{"id":145426,"date":"2021-04-27T14:00:12","date_gmt":"2021-04-27T17:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145426"},"modified":"2021-04-27T09:44:09","modified_gmt":"2021-04-27T12:44:09","slug":"conheca-os-cinco-principais-mitos-sobre-a-usina-de-tchernobil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-os-cinco-principais-mitos-sobre-a-usina-de-tchernobil\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a os cinco principais mitos sobre a usina de Tchernobil"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145427\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A \u00e1rea em torno da antiga usina nuclear na Ucr\u00e2nia \u00e9 segura para turistas? Houve recupera\u00e7\u00e3o total da natureza? Ou h\u00e1 lobos de duas cabe\u00e7as? DW examina algumas das quest\u00f5es mais frequentes sobre Tchernobil.<\/p>\n<h2>Tchernobil \u00e9 o maior desastre nuclear de todos os tempos?<\/h2>\n<p>O acidente da usina de Tchernobil, em 26 de abril de 1986, perto da cidade de Pripyat, no norte da Ucr\u00e2nia, costuma ser descrito como o pior desastre nuclear da hist\u00f3ria. No entanto essa descri\u00e7\u00e3o sensacionalista \u00e9 raramente explicada em maiores detalhes.<\/p>\n<p>A Escala Internacional de Eventos Nucleares e Radiol\u00f3gicos (Ines) de fato classifica os eventos nucleares de zero a sete, entre acidentes, incidentes e anomalias. Desenvolvida pela Ag\u00eancia Internacional de Energia At\u00f4mica (AIEA) e a Ag\u00eancia de Energia At\u00f4mica da OCDE, ela foi introduzida em 1990.<\/p>\n<p>O n\u00edvel sete indica &#8220;acidente grave&#8221;, envolvendo &#8220;grande libera\u00e7\u00e3o de material radioativo com amplos efeitos para a sa\u00fade e o meio ambiente, exigindo implementa\u00e7\u00e3o de contramedidas planejadas e ampliadas&#8221;. Tanto o acidente de Tchernobil como o de Fukushima, em 2011, foram categorizados assim (a Ines n\u00e3o prev\u00ea subcategorias).<\/p>\n<p>Como explica Kate Brown, professora de ci\u00eancia, tecnologia e sociedade do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), contudo, se o termo &#8220;desastre nuclear&#8221; n\u00e3o for s\u00f3 empregado para classificar eventos ou acidentes em reatores nucleares, mas tamb\u00e9m emiss\u00f5es radioativas causadas por humanos, ent\u00e3o houve diversas ocasi\u00f5es em que a contamina\u00e7\u00e3o nuclear foi maior do que a de Tchernobil.<\/p>\n<p>Por exemplo, as usinas americanas e sovi\u00e9ticas que produziram o plut\u00f4nio destinado \u00e0 bombas nucleares &#8220;emitiram, cada uma, como parte de sua rotina di\u00e1ria de trabalho, pelo menos 350\u00a0milh\u00f5es de curies [unidade de radioatividade] no meio ambiente circundante, e n\u00e3o foi um acidente&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Vamos olhar, ainda mais grave, a emiss\u00e3o de res\u00edduos radioativos na detona\u00e7\u00e3o de bombas nucleares nos testes realizados em todo o mundo. Basta um s\u00f3 is\u00f3topo, de iodo radioativo, que \u00e9 nocivo \u00e0 sa\u00fade humana, porque \u00e9 absorvido pela tireoide, causando c\u00e2ncer ou outras mol\u00e9stias dessa gl\u00e2ndula.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Tchernobil emitiu 45\u00a0milh\u00f5es de curies de iodo radioativo em apenas dois anos de testes, em 1961 e 62. Os sovi\u00e9ticos e os americanos emitiram, n\u00e3o\u00a0 45\u00a0milh\u00f5es, mas 20\u00a0bilh\u00f5es de curies de iodo radioativo.&#8221; E esses testes, insiste Brown, n\u00e3o foram por acidente ou erro humano, mas intencionais.<\/p>\n<h2>H\u00e1 mutantes na zona de exclus\u00e3o?<\/h2>\n<p>Uma das perguntas mais populares aos guias tur\u00edsticos na zona de exclus\u00e3o, a \u00e1rea em torno do antigo reator nuclear, \u00e9 se existem mutantes. Propagada por numerosos jogos de computador, filmes e livros de horror, essa no\u00e7\u00e3o \u00e9 equivocada.<\/p>\n<p>Denis Vishnevsky, diretor do departamento de ecologia, flora e fauna da Reserva da Biosfera Radioativa e Ecol\u00f3gica de Tchernobil, assegura que nunca viu lobos de duas cabe\u00e7as nem roedores de cinco pernas: &#8220;A influ\u00eancia da radia\u00e7\u00e3o ionizante pode causar uma certa reestrutura\u00e7\u00e3o do corpo, por\u00e9m no mais do caso ela simplesmente reduz a viabilidade de um organismo.&#8221;<\/p>\n<p>Um exemplo \u00e9 a alta mortalidade entre embri\u00f5es de roedores, devido a defeitos gen\u00f4micos que impedem o organismo de funcionar. Quando sobrevivem a fase intrauterina, esses animais por vezes portam defici\u00eancias que os impedem de subsistir em condi\u00e7\u00f5es naturais.<\/p>\n<p>Vishnevsky e seus colegas examinaram milhares de esp\u00e9cimes na zona de exclus\u00e3o, mas n\u00e3o encontraram qualquer altera\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica inusitada. &#8220;Porque se trata sempre de animais que sobreviveram e venceram a luta pela sobreviv\u00eancia&#8221;, \u00e9 dif\u00edcil compar\u00e1-los com cobaias expostas deliberadamente por cientistas a radia\u00e7\u00e3o nos laborat\u00f3rios.<\/p>\n<div class=\"picBox full\nrechts\n\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/os-cinco-principais-mitos-sobre-tchernobil\/a-57343371#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Cabe\u00e7as de tr\u00eas javalis\" src=\"https:\/\/static.dw.com\/image\/57303061_401.jpg\" alt=\"Cabe\u00e7as de tr\u00eas javalis\" width=\"639\" height=\"360\" \/><\/a>Cientistas examinam muta\u00e7\u00f5es nas esp\u00e9cies selvagens em torno da \u00e1rea do desastre nuclear<\/p>\n<\/div>\n<h2>A natureza voltou a tomar conta do local do desastre?<\/h2>\n<p>Relat\u00f3rios intitulados &#8220;Vida florescendo em torno de Tchernobil&#8221; e s\u00e9ries de fotos sugerindo que a zona de exclus\u00e3o se transformou num &#8220;para\u00edso natural&#8221; podem dar a impress\u00e3o de que a natureza tenha se recuperado. Ap\u00f3s pesquisar o local do desastre durante 25 anos, contudo, a professora Brown \u00e9 taxativa: &#8220;Isso n\u00e3o \u00e9 verdade.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 uma ideia muito sedutora, de que os humanos baguncem a natureza e tudo o que precisam fazer \u00e9 se afastar, e a natureza se restabelece.&#8221; Na realidade, os bi\u00f3logos registram um n\u00famero de esp\u00e9cies de insetos, p\u00e1ssaros e mam\u00edferos menor do que antes do acidente.<\/p>\n<p>O fato de algumas esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o serem encontradas na zona de exclus\u00e3o n\u00e3o \u00e9 prova de sa\u00fade e vitalidade da \u00e1rea. Pelo contr\u00e1rio: houve significativo aumento da taxa de mortalidade e redu\u00e7\u00e3o da expectativa de vida da popula\u00e7\u00e3o animal, com o registro de mais tumores e defeitos imunol\u00f3gicos, dist\u00farbios dos sistemas sangu\u00edneo e circulat\u00f3rio e envelhecimento precoce.<\/p>\n<div class=\"col2\">\n<div class=\"standaloneWrap\">\n<div class=\"imgTeaserM video\" data-media-id=\"43552440\">\n<div class=\"mediaItem\" data-media-id=\"43552440\">\n<div class=\"teaserContentWrap information\">\n<h2>Cavalos de Chernobyl intrigam cientistas<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Os cientistas t\u00eam atribu\u00eddo a aparente biodiversidade \u00e0 migra\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e \u00e0 grande extens\u00e3o do territ\u00f3rio. &#8220;A zona de exclus\u00e3o compreende 2.600 quil\u00f4metros quadrados, e h\u00e1 ainda outros 2\u00a0mil quil\u00f4metros quadrados ao norte da zona de exclus\u00e3o de Belarus&#8221;, observa Vishnevsky.<\/p>\n<p>&#8220;H\u00e1 tamb\u00e9m \u00e1reas no leste e oeste onde a densidade populacional humana \u00e9 extremamente baixa. Temos um gigantesco potencial para preservar a fauna selvagem local&#8221;, a qual inclui linces, ursos e lobos, que precisam de muito espa\u00e7o.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo 35 anos ap\u00f3s o desastre, a terra ainda est\u00e1 contaminada de radia\u00e7\u00e3o, um ter\u00e7o da qual proveniente de elementos transuranianos com uma meia-vida de mais de 24\u00a0mil anos.<\/p>\n<h2>Tchernobil \u00e9 segura para turistas?<\/h2>\n<p>A zona de exclus\u00e3o j\u00e1 era um \u00edm\u00e3 para os turistas de cat\u00e1strofes, mas em 2019, ap\u00f3s o sucesso da miniss\u00e9rie da HBO<em>\u00a0Chernobyl<\/em>, os n\u00fameros de visitas dobraram, para 124\u00a0mil por ano. A Ag\u00eancia Estatal da Ucr\u00e2nia para Gest\u00e3o da Zona de Exclus\u00e3o estabeleceu uma s\u00e9rie de rotas, permitindo aos turistas visitarem a regi\u00e3o por terra, \u00e1gua ou ar.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, estabeleceu diversos regulamentos para proteger os turistas: eles devem estar cobertos da cabe\u00e7a aos p\u00e9s, n\u00e3o comer ou beber ao ar livre, e sempre seguir as trilhas oficiais. O Departamento Federal Alem\u00e3o de Prote\u00e7\u00e3o Radiotiva calcula que a dose ap\u00f3s um dia de visita n\u00e3o exceda 0,1 millisievert \u2013 aproximadamente a mesma absorvida durante um voo de longa dist\u00e2ncia entre a Alemanha e o Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>Certos tratamentos m\u00e9dicos exp\u00f5em os pacientes a doses muito superiores, observa Sven Dokter, porta-voz da organiza\u00e7\u00e3o alem\u00e3 de seguran\u00e7a nuclear Pesquisa Global de Seguran\u00e7a (GRS, na sigla em ingl\u00eas): uma radiografia p\u00e9lvica efetiva envolve de 0,3 a 0,7 millisievert, enquanto uma tomografia computadorizada do t\u00f3rax chega a 4 a 7 millisieverts. Assim, uma visita \u00e0 zona de exclus\u00e3o n\u00e3o deveria representar danos, se os visitantes seguirem as regras e se ativerem ao tour oficial.<\/p>\n<p>&#8220;Estamos bem longe das doses que exigiriam uma advert\u00eancia contra tais visitas. Em m\u00e9dia, cada cidad\u00e3o da Alemanha recebe uma dose de 4 millisieverts por ano, a metade proveniente da radia\u00e7\u00e3o natural a que se est\u00e1 sempre exposto, a outra de procedimentos m\u00e9dicos padr\u00e3o e de voos.&#8221;<\/p>\n<p>Em seu site, a AIEA tampouco expressa ressalvas: &#8220;Certamente se pode visitar a \u00e1rea de Tchernobil, inclusive a zona de exclus\u00e3o, que \u00e9 de o raio de 40 quil\u00f4metros em torno da usina, cujos reatores est\u00e3o agora todos desativados. Embora alguns is\u00f3topos radioativos liberados ainda permane\u00e7am na atmosfera (como estr\u00f4ncio 90 e c\u00e9sio 137), os n\u00edveis s\u00e3o toler\u00e1veis por per\u00edodos limitados.&#8221;<\/p>\n<div class=\"picBox medium\nrechts\n\"><a class=\"overlayLink init\" href=\"https:\/\/www.dw.com\/pt-br\/os-cinco-principais-mitos-sobre-tchernobil\/a-57343371#\" rel=\"nofollow\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Duas idosas com roupas tradicionais ucranianas\" src=\"https:\/\/static.dw.com\/image\/43508773_404.jpg\" alt=\"Duas idosas com roupas tradicionais ucranianas\" width=\"639\" height=\"359\" \/><\/a>Alguns dos antigos moradores voltaram a Tchernobil<\/p>\n<\/div>\n<h2>A \u00e1rea \u00e9 habitada por humanos?<\/h2>\n<p>Hoje, Pripyat, a localidade fechada constru\u00edda para servir a usina nuclear e abrigar seus empregados, costuma ser descrita como cidade-fantasma, assim como o munic\u00edpio vizinho de Tchernobil. Contudo, nenhuma das duas tem estado totalmente vazia desde 1986. Milhares, principalmente homens, t\u00eam se hospedado l\u00e1, trabalhando em geral em turnos de duas semanas para manter funcional a infraestrutura b\u00e1sica de ambas as localidades.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a explos\u00e3o do reator 4, os outros tr\u00eas seguiram operando, s\u00f3 sendo desativados em 1991, 96 e 2000. Unidades especiais do Minist\u00e9rio ucraniano do Interior patrulham a zona. H\u00e1 tamb\u00e9m lojas e pelo menos dois hot\u00e9is em Tchernobil, sobretudo para visitantes de neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, h\u00e1 um n\u00famero desconhecido de habitantes n\u00e3o oficiais, entre os quais antigos residentes da \u00e1rea que optaram por retornar e se instalaram em lugarejos evacuados ap\u00f3s o desastre. Entretanto, indagado pela DW sobre quantas pessoas vivem em Tchernobil, a resposta oficial da Ag\u00eancia Estatal para Gest\u00e3o da Zona de Exclus\u00e3o foi &#8220;ningu\u00e9m&#8221;.<\/p>\n<p>Em 2016, estimava-se que 180 indiv\u00edduos vivessem em toda a zona de exclus\u00e3o. Como eram principalmente idosos, esse n\u00famero pode ter ca\u00eddo. Embora oficialmente s\u00f3 sejam tolerados, o Estado os apoia financeiramente no dia a dia, entregando-lhes suas pens\u00f5es uma vez ao m\u00eas e fornecendo-lhes mantimentos a cada dois ou tr\u00eas meses, numa loja ambulante.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1rea em torno da antiga usina nuclear na Ucr\u00e2nia \u00e9 segura para turistas? Houve<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":145427,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/nuclear.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A \u00e1rea em torno da antiga usina nuclear na Ucr\u00e2nia \u00e9 segura para turistas? 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