{"id":145462,"date":"2021-04-28T11:00:32","date_gmt":"2021-04-28T14:00:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145462"},"modified":"2021-04-28T09:19:48","modified_gmt":"2021-04-28T12:19:48","slug":"da-realidade-alarmante-ao-futuro-ideal-uma-navegacao-guiada-pelas-dimensoes-humanas-do-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/da-realidade-alarmante-ao-futuro-ideal-uma-navegacao-guiada-pelas-dimensoes-humanas-do-oceano\/","title":{"rendered":"Da realidade alarmante ao futuro ideal: uma navega\u00e7\u00e3o guiada pelas Dimens\u00f5es Humanas do Oceano"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145465\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Podemos n\u00e3o ter conhecimento total sobre as profundezas do oceano que nos cerca, mas n\u00e3o podemos desvincular o oceano da terra firme: a vida depende do equil\u00edbrio entre os dois<\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>\u201c\u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o curiosa essa que o mar, de onde a vida emergiu, esteja sendo amea\u00e7ado pelas atividades provenientes de uma dessas v\u00e1rias formas de vida.<\/em><\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\"><em>Mas o mar, mesmo mudando de maneira t\u00e3o assustadora, vai continuar a existir; a amea\u00e7a \u00e9 na verdade \u00e0 pr\u00f3pria vida.\u201d<\/em><\/p>\n<p class=\"has-text-align-right\">Rachel Carson, O Mar que nos Cerca (1957)<\/p>\n<p>As dimens\u00f5es humanas do oceano s\u00e3o complexas \u2013 sim, do oceano, no singular \u2013, pois se trata de um grande corpo d\u2019\u00e1gua que une terra, conecta pessoas e sustenta a vida. Por mil\u00eanios, as pessoas t\u00eam concebido e utilizado o oceano de v\u00e1rias formas. De pescadores e marisqueiros, a baleeiros, exploradores (muitos deles colonizadores) e comerciantes, civiliza\u00e7\u00f5es surgiram, evolu\u00edram e mudaram com o oceano. Civiliza\u00e7\u00f5es, que assim como hoje, veneravam e temiam as \u00e1guas salgadas. Descobrimos e conquistamos territ\u00f3rios navegando por rotas desconhecidas, desbravando novas fronteiras e seguindo as estrelas. Prosperamos com as riquezas encontradas no oceano (ou transportadas com ele), e passamos a depender cada vez mais dos seus recursos.<\/p>\n<p>Dependemos do oceano como fonte de alimento, renda, transporte e energia (Figura 1). De acordo com dados da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o oceano prov\u00ea sustento a mais de 3 bilh\u00f5es de pessoas (de forma direta e indireta) e \u00e9 respons\u00e1vel por mais de 90% de todo o com\u00e9rcio e transporte de bens e mat\u00e9ria-prima. Em rela\u00e7\u00e3o ao consumo mundial de carne, cerca de 17% da produ\u00e7\u00e3o global de carne vem do mar (peixes e frutos do mar); com o aumento da popula\u00e7\u00e3o humana, estima-se um crescimento entre 36-74%\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-020-2616-y\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">na demanda por esses peixes, moluscos e outros invertebrados at\u00e9 2050<\/a>. Em 2009, cerca de 20% do abastecimento mundial de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/B9780080449104003072\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">petr\u00f3leo veio de plataformas de extra\u00e7\u00e3o em alto mar<\/a>; e em 2018, mais de 25% de todo o petr\u00f3leo e g\u00e1s natural produzido teve origem no mar (Ag\u00eancia Internacional de Energia, 2018). Mas o oceano prov\u00ea mais que comida, energia e renda: o oceano desperta o imagin\u00e1rio, cura dores da alma, inspira arte, m\u00fasica e poesia; \u00e9 ponto de partida e de chegada, e um dos principais mantenedores da vida na Terra!<\/p>\n<div class=\"wp-block-image width-75\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108697 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled alignnone\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-1-o-papel-do-oceano-410x1024.jpg\" sizes=\"(max-width: 410px) 100vw, 410px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-1-o-papel-do-oceano-410x1024.jpg 410w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-1-o-papel-do-oceano-120x300.jpg 120w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-1-o-papel-do-oceano-819x2048.jpg 819w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-1-o-papel-do-oceano-640x1600.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-1-o-papel-do-oceano-scaled.jpg 1024w\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"1593\" data-lazy-loaded=\"1\" \/>Arte: Ana C. Pont.<\/div>\n<p>Com uma profundidade m\u00e9dia de 3,8 km \u2013 e m\u00e1xima de 11 km \u2013 o oceano produz mais da metade de todo o oxig\u00eanio do planeta, armazena 50 vezes mais di\u00f3xido de carbono que a atmosfera, e por meio de suas correntes, regula o clima global. \u00c9 evidente que um oceano em equil\u00edbrio din\u00e2mico \u00e9 vital para a manuten\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Apesar dos esfor\u00e7os globais para proteger o oceano e aumentar o n\u00famero de \u00e1reas marinhas protegidas dos atuais aproximadamente 7,5% para 30% em 2030 (j\u00e1 perdemos o alvo de proteger 10% do oceano at\u00e9 2020), evid\u00eancias apontam\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ipcc.ch\/srocc\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">para uma realidade um tanto quanto assustadora<\/a>. Rachel Carson (1907-1964), renomada bi\u00f3loga marinha e ambientalista estadunidense, ficaria horrorizada em presenciar o grau e velocidade em que estamos poluindo o mar; explorando e dizimando popula\u00e7\u00f5es de peixes, mam\u00edferos marinhos, tartarugas, e aves marinhas; liberando concentra\u00e7\u00f5es altas de di\u00f3xido de carbono na atmosfera \u2013 t\u00e3o altas que a temperatura da \u00e1gua est\u00e1 mudando, impactando correntes mar\u00edtimas, rotas migrat\u00f3rias de algumas esp\u00e9cies, e matando recifes de corais por um\u00a0 processo chamado de \u2018branqueamento\u2019.<\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil (e triste) imaginar que ser\u00edamos capazes de deixar um legado assim para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Mas o Antropoceno (uma poss\u00edvel nova era geol\u00f3gica caracterizada pelo impacto humano no ambiente)\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/415023a\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">est\u00e1 aqui<\/a>. A globaliza\u00e7\u00e3o e o aumento na demanda por bens e recursos naturais t\u00eam impactado de maneira significativa \u2013 e negativa \u2013 os ecossistemas costeiros e marinhos. Estressores antropog\u00eanicos, ou seja, aqueles que derivam de atividades humanas \u2013 como pesca industrial, mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, polui\u00e7\u00e3o, tr\u00e1fico mar\u00edtimo, explora\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo e aquicultura \u2013 j\u00e1 causaram um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41598-019-47201-9\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">impacto cumulativo em pelo menos 59% do oceano<\/a>!<\/p>\n<p>Diante dessa alarmante realidade, a ONU declarou esta d\u00e9cada que se iniciou em 2021, como a\u00a0<a href=\"http:\/\/decada.ciencianomar.mctic.gov.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">D\u00e9cada da Ci\u00eancia Oce\u00e2nica para o Desenvolvimento Sustent\u00e1vel<\/a>\u00a0\u2013 lan\u00e7ada oficialmente no Brasil em 20 de abril.\u00a0 Uma d\u00e9cada, que, de acordo com a ONU, ir\u00e1 fortalecer a coopera\u00e7\u00e3o internacional para o desenvolvimento de pesquisas cient\u00edficas, conectando ci\u00eancia e sociedade com o intuito de conservar o oceano e ao mesmo tempo promover seu desenvolvimento sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>No entanto, o caminho para um futuro mais sustent\u00e1vel, como trazido pela ONU, onde a pesca \u00e9 regulamentada, controlada e a capacidade de renova\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es de peixe \u00e9 considerada; onde energias renov\u00e1veis substituem combust\u00edveis f\u00f3sseis, recifes de corais prosperam, e \u00e1reas marinhas s\u00e3o protegidas, parece um tanto quanto ut\u00f3pico. Mas utopia, nas palavras do jornalista uruguaio Eduardo Galeano (1940 \u2013 2015), \u00e9 o que nos faz avan\u00e7ar. Essa vis\u00e3o [ut\u00f3pica] do futuro, onde pelo menos 30% do oceano \u00e9 protegido, onde a polui\u00e7\u00e3o marinha \u00e9 reduzida ou mitigada, onde comunidades costeiras t\u00eam direitos e acesso reconhecido aos recursos naturais e s\u00e3o envolvidas de forma significativa nos processos de tomada de decis\u00e3o, \u00e9 o que nos faz avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Avan\u00e7ar em dire\u00e7\u00e3o a um futuro mais justo e sustent\u00e1vel, entretanto, exige entendimento e mudan\u00e7a de valores e comportamentos humanos, tanto em n\u00edvel individual quanto em n\u00edveis de sociedade, suas pol\u00edticas e economia. Podemos n\u00e3o ter conhecimento total sobre as profundezas do oceano que nos cerca, mas n\u00e3o podemos desvincular o oceano da terra firme: a vida depende do equil\u00edbrio entre os dois. Devemos lembrar que a sa\u00fade do oceano depende em grande parte das nossas a\u00e7\u00f5es di\u00e1rias; e como uma via de m\u00e3o dupla, nossa sa\u00fade f\u00edsica e mental tamb\u00e9m depende de um oceano saud\u00e1vel. Cada escolha que fazemos, tanto de consumo quanto de descarte, impacta o oceano e tudo que h\u00e1 nele, e reconhecer isso \u00e9 o primeiro passo individual para a mudan\u00e7a. Todos os res\u00edduos oriundos do nosso padr\u00e3o de consumo t\u00eam potencial para acabar no oceano se n\u00e3o reaproveitados, reciclados ou dispostos em aterros sanit\u00e1rios, o que demanda a\u00e7\u00f5es do poder p\u00fablico. Imagens de animais marinhos mortos pelo lixo que foi parar no mar chocam e causam revolta, a alguns. Mas deixar de usar canudinhos \u00e9 o suficiente para salvar a fauna marinha? Infelizmente n\u00e3o, por mais necess\u00e1rio que isso seja.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108705 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-600x400.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-1200x800.jpg 1200w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-640x427.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil-1320x880.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Tursimo_Brasil.jpg 1920w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">Turismo: um dos benef\u00edcios que o mar proporciona. Foto: DHN.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dados da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Empresas de Limpeza P\u00fablica e Res\u00edduos Especiais \u2013 ABRELPE (2020) demonstram que o habitante brasileiro produziu cerca de 379,2 kg de res\u00edduos no ano de 2019, ou seja, 1,0 kg de lixo por pessoa por dia! E o mais alarmante, cerca de 40% de todo esse volume n\u00e3o foi destinado corretamente, tampouco reciclado. Sem contar que jogamos toneladas de esgoto industrial e urbano n\u00e3o tratadas em c\u00f3rregos, lagos, rios e mares, aumentando a mat\u00e9ria org\u00e2nica, adicionando compostos qu\u00edmicos t\u00f3xicos, modificando os ecossistemas aqu\u00e1ticos da \u00e1gua doce ao mar e afetando sua diversidade biol\u00f3gica. Nosso \u2018Planeta \u00c1gua\u2019 est\u00e1 se afogando nos excessos e no descaso humano.<\/p>\n<p>Pol\u00edticas p\u00fablicas mais r\u00edgidas e inclusivas, assim como a fiscaliza\u00e7\u00e3o do cumprimento das mesmas, s\u00e3o urgentes, o que\u00a0 implica, em muito, em votarmos em governantes comprometidos com a preserva\u00e7\u00e3o da terra e do mar. Investir em educa\u00e7\u00e3o, priorizar o investimento financeiro em tecnologias de produ\u00e7\u00e3o mais limpas e no desenvolvimento de produtos biodegrad\u00e1veis, se faz necess\u00e1rio, uma vez que \u00e9 dif\u00edcil contar com a diminui\u00e7\u00e3o realmente expressiva do padr\u00e3o de consumo das sociedades modernas \u2013 a n\u00e3o ser que nossa utopia se torne realidade num mundo p\u00f3s pandemia.<\/p>\n<p>Uma nova narrativa para essa d\u00e9cada dedicada ao oceano \u00e9 necess\u00e1ria para que n\u00e3o haja (ainda mais) frustra\u00e7\u00f5es com metas n\u00e3o atingidas. Uma narrativa que ultrapasse os interesses puramente econ\u00f4micos. Uma narrativa onde \u2018estoques pesqueiros\u2019 s\u00e3o tratados como popula\u00e7\u00f5es de uma esp\u00e9cie selvagem; onde o cuidado, o respeito e o entendimento da import\u00e2ncia do oceano para a manuten\u00e7\u00e3o da vida prevale\u00e7am.<\/p>\n<p>Para orientar e auxiliar essa navega\u00e7\u00e3o, foi publicado em 2020\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s40152-020-00179-x\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">o Manifesto das Ci\u00eancias Sociais Marinhas<\/a>, que\u00a0 aponta para uma s\u00e9rie de pesquisas e a\u00e7\u00f5es priorit\u00e1rias, tais como uma maior \u00eanfase na adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, o reconhecimento que a pesca n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica ind\u00fastria atuando no oceano, e que as comunidades costeiras t\u00eam papel fundamental na tomada de decis\u00f5es (Figura 2). O documento ainda ressalta a urg\u00eancia de uma justi\u00e7a social e ambiental e a garantia de seguran\u00e7a alimentar. Quest\u00f5es essas que refletem algumas das in\u00fameras dimens\u00f5es humanas do oceano, ou seja, da nossa complexa \u2013 e por muitas vezes ambivalente \u2013 rela\u00e7\u00e3o com o oceano, e que devem ser t\u00e3o claras quanto parte das \u00e1guas que nos cercam j\u00e1 foram um dia.<\/p>\n<p><strong>Navegando nas Dimens\u00f5es Humanas do Oceano \u2013 Temas e leituras adicionais:<\/strong><\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108701 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled alignnone\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-2-dimenoes-humanas-1024x576.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-2-dimenoes-humanas-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-2-dimenoes-humanas-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-2-dimenoes-humanas-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-2-dimenoes-humanas-640x360.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-2-dimenoes-humanas-1320x743.jpg 1320w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Figura-2-dimenoes-humanas.jpg 1920w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" data-lazy-loaded=\"1\" \/>Arte: Ana C. Pont.<\/div>\n<p>Imenso e profundo como o Oceano, assim \u00e9 esse campo das dimens\u00f5es humanas. Imposs\u00edvel seria tratar de todos os assuntos aqui, mas h\u00e1 ainda muito a que explorar. Por exemplo, as\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s10750-015-2576-7\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">intera\u00e7\u00f5es entre pescadores e le\u00f5es-marinhos, como elaborado por Ana C. Pont e colaboradores no litoral norte do Rio Grande do Sul<\/a>. Ou ainda sobre as diferentes formas em que valorizamos o mar,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S1617138120300522\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">nossas percep\u00e7\u00f5es sobre responsabilidade individual, coletiva e governamental sobre esse ambiente<\/a>, e como a maneira em que imaginamos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0272494421000414\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">o oceano influencia nossas atitudes e comportamentos<\/a>, como abordado por M\u00f4nica T. Engel e colaboradores em estudo realizado na costa leste Canadense. Esperamos que essa breve travessia instigue o leitor a surfar outras ondas e a mergulhar nas diferentes dimens\u00f5es humanas do oceano.<\/p>\n<div class=\"media-body\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Podemos n\u00e3o ter conhecimento total sobre as profundezas do oceano que nos cerca, mas n\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":145465,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/oceano-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Podemos n\u00e3o ter conhecimento total sobre as profundezas do oceano que nos cerca, mas n\u00e3o","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145462"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145462"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145462\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145466,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145462\/revisions\/145466"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}