{"id":144939,"date":"2021-04-19T08:28:59","date_gmt":"2021-04-19T11:28:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=144939"},"modified":"2021-04-19T08:28:59","modified_gmt":"2021-04-19T11:28:59","slug":"a-historia-por-tras-da-planta-que-desapareceu-por-mais-de-130-anos-em-noronha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-historia-por-tras-da-planta-que-desapareceu-por-mais-de-130-anos-em-noronha\/","title":{"rendered":"A hist\u00f3ria por tr\u00e1s da planta que desapareceu por mais de 130 anos em Noronha"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-144940\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A \u00faltima coleta da Chiococca insularis datava de 1887 e a esp\u00e9cie, que ocorre apenas em Fernando de Noronha, j\u00e1 era considerada extinta, quando pesquisadores a reencontraram ao acaso<\/p>\n<p>Em 1887, o bot\u00e2nico brit\u00e2nico Henry Nicholas Ridley percorria a ilha de Fernando de Noronha quando coletou um pequeno arbusto de casca acinzentada, folhas verdes reluzentes e diminutas flores brancas. Tr\u00eas anos depois, o naturalista descrevia a nova esp\u00e9cie para a ci\u00eancia, batizada inicialmente como\u00a0<em>Palicourea insularis<\/em>\u00a0e atualmente recategorizada como\u00a0<em>Chiococca insularis<\/em>. Em sua descoberta, Ridley encontrou apenas alguns exemplares distribu\u00eddos num \u00fanico local, na floresta da Ponta da Sapata, extremo sudoeste da ilha oce\u00e2nica, que na \u00e9poca estava longe de ser parque nacional e \u00e1rea de prote\u00e7\u00e3o ambiental, e era apenas um pres\u00eddio em alto-mar. Por 133 anos, as observa\u00e7\u00f5es do brit\u00e2nico era tudo que se sabia sobre este arbusto, que simplesmente desapareceu do radar da ci\u00eancia. Em 2007, chegou a ser feito um invent\u00e1rio da flora na ilha, mas nem sinal da planta que, depois de mais de um s\u00e9culo desaparecida, passou a ser classificada como provavelmente extinta.<\/p>\n<p>Foi durante uma expedi\u00e7\u00e3o em 2018 que realizava um levantamento de vegeta\u00e7\u00e3o em Noronha, executado pelo Servi\u00e7o Florestal Brasileiro, que a sorte sorriu \u2013 ou melhor, floriu \u2013 para o engenheiro florestal Maur\u00edcio Figueira, que bateu os olhos num arbusto que exibia diminutas flores brancas e que n\u00e3o batia com a descri\u00e7\u00e3o de nenhuma outra esp\u00e9cie que ele conhecia na ilha.<\/p>\n<p>\u201cVi esse arbusto de uns dois metros de altura no meio da floresta e eu tinha dado uma estudada na flora local e achei estranho, porque ele n\u00e3o se encaixava em nada da listagem. S\u00e3o poucas as plantas que ocorrem em Fernando de Noronha, justamente por ser uma ilha, a diversidade \u00e9 bem baixa, s\u00e3o em torno de 210 esp\u00e9cies de flora. E eu falei pro pessoal que achava que aquela planta era algo interessante e a\u00ed fizemos a coleta. Quando voltamos, come\u00e7amos a pesquisar e percebemos que a \u00fanica possibilidade seria a\u00a0<em>Chiococca insularis<\/em>, que nunca mais ningu\u00e9m tinha achado\u201d, conta o pesquisador Maur\u00edcio Figueira, principal autor do estudo que descreve a redescoberta da\u00a0<em>Chiococca insularis<\/em>,\u00a0<a href=\"https:\/\/checklist.pensoft.net\/article\/56383\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">publicado na revista cient\u00edfica Checklist, em outubro de 2020<\/a>.<\/p>\n<p>A sorte dos pesquisadores n\u00e3o parou por a\u00ed. Ainda na fase de estudos e da elabora\u00e7\u00e3o do artigo, durante uma conversa casual em que Maur\u00edcio descrevia a\u00a0<em>C. insularis<\/em>\u00a0a um outro bot\u00e2nico, Jomar Jardim, da Universidade Federal do Sul da Bahia, uma nova surpresa. \u201cEle falou \u2018voc\u00eas n\u00e3o v\u00e3o acreditar, mas eu estive l\u00e1 e vi essa planta na beira da praia, um arbusto muito baixo, onde tem muito vento e sol\u2019. Ele n\u00e3o fez coleta, porque estava de f\u00e9rias e n\u00e3o tinha autoriza\u00e7\u00e3o do parque, mas tirou v\u00e1rias fotos, onde a\u00a0<em>C. insularis<\/em>\u00a0tamb\u00e9m est\u00e1 com flor e d\u00e1 para identificar mesmo sem a coleta. E numa conversa a gente tinha duas pessoas que tinham visto a planta em dois lugares diferentes da ilha\u201d, relembra Maur\u00edcio.<\/p>\n<p>O relato de Jomar, que depois se tornou um dos colaboradores do estudo, trouxe n\u00e3o apenas o registro de uma segunda popula\u00e7\u00e3o da\u00a0<em>C. insularis<\/em>, mas tamb\u00e9m uma informa\u00e7\u00e3o importante sobre a abrang\u00eancia de habitat da esp\u00e9cie. \u201cO habitat dela \u00e9 pl\u00e1stico, depende do lugar onde ela est\u00e1 na ilha. Pode ser um arbusto bem rasteiro, moldado pelo vento, perto da praia, ou at\u00e9 uma arvoreta dentro da floresta, com 1,5; 2 metros, na sombra\u201d, explica o engenheiro florestal.<\/p>\n<p>Ainda sem nome popular \u2013 afinal de contas, todo mundo achava que ela estava extinta \u2013 a\u00a0<em>C. insularis<\/em>\u00a0ainda tem muitas lacunas de informa\u00e7\u00e3o a serem respondidas por futuras pesquisas, como caracter\u00edsticas da sua flora\u00e7\u00e3o e dos seus frutos, que na coleta feita na expedi\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o Florestal Brasileiro ainda estavam pequenos e imaturos.<\/p>\n<p>\u201cComo s\u00f3 temos duas coletas, n\u00e3o temos como saber muito. Ter\u00edamos que fazer um estudo mais aprofundado para saber a \u00e9poca que ela floresce. Porque a gente acabou passando na mesma \u00e9poca que o Ridley passou. N\u00f3s passamos em julho e ele em agosto-setembro. No clima da ilha chove muito no meio do ano e depois para, ent\u00e3o eu acho que a planta floresce e frutifica na \u00e9poca mais favor\u00e1vel, que \u00e9 quando tem \u00e1gua\u201d, continua Maur\u00edcio. J\u00e1 o registro de Jomar, que tamb\u00e9m flagrou o arbusto em flor (e com frutos j\u00e1 maduros), foi em setembro.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image alignwide size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-107420 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim-1024x683.jpeg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim-1024x683.jpeg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim-300x200.jpeg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim-640x427.jpeg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim-223x150.jpeg 223w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim-790x527.jpeg 790w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim-272x182.jpeg 272w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_flor-C.-insularis_Jomar-Jardim.jpeg 1152w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">As diminutas flores brancas da C. insularis, fundamentais para a redescoberta da esp\u00e9cie. Foto: Jomar G. Jardim<\/figcaption><\/figure>\n<p>Ou seja, em todos os tr\u00eas achados, desde o do brit\u00e2nico no s\u00e9culo 19 at\u00e9 os registros recentes, o arbusto estava em flor, o que talvez tenha sido essencial para chamar aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. Esse \u00e9 um dos poss\u00edveis motivos pelos quais a esp\u00e9cie tenha ficado \u201cdesaparecida\u201d por tanto tempo, j\u00e1 que fora do per\u00edodo de flora\u00e7\u00e3o, a\u00a0<em>C. insularis<\/em>\u00a0n\u00e3o se destaca muito na paisagem. Outras raz\u00f5es poss\u00edveis, de acordo com Maur\u00edcio, \u00e9 a pr\u00f3pria dificuldade de acesso \u00e0 Fernando de Noronha, em si, e, uma vez l\u00e1, os desafios de circular em meio ao relevo acidentado da ilha vulc\u00e2nica. Al\u00e9m disso, o engenheiro ressalta que os focos majorit\u00e1rios das pesquisas em Noronha s\u00e3o voltados para o ambiente marinho e h\u00e1 pouca pesquisa sobre a parte terrestre e, menos ainda, sobre a vegeta\u00e7\u00e3o insular.<\/p>\n<p>O pr\u00f3prio g\u00eanero \u00e0 qual pertence a\u00a0<em>insularis<\/em>, que j\u00e1 foi alterado mais de uma vez desde sua descoberta, pode mudar mais uma vez, de acordo com achados morfol\u00f3gicos feitos pelos pesquisadores com base no exemplar coletado.<\/p>\n<p>\u201cTem ainda outras quest\u00f5es, quem \u00e9 o dispersor dessa planta? Ser\u00e1 que \u00e9 um p\u00e1ssaro nativo que j\u00e1 desapareceu? A gente n\u00e3o sabe. Como \u00e9 um fruto carnoso [com uma polpa em volta da semente], a dispers\u00e3o \u00e9 por algum bicho. Ser\u00e1 que a planta est\u00e1 sendo dispersa ou o fruto est\u00e1 s\u00f3 caindo no ch\u00e3o?\u201d, questiona.<\/p>\n<p>No\u00a0<a href=\"https:\/\/ckan.jbrj.gov.br\/dataset\/23f2e24c-5676-4acd-83f0-03621cba4364\/resource\/1c77ec02-b490-4caa-83dc-33a418488c70\/download\/livro-vermelho-da-flora-do-brasil--2013.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">Livro Vermelho da Flora do Brasil (2013)<\/a>, a planta \u2013 na \u00e9poca associada a outro g\u00eanero e batizada de\u00a0<em>Erithalis insularis<\/em>\u00a0\u2013 \u00e9 classificada como Criticamente Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o e possivelmente extinta. Apesar do seu reaparecimento diante dos olhos da ci\u00eancia, os pesquisadores mant\u00e9m o alerta de amea\u00e7a sobre a esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>\u201cA principal amea\u00e7a \u00e9 a perda de habitat. A popula\u00e7\u00e3o em Noronha est\u00e1 crescendo e a press\u00e3o por espa\u00e7os para construir tamb\u00e9m. Fora isso, a introdu\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies ex\u00f3ticas \u00e9 outro problema muito s\u00e9rio, para as esp\u00e9cies nativas da ilha em geral. A leucena [<em>Leucaena leucocephala<\/em>], por exemplo, \u00e9 uma super invasora que j\u00e1 est\u00e1 por toda ilha. E outra coisa \u00e9 a quest\u00e3o gen\u00e9tica, esse \u00e9 um estudo que deveria ser feito. Ser\u00e1 que essa esp\u00e9cie se mant\u00e9m com a base gen\u00e9tica que ela tem? Ser\u00e1 que j\u00e1 n\u00e3o existe um decl\u00ednio? Porque s\u00e3o t\u00e3o poucas e pequenas as popula\u00e7\u00f5es, ser\u00e1 que h\u00e1 viabilidade no longo prazo?\u201d, alerta Maur\u00edcio. \u201cO ponto positivo \u00e9 que pelo menos ela est\u00e1 dentro de uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o de prote\u00e7\u00e3o integral\u201d, acrescenta, em refer\u00eancia ao\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/Parque_Nacional_Marinho_de_Fernando_de_Noronha\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow external\" data-wpel-link=\"external\">Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha<\/a>.<\/p>\n<p>O pesquisador destaca que em relatos hist\u00f3ricos de pessoas que passaram por Fernando de Noronha, como o naturalista Charles Darwin (1832) e o navegador Am\u00e9rico Vesp\u00facio (1503), conta-se que a ilha era dominada por floresta. Maur\u00edcio relembra que, durante o per\u00edodo em que foi um pres\u00eddio, muita dessa vegeta\u00e7\u00e3o nativa foi cortada, para evitar que os presos pudessem fazer canoas e fugir, e isso alterou completamente a paisagem da ilha. \u201cO que a gente v\u00ea hoje s\u00e3o pequenas \u00e1reas em regenera\u00e7\u00e3o. Provavelmente essa planta deveria ter uma \u00e1rea de ocorr\u00eancia muito maior, mas que foi diminuindo \u00e0 medida em que o ambiente foi sendo degradado e ficou restrita na faixa costeira e onde a floresta \u00e9 mais conservada. Porque se a esp\u00e9cie \u00e9 pl\u00e1stica, pode estar na borda do mar e pode estar dentro da floresta, ela poderia estar em toda ilha, porque Noronha \u00e9 basicamente isso, borda e floresta\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"pb-3\"><strong>A flora invis\u00edvel de Noronha<\/strong><\/h3>\n<p>A\u00a0<em>Chiococca insularis<\/em>\u00a0n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica esp\u00e9cie da flora noronhense amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o. Por ser uma ilha relativamente pequena \u2013 s\u00e3o apenas 26 km\u00b2, uma \u00e1rea menor que o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro \u2013 todas esp\u00e9cies end\u00eamicas da ilha (ou seja, que ocorrem s\u00f3 ali) t\u00eam uma \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o super restrita e isso, por si s\u00f3, j\u00e1 as coloca em patamar de vulnerabilidade, mesmo com a presen\u00e7a de duas unidades de conserva\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o da \u00e1rvore\u00a0<em>Combretum rupicola<\/em>, por exemplo, \u00e9 ainda pior. A esp\u00e9cie \u00e9 conhecida apenas em uma min\u00fascula popula\u00e7\u00e3o no Morro do Franc\u00eas, uma localidade fora do parque nacional, e \u00e9 considerada Criticamente Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o. \u201cSuspeita-se que ela n\u00e3o sobreviver\u00e1 na natureza\u201d, alerta o Livro Vermelho, que sugere que sejam realizadas com urg\u00eancia a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o ex situ, ou seja, fora do ambiente natural, como em jardins bot\u00e2nicos e em bancos de DNA.<\/p>\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-large my-5\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-107421 jetpack-lazy-image shadow jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Coleta-botanica_Bianca-Schindler_FOTO-TAMIRES-MUNIZ-1024x768.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Coleta-botanica_Bianca-Schindler_FOTO-TAMIRES-MUNIZ-1024x768.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Coleta-botanica_Bianca-Schindler_FOTO-TAMIRES-MUNIZ-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Coleta-botanica_Bianca-Schindler_FOTO-TAMIRES-MUNIZ-640x480.jpg 640w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/Oeco_Coleta-botanica_Bianca-Schindler_FOTO-TAMIRES-MUNIZ.jpg 1152w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><figcaption class=\"text-right text-muted font-italic small mt-2\">Pesquisadores durante o levantamento da flora realizado em Fernando de Noronha. Foto: Tamires Muniz<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<p>\u201cEstamos falando de uma das ilhas mais importantes e conhecidas do Brasil e n\u00e3o h\u00e1 nenhuma grande pesquisa de longo prazo, de monitoramento, na parte terrestre do territ\u00f3rio sobre a vegeta\u00e7\u00e3o\u201d, alerta Maur\u00edcio. \u201cN\u00f3s mesmos quando fomos fazer essa pesquisa, n\u00e3o achamos quase nada de refer\u00eancia de pesquisa anterior\u201d, acrescenta Maur\u00edcio.<\/p>\n<p>Maur\u00edcio refor\u00e7a que conhecer e proteger a flora terrestre da ilha \u00e9 essencial para garantir a conserva\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria fauna. \u201cS\u00e3o coisas integradas, uma fauna saud\u00e1vel depende de uma flora saud\u00e1vel. Tem rela\u00e7\u00f5es que \u00e0s vezes ocorrem s\u00f3 entre uma planta e um animal da ilha, esses estudos precisam ser feitos, n\u00f3s n\u00e3o sabemos. E a gente tem notado o avan\u00e7o das esp\u00e9cies de plantas ex\u00f3ticas, principalmente a leucena, at\u00e9 dentro de pontos mais remotos da ilha, tomando o espa\u00e7o das nativas\u201d.<\/p>\n<p>\u201cE a bot\u00e2nica e a taxonomia s\u00e3o a base, se voc\u00ea n\u00e3o tem aquilo bem feito, voc\u00ea n\u00e3o consegue aplica\u00e7\u00f5es. A\u00a0<em>C. insularis<\/em>, por exemplo, pode ser uma esp\u00e9cie importante para restaurar a vegeta\u00e7\u00e3o nativa de Fernando de Noronha ou para desenvolver um medicamento, mas voc\u00ea precisa ter o estudo b\u00e1sico e descri\u00e7\u00e3o da bot\u00e2nica primeiro\u201d, conclui o engenheiro florestal.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/author\/duda\/\" data-wpel-link=\"internal\"><img loading=\"lazy\" class=\"avatar avatar-80 wp-user-avatar wp-user-avatar-80 alignnone photo mr-3 rounded-circle shadow jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/WhatsApp-Image-2020-03-12-at-18.06.33-2-150x150.jpeg\" alt=\"Duda Menegassi\" width=\"80\" height=\"80\" data-lazy-loaded=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"media-body\">\n<h3 class=\"h5 mt-0 mb-1\"><a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/author\/duda\/\" data-wpel-link=\"internal\">Duda Menegassi<\/a><\/h3>\n<p>Jornalista ambiental especializada em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e montanhismo. Escreve para ((o))eco desde 2012.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00faltima coleta da Chiococca insularis datava de 1887 e a esp\u00e9cie, que ocorre apenas<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":144940,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/planta_noronra.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A \u00faltima coleta da Chiococca insularis datava de 1887 e a esp\u00e9cie, que ocorre apenas","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144939"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144939"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144939\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":144941,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144939\/revisions\/144941"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/144940"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144939"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144939"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144939"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}