{"id":145046,"date":"2021-04-21T11:00:02","date_gmt":"2021-04-21T14:00:02","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145046"},"modified":"2021-04-21T08:58:36","modified_gmt":"2021-04-21T11:58:36","slug":"ambientalistas-querem-nova-uc-em-minas-gerais-para-proteger-ave-ameacada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ambientalistas-querem-nova-uc-em-minas-gerais-para-proteger-ave-ameacada\/","title":{"rendered":"Ambientalistas querem nova UC em Minas Gerais para proteger ave amea\u00e7ada"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145047\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O bacurau-de-rabo-branco, que ocorre apenas no Cerrado, tornou-se o s\u00edmbolo da luta pela cria\u00e7\u00e3o de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o de 3.500 hectares em Uberaba<\/p>\n<p>Por muito tempo, acreditou-se que a \u00fanica popula\u00e7\u00e3o brasileira do bacurau-de-rabo-branco, ave end\u00eamica do Cerrado, estava em Goi\u00e1s, no Parque Nacional das Emas. Foi apenas em 2017, com muita surpresa e entusiasmo, que ornit\u00f3logos descobriram que a ave tamb\u00e9m ocorria em Minas Gerais, mais especificamente no munic\u00edpio de Uberaba, na parte alta dos rios Uberabinha e Claro. O registro do habitat mineiro da esp\u00e9cie, considerada vulner\u00e1vel \u00e0 extin\u00e7\u00e3o, movimentou duas corridas: a de observadores de aves, que ganharam um local muito mais acess\u00edvel para ver o raro bacurau; e a dos ambientalistas, para garantir a prote\u00e7\u00e3o deste local, cada vez mais pressionado pela minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O bacurau-de-rabo-branco (<em>Hydropsalis candicans<\/em>) tornou-se ent\u00e3o a bandeira e o s\u00edmbolo da luta para cria\u00e7\u00e3o de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral, que garanta a preserva\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mineira da ave, exclusiva de ambientes campestres. As principais amea\u00e7as \u00e0 sobreviv\u00eancia da esp\u00e9cie em Uberaba est\u00e3o relacionadas \u00e0 degrada\u00e7\u00e3o do seu habitat, tanto pela explora\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria, quanto por inc\u00eandios criminosos e pela invas\u00e3o de pinus \u2013 esp\u00e9cie de \u00e1rvore ex\u00f3tica est\u00e1 transformando os campos em florestas empobrecidas.<\/p>\n<p>A sugest\u00e3o dos ambientalistas \u00e9 criar um Ref\u00fagio de Vida Silvestre, que compatibilize o uso rural j\u00e1 consolidado no territ\u00f3rio com a preserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas j\u00e1 legalmente protegidas e suas conex\u00f5es com remanescentes naturais e \u00e1reas degradadas pass\u00edveis de recupera\u00e7\u00e3o. A proposta para nova unidade de conserva\u00e7\u00e3o (UC), localizada no munic\u00edpio de Uberaba e com 3.544 hectares de extens\u00e3o, foi protocolada na \u00faltima semana junto ao Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF), acompanhada de um longo e detalhado estudo sobre a \u00e1rea, que j\u00e1 havia sido apontada como priorit\u00e1ria para conserva\u00e7\u00e3o em levantamentos anteriores.<\/p>\n<p>A biodiversidade da regi\u00e3o vai al\u00e9m do bacurau-de-rabo-branco e contempla um universo de 135 esp\u00e9cies de peixes, 62 de anf\u00edbios, 68 de r\u00e9pteis, 312 de aves e 101 de mam\u00edferos, al\u00e9m de 210 esp\u00e9cies da flora, com cerca de 50 esp\u00e9cies consideradas amea\u00e7adas. Os dados foram levantados por uma equipe de pesquisadores que estudou a regi\u00e3o para elaborar o relat\u00f3rio que embasa a proposta e a necessidade de uma UC no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>\u201cA cereja do bolo \u00e9 a biodiversidade. A prote\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie [o bacurau-de-rabo-branco] e de outras 14 esp\u00e9cies de aves campestres amea\u00e7adas, al\u00e9m da prote\u00e7\u00e3o de outros t\u00e1xons, peixes de riacho, mam\u00edferos, flora\u2026 \u00c9 uma regi\u00e3o que agrega valores e atributos especiais de conserva\u00e7\u00e3o que s\u00e3o raros de voc\u00ea encontrar no Cerrado: \u00e1reas de cabeceira, uma fauna campestre muito amea\u00e7ada, a import\u00e2ncia h\u00eddrica e a urg\u00eancia para a\u00e7\u00e3o de conserva\u00e7\u00e3o, especialmente diante da amea\u00e7a da minera\u00e7\u00e3o e de outros impactos oriundos da m\u00e1 gest\u00e3o do uso do solo, porque hoje o licenciamento [ambiental] n\u00e3o est\u00e1 resolvendo\u201d, explica o ornit\u00f3logo Gustavo Malacco, diretor da Associa\u00e7\u00e3o para a Gest\u00e3o Socioambiental do Tri\u00e2ngulo Mineiro (ANG\u00c1) e coordenador t\u00e9cnico dos estudos sobre a \u00e1rea proposta para a nova unidade de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o possui ainda outros atributos importantes para conserva\u00e7\u00e3o, como a prote\u00e7\u00e3o dos campos naturais, em especial dos campos de murundus, localizados na parte alta dos rios Uberabinha e Claro, que s\u00e3o \u00e1reas de manancial e de recarga que contribuem para o abastecimento dos munic\u00edpios de Uberaba e Uberl\u00e2ndia. A elevada concentra\u00e7\u00e3o de nascentes e c\u00f3rregos s\u00e3o outra prova da import\u00e2ncia h\u00eddrica da regi\u00e3o.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Vista-aerea-dos-Campos-Murunduns-2-1024x683.jpeg\" width=\"640\" height=\"427\" \/>Vista a\u00e9rea dos campos murundus. Foto: Gustavo Malacco<\/div>\n<p>Um dos principais desafios para tirar a unidade de conserva\u00e7\u00e3o do papel ser\u00e1 a disputa pelo territ\u00f3rio, j\u00e1 que a regi\u00e3o \u00e9 uma colcha de retalho composta por 17 propriedades rurais. Para antecipar o embate, uma das estrat\u00e9gias foi justamente propor um Ref\u00fagio de Vida Silvestre, categoria que, apesar da prote\u00e7\u00e3o integral, dispensa a desapropria\u00e7\u00e3o e pode facilitar a negocia\u00e7\u00e3o com os propriet\u00e1rios, assim como para o pr\u00f3prio governo, que n\u00e3o precisar\u00e1 desembolsar uma indeniza\u00e7\u00e3o numa regi\u00e3o com um dos hectares mais caros do Brasil.<\/p>\n<p>A outra estrat\u00e9gia adotada pelos ambientalistas na proposta foi valer-se das \u00e1reas que j\u00e1 possuem car\u00e1ter protetivo. No desenho proposto da UC, 92,5% do territ\u00f3rio j\u00e1 \u00e9 caracterizado como \u00e1rea legalmente protegida, tanto por reservas legais quanto por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/27468-o-que-e-uma-area-de-preservacao-permanente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" data-wpel-link=\"internal\">\u00c1reas de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP)<\/a>. Os apenas 7,5% sem nenhum instrumento de prote\u00e7\u00e3o, s\u00e3o na maior parte \u00e1reas de Cerrado stricto sensu, de pousio ou degradadas pelas atividades de minera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com Gustavo, apesar da quase totalidade do territ\u00f3rio j\u00e1 \u201cprotegido\u201d, os atuais instrumentos n\u00e3o garantem a prote\u00e7\u00e3o efetiva da \u00e1rea diante da minera\u00e7\u00e3o. Atualmente, 72,65% do territ\u00f3rio proposto para o Ref\u00fagio de Vida Silvestre est\u00e1 no est\u00e1gio mais avan\u00e7ado para solicita\u00e7\u00e3o de licen\u00e7a, que \u00e9 a concess\u00e3o de lavra para explora\u00e7\u00e3o de argila refrat\u00e1ria e argila, consideradas de interesse social e, portanto, uma vez licenciadas, s\u00e3o autorizadas a agir mesmo em zonas de APP e reserva legal. O mesmo se aplica a outro mineral explorado na regi\u00e3o, a turfa, que por sua vez \u00e9 considerada de utilidade p\u00fablica.<\/p>\n<p>\u201cA minera\u00e7\u00e3o pode usar o pressuposto da utilidade p\u00fablica no caso da explora\u00e7\u00e3o de turfa, que \u00e9 um dos minerais declarados ali no territ\u00f3rio. E no caso da argila, ela se enquadra como de interesse social. Consequentemente, mediante um processo de licenciamento ambiental, \u00e9 poss\u00edvel essa interven\u00e7\u00e3o para explora\u00e7\u00e3o tanto de turfa quanto de argila em APP. O mesmo vale para as reservas legais averbadas, que podem ser realocadas se o licenciamento autorizar a minera\u00e7\u00e3o. Resumindo, a gente tem uma atividade que, por lei, tem a condi\u00e7\u00e3o de entrar nesse territ\u00f3rio supostamente protegido. Esse \u00e9 o problema. E n\u00f3s entendemos que uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o daria seguran\u00e7a total de que esse lugar n\u00e3o pode ser alvo de explora\u00e7\u00e3o miner\u00e1ria\u201d, explica o ornit\u00f3logo. \u201cO motivo da urg\u00eancia para encontrarmos um instrumento que realmente preserve essa \u00e1rea t\u00e3o importante \u00e9 a atividade miner\u00e1ria\u201d, completa.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-108107 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled alignnone\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Area-impactada-pela-mineracao-2_Gustavo-Malacco.jpg\" sizes=\"(max-width: 910px) 100vw, 910px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Area-impactada-pela-mineracao-2_Gustavo-Malacco.jpg 910w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Area-impactada-pela-mineracao-2_Gustavo-Malacco-300x66.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Area-impactada-pela-mineracao-2_Gustavo-Malacco-640x141.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"637\" height=\"140\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">\u00c1rea impactada pela minera\u00e7\u00e3o no entorno do habitat do bacurau-do-rabo-branco. Foto: Gustavo Malacco<\/figcaption><\/figure>\n<p>Gustavo diz que o di\u00e1logo com os produtores rurais j\u00e1 come\u00e7ou, assim como com as duas empresas mineradoras \u2013 Magnesita e Ibar \u2013 que exploram no local.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s j\u00e1 tivemos algumas rodadas com o agroneg\u00f3cio, antecipamos alguma coisa da proposta. \u00c9 poss\u00edvel dialogar com o agroneg\u00f3cio local, j\u00e1 que nossa proposta inicial n\u00e3o coloca 1 hectare de \u00e1rea agr\u00edcola pass\u00edvel de utiliza\u00e7\u00e3o. N\u00f3s tomamos esse cuidado para evitar o ru\u00eddo. Agora, com a minera\u00e7\u00e3o n\u00e3o tem jeito, porque nossa proposta restringe a atividade [miner\u00e1ria]. O que a gente est\u00e1 tentando fazer para evitar esse processo \u00e9 adiantar as conversas\u201d, conta Gustavo, que explica que a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 sentar com as empresas mineradoras para avaliar o que cada um dos lados pode ceder para que a proposta se concretize. \u201cAgora, se n\u00e3o chegarmos em nenhum acordo, a\u00ed a queda de bra\u00e7o vai ser grande e vai ser um processo complicado\u201d, completa.<\/p>\n<p>A expectativa \u00e9 que o IEF d\u00ea um parecer t\u00e9cnico sobre a proposta, em que valide as informa\u00e7\u00f5es levantadas no relat\u00f3rio sobre a import\u00e2ncia da \u00e1rea para conserva\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed, a decis\u00e3o \u00e9 pol\u00edtica. \u201cPode ter o aval t\u00e9cnico, mas politicamente o governo na hora que for conversar com outras casas, pode achar que n\u00e3o \u00e9 uma boa ideia. A decis\u00e3o \u00e9 do governador\u201d, explica o ambientalista, em refer\u00eancia a Romeu Zema (NOVO).<\/p>\n<p>Na balan\u00e7a a favor da cria\u00e7\u00e3o do Ref\u00fagio, n\u00e3o h\u00e1 apenas a vertente ecol\u00f3gica, mas tamb\u00e9m o vetor econ\u00f4mico. Uma das oportunidades \u00e9 o turismo de observa\u00e7\u00e3o de aves, que j\u00e1 ocorre na regi\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o, principalmente, do bacurau-do-rabo-branco, e movimenta a procura por servi\u00e7os de guia, alimenta\u00e7\u00e3o e hospedagem.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, Gustavo acredita que o bacurau pode ser um s\u00edmbolo para o pr\u00f3prio agroneg\u00f3cio local melhorar sua imagem. \u201cPor exemplo, o bacurau pode ser um term\u00f4metro se a agricultura est\u00e1 sendo sustent\u00e1vel ou n\u00e3o. Se a popula\u00e7\u00e3o do bacurau se mantiver ou aumentar, quer dizer que aquelas atividades agr\u00edcolas possuem uma sustentabilidade. Essa \u00e9 uma hip\u00f3tese, porque o bacurau-de-rabo-branco \u00e9 o que tem de mais raro l\u00e1 e eu acho que precisa ser o s\u00edmbolo. E assim eu acho que d\u00e1 para estimular e envolver esses produtores preocupados em melhorar sua imagem em rela\u00e7\u00e3o ao meio ambiente\u201d.<\/p>\n<p>Calcular o valor dos servi\u00e7os ecossist\u00eamicos prestados pelos campos naturais de Uberaba tamb\u00e9m est\u00e1 nos planos dos ambientalistas, para aumentar a for\u00e7a da proposta de conserva\u00e7\u00e3o. \u201cO munic\u00edpio ganha em turismo sustent\u00e1vel, na prote\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de recarga\u2026 e esses servi\u00e7os ecossist\u00eamicos, se mensurados, o valor \u00e9 muito alto para ind\u00fastria, pro abastecimento p\u00fablico, para mitiga\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cEssa proposta tem muita maturidade t\u00e9cnica e pol\u00edtica. N\u00e3o \u00e9 uma proposta radical, pelo contr\u00e1rio. A gente tem uma proposta muito bem fundamentada e n\u00e3o temos d\u00favidas de que \u00e9 uma \u00e1rea \u00fanica e se a gente perder ela, vamos perder muitos atributos. \u00c9 uma das \u00e1reas ainda n\u00e3o protegidas por unidade de conserva\u00e7\u00e3o, mais importantes para conserva\u00e7\u00e3o de aves do Brasil. E para aves campestres eu digo que \u00e9 a mais importante do Brasil que ainda n\u00e3o est\u00e1 protegida, falando de campos limpos, sem entrar no m\u00e9rito dos campos rupestres. Porque ela protege uma quantidade de t\u00e1xons que s\u00f3 est\u00e1 presente de forma significativa em tr\u00eas locais: nos parques nacionais da Serra da Canastra, das Emas e aqui em Uberaba. E precisa de prioridade m\u00e1xima de a\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Gustavo Malacco.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O bacurau-de-rabo-branco, que ocorre apenas no Cerrado, tornou-se o s\u00edmbolo da luta pela cria\u00e7\u00e3o de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":145047,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/bacurau.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O bacurau-de-rabo-branco, que ocorre apenas no Cerrado, tornou-se o s\u00edmbolo da luta pela cria\u00e7\u00e3o de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145046"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145046"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145046\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145050,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145046\/revisions\/145050"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145047"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}