{"id":143729,"date":"2021-03-28T11:24:29","date_gmt":"2021-03-28T14:24:29","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=143729"},"modified":"2021-03-28T11:24:29","modified_gmt":"2021-03-28T14:24:29","slug":"elefante-africano-da-floresta-corre-risco-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/elefante-africano-da-floresta-corre-risco-de-extincao\/","title":{"rendered":"Elefante africano da floresta corre risco de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"text_imagem\"><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Elefante africano da floresta corre risco de extin\u00e7\u00e3o\" src=\"https:\/\/cdn-istoedinheiro-ssl.akamaized.net\/wp-content\/uploads\/sites\/17\/2021\/03\/3c8b745e0a99e489d4e04549a739b78329ab9310-768x432.jpg\" alt=\"Elefante africano da floresta corre risco de extin\u00e7\u00e3o\" width=\"640\" height=\"360\" \/><\/p>\n<p class=\"caption\">Dos j\u00f3venes elefantes de la selva, 11 de abril de 2019 en la reserva Dzanga Sangha, en la Rep\u00fablica Centroafricana &#8211; AFP\/Arquivos<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"content-section content\">\n<p>A destrui\u00e7\u00e3o de seu h\u00e1bitat e os ca\u00e7adores furtivos dizimaram a popula\u00e7\u00e3o de elefante-da-floresta (ou elefante africano da floresta), e a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN, na sigla em ingl\u00eas) afirma que est\u00e3o em risco de extin\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Loxodonta cyclotis \u00e9 menor do que seu primo das savanas e vive, principalmente, na selva da \u00c1frica Central e Ocidental. Em 30 anos, viu sua popula\u00e7\u00e3o diminuir em 86% e, agora, \u00e9 considerado em perigo cr\u00edtico de extin\u00e7\u00e3o, alertou a IUCN nesta quinta-feira, em uma atualiza\u00e7\u00e3o de sua lista vermelha de esp\u00e9cies amea\u00e7adas.<\/p>\n<p>A popula\u00e7\u00e3o de elefantes-da-savana (Loxodonta africana) diminuiu pelo menos 60% nos \u00faltimos 50 anos e \u00e9 classificada como \u201cem perigo\u201d.<\/p>\n<p>A IUCN faz, agora, uma distin\u00e7\u00e3o entre as duas esp\u00e9cies de elefantes encontradas no continente. A classifica\u00e7\u00e3o das duas \u201cdestaca as press\u00f5es constantes, que estes emblem\u00e1ticos animais t\u00eam de enfrentar\u201d, afirma Bruno Oberle, diretor-geral da organiza\u00e7\u00e3o, uma das principais ONG mundiais que trabalham pela conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 50 anos, cerca de 1,5 milh\u00e3o de elefantes percorriam toda \u00c1frica. De acordo com o censo mais recente de grandes mam\u00edferos, em 2016, caiu para 415.000.<\/p>\n<p>\u2013 Alerta! \u2013<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o quedas realmente acentuadas\u201d, diz \u00e0 AFP Benson Okita Ouma, da ONG Save the Elephants e copresidente do grupo de especialistas em elefantes africanos da IUCN.<\/p>\n<p>Essa redu\u00e7\u00e3o deve \u201cdisparar o alarme\u201d, afirma, embora o pr\u00f3ximo censo n\u00e3o seja esperado para antes de 2021, ou mesmo 2023.<\/p>\n<p>Os elefantes n\u00e3o v\u00e3o desaparecer da \u00c1frica da noite para o dia, segundo ele, mas \u201cessa classifica\u00e7\u00e3o deve servir de alerta de que, se n\u00e3o mudarmos o curso das coisas, teremos boas chances de ver esses animais afetados de extin\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>Com base no estudo do genoma, os especialistas estimam que \u00e9 melhor tratar em separado as duas esp\u00e9cies de elefantes africanos \u2013 e h\u00e1 uma terceira na \u00c1sia -, de acordo com a IUCN.<\/p>\n<p>Atualmente, os elefantes-da-floresta ocupam apenas 25% de seu territ\u00f3rio original, e suas popula\u00e7\u00f5es mais importantes se encontram no Gab\u00e3o e no Congo. O elefante-da-savana prefere um h\u00e1bitat mais aberto, na \u00c1frica Subsaariana.<\/p>\n<p>\u2013 Ca\u00e7a predat\u00f3ria intensiva \u2013<\/p>\n<p>O decl\u00ednio no n\u00famero de animais de ambas as esp\u00e9cies se acelerou desde 2008, quando a ca\u00e7a furtiva por presas de marfim se intensificou, atingindo seu auge em 2011. E, embora o fen\u00f4meno tenha perdido intensidade, continua amea\u00e7ando os elefantes, adverte a IUCN.<\/p>\n<p>Para Okita Ouma, talvez o mais preocupante seja a destrui\u00e7\u00e3o do h\u00e1bitat dos elefantes para aumentar a \u00e1rea de terras agr\u00edcolas, ou a explora\u00e7\u00e3o florestal.<\/p>\n<p>\u201cSe n\u00e3o planejarmos adequadamente nossa explora\u00e7\u00e3o da terra, haver\u00e1 formas indiretas de morte\u201d, mesmo se conseguirmos deter a ca\u00e7a ilegal e outros sacrif\u00edcios ilegais.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m sinaliza aspectos mais positivos, como o sucesso na conserva\u00e7\u00e3o de paquidermes em \u00e1reas protegidas, bem administradas, no Gab\u00e3o e no Congo.<\/p>\n<p>No sul da \u00c1frica, o n\u00famero de elefantes-da-savana tamb\u00e9m \u00e9 est\u00e1vel e est\u00e1, inclusive, crescendo na \u00e1rea de conserva\u00e7\u00e3o transfronteiri\u00e7a de Kavango Zambezi.<\/p>\n<p>A pandemia do coronav\u00edrus tamb\u00e9m tem impacto nos esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o da natureza. Por um lado, priva os pa\u00edses da receita do turismo, usada para financiar esses esfor\u00e7os. Por outro, a queda da atividade humana permitiu aos elefantes \u201crecolonizar\u201d certas \u00e1reas, das quais a atividade humana os havia expulsado.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dos j\u00f3venes elefantes de la selva, 11 de abril de 2019 en la reserva Dzanga<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Dos j\u00f3venes elefantes de la selva, 11 de abril de 2019 en la reserva Dzanga","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143729"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=143729"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143729\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":143730,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143729\/revisions\/143730"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=143729"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=143729"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=143729"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}