{"id":144059,"date":"2021-04-03T10:17:10","date_gmt":"2021-04-03T13:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=144059"},"modified":"2021-04-03T10:17:10","modified_gmt":"2021-04-03T13:17:10","slug":"exposicao-em-manaus-reune-animais-que-viveram-na-amazonia-ha-milhoes-de-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/exposicao-em-manaus-reune-animais-que-viveram-na-amazonia-ha-milhoes-de-anos\/","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o em Manaus re\u00fane animais que viveram na Amaz\u00f4nia h\u00e1 milh\u00f5es de anos"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-144060\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O Museu da Amaz\u00f4nia, o Musa, inaugura uma exposi\u00e7\u00e3o muito especial neste s\u00e1bado (3), em Manaus. \u00c9 um retrato de uma Amaz\u00f4nia antiga, de milh\u00f5es de anos, que revela bichos pr\u00e9-hist\u00f3ricos, entre eles, o maior crocodilo do mundo.<\/p>\n<p>\u201cO subsolo, o leito aonde repousa a Amaz\u00f4nia, tem dois bilh\u00f5es e meio de anos\u201d, explicou o diretor do Musa, Ennio Candotti.<\/p>\n<p>Essa Amaz\u00f4nia antiga ainda \u00e9 pouco conhecida. Mas o Museu da Amaz\u00f4nia quer mudar isso.<\/p>\n<p>\u201cHoje em dia, atrav\u00e9s de pesquisa, a gente est\u00e1 criando uma verdadeira cole\u00e7\u00e3o paleontol\u00f3gica de grande interesse cient\u00edfico e, a partir do interesse cient\u00edfico, a gente cria conte\u00fados para poder divulgar esse conhecimento para a popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse Fillipo Stampanoni Bassi, arque\u00f3logo e diretor adjunto e cient\u00edfico do Musa<\/p>\n<p>O conhecimento sobre a Amaz\u00f4nia vai ser em forma de exposi\u00e7\u00e3o. \u00c9 o p\u00fablico cara a cara com os bichos que dominavam estas terras h\u00e1 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cA Amaz\u00f4nia esconde muita coisa, a gente tem esse len\u00e7ol verde em cima, mas embaixo, muito profundo, est\u00e3o os dinos, os afloramentos aonde os dinos est\u00e3o profundos\u201d, disse o paleoartista Carlos Scarpini.<\/p>\n<p>Um dos astros dessa apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 o Amazonsaurus maranhensis. \u00c9 uma esp\u00e9cie de saur\u00f3pode, aqueles dinossauros com pesco\u00e7o bem comprido. Ele \u00e9 o vov\u00f4 da exposi\u00e7\u00e3o, viveu por aqui h\u00e1 pelo menos 110 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Outra estrela \u00e9 o Eremotherium laurillardi, a pregui\u00e7a gigante. Essa pregui\u00e7a viveu h\u00e1 cerca de 11 mil anos. Os f\u00f3sseis desse animal gigante foram encontrados espalhados por v\u00e1rias partes do Brasil, de cavernas de Minas Gerais e da Bahia at\u00e9 \u00e0s margens de rios no Acre.<\/p>\n<p>Na Amaz\u00f4nia, ela viveu tanto na floresta quanto em \u00e1reas mais \u00e1ridas, de cerrado. Um macho adulto chegava a pesar 5 toneladas. Podia atingir at\u00e9 seis metros de altura. Era um animal herb\u00edvoro, s\u00f3 se alimentava de gramas, de folhas e de arbustos.<\/p>\n<p>O Purussaurus brasiliensis foi o maior crocodilo do mundo. Existiu h\u00e1 cerca de 10 milh\u00f5es de anos. Esse bicho tinha cerca de 12 metros e, segundo os cientistas, tinha a mordida mais forte que a do Tiranossauro rex.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 o primeiro Purussaurus no mundo que foi reconstru\u00eddo em tamanho real, osso por osso\u201d, explicou Lucy Gomes de Souza, paleont\u00f3loga do Musa. \u201cEnt\u00e3o isso torna essa exposi\u00e7\u00e3o ainda mais \u00fanica para os visitantes\u201d.<\/p>\n<p>Em 2019, em um s\u00edtio arqueol\u00f3gico chamado cajueiro, no munic\u00edpio de Boca do Acre (AM), foram encontradas uma mand\u00edbula, v\u00e9rtebras e ossos dos bra\u00e7os do Purussaurus. At\u00e9 ent\u00e3o, os paleont\u00f3logos conheciam apenas o cr\u00e2nio e a mand\u00edbula desse animal.<\/p>\n<p>Depois de milh\u00f5es de anos \u00e9 dif\u00edcil encontrar um esqueleto completo. E para conseguir terminar toda a estrutura, a ci\u00eancia se transforma em arte.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7a em um desenho, que ganha forma e vira a parte de um todo. Antes esquecido, \u00e9 o trabalho do paleoartista.<\/p>\n<p>\u201cA fus\u00e3o de dois segmentos da ci\u00eancia, a ci\u00eancia acad\u00eamica, emp\u00edrica, fria, est\u00e9reo que trabalha de fato com n\u00fameros, com dados concretos e a condi\u00e7\u00e3o mais l\u00fadica de voc\u00ea conseguir transportar esses dados est\u00e9reos para uma linguagem popular, para uma linguagem visual onde as pessoas consigam ver, o que o cientista consegue ver\u201d, disse o paleoartista Carlos Scarpini.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o dos bichos pr\u00e9-hist\u00f3ricos do Musa come\u00e7a neste s\u00e1bado (3), respeitando todos os protocolos de preven\u00e7\u00e3o a Covid. Inclusive com p\u00fablico reduzido para evitar aglomera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Limite mesmo s\u00f3 n\u00e3o tem para a imagina\u00e7\u00e3o e para o conhecimento.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 o esp\u00edrito desta exposi\u00e7\u00e3o, contar a todos que temos uma hist\u00f3ria muito antiga, todos em comum, com bichos e com as plantas. Queremos viver juntos em boa paz, mas para viver juntos em boa paz, precisamos nos entender e, para nos entender, precisamos entender como \u00e9 que viveram os grandes bichos\u201d, finaliza o diretor do Musa, Ennio Candotti.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Museu da Amaz\u00f4nia, o Musa, inaugura uma exposi\u00e7\u00e3o muito especial neste s\u00e1bado (3), em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":144060,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/dino.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O Museu da Amaz\u00f4nia, o Musa, inaugura uma exposi\u00e7\u00e3o muito especial neste s\u00e1bado (3), em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144059"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144059"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144059\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":144061,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144059\/revisions\/144061"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/144060"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144059"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144059"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144059"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}