{"id":145109,"date":"2021-04-22T11:00:05","date_gmt":"2021-04-22T14:00:05","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145109"},"modified":"2021-04-22T09:08:45","modified_gmt":"2021-04-22T12:08:45","slug":"estudo-elenca-dez-regras-de-ouro-para-o-reflorestamento-e-otimizar-o-sequestro-de-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-elenca-dez-regras-de-ouro-para-o-reflorestamento-e-otimizar-o-sequestro-de-carbono\/","title":{"rendered":"Estudo elenca dez regras de ouro para reflorestar e otimizar sequestro de carbono"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145110\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O plantio de \u00e1rvores em larga escala \u00e9 uma das alternativas para contrabalan\u00e7ar ao menos parcialmente os efeitos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica global. Muitas iniciativas nesse sentido est\u00e3o em andamento, visando sequestrar enormes quantidades de carbono e, assim, compensar em parte as emiss\u00f5es antropog\u00eanicas de gases de efeito estufa, que constituem uma das principais causas do aumento da temperatura do planeta.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, se alguns esfor\u00e7os de plantio ou replantio resultaram em forma\u00e7\u00f5es florestais exuberantes e biodiversas, outros produziram resultados contr\u00e1rios, aumentando as emiss\u00f5es de di\u00f3xido de carbono (CO2) e produzindo impactos delet\u00e9rios de longo prazo sobre as paisagens, a biodiversidade e os meios de subsist\u00eancia. Pesquisadores com s\u00f3lidas credenciais internacionais t\u00eam expressado em rela\u00e7\u00e3o ao tema opini\u00f5es que podem ser sintetizadas na f\u00f3rmula: \u201cReflorestar, sim. Mas \u00e9 preciso saber onde e como\u201d (<i>leia mais em:\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/agencia.fapesp.br\/31709\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">agencia.fapesp.br\/31709<\/a><\/strong><\/i>).<\/p>\n<p>Uma contribui\u00e7\u00e3o nesse sentido foi publicada recentemente, em artigo de revis\u00e3o, no peri\u00f3dico\u00a0<i>Global Change Biology<\/i>: \u201c<strong><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/gcb.15498\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ten golden rules for reforestation to optimize carbon sequestration, biodiversity recovery and livelihood benefits<\/a><\/strong>\u201d (Dez regras de ouro para o reflorestamento, para otimizar o sequestro de carbono, a recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade e os benef\u00edcios de subsist\u00eancia).<\/p>\n<p><strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/72339\/pedro-henrique-santin-brancalion\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pedro Brancalion<\/a><\/strong>, professor do Departamento de Ci\u00eancias Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de S\u00e3o Paulo (Esalq-USP), foi um dos autores do estudo, que recebeu apoio da FAPESP por meio do Projeto Tem\u00e1tico \u201c<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/104976\/compreendendo-florestas-restauradas-para-o-beneficio-das-pessoas-e-da-natureza-newfor\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Compreendendo florestas restauradas para o benef\u00edcio das pessoas e da natureza \u2013 NewFor<\/a><\/strong>\u201d, coordenado pelo pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cA\u00a0 Assembleia Geral da ONU [Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas] declarou que o per\u00edodo de 2021 a 2030 ser\u00e1 a \u2018D\u00e9cada da Restaura\u00e7\u00e3o de Ecossistemas\u2019. O objetivo principal \u00e9 restaurar ecossistemas degradados, criando medidas eficientes para combater a crise clim\u00e1tica, alimentar, h\u00eddrica e da perda de biodiversidade. A grande quest\u00e3o que se coloca n\u00e3o \u00e9 saber se devemos ou n\u00e3o reflorestar. Mas, sim, como fazer isso\u201d, diz Brancalion \u00e0\u00a0<strong>Ag\u00eancia FAPESP<\/strong>.<\/p>\n<p>\u201cReflorestar \u00e9 uma estrat\u00e9gia para obter determinado objetivo e n\u00e3o um fim em si mesmo. Se encaramos o reflorestamento como um fim em si mesmo, o sucesso ser\u00e1 medido pelo n\u00famero de mudas plantadas. Mas esse n\u00famero, que produz muito impacto na m\u00eddia porque \u00e9 uma coisa bem simples de entender, est\u00e1 longe de ser o indicador adequado\u201d, continua o pesquisador.<\/p>\n<p>Brancalion apresenta tr\u00eas perguntas que deveriam ser respondidas antes de qualquer iniciativa s\u00e9ria de reflorestamento em larga escala: \u201cPrimeira: h\u00e1 outras estrat\u00e9gias que permitam atingir o mesmo objetivo com menores custos e impactos? Isso demanda, entre outras coisas, avaliar como os objetivos do reflorestamento poderiam ser atingidos de outras formas, ou mesmo como o aumento da cobertura florestal poderia ser promovido\u00a0por outros m\u00e9todos, como a regenera\u00e7\u00e3o natural. Segunda: onde plantar? N\u00e3o \u00e9 em regi\u00f5es como as savanas, que se especializaram h\u00e1 milh\u00f5es de anos como biomas com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, muito diferentes das florestas. Mesmo em \u00e1reas degradadas \u00e9 preciso saber como um poss\u00edvel reflorestamento afetaria as atividades produtivas locais, como a pecu\u00e1ria e a agricultura. Terceira: como plantar? Com rela\u00e7\u00e3o a isso, h\u00e1 todo um manejo t\u00e9cnico a ser considerado, que vai da escolha das esp\u00e9cies de \u00e1rvores at\u00e9 os cuidados com as mudas j\u00e1 plantadas\u201d, diz.<\/p>\n<p>Foi para oferecer subs\u00eddios a essa tomada de decis\u00e3o que os autores do artigo em pauta apresentaram suas \u201cdez regras de ouro para o reflorestamento\u201d.<\/p>\n<p>S\u00e3o elas: (1) proteger, em primeiro lugar, a floresta j\u00e1 existente; (2) trabalhar em conjunto, envolvendo todas as partes interessadas; (3) maximizar a recupera\u00e7\u00e3o da biodiversidade para atender a v\u00e1rios objetivos; (4) selecionar \u00e1reas apropriadas para restaura\u00e7\u00e3o; (5) valer-se da regenera\u00e7\u00e3o natural sempre que poss\u00edvel; (6) selecionar esp\u00e9cies que favore\u00e7am a biodiversidade; (7) empregar material vegetal resiliente, com variabilidade gen\u00e9tica e proveni\u00eancia apropriadas; (8) planejar com anteced\u00eancia a infraestrutura, capacidade e fornecimento de sementes; (9) aprender fazendo, utilizando uma abordagem de gest\u00e3o adaptativa; (10) garantir a sustentabilidade econ\u00f4mica do projeto.<\/p>\n<p>\u201cUma observa\u00e7\u00e3o importante em rela\u00e7\u00e3o ao item 5 \u00e9 que, muitas vezes, se associam grandes aumentos de cobertura vegetal com plantio. Mas, na maioria dos casos, isso se deve \u00e0 regenera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea de \u00e1reas que haviam sido utilizadas para a agricultura ou a pecu\u00e1ria e foram depois abandonadas. Passarinhos plantam \u00e1rvores todos os dias\u201d, comenta Brancalion.<\/p>\n<p>\u201cEm resumo: o reflorestamento \u00e9 uma necessidade, por\u00e9m, deve ser planejado e conduzido com crit\u00e9rio. O jornalista Henry Louis Mencken j\u00e1 dizia: \u2018Para todo problema complexo, existe sempre uma solu\u00e7\u00e3o simples, elegante, e completamente errada\u2019. \u00c9 isso que precisamos evitar. Estamos diante de um problema complexo em escala planet\u00e1ria \u2013 talvez o maior desafio que nossa esp\u00e9cie j\u00e1 tenha enfrentado. \u00c9 urgente responder a ele, mas isso n\u00e3o poder\u00e1 ser feito de maneira simplista\u201d, conclui o pesquisador.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Ten golden rules for reforestation to optimize carbon sequestration, biodiversity recovery and livelihood benefits<\/i>\u00a0pode ser acessado em\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/gcb.15498\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1111\/gcb.15498<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"YouTube video player\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gC5_Vu_VQuI\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O plantio de \u00e1rvores em larga escala \u00e9 uma das alternativas para contrabalan\u00e7ar ao menos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":145110,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/reflorestamento-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O plantio de \u00e1rvores em larga escala \u00e9 uma das alternativas para contrabalan\u00e7ar ao menos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145109"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145109"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145109\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145113,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145109\/revisions\/145113"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145110"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145109"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145109"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145109"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}