{"id":145023,"date":"2021-04-20T14:00:11","date_gmt":"2021-04-20T17:00:11","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=145023"},"modified":"2021-04-20T10:49:23","modified_gmt":"2021-04-20T13:49:23","slug":"extincao-de-grandes-animais-fosseis-e-teorias-nao-batem-e-desafia-os-biologos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/extincao-de-grandes-animais-fosseis-e-teorias-nao-batem-e-desafia-os-biologos\/","title":{"rendered":"Extin\u00e7\u00e3o de grandes animais: F\u00f3sseis e teorias n\u00e3o batem e desafia os bi\u00f3logos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-145024\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o de animais gigantes, incluindo p\u00e1ssaros com mais de dois metros de altura, lagartos com mais de sete metros de comprimento e criaturas parecidas com vombates do tamanho de carros, que antes perambulavam pelo continente australiano, \u00e9 um quebra-cabe\u00e7a que desafia os bi\u00f3logos h\u00e1 muito tempo.<\/p>\n<p>De fato, criaturas gigantescas perambularam pela Terra toda muito depois da \u00e9poca dos dinossauros, como as muito recentes pregui\u00e7as gigantes no Nordeste Brasileiro, com seus mais de seis metros de altura e quatro toneladas de peso.<\/p>\n<p>Corey Bradshaw e seus colegas da Universidade Flinders, na Austr\u00e1lia, contudo, estudaram especificamente a megafauna do antigo continente de Sahul, ou Megan\u00e9sia, que compreendia os atuais territ\u00f3rios da Austr\u00e1lia, Tasm\u00e2nia e Nova Guin\u00e9.<\/p>\n<p>E eles descobriram que as explica\u00e7\u00f5es aceitas pelos cientistas sobre as raz\u00f5es do desaparecimento desses animais n\u00e3o se sustentam.<\/p>\n<p><strong>Causas da extin\u00e7\u00e3o de animais<\/strong><\/p>\n<p>Usando v\u00e1rias caracter\u00edsticas &#8211; como tamanho do corpo, peso, expectativa de vida, taxa de sobreviv\u00eancia e fertilidade &#8211; a equipe criou modelos de simula\u00e7\u00e3o populacional baseadas nas teorias atuais para prever a probabilidade dessas esp\u00e9cies sobreviverem sob diferentes tipos de dist\u00farbios ambientais.<\/p>\n<p>As simula\u00e7\u00f5es inclu\u00edram tudo, desde o aumento das secas ao aumento da press\u00e3o de ca\u00e7a por homin\u00eddeos, tudo para ver quais esp\u00e9cies de 13 megafaunas extintas &#8211; bem como de 8 esp\u00e9cies comparativas ainda vivas hoje &#8211; teriam as maiores chances de sobreviver.<\/p>\n<p>A equipe esperava confirmar que as esp\u00e9cies mais propensas \u00e0 extin\u00e7\u00e3o foram as primeiras esp\u00e9cies a se extinguir &#8211; mas esse n\u00e3o foi necessariamente o caso.<\/p>\n<p>Embora as simula\u00e7\u00f5es tenham mostrado que as esp\u00e9cies de crescimento mais lento e com fertilidade mais baixa &#8211; como o Diprotodon, um vombate do tamanho de um rinoceronte &#8211; eram geralmente mais suscet\u00edveis \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do que as esp\u00e9cies mais fecundas, a classifica\u00e7\u00e3o de suscetibilidade relativa entre as esp\u00e9cies n\u00e3o correspondeu ao momento de suas extin\u00e7\u00f5es documentadas no registro f\u00f3ssil.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o encontramos nenhuma rela\u00e7\u00e3o clara entre a vulnerabilidade inerente de uma esp\u00e9cie \u00e0 extin\u00e7\u00e3o &#8211; como ser mais lenta e pesada e\/ou mais lenta para se reproduzir &#8211; e o momento de sua extin\u00e7\u00e3o no registro f\u00f3ssil,&#8221; explicou o professor Bradshaw. &#8220;Na verdade, descobrimos que a maioria das esp\u00e9cies vivas usadas para compara\u00e7\u00e3o &#8211; como equidnas de bico curto, emus, perus-do-mato e vombates comuns &#8211; eram em m\u00e9dia mais suscet\u00edveis [\u00e0 extin\u00e7\u00e3o] do que suas contrapartes agora extintas.&#8221;<\/p>\n<p><strong>Primeiros princ\u00edpios da biologia<\/strong><\/p>\n<p>Na verdade, algumas das esp\u00e9cies ainda vivas estavam nos primeiros lugares nas previs\u00f5es de probabilidade de extin\u00e7\u00e3o segundo os crit\u00e9rios adotados hoje pelos cientistas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores conclu\u00edram que a verdadeira cascata de extin\u00e7\u00e3o provavelmente \u00e9 resultado de cen\u00e1rios complexos e localizados, incluindo impactos da varia\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica regional e diferentes press\u00f5es regionais.<\/p>\n<p>&#8220;Nossos resultados d\u00e3o suporte \u00e0 ideia de que o risco de extin\u00e7\u00e3o pode ser alto em todos os tamanhos de corpo, dependendo da ecologia particular de uma esp\u00e9cie, o que significa que prever extin\u00e7\u00f5es futuras por mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e impactos humanos nem sempre \u00e9 simples com base nos primeiros princ\u00edpios da biologia,&#8221; concluiu o professor Bradshaw.<\/p>\n<div class=\"biblio\">\n<p><b>Bibliografia:<\/b><\/p>\n<p>Artigo:\u00a0<i>Relative demographic susceptibility does not explain the extinction chronology of Sahul&#8217;s megafauna<\/i><br \/>\nAutores: Corey J. A. Bradshaw, Christopher N. Johnson, John Llewelyn, Vera Weisbecker, Giovanni Strona, Fr\u00e9d\u00e9rik Saltr\u00e9<br \/>\nRevista: eLife<br \/>\nVol.: 10:e63870<br \/>\nDOI: 10.7554\/eLife.63870<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o de animais gigantes, incluindo p\u00e1ssaros com mais de dois metros de altura,<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":145024,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/megafauna.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A r\u00e1pida extin\u00e7\u00e3o de animais gigantes, incluindo p\u00e1ssaros com mais de dois metros de altura,","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145023"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=145023"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145023\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":145027,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/145023\/revisions\/145027"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/145024"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=145023"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=145023"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=145023"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}