{"id":144869,"date":"2021-04-18T09:25:53","date_gmt":"2021-04-18T12:25:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=144869"},"modified":"2021-04-18T09:26:49","modified_gmt":"2021-04-18T12:26:49","slug":"lixo-eletronico-pode-virar-bateria-para-veiculos-eletricos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/lixo-eletronico-pode-virar-bateria-para-veiculos-eletricos\/","title":{"rendered":"Lixo eletr\u00f4nico pode virar bateria para ve\u00edculos el\u00e9tricos"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ibcdn.canaltech.com.br\/b6Dwi1uabcCLXBPeHfihSsmbri0=\/512x288\/smart\/i332898.jpeg\" alt=\"Lixo eletr\u00f4nico pode virar bateria para ve\u00edculos el\u00e9tricos - Canaltech\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p>A fabrica\u00e7\u00e3o cada vez maior de ve\u00edculos el\u00e9tricos levanta uma quest\u00e3o importante: at\u00e9 que ponto \u00e9 poss\u00edvel produzir baterias de maneira sustent\u00e1vel para manter toda essa frota funcionando? De onde vir\u00e1 o metal que hoje est\u00e1 presente na maioria das c\u00e9lulas de energia? A resposta pode estar no lixo.<\/p>\n<p>Dois empres\u00e1rios de Minneapolis, nos EUA, querem extrair cobalto, cobre e n\u00edquel que geralmente s\u00e3o encontrados em res\u00edduos industriais. Segundo eles, a maioria desses res\u00edduos \u00e9 exportada para outros pa\u00edses como a China.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o produzimos a maior parte dos materiais que est\u00e3o em nossas baterias, ent\u00e3o se pudermos compr\u00e1-los uma \u00fanica vez e mant\u00ea-los aqui, isso criaria uma grande vantagem econ\u00f4mica para todos n\u00f3s\u201d, disse um dos respons\u00e1veis pela pesquisa, Jeff Spangenberger.<\/p>\n<h2>Mercado valioso<\/h2>\n<p>A Bergmann e Lentz, de Minneapolis, come\u00e7ou uma parceria com a National Research, de Michigan, para aprimorar o processo de recupera\u00e7\u00e3o de metais valiosos que n\u00e3o s\u00e3o reutilizados pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p>&#8220;Aqui nos EUA, pelo menos, n\u00e3o parece haver ningu\u00e9m explorando esses res\u00edduos com a abordagem certa para reaproveitar metais valiosos. Quanto mais procuramos, mais descobrimos&#8221;, disse um dos empres\u00e1rios que tamb\u00e9m \u00e9 ge\u00f3logo, Brian Lentz.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ib.canaltech.com.br\/286580.jpeg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"404\" data-ivi=\"h9zx\" \/><\/p>\n<p>Metais valiosos presentes em dispositivos eletr\u00f4nicos s\u00e3o descartados (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/ONU)<\/p>\n<p>Al\u00e9m de reaproveitar o metal encontrado no lixo industrial, os empres\u00e1rios investem pesado em dois projetos de minera\u00e7\u00e3o economicamente sustent\u00e1veis para suprir a car\u00eancia do mercado americano em mat\u00e9rias-primas usadas na produ\u00e7\u00e3o de baterias de ve\u00edculos el\u00e9tricos. Segundo um relat\u00f3rio do Departamento de Energia dos EUA, 60% do cobalto mundial vem do Congo e 80% s\u00e3o processados na China.<\/p>\n<h2>Centros de reciclagem<\/h2>\n<p>Enquanto o projeto ambicioso de usar material encontrado no lixo para produzir baterias n\u00e3o sai do papel, iniciativas de reciclagem ganham for\u00e7a para evitar o desperd\u00edcio e a escassez de mat\u00e9ria-prima.<\/p>\n<p>O Laborat\u00f3rio Nacional Argonne, que fica em Lemont, Illinois, criou um centro de reciclagem que desenvolve novos m\u00e9todos para o reaproveitamento de baterias, al\u00e9m de incentivar pesquisas para aprimorar a tecnologia envolvida na produ\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas de energia.<\/p>\n<p>A ideia \u00e9 criar mecanismos que garantam o total reaproveitamento do material que seria descartado. Boa parte dos componentes que fazem parte de uma\u00a0<a class=\"termo\" href=\"https:\/\/canaltech.com.br\/video\/canaltech-responde\/baterias-vida-util-vicios-e-carregadores-ct-responde-7264\/\">bateria<\/a>\u00a0podem ser reciclados e utilizados em outros setores da ind\u00fastria, como pl\u00e1sticos, pol\u00edmeros e metais pesados.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, um telefone celular pode reunir at\u00e9 40 elementos da tabela peri\u00f3dica. Cerca de 20% do peso destes aparelhos \u00e9 metal, especialmente cobre.<\/p>\n<div class=\"continua-apos-publicidade\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ibcdn.canaltech.com.br\/VxIv5wMqndX7t6FXM98VWmVojkc=\/1024x0\/smart\/i442413.jpeg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"389\" data-ivi=\"h9zw\" \/><\/div>\n<div>20% do peso do seu celular vem de metais como o cobre (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Envato)<\/div>\n<h2>Mercado brasileiro<\/h2>\n<p>Na latinha de alum\u00ednio o Brasil \u00e9 campe\u00e3o mundial de reciclagem com 97% delas recolhidas e transformadas em novas embalagens. Mas com outros metais valiosos, a reciclagem ainda engatinha por aqui.<\/p>\n<p>De acordo com o estudo Global E-Waste Monitor, realizado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), o Brasil \u00e9 o maior produtor de lixo eletr\u00f4nico da Am\u00e9rica Latina \u2014 e 7\u00ba maior do mundo. Anualmente, o pa\u00eds produz 1,5 mil toneladas de lixo eletr\u00f4nico, e apenas 3% de todo esse montante tem um descarte adequado.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/ibcdn.canaltech.com.br\/kEJZn8pGygV_V7d7riV6fjmERqQ=\/1024x0\/smart\/i442433.jpeg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" data-ivi=\"ha09\" \/><\/p>\n<p>Brasil \u00e9 o maior produtor de lixo eletr\u00f4nico da Am\u00e9rica Latina (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/Unsplash)<\/p>\n<p>S\u00e3o milhares de toneladas de cobre, n\u00edquel, cobalto, l\u00edtio e at\u00e9 ouro que poderiam retornar \u00e0 ind\u00fastria, mas permanecem nos aterros sanit\u00e1rios.<\/p>\n<p>Ainda falta tecnologia e uma legisla\u00e7\u00e3o mais moderna para que garimpar o lixo em busca de mat\u00e9ria-prima seja um neg\u00f3cio lucrativo para a economia e para o meio ambiente.<\/p>\n<p>Qual destino voc\u00ea d\u00e1 para o lixo eletr\u00f4nico?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A fabrica\u00e7\u00e3o cada vez maior de ve\u00edculos el\u00e9tricos levanta uma quest\u00e3o importante: at\u00e9 que ponto<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A fabrica\u00e7\u00e3o cada vez maior de ve\u00edculos el\u00e9tricos levanta uma quest\u00e3o importante: at\u00e9 que ponto","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144869"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144869"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144869\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":144871,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144869\/revisions\/144871"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144869"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144869"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144869"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}