{"id":145325,"date":"2021-04-25T18:09:35","date_gmt":"2021-04-25T21:09:35","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145325"},"modified":"2021-04-25T18:09:35","modified_gmt":"2021-04-25T21:09:35","slug":"ave-rara-que-existe-apenas-no-es-esta-em-risco-extremo-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ave-rara-que-existe-apenas-no-es-esta-em-risco-extremo-de-extincao\/","title":{"rendered":"Ave rara que existe apenas no ES est\u00e1 em risco extremo de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"linha-fina noticia\">Com apenas 11 exemplares identificados e somente em \u00e1reas elevadas de Santa Teresa e Vargem Alta, na Regi\u00e3o Serrana, pesquisadores definem estrat\u00e9gias para conservar a esp\u00e9cie e reproduzi-la em cativeiro<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/midias.agazeta.com.br\/2021\/04\/19\/fauna-476627-article.jpeg\" alt=\"Fauna\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Serrana capixaba concentra muitas riquezas naturais. E \u00e9 nesta \u00e1rea mais elevada do Estado que vive uma raridade: a Sa\u00edra-Apunhalada \u2013 ave end\u00eamica do Estado que conta com apenas 11 exemplares identificados em todo o mundo. Nas palavras do veterin\u00e1rio Marcelo Renan de Deus Santos, trata-se de um &#8220;diamante \u00fanico&#8221; que o\u00a0Estado\u00a0corre um risco iminente de ver extinta. Atualmente, esse p\u00e1ssaro raro existe apenas no\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agazeta.com.br\/tema\/espirito-santo\">Esp\u00edrito Santo<\/a>.<\/p>\n<h4>Ave rara que existe apenas no ES est\u00e1 em risco extremo de extin\u00e7\u00e3o<\/h4>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Marcelo \u00e9 o coordenador-geral do Programa de Conserva\u00e7\u00e3o da Sa\u00edra-Apunhalada, que visa manter viva a esp\u00e9cie, uma das mais amea\u00e7adas em todo o planeta. Ela \u00e9 uma das que encabe\u00e7am a lista de cerca de<strong>\u00a01,7 mil esp\u00e9cies apenas do Brasil que podem desaparecer\u00a0<\/strong>em um futuro pr\u00f3ximo.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">&#8220;Trata-se de uma ave pequena, do tamanho pr\u00f3ximo de um pardal e que existe apenas nas \u00e1reas mais elevadas da regi\u00e3o montanhosa do Estado,<strong>\u00a0acima dos 800 metros de altitude<\/strong>. No in\u00edcio de 2020, grupo de pesquisadores se dividiram nas cidades desta regi\u00e3o e por meio do cruzamento de estudos matem\u00e1ticos com o que foi encontrado em campo, identificamos pouqu\u00edssimos exemplares na natureza. \u00c9 uma situa\u00e7\u00e3o de risco extremo de desaparecimento caso nenhuma atitude seja feita. Quando uma esp\u00e9cie \u00e9 extinta, as consequ\u00eancias v\u00e3o muito al\u00e9m do desaparecimento daquele animal especificamente&#8221;, pontuou o veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/midias.agazeta.com.br\/2021\/04\/19\/fauna-476630-article.jpeg\" alt=\"Fauna\" width=\"639\" height=\"426\" \/>A Sa\u00edra-Apunhalada se reproduz apenas uma vez ao ano e a f\u00eamea coloca de 2 a 3 ovos a cada ciclos de postura. Cr\u00e9dito: Gustavo Magnano\/Instituto Marcos Daniel<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Segundo o especialista, que estuda a esp\u00e9cie desde 2015, a ave tem este nome devido \u00e0 colora\u00e7\u00e3o avermelhada na parte abaixo do pesco\u00e7o e no peito, e ocorre de ser confundida com o cardial. Este, por\u00e9m, tem a colora\u00e7\u00e3o vermelha na cabe\u00e7a, diferente do tom escuro da Saira.<\/p>\n<h3>PERDA DO HABITAT<\/h3>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Segundo o coordenador do projeto, as duas regi\u00f5es onde ocorreram os registros da esp\u00e9cie foram nas cidades de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agazeta.com.br\/tema\/santa-teresa\">Santa Teresa<\/a>, na\u00a0<strong>Reserva Biol\u00f3gica Augusto Ruschi<\/strong>, e em uma \u00e1rea pequena da Mata de Caet\u00e9s, em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.agazeta.com.br\/tema\/vargem-alta\">Vargem Alta<\/a>, em uma regi\u00e3o lim\u00edtrofe com outras cidades. Com a identifica\u00e7\u00e3o dos raros exemplares, Marcelo, com outros pesquisadores, realizam uma oficina virtual iniciada no \u00faltimo dia 16 para tra\u00e7ar um plano de a\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de manuten\u00e7\u00e3o da ave.<\/p>\n<h3 style=\"font-style: inherit;\">11 exemplares na natureza<\/h3>\n<h4 style=\"font-style: inherit;\">A esp\u00e9cie est\u00e1 amea\u00e7ad\u00edssima e s\u00f3 existe no ES<\/h4>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">&#8220;Ocorre que com a perda do habitat, a Sa\u00edra-Apunhalada foi sobrevivendo em \u00e1reas cada vez menores e isoladas. A ocupa\u00e7\u00e3o das partes mais baixas da Mata Atl\u00e2ntica for\u00e7ou a esp\u00e9cie a se abrigar nas extremidades. Al\u00e9m e por conta disso, o cruzamento foi ficando muito pr\u00f3ximo e naturalmente ocorre um enfraquecimento dos bichos. Some a isso o uso de agrot\u00f3xicos que diminuem a fonte de alimentos e se chega ao quadro cr\u00edtico atual&#8221;, ponderou o especialista.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/midias.agazeta.com.br\/2021\/04\/19\/fauna-476640-article.jpeg\" alt=\"Fauna\" width=\"639\" height=\"809\" \/>O veterin\u00e1rio Marcelo Renan de Deus Santos \u00e9 coordenador do Programa de Conserva\u00e7\u00e3o do Sa\u00edra-Apunhalada. Cr\u00e9dito: Arquivo pessoal<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Participam da oficina pesquisadores dos\u00a0<strong>Estados Unidos, B\u00e9lgica, Costa Rica, Inglaterra, pa\u00eds de Gales e Alemanha<\/strong>. S\u00e3o cerca de 50 pessoas debru\u00e7adas em garantir a manuten\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie amea\u00e7ad\u00edssima de extin\u00e7\u00e3o. De acordo com Marcelo, at\u00e9 o pr\u00f3ximo fim de semana o grupo pretende j\u00e1 ter em m\u00e3o as diretrizes a serem adotadas.<\/p>\n<h3>REPRODU\u00c7\u00c3O EM CATIVEIRO<\/h3>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">Uma das esperan\u00e7as \u00e9 a possibilidade de fazer com que a esp\u00e9cie se reproduza longe da natureza, como j\u00e1 ocorre com outros animais. Este cen\u00e1rio, renova as esperan\u00e7as para que a ave saia da lista cr\u00edtica, mas precisa ser colocado logo em pr\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">&#8220;A reprodu\u00e7\u00e3o assistida \u00e9 um caminho, por\u00e9m \u00e9 uma esp\u00e9cie pouco conhecida pelos pesquisadores. Pouco se estudou at\u00e9 aqui sobre ela, pois a incid\u00eancia dela \u00e9 muito baixa. S\u00e3o poucos ninhos na natureza, a postura da f\u00eamea ocorre uma vez ao ano e com poucos ovos. Ainda ocorre a preda\u00e7\u00e3o natural por outros bichos, como tucanos e macacos e assim a quantidade n\u00e3o cresce. Mas com a confec\u00e7\u00e3o deste relat\u00f3rio, teremos em m\u00e3o as a\u00e7\u00f5es que devem ser colocadas em pr\u00e1tica pelas autoridades como Ibama, ICMbio, sociedade civil e todos os setores envolvidos&#8221;, pontuou.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/midias.agazeta.com.br\/2021\/04\/19\/fauna-476629-article.jpeg\" alt=\"Fauna\" width=\"638\" height=\"426\" \/>A esp\u00e9cie \u00e9 pequena, similar ao tamanho de um pardal e viu sua popula\u00e7\u00e3o ser praticamente extinta devido \u00e0 perda do habitat (Mata Atl\u00e2ntica). Cr\u00e9dito: Gustavo Magnano\/Instituto Marcos Daniel<\/p>\n<h3>CURIOSIDADE<\/h3>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">A primeira identifica\u00e7\u00e3o que se tem da esp\u00e9cie \u00e9 datada de 1870, mas na cidade mineira de Muria\u00e9. Este registro, entretanto, \u00e9 contestado pelo veterin\u00e1rio refer\u00eancia sobre a Sa\u00edra-Apunhalada.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">&#8220;\u00c9 bem prov\u00e1vel que esta ave tenha sido capturada no Esp\u00edrito Santo e levada para Muria\u00e9. Na verdade, deve ter sido mesmo aqui no Estado. De 1870 at\u00e9 hoje, a geografia dos munic\u00edpios mudou muito ent\u00e3o as chances dela ter sido capturada no nosso ES s\u00e3o grandes. O que podemos afirmar \u00e9 que esta esp\u00e9cie s\u00f3 ocorre no Esp\u00edrito Santo, \u00e9 \u00fanica daqui&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p style=\"font-style: inherit; font-weight: inherit;\">A Sa\u00edra-Apunhalada (Nemosia rourei) \u00e9 uma esp\u00e9cie de extrema raridade e restrita a matas bem preservadas. End\u00eamica da Mata Atl\u00e2ntica brasileira (e provavelmente do Esp\u00edrito Santo), essa esp\u00e9cie \u00e9 listada como Criticamente Amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o e permaneceu desaparecida por mais de 50 anos.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com apenas 11 exemplares identificados e somente em \u00e1reas elevadas de Santa Teresa e Vargem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Com apenas 11 exemplares identificados e somente em \u00e1reas elevadas de Santa Teresa e Vargem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145325"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145325"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145325\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145326,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145325\/revisions\/145326"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145325"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145325"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145325"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}