{"id":143146,"date":"2021-03-16T13:00:50","date_gmt":"2021-03-16T16:00:50","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=143146"},"modified":"2021-03-15T21:47:59","modified_gmt":"2021-03-16T00:47:59","slug":"seis-novas-especies-de-samambaias-sao-descobertas-na-america-latina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/seis-novas-especies-de-samambaias-sao-descobertas-na-america-latina\/","title":{"rendered":"Seis novas esp\u00e9cies de samambaias s\u00e3o descobertas na Am\u00e9rica Latina"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-143147\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Uma foi encontrada na Amaz\u00f4nia, enquanto as outras s\u00e3o esp\u00e9cies da Col\u00f4mbia, Jamaica e Equador. Pesquisador brasileiro, que participou do estudo, explica que elas s\u00e3o bioindicadores de qualidade do ambiente<\/p>\n<p>O Brasil conta com mais de 45 mil esp\u00e9cies de plantas, sendo que duas mil delas s\u00f3 foram descritas nos \u00faltimos quatro anos. A floresta amaz\u00f4nica, que compreende cerca de 60% do territ\u00f3rio nacional, guarda ainda uma infinidade de esp\u00e9cies a serem exploradas.<\/p>\n<p>Seis novas esp\u00e9cies de samambaias foram descritas recentemente em dois artigos na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Brittonia<\/em>, editada pelo Jardim Bot\u00e2nico de NY. A\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12228-020-09626-9\">esp\u00e9cie<\/a>\u00a0brasileira, encontrada na Amaz\u00f4nia, foi batizada de\u00a0<em>Campyloneurum atrosquamatum<\/em>. Foram registradas outras tr\u00eas\u00a0<a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12228-020-09628-7\">novas esp\u00e9cies<\/a>\u00a0na Col\u00f4mbia, uma na Jamaica e outra no Equador, que receberam os nomes\u00a0<em>C. castaneum<\/em>,<em>\u00a0C. filiforme<\/em>,<em>\u00a0C. pichinchae<\/em>,<em>\u00a0C. jamaicense\u00a0<\/em>e<em>\u00a0C. parvisquama<\/em>.<\/p>\n<p>Um dos respons\u00e1veis pela descoberta tamb\u00e9m \u00e9 brasileiro. Nos \u00faltimos cinco anos, os cientistas Paulo Labiak, membro da Rede de Especialistas em Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (RECN), e Robbin C. Moran, pesquisador do Jardim Bot\u00e2nico de Nova York (NYBG), dedicaram-se ao estudo de novas esp\u00e9cies de samambaias.<\/p>\n<p>As seis plantas j\u00e1 haviam sido coletadas, mas nunca descritas. Elas estavam em herb\u00e1rios, que funcionam como grandes bibliotecas vegetais. \u201c\u00c0s vezes, trabalhamos com materiais coletados h\u00e1 mais de 100 anos que est\u00e3o em uma cole\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, um herb\u00e1rio, mas que ainda n\u00e3o foram devidamente estudados\u201d, diz Labiak.<\/p>\n<p>O motivo para isso \u00e9 que n\u00e3o d\u00e1 para identificar uma esp\u00e9cie nova s\u00f3 batendo o olho. \u201cEu fa\u00e7o coletas na Amaz\u00f4nia, mas simplesmente n\u00e3o tenho conhecimento suficiente de determinados grupos para olhar e falar \u2018isso aqui \u00e9 uma samambaia que ningu\u00e9m descreveu\u2019\u201d, disse o pesquisador. E ningu\u00e9m tem. A maneira mais confi\u00e1vel de diferenciar uma nova planta \u00e9 pelo sequenciamento\u00a0gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>Os cientistas sequenciaram parte do DNA extra\u00eddo das folhas. A partir dessa an\u00e1lise, puderam comparar com amostras de outras samambaias j\u00e1 conhecidas e concluir se aquelas eram ou n\u00e3o novas esp\u00e9cies. Al\u00e9m disso, o sequenciamento gen\u00e9tico permite entender como ocorreu a evolu\u00e7\u00e3o de determinadas linhagens, o impacto de eventos geol\u00f3gicos e at\u00e9 mesmo quais caracter\u00edsticas anat\u00f4micas e fisiol\u00f3gicas favoreceram os processos evolutivos das plantas.<\/p>\n<p>Nem sempre o sequenciamento traz surpresas. A maior parte da pesquisa pode trazer resultados j\u00e1 conhecidos \u2013 o que n\u00e3o significa que n\u00e3o valha a pena continuar pesquisando. O estudo completo come\u00e7ou em 2016, e contou com mais de 200 amostras extra\u00eddas da vegeta\u00e7\u00e3o encontrada na regi\u00e3o neotropical, que compreende desde a Fl\u00f3rida, nos EUA, at\u00e9 o norte da Argentina. Dez amostras foram atribu\u00eddas a novas esp\u00e9cies, incluindo as seis descritas recentemente.<\/p>\n<p>Muitas esp\u00e9cies presentes na Amaz\u00f4nia est\u00e3o sendo extintas antes mesmo de serem catalogadas \u2013 e n\u00e3o d\u00e1 para protejer a biodiversidade sem ao menos conhec\u00ea-la. As samambaias, por exemplo, s\u00e3o consideradas bioindicadores de qualidade do ambiente.<\/p>\n<p>Essas plantas t\u00eam duas fases no ciclo de vida: a fase diploide e a fase haploide. A planta j\u00e1 formada, com folhas grandes e bonitas, representa a fase diploide. A\u00a0fase haploide acontece antes, quando a planta est\u00e1 produzindo gametas, ainda sem ra\u00edzes, folhas ou tecido de condu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nessa fase inicial, a samambaia \u00e9 muito sens\u00edvel a qualquer varia\u00e7\u00e3o ambiental \u2013 se as condi\u00e7\u00f5es do ambiente n\u00e3o forem boas, seu ciclo de vida \u00e9 interrompido ali mesmo. Dessa forma, as samambaias indicam efeitos da polui\u00e7\u00e3o, agrot\u00f3xicos e de dist\u00farbios naturais, como a varia\u00e7\u00e3o de umidade ou altera\u00e7\u00e3o do regime h\u00eddrico dentro da floresta. Em outras palavras, preservar essas esp\u00e9cies \u00e9 tamb\u00e9m preservar os registros do que aconteceu com o ambiente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma foi encontrada na Amaz\u00f4nia, enquanto as outras s\u00e3o esp\u00e9cies da Col\u00f4mbia, Jamaica e Equador.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":143147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/samambaia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Uma foi encontrada na Amaz\u00f4nia, enquanto as outras s\u00e3o esp\u00e9cies da Col\u00f4mbia, Jamaica e Equador.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143146"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=143146"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143146\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":143150,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/143146\/revisions\/143150"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/143147"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=143146"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=143146"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=143146"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}