{"id":143264,"date":"2021-03-18T14:00:34","date_gmt":"2021-03-18T17:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=143264"},"modified":"2021-03-18T11:33:09","modified_gmt":"2021-03-18T14:33:09","slug":"a-agua-que-marte-perdeu-pode-nao-ter-ido-para-o-espaco-mas-sim-para-a-crosta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/a-agua-que-marte-perdeu-pode-nao-ter-ido-para-o-espaco-mas-sim-para-a-crosta\/","title":{"rendered":"A \u00e1gua que Marte perdeu pode n\u00e3o ter ido para o espa\u00e7o, mas sim para a crosta"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-143265\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Evid\u00eancias encontradas na superf\u00edcie de\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/marte\">Marte<\/a>\u00a0mostram que, h\u00e1 bilh\u00f5es de anos, o Planeta Vermelho foi bem mais \u201cazul\u201d, com\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/agua\">\u00e1gua<\/a>\u00a0fluindo na superf\u00edcie a ponto de formar lagos e oceanos profundos. Ainda n\u00e3o sabemos para onde toda essa \u00e1gua foi, e a teoria vigente prop\u00f5e que ela escapou para o espa\u00e7o \u2014 mas, em contraste a este cen\u00e1rio, um novo estudo mostra que de 30% a 90% da \u00e1gua ficou retida em minerais da crosta marciana.<\/p>\n<p>Hoje, os cientistas consideram que houve \u00e1gua o suficiente para cobrir a superf\u00edcie do planeta em um oceano de at\u00e9 1,5 km de profundidade, um volume equivalente \u00e0quele da \u00e1gua presente no Oceano Atl\u00e2ntico. De fato, uma parte deste total foi perdida por meio do escape para a atmosfera por causa da baixa gravidade de Marte, mas o estudo mostrou que este mecanismo n\u00e3o \u00e9 o principal: \u201co escape atmosf\u00e9rico n\u00e3o explica sozinho os dados que temos para a quantidade de \u00e1gua que existiu em Marte\u201d, disse Eva Scheller, co-autora do estudo.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><a href=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/crosta_de_marte.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-168402\" src=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/crosta_de_marte-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/crosta_de_marte-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/crosta_de_marte-300x200.jpg 300w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/crosta_de_marte-768x512.jpg 768w, https:\/\/cdn.noticias.ambientebrasil.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/crosta_de_marte.jpg 1200w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/a><figcaption>Embora seja a teoria aceita atualmente, o escape da \u00e1gua pela atmosfera n\u00e3o corresponde aos dados do total da \u00e1gua que existiu em Marte (Imagem: Reprodu\u00e7\u00e3o\/NASA\/Goddard)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Com o cruzamento de dados arquivados no Planetary Data System (PDS), a equipe uniu dados das v\u00e1rias miss\u00f5es dos programas de explora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/marte\">Marte<\/a>\u00a0a informa\u00e7\u00f5es de meteoritos. Isso foi feito para estudar a quantidade de \u00e1gua dispon\u00edvel nos estados s\u00f3lido, l\u00edquido e gasoso, al\u00e9m da composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica da atmosfera e crostas atuais em busca da propor\u00e7\u00e3o de deut\u00e9rio para hidrog\u00eanio. \u00c9 que, embora a\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/agua\">\u00e1gua<\/a>\u00a0seja composta por um \u00e1tomo de oxig\u00eanio ligado a dois de hidrog\u00eanio, uma parte bem pequena dos \u00e1tomos deste \u00faltimo possui um pr\u00f3ton e um n\u00eautron no n\u00facleo.<\/p>\n<p>Quando isso acontece, ficamos com o deut\u00e9rio, tamb\u00e9m apelidado de \u201chidrog\u00eanio pesado\u201d. O nome se deve ao comportamento contr\u00e1rio dos outros \u00e1tomos de hidrog\u00eanio que, como t\u00eam somente um pr\u00f3ton no n\u00facleo, s\u00e3o leves e escapam facilmente da gravidade do planeta. Por isso, a perda de \u00e1gua pela atmosfera deve deixar um aumento na propor\u00e7\u00e3o de deut\u00e9rio que ficou para tr\u00e1s, que seria uma dica do escape atmosf\u00e9rico. Mesmo assim, o processo ainda n\u00e3o explica a diferen\u00e7a entre as propor\u00e7\u00f5es do deut\u00e9rio para o hidrog\u00eanio.<\/p>\n<p>Assim, os cientistas prop\u00f5em que, talvez, este mecanismo atua aliado \u00e0\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/agua\">\u00e1gua<\/a>\u00a0que teria ficado presa nos minerais da crosta de\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/marte\">Marte<\/a>, o que explicaria a propor\u00e7\u00e3o observada na atmosfera marciana. Ao interagir com rochas, a \u00e1gua forma minerais que a incorporam em sua estrutura \u2014 no caso da Terra, esse processo faz com que a crosta se derreta no manto, formando novas camadas nas bordas das placas tect\u00f4nicas. Depois, a \u00e1gua e outras mol\u00e9culas s\u00e3o \u201crecicladas\u201d, voltando para a atmosfera com a atividade vulc\u00e2nica.<\/p>\n<p>Contudo, como Marte n\u00e3o tem placas tect\u00f4nicas, a superf\u00edcie do planeta fica \u201cseca\u201d permanentemente. Ehlmann explica que descobertas feitas pelas \u00faltimas miss\u00f5es do planeta apontam que houve uma grande forma\u00e7\u00e3o de minerais antigos e hidratados, cuja forma\u00e7\u00e3o foi reduzindo a disponibilidade de \u00e1gua: \u201ccomo temos medidas de v\u00e1rias espa\u00e7onaves, podemos ver que Marte n\u00e3o faz a reciclagem; ent\u00e3o, ou a \u00e1gua ficou presa na crosta, ou foi perdida para o espa\u00e7o\u201d, disse Michael Meyer, cientista l\u00edder do programa de explora\u00e7\u00e3o de\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/marte\">Marte<\/a>, na\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/nasa\">NASA<\/a>.<\/p>\n<p>O estudo mostrou a import\u00e2ncia de ter v\u00e1rias formas de estudar nosso vizinho, e a equipe planeja continuar usando os dados de composi\u00e7\u00e3o isot\u00f3pica e mineral para saber mais sobre o que aconteceu com os minerais com nitrog\u00eanio e enxofre. Al\u00e9m disso, Shcller quer seguir examinando os processos por tr\u00e1s da perda de \u00e1gua com experimentos que simulam as condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, al\u00e9m de observa\u00e7\u00f5es da crosta que ser\u00e3o feitas pelo\u00a0<a href=\"https:\/\/noticias.ambientebrasil.com.br\/tag\/rover\">rover<\/a>\u00a0Perseverance, com a miss\u00e3o Mars 2020.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evid\u00eancias encontradas na superf\u00edcie de\u00a0Marte\u00a0mostram que, h\u00e1 bilh\u00f5es de anos, o Planeta Vermelho foi bem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":143265,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/marte.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Evid\u00eancias encontradas na superf\u00edcie de\u00a0Marte\u00a0mostram que, h\u00e1 bilh\u00f5es de anos, o Planeta Vermelho foi bem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143264"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=143264"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":143267,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143264\/revisions\/143267"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/143265"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=143264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=143264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=143264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}