{"id":14413,"date":"2015-01-19T13:00:41","date_gmt":"2015-01-19T13:00:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=14413"},"modified":"2015-01-19T12:16:30","modified_gmt":"2015-01-19T12:16:30","slug":"esperanca-a-biodiversidade-de-12-mil-animais-avaliados-1-173-correm-risco-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/esperanca-a-biodiversidade-de-12-mil-animais-avaliados-1-173-correm-risco-de-extincao\/","title":{"rendered":"Esperan\u00e7a \u00e0 biodiversidade: De 12 mil animais avaliados, 1.173 correm risco de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-14414\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg\" alt=\"\" width=\"415\" height=\"265\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg 415w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica-300x192.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 415px) 100vw, 415px\" \/><\/a>As novas listas de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o divulgadas pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e o Instituto Chico Mendes (ICMBio) trouxeram boas e m\u00e1s not\u00edcias. No levantamento de mais de 12 mil animais e que avaliou 100% dos anf\u00edbios, aves, mam\u00edferos e r\u00e9pteis do Brasil, alguns animais, como a jaguatirica, a arara-azul grande e a baleia jubart, deixaram a listagem. Al\u00e9m disso, tr\u00eas esp\u00e9cies \u2014 uma lib\u00e9lula, uma formiga e um minhocu\u00e7u \u2014 foram redescobertos ap\u00f3s ser considerados extintos. Mas o n\u00famero de animais que ainda correm risco subiu para 1.173. Entre eles, est\u00e3o duas borboletas, a Actinote zikani e a Parides burchellanus, que s\u00f3 existem no Brasil.<\/p>\n<figure class=\"foto-legenda EJENEE00504\"><img src=\"http:\/\/ejesa.statig.com.br\/bancodeimagens\/2c\/10\/e1\/2c10e1v21t7r1kichrdxt2vdz.jpg\" alt=\"\" \/><figcaption>\n<div class=\"legenda\">A jaguatirica e a arara-azul grande n\u00e3o correm riscos de extin\u00e7\u00e3o<\/div>\n<p><cite> Foto:\u00a0 Divulga\u00e7\u00e3o <\/cite> <\/figcaption><\/figure>\n<p class=\" \">O estudo ampliou em 800% as esp\u00e9cies avaliadas \u2014 de 816 para 12.256. Elas foram divididas em tr\u00eas categorias quanto ao grau de amea\u00e7a: vulner\u00e1vel, em perigo e criticamente em perigo.<\/p>\n<p>Coordenador de Manejo para Conserva\u00e7\u00e3o do ICMBio, respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o da lista, Ugo Vercillo, festejou os resultados e garante que a pesquisa trar\u00e1 frutos. \u201cAgora temos uma fotografia exata do risco de extin\u00e7\u00e3o da biodiversidade e somos capazes de identificar problemas e evitar o desaparecimento de esp\u00e9cies\u201d, afirma ele.<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es mais importantes s\u00e3o o fortalecimento das Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e a elabora\u00e7\u00e3o de Planos de A\u00e7\u00e3o Nacional espec\u00edficos para cada animal. \u201cVamos identificar as esp\u00e9cies que n\u00e3o est\u00e3o em Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o e n\u00e3o possuem planos de a\u00e7\u00e3o consolidados. Eles ser\u00e3o priorizados a partir de agora\u201d, aponta Rosana Subir\u00e1, coordenadora do ICMBio.<\/p>\n<p>Atualmente, 663 esp\u00e9cies em risco vivem em unidades de conserva\u00e7\u00e3o e 498 s\u00e3o alvo de planos de a\u00e7\u00e3o exclusivos. Mas 234 (20%) dos 1.173 amea\u00e7ados n\u00e3o est\u00e3o em nenhum regime de prote\u00e7\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o do governo federal.<\/p>\n<p><strong>Levantamento<\/strong><\/p>\n<p>Criado pelo minist\u00e9rio em fevereiro de 2014, o Programa Nacional de Conserva\u00e7\u00e3o de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o (Pr\u00f3-Esp\u00e9cies) prev\u00ea que a lista ser\u00e1 atualizada a cada cinco anos. \u201cPor\u00e9m, dependendo do aporte de novas informa\u00e7\u00f5es, podemos reavaliar a situa\u00e7\u00e3o de qualquer esp\u00e9cie anualmente\u201d, diz Vercillo.<\/p>\n<p>O levantamento brasileiro, baseado nas diretrizes da Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza, contou com a colabora\u00e7\u00e3o de mais de 1.300 especialistas de 200 institui\u00e7\u00f5es de pesquisa do Brasil e do mundo.<\/p>\n<p><strong>Lista de peixes proibidos causa protestos e comiss\u00e3o estuda altera\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A lista de esp\u00e9cies amea\u00e7adas tamb\u00e9m j\u00e1 enfrenta a sua primeira pol\u00eamica. Ela op\u00f5e o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente ao setor pesqueiro. Estado maior produtor de pescado, Santa Catarina \u00e9 o que tem feito mais barulho. De acordo com o Sindicato das Ind\u00fastrias de Pesca de Itaja\u00ed (Sindipi), a inclus\u00e3o de esp\u00e9cies comerciais, como cherne, garoupa e namorado na listagem vai prejudicar a economia pesqueira da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Por outro lado, o Instituto Chico Mendes (ICMBio), vinculado ao minist\u00e9rio, rebate que o n\u00famero de peixes com interesse comercial que ter\u00e3o sua pesca proibida \u00e9 pequeno, apenas 46 das 475 esp\u00e9cies consideradas em risco. \u201cPeixes classificados como vulner\u00e1veis ainda podem ser pescados se obedecerem a regras de manejo\u201d, afirma Ugo Vercillo, coordenador do ICMBio.<\/p>\n<p>Para o ambientalista Jos\u00e9 Truda, vice-presidente do Instituto Augusto Carneiro, a quest\u00e3o principal \u00e9 que os empres\u00e1rios n\u00e3o est\u00e3o preocupados com a manuten\u00e7\u00e3o da vida marinha. \u201cEles mineram os peixes, querem explorar at\u00e9 acabar e v\u00e3o embora. Quem sofre s\u00e3o os pescadores artesanais, que n\u00e3o ter\u00e3o onde trabalhar em breve\u201d, adverte ele.<\/p>\n<p>No \u00faltimo dia 5, o Sindipi bloqueou a sa\u00edda do porto de Itaja\u00ed por 30 horas com um transatl\u00e2ntico com mais de duas mil pessoas em protesto contra listagem do governo. Segundo Vercillo, uma embarca\u00e7\u00e3o de pesquisa do ICMBio tamb\u00e9m foi atacada por roj\u00f5es. Para terminar com a manifesta\u00e7\u00e3o, foi criado um grupo de trabalho com representantes dos minist\u00e9rios do Meio Ambiente e Pesca e a participa\u00e7\u00e3o do Sindipi para estudar poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es na lista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As novas listas de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o divulgadas pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":14414,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/jaguatirica.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"As novas listas de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o divulgadas pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14413"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14413"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14413\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/14414"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14413"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14413"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14413"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}