{"id":143188,"date":"2021-03-17T12:00:24","date_gmt":"2021-03-17T15:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=143188"},"modified":"2021-03-17T10:44:59","modified_gmt":"2021-03-17T13:44:59","slug":"regioes-tropicais-podem-ficar-inabitaveis-com-aquecimento-diz-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/regioes-tropicais-podem-ficar-inabitaveis-com-aquecimento-diz-estudo\/","title":{"rendered":"Regi\u00f5es tropicais podem ficar inabit\u00e1veis com aquecimento, diz estudo"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-143189\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os tr\u00f3picos podem tornar-se inabit\u00e1veis para o ser humano se n\u00e3o conseguirmos limitar o aquecimento global a 1,5 grau\u00a0cent\u00edgrado, alertam os cientistas. Cumprir as metas clim\u00e1ticas mundiais pode evitar que as popula\u00e7\u00f5es das regi\u00f5es tropicais enfrentem epis\u00f3dios de &#8220;calor insuport\u00e1vel&#8221;.<img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1403367&amp;o=node\" \/><img src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1403367&amp;o=node\" \/><\/p>\n<p>&#8220;O calor extremo, em consequ\u00eancia do aquecimento global, \u00e9 uma quest\u00e3o preocupante para a crescente popula\u00e7\u00e3o tropical&#8221;, diz\u00a0novo estudo\u00a0publicado\u00a0nessa\u00a0segunda-feira (8), na revista cient\u00edfica Nature Geoscience.<\/p>\n<p>As regi\u00f5es tropicais do planeta podem atingir ou mesmo exceder os limites suportados pela vida humana, devido \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.\u00a0O aumento do calor e da umidade amea\u00e7am, assim, submeter grande parte da popula\u00e7\u00e3o mundial a condi\u00e7\u00f5es potencialmente letais.<\/p>\n<p>Se n\u00e3o conseguirmos limitar o aquecimento global a 1,5 grau\u00a0cent\u00edgrado\u00a0,\u00a0as\u00a0faixas tropicais que se estendem em ambos os lados do Equador correm o risco de se transformar num novo ambiente que atingir\u00e1 &#8220;os limite da habitabilidade humana&#8221;, adverte a pesquisa.<\/p>\n<p>Desenvolvido pela Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, o\u00a0estudo lembra\u00a0que\u00a0a capacidade de o ser humano &#8220;arrefecer&#8221; o seu corpo depende de certas condi\u00e7\u00f5es de temperatura e umidade do ar.<\/p>\n<p>Como explicam os cientistas, h\u00e1 um limite de sobreviv\u00eancia al\u00e9m do qual uma pessoa j\u00e1 n\u00e3o consegue regular a sua temperatura corporal com efic\u00e1cia. Esse limite \u00e9 excedido quando o denominado term\u00f4metro de bulbo \u00famido (WBGT, a temperatura mais baixa que pode ser alcan\u00e7ada apenas pela evapora\u00e7\u00e3o da \u00e1gua).\u00a0indica que a temperatura e a umidade do ar ultrapassam os 35 graus cent\u00edgrados.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, temos uma temperatura corporal que permanece relativamente est\u00e1vel em\u00a037 graus, enquanto a nossa pele \u00e9 mais fria para permitir que o calor flua.<\/p>\n<p>Mas se a temperatura do bulbo \u00famido exceder os 35 graus, o corpo torna-se incapaz de se resfriar.\u00a0&#8220;Se estiver demasiadamente\u00a0\u00famido, o nosso corpo n\u00e3o consegue arrefecer evaporando o suor \u2013 \u00e9 por isso que a umidade \u00e9 importante quando consideramos a habitabilidade em um local quente&#8221;, disse ao\u00a0<em>Guardian<\/em>\u00a0Yi Zhang,\u00a0 investigador da Universidade de Princeton que conduziu o novo estudo.<\/p>\n<p>&#8220;As altas temperaturas s\u00e3o perigosas ou mesmo letais&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Nesse sentido, os especialistas conclu\u00edram que o aumento da temperatura tem de ser limitado a 1,5 grau\u00a0para evitar que as regi\u00f5es dos tr\u00f3picos ultrapassem os 35 graus na temperatura do bulbo \u00famido.<\/p>\n<p>Considerando o atual contexto de aquecimento global, os autores alertam que essas regi\u00f5es podem experimentar &#8220;eventos de calor extremo&#8221; nos pr\u00f3ximos anos, que podem exceder o\u00a0&#8220;limite de seguran\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<h2>Cumprir metas clim\u00e1ticas \u00e9 solu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es perigosas e &#8220;intoler\u00e1veis&#8221; nos tr\u00f3picos podem ocorrer\u00a0ainda antes do limiar de\u00a01,5 grau.<\/p>\n<p>De fato, o mundo j\u00e1 aqueceu, em m\u00e9dia, cerca de 1,1 grau\u00a0cent\u00edgrado\u00a0nos \u00faltimos anos, e embora os governos tenham prometido, no acordo clim\u00e1tico de Paris, manter as temperaturas a 1,5 grau, os cientistas t\u00eam alertado que esse limite pode ser ultrapassado dentro de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Isso tem implica\u00e7\u00f5es potencialmente negativas para milh\u00f5es de pessoas &#8211; cerca de 40% da popula\u00e7\u00e3o mundial vivem, atualmente, em pa\u00edses tropicais, sendo que essa propor\u00e7\u00e3o dever\u00e1 aumentar para metade da popula\u00e7\u00e3o mundial at\u00e9 2050.<\/p>\n<p>&#8220;Pode-se pensar neste term\u00f4metro do bulbo \u00famido como uma imita\u00e7\u00e3o do processo de arrefecimento da pele humana por meio\u00a0da evapora\u00e7\u00e3o do suor &#8211; \u00e9 por isso que \u00e9 relevante para o stress t\u00e9rmico dos nossos corpos&#8221;, explicou Zhang.<\/p>\n<p>&#8220;Quanto mais seco for o ambiente, mais eficaz \u00e9 a evapora\u00e7\u00e3o e menor a temperatura do bulbo \u00famido&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o de Princeton centrou-se em regi\u00f5es tropicais, em latitudes entre 20 graus a norte do Equador, uma linha que corta o M\u00e9xico, a L\u00edbia e \u00cdndia, at\u00e9 20 graus ao sul, que passa pelo Brasil, Madagascar e o norte da Austr\u00e1lia.<\/p>\n<p><em>* Com informa\u00e7\u00f5es da RTP &#8211; R\u00e1dio e Televis\u00e3o de Portugal<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os tr\u00f3picos podem tornar-se inabit\u00e1veis para o ser humano se n\u00e3o conseguirmos limitar o aquecimento<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":143189,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/calor-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os tr\u00f3picos podem tornar-se inabit\u00e1veis para o ser humano se n\u00e3o conseguirmos limitar o aquecimento","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143188"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=143188"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143188\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":143191,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143188\/revisions\/143191"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/143189"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=143188"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=143188"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=143188"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}