aldeia deles sagrados, isso n\u00e3o \u00e9 restrito a um povo s\u00f3.<\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m das Terras Ind\u00edgenas h\u00e1 tamb\u00e9m unidades de conserva\u00e7\u00e3o na sub-bacia, como o Parque Nacional do Juruena. Voc\u00ea acredita que essas \u00e1reas protegidas s\u00e3o suficientes para garantir a prote\u00e7\u00e3o do rio ou elas tamb\u00e9m est\u00e3o vulner\u00e1veis?<\/strong><\/p>\n<p>Teoricamente as unidades de conserva\u00e7\u00e3o, sejam Parques Nacionais ou Terras Ind\u00edgenas, asseguram a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. Mas existe uma vulnerabilidade porque tudo est\u00e1 interligado. Os rios n\u00e3o t\u00eam fronteiras, ent\u00e3o mesmo que nas\u00e7am numa \u00e1rea protegida, passam por \u00e1reas que n\u00e3o s\u00e3o. Se h\u00e1 contamina\u00e7\u00e3o, seja por agrot\u00f3xico ou merc\u00fario de garimpo, os rios ser\u00e3o atingidos, assim como todas as \u00e1reas e pessoas que estiverem no caminho destas \u00e1guas. Em muitos lugares na Amaz\u00f4nia j\u00e1 existem evid\u00eancias de peixes com alto \u00edndice de merc\u00fario na carne, por exemplo. Se voc\u00ea me perguntar o que sustenta a Amaz\u00f4nia em p\u00e9 enquanto floresta, eu acho que s\u00e3o as Terras Ind\u00edgenas e o mosaico de unidades de conserva\u00e7\u00e3o. \u00c9 o que sustenta. Porque mesmo com essas \u00e1reas j\u00e1 tem invas\u00e3o de garimpeiro, madeireiro, tudo isso, imagina se eles tiram esses limites? As Terras Ind\u00edgenas s\u00e3o grandes \u00e1reas que ainda protegem o bioma. E esse tipo de mosaico de \u00e1reas protegidas \u00e9 essencial, sen\u00e3o acaba tudo mesmo.<\/p>\n<div class=\"wp-block-columns alignfull pl-5 pr-5 pb-0\">\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108982 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC1943.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">O avan\u00e7o do agroneg\u00f3cio tamb\u00e9m amea\u00e7a o Juruena e seus povos. Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108984 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/DSC2323.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<div class=\"wp-block-column\">\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108978 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/PNJ_Flora-2.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">A rica biodiversidade do Parque Nacional do Juruena. Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<figure class=\"wp-block-image size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108981 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-1920x1280.jpg 1920w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/API5438.jpg 1980w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">Vinte povos ind\u00edgenas habitam a sub-bacia do Juruena. Foto: Adriano Gambarini<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<p><strong>O que voc\u00ea espera que o document\u00e1rio desperte nas pessoas?<\/strong><\/p>\n<p>Eu espero que as pessoas percebam que est\u00e1 tudo integrado. Que as pessoas percebam que a Amaz\u00f4nia \u00e9 brasileira e est\u00e1 tudo integrado, porque os ind\u00edgenas v\u00e3o sofrer, mas n\u00f3s todos vamos sofrer eventualmente. Eu queria fazer um document\u00e1rio de 2 horas para mostrar que a falta de \u00e1gua em S\u00e3o Paulo tem a ver com a destrui\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia, que a causa \u00e9 o que est\u00e1 sendo feito l\u00e1, porque isso est\u00e1 provado cientificamente. A minha \u00e2nsia \u00e9 divulgar o m\u00e1ximo poss\u00edvel essas coisas da \u00e1rea ambiental que a sociedade \u00e0s vezes n\u00e3o tem acesso e tentar manter essa como\u00e7\u00e3o. A pessoa n\u00e3o sabe onde \u00e9 o Juruena? Vamos mostrar onde \u00e9.<\/p>\n<p>Acho que o papel \u00e9 expor esses problemas que est\u00e3o longe dos olhos da maior parte da sociedade. E acho que foi importante trazermos uma ind\u00edgena militante para fazer a narra\u00e7\u00e3o, d\u00e1 mais for\u00e7a \u00e0 mensagem que queremos passar. Numa palestra que eu fiz no TED Talks, eu abri perguntando quem conhecia os guaranis e todo mundo levantou a m\u00e3o. Depois perguntei sobre outros 10 povos ind\u00edgenas com os quais eu trabalhei e ningu\u00e9m conhecia. Esses povos ind\u00edgenas do document\u00e1rio, por exemplo, s\u00e3o desconhecidos da maioria das pessoas. Eu gostaria muito que esse document\u00e1rio fosse para um canal de TV grande para alimentar essa como\u00e7\u00e3o \u00e0s causas ind\u00edgenas. \u00c9 curto, mas o recado est\u00e1 dado sobre o perigo que eles est\u00e3o correndo l\u00e1, n\u00e3o s\u00f3 os ind\u00edgenas, mas todo o sistema ambiental. Essa \u00e9 a quest\u00e3o. Quando a ind\u00edgena fala que est\u00e3o jogando agrot\u00f3xicos no rio [Juruena], isso vai para todo mundo, n\u00e3o fica s\u00f3 para os ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>O objetivo \u00e9 mostrar essa import\u00e2ncia ecol\u00f3gica do Juruena, que por consequ\u00eancia tem uma import\u00e2ncia cultural enorme para os povos que vivem l\u00e1. \u00c9 uma cadeia. Ele \u00e9 importante ecologicamente, por isso ele \u00e9 importante, socialmente falando, para os povos da regi\u00e3o e por isso \u00e9 t\u00e3o importante ficar atento a essas interfer\u00eancias ambientais que j\u00e1 est\u00e3o acontecendo ali. Essa pauta n\u00e3o pode ficar restrita ao meio indigenista, que \u00e9 pequeno. A gente precisa veicular esse conte\u00fado o m\u00e1ximo que pudermos, \u00e9 a chance de que a gente tem de atrair parceiros que n\u00e3o s\u00e3o da \u00e1rea para esta causa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Considerado sagrado pelos povos ind\u00edgenas, o rio Juruena \u00e9 o protagonista de document\u00e1rio dirigido por<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":145769,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/05\/borboleta-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Considerado sagrado pelos povos ind\u00edgenas, o rio Juruena \u00e9 o protagonista de document\u00e1rio dirigido por","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145768"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145768"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145768\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145771,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145768\/revisions\/145771"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145768"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145768"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145768"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}