{"id":145259,"date":"2021-04-24T11:48:28","date_gmt":"2021-04-24T14:48:28","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145259"},"modified":"2021-04-24T11:51:07","modified_gmt":"2021-04-24T14:51:07","slug":"cuidar-dos-tubaroes-e-dos-oceanos-e-cuidar-de-nossa-propria-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/cuidar-dos-tubaroes-e-dos-oceanos-e-cuidar-de-nossa-propria-saude\/","title":{"rendered":"\u2018Cuidar dos tubar\u00f5es e dos oceanos \u00e9 cuidar de nossa pr\u00f3pria sa\u00fade\u2019"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145260\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os\u00a0<strong>tubar\u00f5es<\/strong>\u00a0cumprem um papel essencial ao\u00a0<strong>ecossistema marinho<\/strong>. As esp\u00e9cies desses\u00a0<strong>imensos peixes cartilaginosos\u00a0<\/strong>ocupam uma posi\u00e7\u00e3o no\u00a0<strong>topo da cadeia alimentar<\/strong>\u00a0e assim regulam o tamanho da popula\u00e7\u00e3o de v\u00e1rios outros animais ao pred\u00e1-los, contribuindo para o\u00a0<strong>equil\u00edbrio ecossist\u00eamico<\/strong>.<\/p>\n<p>Vicente Faria, professor da\u00a0<strong>Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC)\u00a0<\/strong>e bi\u00f3logo engajado em pesquisas sobre\u00a0<strong>elasmobr\u00e2nquios (tubar\u00f5es e arraias),<\/strong>\u00a0explica que, se eles s\u00e3o removidos do ambiente em que vivem, os efeitos desse desequil\u00edbrio t\u00eam impactos ecossist\u00eamicos e econ\u00f4micos. \u201cA maior parte do oxig\u00eanio que respiramos \u00e9 gerado no ambiente marinho. Logo,\u00a0<strong>cuidar dos tubar\u00f5es e dos oceanos<\/strong>,\u00a0<strong>\u00e9 cuidar de nossa pr\u00f3pria sa\u00fade<\/strong>\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p>Por possu\u00edrem um\u00a0<strong>ciclo de vida complexo<\/strong>\u00a0os tubar\u00f5es podem, em alguns casos, ter uma reprodu\u00e7\u00e3o lenta. Essa \u00e9 mais uma raz\u00e3o que deve ser levada em considera\u00e7\u00e3o em se tratando da import\u00e2ncia de incentivar a prote\u00e7\u00e3o desses animais, como elucida o pesquisador: \u201cmuitas esp\u00e9cies s\u00f3 atingem maturidade sexual com mais de 10 anos de idade. Sabe-se que algumas s\u00f3 se reproduzem a cada dois anos. Al\u00e9m disso, muitas geram um n\u00famero pequeno de filhotes\u201d.<\/p>\n<p>Como principais amea\u00e7as, a ci\u00eancia aponta a\u00a0<strong>pesca, degrada\u00e7\u00e3o ou perda de habitat e polui\u00e7\u00e3o marinha<\/strong>. O consumo da carne de tubar\u00e3o e da sopa de barbatana \u00e9 um agravante para a conserva\u00e7\u00e3o desses animas, j\u00e1 que gera press\u00e3o pela pesca e resulta na preda\u00e7\u00e3o. Sobre isso, Faria adverte que a carne de tubar\u00f5es e raias pode conter concentra\u00e7\u00f5es elevadas de metais pesados, o que traz riscos, n\u00e3o s\u00f3 aos animais, mas ao pr\u00f3prio ser humano.<\/p>\n<p>Segundo Erika Beux, bi\u00f3loga, fot\u00f3grafa e guia de expedi\u00e7\u00f5es subaqu\u00e1ticas \u201c\u00e9 cientificamente comprovado que um tubar\u00e3o vivo vale mais que morto\u201d. Ela salienta que, segundo a\u00a0<strong>Funda\u00e7\u00e3o Charles Darwin<\/strong>, de Gal\u00e1pagos,\u00a0<strong>um tubar\u00e3o pescado vale em torno de 100-200 d\u00f3lares<\/strong>\u00a0e, por causa da pesca,\u00a0<strong>as popula\u00e7\u00f5es reduziram em 90% nos \u00faltimos 20 anos<\/strong>. Deste modo,\u00a0<strong>30% das esp\u00e9cies est\u00e3o amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n<p>J\u00e1 em locais que protegem os tubar\u00f5es e investem em atividades de mergulho para observa\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies, toda a cadeia do ecoturismo envolvida, como companhias a\u00e9reas, barcos, servi\u00e7os de transfer, hot\u00e9is, restaurantes, dentre outros, faturam mais de<strong>\u00a05,2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares por ano<\/strong>. \u201cO pescador e a fam\u00edlia dele podem ser os facilitadores disso tudo, levando os turistas, vendendo lanches e suvenires, fazendo o transporte do hotel ao local do embarque e muito mais\u201d, pondera.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9876\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9876\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9876 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4.jpg\" sizes=\"670px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-20x13.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro4-20x13.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9876\" class=\"wp-caption-text\">Tubar\u00e3o-cabe\u00e7a-chata (Carcharhinus leucas) e tubar\u00f5es-lixa (Ginglymostoma cirratum). Ambos podem ser encontrados em mares nordestinos | Foto: Kadu Pinheiro<\/figcaption><\/figure>\n<h2>Barb\u00e1rie contra tubar\u00e3o<\/h2>\n<p>Apesar das importantes fun\u00e7\u00f5es que os tubar\u00f5es exercem no meio ambiente, o ser humano ainda d\u00e1 sinais alheios \u00e0 import\u00e2ncia da conserva\u00e7\u00e3o desses animais. Exemplo disso foi um\u00a0<strong>v\u00eddeo que circulou pelas redes sociais<\/strong>, no \u00faltimo m\u00eas, retratando imagens fortes de\u00a0<strong>maus-tratos a um tubar\u00e3o<\/strong>\u00a0avistado pr\u00f3ximo \u00e0 faixa de areia, sendo capturado e morto, na\u00a0<strong>Praia do Balbino,<\/strong>\u00a0em\u00a0<strong>Cascavel<\/strong>, no\u00a0<strong>litoral leste cearense<\/strong>.<\/p>\n<p>O animal, al\u00e9m de ter sido retirado do seu habitat, foi torturado e amarrado em um ve\u00edculo, ainda vivo, sendo arrastado pela areia da praia, at\u00e9 ser morto. Conforme as imagens, um grupo de homens envolvidos, e que n\u00e3o tiveram suas identidades relevadas, se divertiam com o feito, enquanto chutavam o tubar\u00e3o e introduziam peda\u00e7os de madeira em sua boca.<\/p>\n<p>O tubar\u00e3o capturado e morto era uma f\u00eamea da esp\u00e9cie\u00a0<strong>cabe\u00e7a-chata<\/strong>\u00a0(<em>Carcharhinus leucas<\/em>), classificada como \u201c<strong>Quase Amea\u00e7ada<\/strong>\u201d na<strong>\u00a0lista vermelha<\/strong>\u00a0da\u00a0<strong>Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN)<\/strong>, o que j\u00e1 \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o quanto \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com Miller Holanda, analista ambiental do\u00a0<strong>Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renov\u00e1veis (Ibama)<\/strong>, os respons\u00e1veis foram autuados por maus-tratos pelo \u00d3rg\u00e3o e intimados a depor pela\u00a0<strong>Delegacia de Crimes Ambientais do Cear\u00e1<\/strong>, onde dever\u00e3o responder por crime ambiental.<\/p>\n<p>Estima-se, nesse caso, um total de R$ 4.300 em multas aplicadas, com pena de deten\u00e7\u00e3o de tr\u00eas meses a um ano, podendo ser aumentada de um sexto a um ter\u00e7o, levando em considera\u00e7\u00e3o a morte do animal.<\/p>\n<p>Holanda detalha que, a partir do que foi analisado no caso, o ato\u00a0<strong>n\u00e3o deve ser considerado como pesca<\/strong>: \u201cn\u00e3o havia petrechos ou embarca\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas. Tampouco foi identificada alguma t\u00e9cnica de pesca. Finalmente, ap\u00f3s arrastarem para fora da \u00e1gua, os envolvidos se utilizaram de m\u00e9todos cru\u00e9is e desnecess\u00e1rios para o abate do animal\u201d.<\/p>\n<h2>V\u00edtimas e n\u00e3o vil\u00f5es<\/h2>\n<figure id=\"attachment_9877\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9877\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9877 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2.jpg\" sizes=\"670px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-20x13.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro2-20x13.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9877\" class=\"wp-caption-text\">O cinema ajudou a construir uma imagem de vil\u00e3o, mas o tubar\u00e3o \u00e9 um predador selvagem que n\u00e3o ataca, a n\u00e3o ser em determinadas circunst\u00e2ncias | Foto: Kadu Pinheiro<\/figcaption><\/figure>\n<h2><\/h2>\n<p>Por serem\u00a0<strong>predadores\u00a0<\/strong>os tubar\u00f5es podem gerar medo e rea\u00e7\u00f5es de defesa nos seres humanos, sendo vistos muitas vezes como vil\u00f5es.\u00a0 Os hist\u00f3ricos de incidentes desastrosos que resultam em ferimentos e morte de banhistas em diferentes lugares do mundo s\u00e3o fatores que influenciam essa ideia. Al\u00e9m disso, o\u00a0<strong>cinema e hist\u00f3rias de fic\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0tamb\u00e9m s\u00e3o elementos que endossam a imagem de que esses predadores s\u00e3o assassinos.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o tem como fugir do fato de que o\u00a0<strong>filme baseado no livro<\/strong>\u00a0\u2018<strong>Tubar\u00e3o<\/strong>\u2019 (<strong>Jaws<\/strong>), de\u00a0<strong>Peter Bentley<\/strong>, e incont\u00e1veis outros que se seguiram a esse tiveram e t\u00eam uma influ\u00eancia nessa m\u00e1 reputa\u00e7\u00e3o dos tubar\u00f5es.\u00a0<strong>O mar n\u00e3o \u00e9 o nosso ambiente natural<\/strong>\u00a0e, por isso, podemos tamb\u00e9m nos sentir amea\u00e7ados perante ele, refor\u00e7ando a sensa\u00e7\u00e3o de um perigo escondido nas \u00e1guas\u201d, reflete Vicente Faria.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, outro fator que contribui para essa vis\u00e3o \u00e9 que o ser humano se tornou dominante em rela\u00e7\u00e3o a outras esp\u00e9cies do Planeta, ou seja, em intera\u00e7\u00f5es com outros animais, em geral, o homem se sobressai. \u201cPor esse motivo, incidentes com tubar\u00f5es sempre chocar\u00e3o.\u00a0 O curioso \u00e9 que,\u00a0<strong>embora tenhamos em mente o tubar\u00e3o como vil\u00e3o, somos n\u00f3s humanos que os perseguimos de maneira implac\u00e1vel<\/strong>\u201c.<\/p>\n<p>Faria refor\u00e7a que\u00a0<strong>a carne humana n\u00e3o faz parte da dieta de nenhum tubar\u00e3o<\/strong>\u00a0e destaca em que casos esses animais podem oferecer algum risco aos banhistas. Os incidentes podem vir a acontecer por diferentes motivos, incluindo\u00a0<strong>situa\u00e7\u00f5es peculiares de relevo do oceano<\/strong>, como por exemplo,\u00a0<strong>\u00e1rea muito funda pr\u00f3xima da costa<\/strong>.\u00a0<strong>Desequil\u00edbrios ambientais<\/strong>, tais como a\u00a0<strong>altera\u00e7\u00e3o do ambiente<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>escassez de alimentos<\/strong>\u00a0que naturalmente fa\u00e7am parte da alimenta\u00e7\u00e3o dos tubar\u00f5es tamb\u00e9m s\u00e3o fatores influentes.<\/p>\n<p>Quanto ao caso de Cascavel, o pesquisador esclarece que o animal possivelmente foi ao raso seguindo algum cardume e logo buscaria \u00e1guas um pouco mais profundas, n\u00e3o oferecendo risco aos humanos.\u00a0No entanto, nessas situa\u00e7\u00f5es, \u00e9 importante entender como proceder quando nota-se a presen\u00e7a de tubar\u00f5es em \u00e1guas pr\u00f3ximas \u00e0 faixa de areia para evitar incidentes com banhistas.<\/p>\n<p>O\u00a0<strong>respeito a animais selvagens em seu habitat natural<\/strong>\u00a0\u00e9 algo sempre essencial,\u00a0 conforme ressalta Faria. Ele recomenda\u00a0<strong>sair temporariamente da \u00e1gua e informar para alguma autoridade local,<\/strong>\u00a0como por exemplo um guarda-vidas, para que oriente outros banhistas a tamb\u00e9m se afastarem.<\/p>\n<h2>Desmistificar e conservar<\/h2>\n<figure id=\"attachment_9878\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9878\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9878 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3.jpg\" sizes=\"670px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-20x13.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro3-20x13.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9878\" class=\"wp-caption-text\">Ruver Bandeira,\u00a0 ge\u00f3grafo e fot\u00f3grafo subaqu\u00e1tico, alerta sobre a import\u00e2ncia de respeitar o espa\u00e7o do animal para garantir a seguran\u00e7a em mergulhos com tubar\u00f5es | Foto: Kadu Pinheiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>Como atividade para desmistificar a ideia de que tubar\u00f5es s\u00e3o assassinos e para o incentivo da conserva\u00e7\u00e3o por meio da aproxima\u00e7\u00e3o das pessoas com a natureza, alguns conservacionistas apostam nas experi\u00eancias de mergulhos para a observa\u00e7\u00e3o desses animais.<\/p>\n<p>Em seus 11 anos de experi\u00eancia de mergulho com tubar\u00f5es, Erika Beux afirma ser uma atividade segura, tanto para os seres humanos como para os animais. \u201cMergulhei com umas 15 esp\u00e9cies diferentes e todas elas sem gaiola. Dentre elas<strong>\u00a0tubar\u00e3o-cabe\u00e7a-chata, tubar\u00e3o-tigre, tubar\u00e3o-lim\u00e3o<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>tubar\u00e3o-martelo<\/strong>, que est\u00e3o na lista das esp\u00e9cies com maior ocorr\u00eancia de incidentes\u201d, detalha.<\/p>\n<p>Ruver Bandeira, professor, ge\u00f3grafo e fot\u00f3grafo subaqu\u00e1tico, tamb\u00e9m mergulha com tubar\u00f5es desde 2006 e relata ser uma experi\u00eancia tranquila, mas avalia que\u00a0<strong>n\u00e3o se pode dizer que \u00e9 100% seguro, por se tratar de um animal selvagem<\/strong>, como qualquer outro predador em seu habitat natural. Entretanto, o fot\u00f3grafo revela que em suas experi\u00eancias de mergulho com tubar\u00f5es, jamais se sentiu amea\u00e7ado, mesmo estando em meio a dezenas deles como, por exemplo, em um mergulho que realizou nas Bahamas.<\/p>\n<p>Bandeira, contudo, alerta que<strong>\u00a0\u00e9 de suma import\u00e2ncia respeitar o espa\u00e7o do animal para garantir a seguran\u00e7a desse tipo de experi\u00eancia<\/strong>. \u201cDevemos lembrar que ele est\u00e1 no habitat dele. O mais importante \u00e9 respeit\u00e1-lo, contempl\u00e1-lo e n\u00e3o tentar toc\u00e1-lo\u201d.<\/p>\n<p>Erika Beux explica que o comportamento deles varia de esp\u00e9cie para esp\u00e9cie ou mesmo de popula\u00e7\u00e3o: \u201co comportamento dos tubar\u00f5es-cabe\u00e7a-chata avistados em Fiji \u00e9 diferente dos encontrados no M\u00e9xico, ou na Florida, por exemplo. O recomendado \u00e9 sempre seguir as regras do dive center ou guia local, que conhecem os animais melhor que ningu\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p>E completa:\u00a0\u201cEles saber\u00e3o dizer qual a dist\u00e2ncia segura, quais gestos n\u00e3o podemos fazer, como deve ser nosso posicionamento na \u00e1gua, que tipo de roupas ou nadadeiras podemos usar, se \u00e9 permitido o uso de sticks para afastar os animais mais curiosos ou ousados. Se n\u00e3o desrespeitarmos isso, n\u00e3o haver\u00e1 estresse nem para os animais, nem para n\u00f3s\u201d.<\/p>\n<h2>Incidentes e desequil\u00edbrios ambientais<\/h2>\n<figure id=\"attachment_9879\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9879\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9879 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5.jpg\" sizes=\"670px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-20x13.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/tubarao-cabeca-chata-Carcharhinus-leucas-Kadu-Pinheiro5-20x13.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9879\" class=\"wp-caption-text\">H\u00e1 situa\u00e7\u00f5es de desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico que podem levar a predadores, como o tubar\u00e3o atacar, mas cada situa\u00e7\u00e3o requer analise especializada e n\u00e3o justifica crimes ambientais | Foto: Kadu Pinheiro<\/figcaption><\/figure>\n<p>Apesar de o tubar\u00e3o-cabe\u00e7a-chata, mesma esp\u00e9cie do epis\u00f3dio em Cascavel, ser uma das mais registradas em incidentes nas praias de\u00a0<strong>Recife (PE)<\/strong>,\u00a0Hugo Fernandes, bi\u00f3logo e professor da\u00a0<strong>Universidade Estadual do Cear\u00e1 (Uece)<\/strong>, afirma que h\u00e1<strong>\u00a0zero registros de incidentes envolvendo tubar\u00f5es cabe\u00e7a-chata no litoral cearense<\/strong>, mesmo havendo ampla presen\u00e7a desta esp\u00e9cie em mares do Cear\u00e1.<\/p>\n<p>O pesquisador explica que\u00a0<strong>n\u00e3o se justificam crimes ambientais<\/strong>\u00a0contra esses animais com base no\u00a0<strong>hist\u00f3rico de incidentes<\/strong>\u00a0no litoral pernambucano e em demais locais do mundo. Ele exemplifica uma s\u00e9rie de\u00a0<strong>desequil\u00edbrios ambientais espec\u00edficos<\/strong>\u00a0existentes em Pernambuco que<strong>\u00a0influenciam no comportamento<\/strong>\u00a0dos tubar\u00f5es.<\/p>\n<p>Dentre esses impactos ambientais, destaca-se o resultado da<strong>\u00a0implos\u00e3o de corais para a constru\u00e7\u00e3o do Porto de Suape.\u00a0<\/strong>Essa estrutura implodida servia de base alimentar para peixes, que por sua vez, eram alimenta\u00e7\u00e3o de tubar\u00f5es, que\u00a0<strong>chegam famintos de rotas migrat\u00f3rias<\/strong>\u00a0e j\u00e1 n\u00e3o encontram mais alimento.<\/p>\n<p>\u201cNessa procura por comida, eles entram na\u00a0<strong>rota Suape-Recife<\/strong>, muito facilitada por uma corrente mar\u00edtima e por um relevo marinho que tamb\u00e9m favorece esse fluxo. Em Recife h\u00e1 rios banhados com\u00a0<strong>chorume de matadouros<\/strong>, ou seja, sangue. Uma vez que esses rios encontram o mar, o\u00a0<strong>cheiro de sangue atrai os tubar\u00f5es<\/strong>\u00a0para a praia, que na busca pela presa, se depara com banhistas e surfistas e os confundem\u201d, esclarece Fernandes.<\/p>\n<h2>Projetos de Conserva\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>Os projetos voltados para a\u00a0<strong>pesquisa<\/strong>\u00a0e\u00a0<strong>conserva\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0de animais amea\u00e7ados s\u00e3o essenciais para a\u00a0<strong>dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es<\/strong>\u00a0e execu\u00e7\u00e3o de atividades que buscam a prote\u00e7\u00e3o dessas esp\u00e9cies. No Brasil, existem\u00a0<strong>diversos grupos de estudo e pesquisa<\/strong>\u00a0em institui\u00e7\u00f5es de ensino superior focados nesse tema ao longo da costa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, s\u00e3o muitos os perfis no Instagram que tamb\u00e9m abra\u00e7am essa causa, como:<\/p>\n<p><strong>@elasmobranquios.parana<\/strong>,<\/p>\n<p><strong>@tintureirapr<\/strong>,\u00a0<strong>@elasmos_br<\/strong>,<\/p>\n<p><strong>@tubaroesesuascuriosidades<\/strong>,<\/p>\n<p><strong>@atdcrn<\/strong>,\u00a0<strong>@geem.2020<\/strong>, dentre outros.<\/p>\n<p>\u201cEsses perfis realizam um bonito trabalho de extens\u00e3o, levando conhecimento sobre os tubar\u00f5es ao grande p\u00fablico. Vale ressaltar que temos uma sociedade cient\u00edfica especificamente voltada para a pesquisa e conserva\u00e7\u00e3o dos tubar\u00f5es, raias e quimeras. Trata-se da<strong>\u00a0Sociedade Brasileira para o Estudo de Elasmobr\u00e2nquios (SBEEL)<\/strong>,\u00a0<strong>(@sbeel.brasil)<\/strong>, fundada em 1997\u201d, frisa Vicente Faria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os\u00a0tubar\u00f5es\u00a0cumprem um papel essencial ao\u00a0ecossistema marinho. 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