{"id":144045,"date":"2021-04-02T13:17:32","date_gmt":"2021-04-02T16:17:32","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=144045"},"modified":"2021-04-02T13:17:32","modified_gmt":"2021-04-02T16:17:32","slug":"erupcao-na-islandia-pode-marcar-o-inicio-de-decadas-de-atividade-vulcanica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/erupcao-na-islandia-pode-marcar-o-inicio-de-decadas-de-atividade-vulcanica\/","title":{"rendered":"Erup\u00e7\u00e3o na Isl\u00e2ndia pode marcar o in\u00edcio de d\u00e9cadas de atividade vulc\u00e2nica"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-144046\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A primeira erup\u00e7\u00e3o na pen\u00ednsula de Reykjanes ap\u00f3s cerca de 800 anos n\u00e3o deve amea\u00e7ar nenhum centro populacional, mas oferece uma oportunidade \u00fanica para estudar os mist\u00e9rios geol\u00f3gicos da regi\u00e3o.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Ap\u00f3s ser abalada por 15 meses de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/swarm-of-earthquakes-shakes-iceland-are-volcanic-eruptions-next\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">terremotos cada vez mais perturbadores<\/a>, incluindo cerca de 50 mil nas \u00faltimas tr\u00eas semanas, a pen\u00ednsula de Reykjanes, na Isl\u00e2ndia, est\u00e1 finalmente passando\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/swarm-of-earthquakes-shakes-iceland-are-volcanic-eruptions-next?loggedin=true\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pela erup\u00e7\u00e3o vulc\u00e2nica prevista por muitos ge\u00f3logos<\/a>. Depois de quase 800 anos sem uma erup\u00e7\u00e3o, os rios de lavas, previstos h\u00e1 um bom tempo pelos especialistas, est\u00e3o escorrendo por essa regi\u00e3o no sudoeste do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Em 19 de mar\u00e7o, por volta das 20h45 no hor\u00e1rio local, o magma supitou \u00e0 superf\u00edcie em um vale pr\u00f3ximo a Fagradalsfjall, uma montanha de topo plano na regi\u00e3o de Geldingadalur, a quase 10 quil\u00f4metros da cidade mais pr\u00f3xima. Respingos incandescentes brotavam de uma rachadura, queimando o solo enquanto pequenas fontes de lava iluminavam a paisagem escura.<\/p>\n<p>A erup\u00e7\u00e3o envolve uma quantidade relativamente pequena de lava confinada a uma s\u00e9rie de vales, minimizando o risco a qualquer centro populacional. Devido \u00e0 grande fluidez desse tipo de rocha derretida, ao fato de que os gases aprisionados escapam facilmente e de que a lava n\u00e3o est\u00e1 transbordando sobre a \u00e1gua ou o gelo, a erup\u00e7\u00e3o n\u00e3o ser\u00e1 muito explosiva, n\u00e3o expelir\u00e1 uma nuvem de cinzas duradoura, tampouco arremessar\u00e1 blocos vulc\u00e2nicos consider\u00e1veis pela regi\u00e3o. Cientistas acreditam que a erup\u00e7\u00e3o persistir\u00e1 por mais alguns dias ou semanas antes de desaparecer.<\/p>\n<p>Mas essa erup\u00e7\u00e3o modesta pode marcar o in\u00edcio de algo maior. Evid\u00eancias de relatos hist\u00f3ricos e fluxos de lava antigos demonstram que sempre que essa regi\u00e3o passou por um grande aumento nas atividades s\u00edsmicas, erup\u00e7\u00f5es intermitentes ocorreram por cerca de 100 anos.<\/p>\n<p>\u201cOs sinais indicam que esse fen\u00f4meno est\u00e1 despertando novamente\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.lancaster.ac.uk\/lec\/about-us\/people\/david-mcgarvie\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Dave McGarvie<\/a>, vulcan\u00f3logo da Universidade de Lancaster, no Reino Unido.<\/p>\n<p>A erup\u00e7\u00e3o de Geldingadalur oferece assim uma oportunidade sem precedentes para estudar atividades vulc\u00e2nicas no sudoeste da Isl\u00e2ndia em longo prazo. Cientistas correm contra o tempo para monitorar o que talvez seja a primeira de uma s\u00e9rie de atividades vulc\u00e2nicas que podem fornecer ind\u00edcios para explicar por que a pen\u00ednsula parece acordar apenas uma vez a cada oito s\u00e9culos.<\/p>\n<h3>O caso do magma perdido<\/h3>\n<p>Localizada na parte terrestre da extens\u00e3o da Dorsal Mesoatl\u00e2ntica, a pen\u00ednsula de Reykjanes, a cerca de 27 quil\u00f4metros a sudoeste da capital Reykjavik, est\u00e1 habituada com terremotos. Mas, desde o fim de 2019, os tremores ficaram mais frequentes e mais en\u00e9rgicos. Os islandeses da pen\u00ednsula, sobretudo os da cidade costeira de Grindav\u00edk, v\u00eam\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/world\/2021\/mar\/15\/icelanders-lose-sleep-over-earthquake-tremors\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">enfrentando dificuldades para dormir<\/a>\u00a0devido aos tremores constantes.<\/p>\n<p>Acredita-se que essa maior atividade s\u00edsmica represente uma transi\u00e7\u00e3o entre uma abertura gradual da fenda e um per\u00edodo consideravelmente mais dr\u00e1stico em que ambos os lados da pen\u00ednsula se afastam rapidamente. Quando uma fenda geol\u00f3gica separa abruptamente a superf\u00edcie terrestre dessa maneira, ela cria um espa\u00e7o vazio e o magma sobe para preench\u00ea-lo.<\/p>\n<p>Em 3 de mar\u00e7o, sinais ac\u00fasticos associados \u00e0 chegada de magma na crosta rasa foram emitidos entre a montanha Fagradalsfjall e uma s\u00e9rie de fissuras abertas h\u00e1 muito tempo. Uma nova erup\u00e7\u00e3o parecia extremamente prov\u00e1vel, mas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/article\/swarm-of-earthquakes-shakes-iceland-are-volcanic-eruptions-next\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a lava n\u00e3o aflorou<\/a>\u00a0e os sinais ac\u00fasticos desapareceram, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/is.linkedin.com\/in\/dr-thorbjorg-agustsdottir-23b23684\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Thorbj\u00f6rg \u00c1g\u00fastsd\u00f3ttir<\/a>, sism\u00f3logo do Iceland GeoSurvey, instituto governamental geol\u00f3gico da Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Em vez disso, a camada de magma, conhecida como dique, deslocou-se pelo subsolo nas semanas seguintes. A atividade s\u00edsmica e a mudan\u00e7a no formato do solo permitiram aos cientistas acompanhar um pouco da movimenta\u00e7\u00e3o. Foi detectada uma oscila\u00e7\u00e3o entre o nordeste e o sudoeste da pen\u00ednsula, que provocou o\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/Sjonni_KAUST\/status\/1368924267132424192?s=20\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aparecimento de rachaduras<\/a>\u00a0no solo acima.<\/p>\n<p>\u201cApelidei de dique hesitante porque parecia n\u00e3o saber o que fazer\u201d, conta McGarvie. Parecia buscar em v\u00e3o um lugar para emergir \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Nas \u00faltimas semanas, a atividade s\u00edsmica na regi\u00e3o diminuiu e a maioria dos diques esfriou e se solidificou antes de ter chance de aflorar, o que levou alguns cientistas a se perguntar se realmente ocorreria uma erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a crosta superior da Isl\u00e2ndia \u00e9 diferente por, de certa forma, ser el\u00e1stica \u2013 se parece mais com uma bala mole de caramelo do que com uma bala dura. A crosta nessa regi\u00e3o pode esticar um pouco e abrir espa\u00e7o para o magma, permitindo que o dique se infiltre na rocha logo abaixo da superf\u00edcie sem abrir rachaduras violentamente ou produzir sinais ac\u00fasticos caracter\u00edsticos.<\/p>\n<p>Esse comportamento sorrateiro \u00e9 t\u00edpico de erup\u00e7\u00f5es que acontecem ao longo de fissuras, como as conhecidas ao longo da pen\u00ednsula. Os cientistas da Isl\u00e2ndia \u201chaviam acabado de visitar o local e, de repente, o solo j\u00e1 se abriu\u201d, afirma \u00c1g\u00fastsd\u00f3ttir. Ao que tudo indica, a redu\u00e7\u00e3o nas atividades s\u00edsmicas nessa regi\u00e3o, em vez de ser um sinal de dias mais calmos, pode ser um precursor de uma erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>A erup\u00e7\u00e3o t\u00e3o aguardada<\/h3>\n<p>Em 19 de mar\u00e7o, o Escrit\u00f3rio Meteorol\u00f3gico da Isl\u00e2ndia detectou alguns abalos de baixa frequ\u00eancia possivelmente originados no magma que se deslocava \u00e0 superf\u00edcie, mas foram fen\u00f4menos muito sutis, segundo \u00c1g\u00fastsd\u00f3ttir. Sem saber quando e onde ocorreria uma erup\u00e7\u00e3o, as autoridades continuaram orientando \u00e0s pessoas a evitarem a \u00e1rea repleta de fissuras.<\/p>\n<p>Naquela noite, a lava come\u00e7ou a escorrer perto de Fagradalsfjall, dentro de Geldingadalur, uma depress\u00e3o natural cujo nome significa Vale do Eunuco \u2013 uma poss\u00edvel refer\u00eancia \u00e0 pr\u00e1tica dos primeiros colonos de castrar animais na regi\u00e3o. Incapaz de encontrar uma rota de fuga ao nordeste ou sudoeste, o dique aparentemente \u201caflorou no centro, pois ambas as dire\u00e7\u00f5es estavam um pouco obstru\u00eddas\u201d, explica\u00a0<a href=\"https:\/\/uni.hi.is\/tobi\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Tobias D\u00fcrig<\/a>, vulcan\u00f3logo da Universidade da Isl\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Uma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ruv.is\/frett\/2021\/03\/20\/beint-vefstreymi-fra-eldstodvunum?fbclid=IwAR0XagjOd1PiKQ7ZSzXp_CCd_IOtB-dN5yeYZViaosliCX1oTMiDdTYXZEU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">webcam<\/a>\u00a0em uma\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/BeckePhysics\/status\/1373247520680337409\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">montanha pr\u00f3xima<\/a>\u00a0avistou a lava pela primeira vez. Um helic\u00f3ptero da Guarda Costeira foi enviado ao local, e o piloto logo\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/Vedurstofan\/status\/1373053130372493319\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">viu as brasas<\/a>\u00a0de lava expelidas e lan\u00e7adas aos c\u00e9us.<\/p>\n<p>A lava transbordou pela primeira vez a partir de uma fissura sinuosa com cerca de 500 metros de comprimento, mas, no fim de semana, a erup\u00e7\u00e3o se concentrou em um \u00fanico ponto, formando um caldeir\u00e3o enorme e imponente de rocha rec\u00e9m-resfriada. Rios de lava vagarosos escorreram ao redor da lava mais solidificada e endurecida. O ritmo constante do escoamento de lava provocou alguns\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/subglacial\/status\/1373643835415396353\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">desmoronamentos parciais<\/a>\u00a0do cone ao lan\u00e7ar borbulhas de lava pelo solo causticante.<\/p>\n<p>O dique de magma \u00e9 pequeno, com pouco mais de seis quil\u00f4metros de extens\u00e3o, e a erup\u00e7\u00e3o est\u00e1 confinada a um vale cercado por mais vales, impedindo que a lava escape da \u00e1rea e ameace centros populacionais. Mas o di\u00f3xido de enxofre, um g\u00e1s vulc\u00e2nico comum emitido pela erup\u00e7\u00e3o pode, mesmo em pequenas quantidades, irritar os pulm\u00f5es de pessoas com problemas respirat\u00f3rios, como asma. Contudo, at\u00e9 o momento, o vento sopra o g\u00e1s vulc\u00e2nico para longe de \u00e1reas povoadas.<\/p>\n<p>Cientistas afirmam que uma poss\u00edvel preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma eventual abertura repentina e inesperada de uma nova fissura perto da atual, o que pode surpreender quem estiver na \u00e1rea. \u201cSeria algo bem prov\u00e1vel e r\u00e1pido, por isso, \u00e9 melhor evitar o local\u201d, ressalta D\u00fcrig.<\/p>\n<h3>Estudando o inferno<\/h3>\n<p>Mas, de forma geral, os cientistas acreditam a erup\u00e7\u00e3o ser\u00e1 predominantemente inofensiva. Como a \u00e1rea \u00e9 de f\u00e1cil acesso, os pesquisadores est\u00e3o empregando todos os recursos \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para estudar a erup\u00e7\u00e3o, pois a consideram a melhor oportunidade de compreender melhor o tectonismo e o vulcanismo incomuns da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>Alguns\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/krjonsdottir\/status\/1373725025283543041\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">coletaram lava<\/a>\u00a0e correram para o laborat\u00f3rio, na tentativa de desvendar a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica espec\u00edfica do material. D\u00fcrig sobrevoou a erup\u00e7\u00e3o diversas vezes, utilizando radares para determinar a espessura dos fluxos de lava e estimar a quantidade de lava em erup\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/environment.leeds.ac.uk\/see\/staff\/1344\/dr-evgenia-ilyinskaya\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Evgenia Ilyinskaya<\/a>, vulcan\u00f3loga da Universidade de Leeds, no Reino Unido, recentemente visitou a erup\u00e7\u00e3o carregando uma\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/EIlyinskaya\/status\/1373631021585944577\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mochila repleta de instrumentos<\/a>\u00a0para analisar os compostos que jorravam da fissura.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito emocionante chegar perto de uma erup\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Ilyinskaya. No in\u00edcio da erup\u00e7\u00e3o, ela foi recebida por uma sucess\u00e3o de estrondos e assobios sob seus p\u00e9s. \u201cMexe com voc\u00ea por dentro\u201d, conta ela. \u201c\u00c9 algo muito poderoso. Voc\u00ea se sente pequena e insignificante.\u201d<\/p>\n<p>Contra a recomenda\u00e7\u00e3o oficial, milhares de moradores da pen\u00ednsula se\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/EIlyinskaya\/status\/1373738917611077634\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">reuniram perto do local da erup\u00e7\u00e3o<\/a>, usando as montanhas como anfiteatro. Um grupo permaneceu por tempo demais e\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/gislio\/status\/1373808591111647234\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">se perdeu ao procurar por seus carros<\/a>\u00a0no escuro. Algu\u00e9m tamb\u00e9m foi flagrado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ruv.is\/frett\/2021\/03\/21\/eldgosid-at-fulla-ponnu-af-beikoni-og-eggi?itm_source=parsely-api\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">tentando fritar ovos e\u00a0<em>bacon<\/em><\/a>\u00a0sobre a lava.<\/p>\n<p>Enquanto os vulcan\u00f3logos aproveitam a oportunidade para estudar a erup\u00e7\u00e3o, arque\u00f3logos correm para identificar se a lava amea\u00e7a algum s\u00edtio arqueol\u00f3gico importante. Com base em registros hist\u00f3ricos, especialistas acreditam que uma\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/beinakerling\/status\/1373611916355059712\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sepultura,<\/a>\u00a0possivelmente com mais de mil anos e que talvez perten\u00e7a a uma figura proeminente, pode estar na rota da erup\u00e7\u00e3o. Segundo o notici\u00e1rio local,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mbl.is\/frettir\/innlent\/2021\/03\/20\/fornleifafraedingur_flytir_ser_a_vettvang\/?fbclid=IwAR3WjxwBdgfIJti-plKmLrxvRZ5pvdrqhKw59Iy8qKw09xCh3kEWeYl6C7Y\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Oddgeir Isaksen, arque\u00f3logo da Ag\u00eancia do Patrim\u00f4nio Cultural da Isl\u00e2ndia, se deslocou rapidamente para o local em um helic\u00f3ptero logo ap\u00f3s o in\u00edcio da erup\u00e7\u00e3o<\/a>,\u00a0mas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.mbl.is\/frettir\/innlent\/2021\/03\/21\/mannvistarleifar_glotudust_ekki\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o conseguiu encontrar evid\u00eancias da sepultura<\/a>\u00a0antes que a lava invadisse a \u00e1rea.<\/p>\n<h3>Um s\u00e9culo de atividade?<\/h3>\n<p>A erup\u00e7\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/en.vedur.is\/about-imo\/news\/earthquake-swarm-in-reykjanes-peninsula\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">provavelmente cessar\u00e1<\/a>\u00a0nos pr\u00f3ximos dias ou semanas, e os grandes terremotos que est\u00e3o deixando as pessoas acordadas tamb\u00e9m podem dar tr\u00e9gua por algum tempo. \u201cAt\u00e9 mesmo uma erup\u00e7\u00e3o pequena libera alguma press\u00e3o\u201d, esclarece \u00c1g\u00fastsd\u00f3ttir.<\/p>\n<p>Mas h\u00e1 ind\u00edcios de que as explos\u00f5es est\u00e3o longe de acabar. \u201cA quantidade de energia s\u00edsmica liberada por essa pequena erup\u00e7\u00e3o \u00e9 desproporcionalmente alta\u201d, explica McGarvie. Pode ter havido deslocamento tect\u00f4nico significativo atrav\u00e9s da pen\u00ednsula, o que pode levar mais bols\u00f5es de magma \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Com base na hist\u00f3ria geol\u00f3gica da regi\u00e3o e em estudos sobre\u00a0<a href=\"https:\/\/icelandmag.is\/article\/krafla-fires-one-largest-volcanic-eruptions-icelands-modern-history\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">erup\u00e7\u00f5es com certa semelhan\u00e7a em outros pontos<\/a>\u00a0da Isl\u00e2ndia, outra erup\u00e7\u00e3o de uma fissura diferente na pen\u00ednsula de Reykjanes \u00e9 mais uma possibilidade, segundo Ilyinskaya. Mas uma erup\u00e7\u00e3o assim poderia ocorrer daqui a dias, semanas, meses ou at\u00e9 mesmo anos. Pode envolver uma quantidade de magma semelhante \u00e0 erup\u00e7\u00e3o atual ou pode expelir muito mais.<\/p>\n<p>Um indicativo de que erup\u00e7\u00f5es futuras s\u00e3o poss\u00edveis \u00e9 o fato de que o tipo de abalo s\u00edsmico que antecedeu a recente erup\u00e7\u00e3o j\u00e1 aconteceu antes \u2013 ali\u00e1s, tr\u00eas vezes nos \u00faltimos milhares de anos. Relatos hist\u00f3ricos e camadas de rocha vulc\u00e2nica antiga sugerem que, cada vez que essa regi\u00e3o passa por um aumento expressivo nos terremotos, o resultado s\u00e3o v\u00e1rias d\u00e9cadas de erup\u00e7\u00f5es, passando de fissura em fissura por toda a pen\u00ednsula.<\/p>\n<p>A erup\u00e7\u00e3o limitada e relativamente segura em curso atualmente oferece assim uma excelente oportunidade para cientistas e gestores de emerg\u00eancias se prepararem para eventuais explos\u00f5es de lava futuras. \u201cSe este \u00e9 o come\u00e7o\u201d, observa \u00c1g\u00fastsd\u00f3ttir, \u201c\u00e9 um bom treinamento.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira erup\u00e7\u00e3o na pen\u00ednsula de Reykjanes ap\u00f3s cerca de 800 anos n\u00e3o deve amea\u00e7ar<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":144046,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/vulcao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A primeira erup\u00e7\u00e3o na pen\u00ednsula de Reykjanes ap\u00f3s cerca de 800 anos n\u00e3o deve amea\u00e7ar","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144045"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=144045"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":144048,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/144045\/revisions\/144048"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/144046"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=144045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=144045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=144045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}