{"id":145180,"date":"2021-04-23T12:00:01","date_gmt":"2021-04-23T15:00:01","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145180"},"modified":"2021-04-23T08:53:28","modified_gmt":"2021-04-23T11:53:28","slug":"paulistanos-criam-abelhas-sem-ferrao-como-animais-de-estimacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/paulistanos-criam-abelhas-sem-ferrao-como-animais-de-estimacao\/","title":{"rendered":"Paulistanos criam abelhas sem ferr\u00e3o como animais de estima\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145181\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Jata\u00ed, manda\u00e7aia, mirim\u2026 Esses s\u00e3o nomes de\u00a0<strong>abelhas<\/strong>\u00a0nativas, cada vez mais familiares para um grupo de moradores da cidade. Ainda que diversas esp\u00e9cies, todas sem ferr\u00e3o, se adaptem a \u00e1reas urbanas sem esfor\u00e7o do homem \u2014 instalam-se em postes e \u00e1rvores ocas ou em buracos de muros, por exemplo \u2014, esses criadores cuidam dos insetos em casa, como se fossem animais de estima\u00e7\u00e3o. Ao mesmo tempo que ajudam a preservar as esp\u00e9cies, de papel fundamental na poliniza\u00e7\u00e3o de plantas, colaboram para o equil\u00edbrio do meio ambiente.<\/p>\n<p><span class=\"storyimage fullwidth inlineimage\" data-aop=\"image\"><span class=\"image\" data-attrib=\"Clayton Vieira\/Veja SP\/Arquivo Pessoal\/Divulga\u00e7\u00e3o\" data-caption=\"Isabel Tas Abelhas\" data-id=\"111\" data-m=\"{&quot;i&quot;:111,&quot;p&quot;:110,&quot;n&quot;:&quot;openModal&quot;,&quot;t&quot;:&quot;articleImages&quot;,&quot;o&quot;:1}\"><img loading=\"lazy\" class=\"loaded\" src=\"https:\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1fY8By.img?h=480&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=298&amp;y=184\" alt=\"Isabel Tas Abelhas\" width=\"639\" height=\"383\" data-src=\"{&quot;default&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;80&quot;,&quot;h&quot;:&quot;48&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1fY8By.img?h=480&amp;w=799&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=298&amp;y=184&quot;},&quot;size3column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;38&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1fY8By.img?h=375&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=298&amp;y=184&quot;},&quot;size2column&quot;:{&quot;load&quot;:&quot;default&quot;,&quot;w&quot;:&quot;62&quot;,&quot;h&quot;:&quot;38&quot;,&quot;src&quot;:&quot;\/\/img-s-msn-com.akamaized.net\/tenant\/amp\/entityid\/BB1fY8By.img?h=375&amp;w=624&amp;m=6&amp;q=60&amp;o=f&amp;l=f&amp;x=298&amp;y=184&quot;}}\" \/><\/span><span class=\"caption truncate\"><span class=\"attribution\">\u00a9 Clayton Vieira\/Veja SP\/Arquivo Pessoal\/Divulga\u00e7\u00e3o<\/span>\u00a0Isabel Tas Abelhas<\/span><\/span><\/p>\n<p>\u201cAs abelhas promovem uma mudan\u00e7a no comportamento das pessoas que vivem nas metr\u00f3poles. Trazem uma consci\u00eancia maior sobre nosso ecossistema natural\u201d, acredita o bi\u00f3logo\u00a0<strong>Cristiano Menezes<\/strong>, pesquisador da\u00a0<strong>Embrapa Meio Ambiente<\/strong>\u00a0e membro do comit\u00ea cient\u00edfico da\u00a0<strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Estudos das Abelhas<\/strong>\u00a0(A.B.E.L.H.A).<\/p>\n<p>\u201cO contato com a terra e com os insetos me faz voltar \u00e0s origens. Eu me tornei um roceiro urbano\u201d, brinca o apresentador\u00a0<strong>Marcelo Tas<\/strong>, paulista de Ituverava, que desde agosto cria jata\u00eds. \u201cPara a melhor alimenta\u00e7\u00e3o delas, troquei as plantas e flores por op\u00e7\u00f5es nativas\u201d, diz\u00a0<strong>Tas,<\/strong>\u00a0que usa o telhado verde de seu est\u00fadio no Jardim Paulistano.<\/p>\n<p>Cuidar dessas esp\u00e9cies \u00e9 simples. Para come\u00e7ar, obt\u00e9m-se uma caixinha com uma col\u00f4nia com algum criador. Mas \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o a uma nova legisla\u00e7\u00e3o. Em fevereiro, a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente\u00a0<strong>(Sima)<\/strong>\u00a0do estado passou a regular a cria\u00e7\u00e3o no Sistema Integrado de Gest\u00e3o de Fauna Silvestre\u00a0<strong>(GeFau).<\/strong><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 obrigat\u00f3rio o cadastramento at\u00e9 19 de agosto. Pelo cen\u00e1rio de pandemia, estamos dispostos a prorrogar o prazo\u201d, afirma\u00a0<strong>S\u00e9rgio Mar\u00e7on<\/strong>, coordenador de Fiscaliza\u00e7\u00e3o e Biodiversidade. Para obter a autoriza\u00e7\u00e3o, mesmo sem motivo comercial, \u00e9 necess\u00e1rio passar o nome da esp\u00e9cie, o comprovante de endere\u00e7o com coordenadas da instala\u00e7\u00e3o do melipon\u00e1rio (local onde fica a colmeia) e documenta\u00e7\u00e3o pessoal. Desde a entrada do sistema no ar, em 9 de mar\u00e7o, at\u00e9 o dia 31 de mar\u00e7o, h\u00e1 cinquenta registros.<\/p>\n<p>O chef\u00a0<strong>Alex Atala<\/strong>, do D.O.M. e do Dalva e Dito, se dedica a tr\u00eas colmeias no quintal de sua casa, no Sumar\u00e9. \u201cAs abelhas ajudam na poliniza\u00e7\u00e3o das minhas orqu\u00eddeas\u201d, conta o cozinheiro, que tamb\u00e9m refor\u00e7a o papel educativo que os insetos tiveram para os filhos. \u201cEles cresceram entendendo o funcionamento de uma colmeia, a diferen\u00e7a dos m\u00e9is e p\u00f3len. \u00c9 l\u00fadico.\u201d Para expandir o teor pedag\u00f3gico, ele p\u00f4s na frente do Dalva e Dito uma colmeia de jata\u00eds. \u201cAs pessoas param para ver.\u201d<\/p>\n<p>Ainda que muitas dessas esp\u00e9cies produzam m\u00e9is saborosos (<em>veja dois exemplos de receitas abaixo<\/em>), mais fluidos e de toque \u00e1cido, em compara\u00e7\u00e3o com os das\u00a0<strong>abelhas<\/strong>\u00a0africanizadas, com ferr\u00e3o e as mais usadas comercialmente, a cria\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 necessariamente para obter o produto.<\/p>\n<p>\u201cAinda n\u00e3o tenho um melgueiro (<em>\u00e1rea da caixa onde ficam os favos<\/em>) e n\u00e3o sei se quero ter\u201d, afirma a cantora e compositora\u00a0<strong>Isabel Lenza<\/strong>. Desde o in\u00edcio da quarentena, ela mant\u00e9m jata\u00eds e manda\u00e7aias no jardim de casa, na Vila Madalena. \u201cFoi louco observar a aglomera\u00e7\u00e3o di\u00e1ria delas, indo na m\u00e3o contr\u00e1ria do que estava acontecendo na humanidade\u201d, observa.<\/p>\n<p>O pesquisador de sustentabilidade\u00a0<strong>Celso Barbi\u00e9ri<\/strong>\u00a0conseguiu uma fa\u00e7anha: mant\u00e9m tr\u00eas col\u00f4nias, de jata\u00ed, manda\u00e7aia e mirim, em seu apartamento de 55 metros quadrados, sem sacada, no Ipiranga. \u201cOs vizinhos n\u00e3o t\u00eam medo. At\u00e9 apoiam\u201d, garante. Elas ficam em caixas colocadas ao lado de janelas basculantes, ligadas ao exterior por canos de PVC, pelos quais os insetos podem transitar livremente.<\/p>\n<p>Mas, mesmo sendo as abelhas animais independentes, o cuidado com a alimenta\u00e7\u00e3o delas n\u00e3o deve ser deixado de lado. Em esta\u00e7\u00f5es do ano com pouca flora\u00e7\u00e3o,\u00a0<strong>Barbi\u00e9ri<\/strong>\u00a0recomenda um refor\u00e7o energ\u00e9tico com xarope de \u00e1gua e a\u00e7\u00facar.<\/p>\n<p>Presidente da\u00a0<strong>SOS Abelhas sem Ferr\u00e3o<\/strong>,\u00a0<strong>Gerson Luiz Pinheiro<\/strong>\u00a0recomenda que os donos estudem sobre as esp\u00e9cies. \u201cAs pessoas devem entender os ciclos naturais delas, plantar cada vez mais e usar menos venenos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Enquanto grande parte dos criadores trata as abelhas como bichinhos de estima\u00e7\u00e3o, sem extrair o mel, h\u00e1 quem encontre nas colmeias uma atividade econ\u00f4mica. Morador de Parelheiros, no extremo sul da capital, o designer gr\u00e1fico\u00a0<strong>Carlos Barrichello<\/strong>\u00a0\u00e9 um dos s\u00f3cios da Beeliving, marca de m\u00e9is de onze esp\u00e9cies sem ferr\u00e3o.<\/p>\n<p>Pelo site<a href=\"https:\/\/www.beeliving.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-id=\"115\" data-m=\"{&quot;i&quot;:115,&quot;p&quot;:110,&quot;n&quot;:&quot;partnerLink&quot;,&quot;y&quot;:24,&quot;o&quot;:5}\">\u00a0beeliving.com.br,<\/a>\u00a0se adquirem produtos, por exemplo, de uru\u00e7u amarela e mandaguari, de seu s\u00edtio com uma \u00e1rea de mata atl\u00e2ntica preservada.\u00a0<strong>Barrichello<\/strong>\u00a0vende tamb\u00e9m m\u00e9is vindos de outros biomas. \u201cCom o processo desde a colheita dos produtos at\u00e9 a coloca\u00e7\u00e3o no frasco com r\u00f3tulo, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o se atentar \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o das abelhas\u201d, diz. \u201cEsse cuidado \u00e9 essencial.\u201d<\/p>\n<h3>No prato e no copo<\/h3>\n<p>O mel produzido por abelhas nativas criadas por especialistas pode ter fins gastron\u00f4micos. O p\u00e3o de mel do Evvai, feito com os produtos da Mbee, de jata\u00ed, vem com distintas texturas do ingrediente principal: creme, gel e favo, al\u00e9m de chocolate. Essa \u00e9 uma indica\u00e7\u00e3o do editor-s\u00eanior\u00a0<strong>Arnaldo Loren\u00e7ato<\/strong>. O rep\u00f3rter de bares\u00a0<strong>Saulo Yassuda<\/strong> recomenda o drinque suburbano, do Jiquitaia. O mel de manda\u00e7aia de um produtor do litoral do Paran\u00e1 ado\u00e7a a mistura de cacha\u00e7a, Cynar 70, lim\u00e3o e ginger ale.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jata\u00ed, manda\u00e7aia, mirim\u2026 Esses s\u00e3o nomes de\u00a0abelhas\u00a0nativas, cada vez mais familiares para um grupo de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":145181,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/abelha-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Jata\u00ed, manda\u00e7aia, mirim\u2026 Esses s\u00e3o nomes de\u00a0abelhas\u00a0nativas, cada vez mais familiares para um grupo de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145180"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145180"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145180\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145183,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145180\/revisions\/145183"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145181"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145180"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145180"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145180"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}