{"id":144049,"date":"2021-04-02T13:27:57","date_gmt":"2021-04-02T16:27:57","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=144049"},"modified":"2021-04-02T13:27:57","modified_gmt":"2021-04-02T16:27:57","slug":"indicadores-de-poluicao-e-mobilidade-ajudam-a-prever-aumento-de-casos-e-mortes-por-covid-19","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/indicadores-de-poluicao-e-mobilidade-ajudam-a-prever-aumento-de-casos-e-mortes-por-covid-19\/","title":{"rendered":"Indicadores de polui\u00e7\u00e3o e mobilidade ajudam a prever aumento de casos e mortes por COVID-19"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-144050\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo realizado por pesquisadores das universidades de S\u00e3o Paulo (USP), de Leeds (Reino Unido) e Harvard (Estados Unidos) sugere que indicadores de polui\u00e7\u00e3o e de mobilidade podem tamb\u00e9m ser usados para prever o aumento no n\u00famero de casos e de mortes por COVID-19.<\/p>\n<p>Em artigo divulgado na plataforma\u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2021.02.08.21250113v1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">medRxiv<\/a><\/b>, ainda sem a revis\u00e3o dos pares, os autores relatam que at\u00e9 mesmo redu\u00e7\u00f5es discretas nos \u00edndices de mobilidade e de polui\u00e7\u00e3o observadas na cidade de S\u00e3o Paulo se refletiram em queda consider\u00e1vel no n\u00famero de novas infec\u00e7\u00f5es e de \u00f3bitos nos dias seguintes.<\/p>\n<p>\u201cMas \u00e9 importante ressaltar que se trata de um estudo puramente matem\u00e1tico\u201d, diz<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/34762\/edmilson-dias-de-freitas\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0Edmilson Dias de Freitas<\/a><\/b>, professor do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG-USP) e autor do estudo, que contou com apoio da FAPESP por meio de diversos projetos (<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/97000\/governanca-ambiental-da-macrometropole-paulista-face-a-variabilidade-climatica\/?q=15\/03804-9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">15\/03804-9<\/a><\/strong>,\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/102933\/area-metropolitana-de-sao-paulo-abordagem-integrada-mudancas-climaticas-e-qualidade-do-ar-metroclima\/?q=16\/18438-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">16\/18438-0<\/a><\/strong>\u00a0e\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/bolsas\/166514\/sistemas-convectivos-de-mesoescala-sobre-a-bacia-amazonica-clima-presente-e-projecoes-futuras-em-ce\/?q=16\/10557-0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">16\/10557-0<\/a><\/strong>).<\/p>\n<p>Ao correlacionar os padr\u00f5es de distanciamento social, dados epidemiol\u00f3gicos, de polui\u00e7\u00e3o e meteorol\u00f3gicos, autores calcularam que uma taxa de isolamento de 45,28% na capital est\u00e1 associada a 1.212 novos casos de COVID-19 e 44 novas mortes. Por\u00e9m, quando se reduz a movimenta\u00e7\u00e3o das pessoas, ou seja, o \u00edndice de isolamento aumenta para 50%, \u00e9 poss\u00edvel reduzir o n\u00famero de casos da doen\u00e7a para 438 e ainda evitar quase a metade dos \u00f3bitos.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise foi realizada por pesquisadores de ci\u00eancias atmosf\u00e9ricas que integram projetos de pesquisa apoiados pela FAPESP. O \u00edndice de isolamento social do\u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.saopaulo.sp.gov.br\/coronavirus\/isolamento\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sistema de Monitoramento Inteligente (SIMI-SP)<\/a><\/b>, foi acompanhado ao longo da pandemia por meio de dados n\u00e3o personalizados, fornecidos pelas operadoras de telefonia m\u00f3vel. Al\u00e9m desse indicador, foi avaliado o\u00a0<b><a href=\"https:\/\/www.google.com\/covid19\/mobility\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00edndice de mobilidade residencial do Google<\/a><\/b>.<\/p>\n<p>A taxa de isolamento SIMI-SP de 45,28% \u00e9 a mediana na cidade de S\u00e3o Paulo, \u00edndice que no estudo melhor se associou aos dados epidemiol\u00f3gicos da COVID-19 na cidade. No dia 16 de mar\u00e7o de 2021, quando\u00a0S\u00e3o Paulo entrou na fase mais restritiva e bateu o recorde de mortes por COVID-19, a taxa de isolamento foi de 42%.<\/p>\n<p>\u201cAl\u00e9m de encontrarmos associa\u00e7\u00f5es estat\u00edsticas entre COVID-19 e o \u00edndice de isolamento, observamos tamb\u00e9m padr\u00f5es de tempo bem demarcados. Isso quer dizer que, quando ocorreu aumento de mobilidade, p\u00f4de-se observar de quatro at\u00e9 nove dias depois um aumento de casos e, a partir de 18 dias, um aumento no n\u00famero de mortes\u201d, relata\u00a0<b><a href=\"http:\/\/lattes.cnpq.br\/2981882894283024\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sergio Ibarra-Espinosa<\/a><\/b>, pesquisador do IAG-USP e autor principal do estudo.<\/p>\n<p>Embora o estudo n\u00e3o tenha levado em conta fatores espec\u00edficos da doen\u00e7a, os dados est\u00e3o de acordo com o desenvolvimento da COVID-19. De modo geral, uma pessoa infectada pelo SARS-CoV-2 demora de quatro at\u00e9 nove dias para desenvolver os sintomas.<\/p>\n<p>\u201cObservam-se padr\u00f5es muito claros, o que faz esse indicador importante para a formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. Da mesma forma que ele mostra que mais distanciamento social pode evitar mortes, o contr\u00e1rio tamb\u00e9m \u00e9 verdadeiro. Quanto maior a movimenta\u00e7\u00e3o na cidade, maiores ser\u00e3o os n\u00fameros de casos e de mortes por COVID-19, que foi o observado com o aumento da circula\u00e7\u00e3o de pessoas nas festas de fim de ano e outros feriados\u201d, comenta\u00a0<b><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/688532\/amanda-rehbein\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Amanda Rehbein<\/a><\/b>, bolsista da FAPESP no IAG-USP e coautora do estudo.<\/p>\n<p><b>Pico de transmiss\u00e3o e potencial colapso<\/b><\/p>\n<p>Os pesquisadores utilizaram dados coletados entre 27 de mar\u00e7o de 2020 e 12 de mar\u00e7o de 2021 (antes do pico da pandemia) e, portanto, o estudo n\u00e3o considera a possibilidade de satura\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade nem de qualquer medida em rela\u00e7\u00e3o ao uso de m\u00e1scaras, procedimentos de higiene ou aux\u00edlio financeiro para que a popula\u00e7\u00e3o permane\u00e7a em casa.<\/p>\n<p>\u201cPortanto, o impacto pode ser significativamente maior com a satura\u00e7\u00e3o do sistema de sa\u00fade e o comprometimento de tratamento adequado para todos os pacientes. Afinal, as rela\u00e7\u00f5es observadas ao longo do per\u00edodo estudado n\u00e3o contaram com a falta de atendimento de emerg\u00eancia, sendo este um fator fundamental em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00famero de \u00f3bitos\u201d, afirma\u00a0Freitas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m observaram que um incremento de material particulado e oz\u00f4nio na atmosfera esteve associado ao aumento de casos e mortes por COVID-19. \u201cN\u00e3o sabemos ainda o motivo dessa associa\u00e7\u00e3o. Como se trata de uma doen\u00e7a respirat\u00f3ria pode ser que a polui\u00e7\u00e3o interfira no agravamento. Outra possibilidade \u00e9 os \u00edndices de polui\u00e7\u00e3o serem indicadores de mobilidade, j\u00e1 que material particulado e oz\u00f4nio est\u00e3o associados \u00e0\u00a0queima de combust\u00edvel f\u00f3ssil\u201d, diz Freitas.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Association between COVID-19, mobility and environment in S\u00e3o Paulo, Brazil<\/i>\u00a0pode ser lido em<b><a href=\"https:\/\/www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2021.02.08.21250113v1\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0www.medrxiv.org\/content\/10.1101\/2021.02.08.21250113v1<\/a><\/b>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo realizado por pesquisadores das universidades de S\u00e3o Paulo (USP), de Leeds (Reino Unido) e<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":144050,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/poluicao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo realizado por pesquisadores das universidades de S\u00e3o Paulo (USP), de Leeds (Reino Unido) e","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144049"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144049"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":144051,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144049\/revisions\/144051"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/144050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}