{"id":143341,"date":"2021-03-20T13:02:09","date_gmt":"2021-03-20T16:02:09","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=143341"},"modified":"2021-03-20T13:02:09","modified_gmt":"2021-03-20T16:02:09","slug":"ventos-na-estratosfera-de-jupiter-chegam-a-1-450-km-h-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/ventos-na-estratosfera-de-jupiter-chegam-a-1-450-km-h-revela-estudo\/","title":{"rendered":"Ventos na estratosfera de J\u00fapiter chegam a 1.450 km\/h, revela estudo"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"description\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-143342\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pela primeira vez, cientistas conseguiram medir a velocidade dos ventos da atmosfera intermedi\u00e1ria do planeta. Os resultados revelam tempestades tr\u00eas vezes mais fortes do que os piores tornados terrestres.<\/h2>\n<p>J\u00fapiter, o maior planeta do Sistema Solar, \u00e9 famoso por suas tempestades ferozes \u2013 como a\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Grande_Mancha_Vermelha\">Grande Mancha Vermelha<\/a>, uma esfera escarlate que se destaca nas fotografias do gigante gasoso e que, na verdade, \u00e9 um enorme ciclone. Apesar disso, algumas \u00e1reas da atmosfera de l\u00e1 permanecem misteriosas para os cientistas, especialmente nas suas camadas intermedi\u00e1rias (que, juntas, formam a estratosfera).<\/p>\n<p>Agora, pela primeira vez, uma equipe de astr\u00f4nomos conseguiu medir com precis\u00e3o a velocidade dos ventos da atmosfera m\u00e9dia de J\u00fapiter, e os n\u00fameros impressionam: a ventania pode chegar a at\u00e9 1.450 km\/h, cerca de tr\u00eas vezes o marco alcan\u00e7ado pelos tornados mais poderosos aqui na Terra. O estudo foi\u00a0<a href=\"https:\/\/www.aanda.org\/10.1051\/0004-6361\/202140330\">publicado no peri\u00f3dico cient\u00edfico\u00a0<\/a><em>Astronomy &amp; Astrophysics.\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A velocidade dos ventos em J\u00fapiter \u00e9 estudada principalmente por meio de observa\u00e7\u00f5es das nuvens do planeta, que correspondem \u00e0s faixas brancas e vermelhas que vemos nas fotos. Essas nuvens, por\u00e9m, n\u00e3o existem nas camadas mais inferiores da atmosfera jupiteriana. Nas camadas mais superiores, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel medir a velocidade dos ventos com os estudos das brilhantes auroras que acontecem nos polos do planeta quando part\u00edculas carregadas vindas do espa\u00e7o colidem com \u00e1tomos dos gases em movimento.<\/p>\n<p>O meio-termo, por\u00e9m, \u00e9 muito mais dif\u00edcil de ser estudado: ele n\u00e3o tem nuvens nem fen\u00f4menos luminosos que conseguimos observar. Por isso, a velocidade dos ventos da estratosfera intermedi\u00e1ria nunca tinha sido determinada at\u00e9 agora.<\/p>\n<p>No estudo, publicado na \u00faltima quinta-feira (18), astr\u00f4nomos do Observat\u00f3rio Europeu do Sul (ESO) finalmente conseguiram calcular esses valores. Isso s\u00f3 foi poss\u00edvel porque, em 1994, um cometa chamado Shoemaker\u2013Levy 9 colidiu com J\u00fapiter. O acidente resultou em diversas mol\u00e9culas espalhadas pelo planeta \u2013 algumas das quais s\u00e3o levadas pelos ventos dessa camada intermedi\u00e1ria. E, usando o enorme radiotelesc\u00f3pio\u00a0Atacama Large Millimeter Array (ALMA), localizado no Chile, os cientistas conseguiram rastrear o percurso de uma delas: o cianeto de hidrog\u00eanio (HCN).<\/p>\n<p>O observat\u00f3rio ALMA, na verdade, consegue medir a radia\u00e7\u00e3o emitida pelo HCN e como ela varia. A partir da\u00ed, \u00e9 poss\u00edvel calcular a velocidade da trajet\u00f3ria gra\u00e7as a um fen\u00f4meno conhecido como \u201cEfeito Doppler\u201d \u2013 que diz que a frequ\u00eancia das ondas emitidas por um objeto em movimento variam de acordo com a trajet\u00f3ria. \u00c9 s\u00f3 pensar em uma ambul\u00e2ncia passando por voc\u00ea na rua \u2013 o som da sirene parece mais ou menos agudo de acordo com a dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>Assim, observando as varia\u00e7\u00f5es nas ondas de radia\u00e7\u00e3o emitidas pela mol\u00e9cula carregada pelo vento, os cientistas conseguiram medir a velocidade das correntes de jatos da atmosf\u00e9rica intermedi\u00e1ria do planeta. (O termo \u201ccorrente de jato\u201d representa, no jarg\u00e3o cient\u00edfico, estreitas faixas de ventos vento na atmosfera de um planeta, incluindo na Terra.)<\/p>\n<p>Pr\u00f3ximo aos polos de J\u00fapiter, essas correntes atingem os incr\u00edveis 1.450 km\/h. Isso equivale a mais de duas vezes a velocidade m\u00e1xima alcan\u00e7ada nas tempestades da Grande Mancha Vermelha de J\u00fapiter, e mais de tr\u00eas vezes a medida nos tornados mais fortes da Terra. No equador do planeta, as brisas s\u00e3o mais suaves: \u201capenas\u201d 600 km\/h.<\/p>\n<p>\u201cNossa detec\u00e7\u00e3o indica que esses jatos podem se comportar como um v\u00f3rtice gigante, com um di\u00e2metro de at\u00e9 quatro vezes o da Terra e a cerca de 900 quil\u00f4metros de altura na atmosfera de J\u00fapiter\u201d, explicou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.eso.org\/public\/news\/eso2104\/\">em comunicado<\/a>\u00a0o coautor do estudo Bilal Benmahi, do Laborat\u00f3rio de Astrof\u00edsica de Bordeaux, na Fran\u00e7a. \u201cUm v\u00f3rtice desse tamanho seria uma fera meteorol\u00f3gica sem compara\u00e7\u00f5es em nosso Sistema Solar\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m surpreenderam porque, anteriormente, alguns te\u00f3ricos defendiam que os ventos na estratosfera m\u00e9dia de J\u00fapiter seriam bem mais fracos e menos relevantes do que os observados na atmosfera inferior e exterior \u2013 o que, agora, provou-se uma ideia errada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez, cientistas conseguiram medir a velocidade dos ventos da atmosfera intermedi\u00e1ria do planeta.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":143342,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/velocidade_ventos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pela primeira vez, cientistas conseguiram medir a velocidade dos ventos da atmosfera intermedi\u00e1ria do planeta.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143341"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=143341"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":143344,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143341\/revisions\/143344"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/143342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=143341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=143341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=143341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}