{"id":142996,"date":"2021-03-14T11:05:03","date_gmt":"2021-03-14T14:05:03","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142996"},"modified":"2021-03-14T11:05:03","modified_gmt":"2021-03-14T14:05:03","slug":"projeto-refloresta-propriedades-rurais-em-area-de-mata-atlantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/projeto-refloresta-propriedades-rurais-em-area-de-mata-atlantica\/","title":{"rendered":"Projeto refloresta propriedades rurais em \u00e1rea de Mata Atl\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"entry-sub-title\">Iniciativa vai contemplar, at\u00e9 o fim do ano, 61,4 ha de \u00e1reas privadas<\/h2>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.portalr3.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/20210314-a-3-760x455.jpg\" width=\"640\" height=\"383\" \/><\/p>\n<p>Ap\u00f3s s\u00e9culos de destrui\u00e7\u00e3o, a vegeta\u00e7\u00e3o nativa de Mata Atl\u00e2ntica havia praticamente desaparecido em Cachoeiras de Macacu, na regi\u00e3o metropolitana do Rio de Janeiro, onde foi derrubada para dar lugar a pasto ou agricultura.<\/p>\n<p>Depois de oito anos de plantio, a floresta finalmente voltou a ocupar a paisagem da Reserva Ecol\u00f3gica de Guapia\u00e7u (Regua), no munic\u00edpio fluminense. Patrocinado pela Petrobras e pelo governo federal, o Projeto Guapia\u00e7u est\u00e1 recuperando 260 hectares de vegeta\u00e7\u00e3o com esp\u00e9cies como jequitib\u00e1-rosa, jacarand\u00e1-da-bahia e cedro-rosa.<\/p>\n<p>Desde o ano passado, uma nova fase da iniciativa come\u00e7ou a expandir para al\u00e9m dos limites da reserva, e a\u00e7\u00f5es de restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica come\u00e7aram a ser feitas em propriedades rurais privadas. O projeto vai contemplar, at\u00e9 o fim deste ano, 61,4 hectares de \u00e1reas particulares.<\/p>\n<p>Para a coordenadora executiva do projeto Gabriela Viana, os benef\u00edcios da recupera\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de pastagens pouco utilizadas s\u00e3o maiores do que a sua n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o. Segundo ela, o reflorestamento gera muitos servi\u00e7os ambientais como \u00e1gua em quantidade e qualidade, sombra e melhoria do ar.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s entendemos que o nosso grande desafio agora \u00e9 mostrar para os propriet\u00e1rios que, ao disponibilizar pequenas \u00e1reas para recupera\u00e7\u00e3o em beira de rio ou alguma nascente, eles tamb\u00e9m ter\u00e3o benef\u00edcios. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o meio ambiente que ter\u00e1 benef\u00edcios\u201d, disse Gabriela.<\/p>\n<p><strong>Acordos de coopera\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nO projeto est\u00e1 firmando acordos de coopera\u00e7\u00e3o com pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas propriet\u00e1rias de terras vizinhas \u00e0 reserva. \u201cEntramos com a m\u00e3o de obra e os insumos necess\u00e1rios para o reflorestamento. O investimento na \u00e1rea \u00e9 feito pelo projeto. N\u00e3o tem custo para o propriet\u00e1rio. Mas nessa parceria temos que ter a garantia deles de que v\u00e3o manter a \u00e1rea reflorestada\u201d, afirmou a coordenadora.<\/p>\n<p>\u201cO objetivo destas parcerias \u00e9 facilitar a liga\u00e7\u00e3o de fragmentos florestais maduros e, claro, valorizar e melhorar os recursos naturais, sobretudo a \u00e1gua que nos abastece. A conex\u00e3o por meio dos corredores \u00e9 ainda muito importante para a biodiversidade de fauna e flora que precisa da troca de material gen\u00e9tico\u201d, explicou Aline Damasceno, engenheira florestal do projeto.<\/p>\n<p>Terrenos de propriet\u00e1rios rurais parceiros, como o Instituto Vital Brazil, j\u00e1 come\u00e7aram a receber as mudas de esp\u00e9cies de Mata Atl\u00e2ntica. A escolha dos propriet\u00e1rios \u00e9 feita tendo como base aqueles que est\u00e3o com Cadastro Ambiental Rural (CAR) atualizado e se mostram dispostos a formar o banco de \u00e1reas para restaura\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA institui\u00e7\u00e3o recebeu com entusiasmo a iniciativa com o objetivo de celebramos a parceria em uma \u00e1rea de 10 hectares. Pouco tempo ap\u00f3s o in\u00edcio das atividades, os resultados t\u00eam sido vis\u00edveis e animadores. A recupera\u00e7\u00e3o do solo e a restaura\u00e7\u00e3o da mata ciliar com o objetivo de estabelecer conex\u00f5es entre corredores florestais na localidade s\u00e3o, sem d\u00favida, uma excelente estrat\u00e9gia e um passo importante para a conserva\u00e7\u00e3o da diversidade biol\u00f3gica na regi\u00e3o\u201d, disse, em nota, \u00c1tila de Castro, presidente do Instituto Vital Brazil.<\/p>\n<p><strong>Mudan\u00e7a na paisagem<\/strong><br \/>\nA primeira fase do projeto, na alta bacia do Rio Guapia\u00e7u, ocorreu entre 2013 e 2015. O intenso desmatamento promovido ao longo de s\u00e9culos havia resultado em um cen\u00e1rio que reunia fortes eros\u00f5es, forma\u00e7\u00e3o de sulcos e nascentes secas.<\/p>\n<p>Aos poucos, o espa\u00e7o foi sendo transformado com o plantio de 180 mil mudas de 210 esp\u00e9cies nativas em uma \u00e1rea de 100 hectares. Entre 2017 e 2019 foram restaurados mais 60 hectares. A mais recente etapa do processo teve in\u00edcio em 2020 com a recupera\u00e7\u00e3o da vegeta\u00e7\u00e3o de outros 100 hectares, desta vez, beneficiados com mais 130 mil plantas cultivadas.<\/p>\n<p>\u201cHoje \u00e9 evidente a transforma\u00e7\u00e3o na paisagem. A restaura\u00e7\u00e3o ambiental desta \u00e1rea trouxe para a regi\u00e3o uma s\u00e9rie de benef\u00edcios: al\u00e9m da beleza e da melhoria do microclima, h\u00e1 tamb\u00e9m a estabilidade do solo e dos processos erosivos nas encostas, o que evita o assoreamento dos rios\u201d, afirmou Aline.<\/p>\n<p>Na \u00e9poca do descobrimento do Brasil, a Mata Atl\u00e2ntica era cont\u00ednua como a Floresta Amaz\u00f4nica e considerada a segunda maior floresta tropical do Brasil com uma \u00e1rea equivalente a 1.315.460 km\u00b2. Hoje, no entanto, restam apenas 7,3% da cobertura original, e a Mata Atl\u00e2ntica \u00e9 considerada a quinta \u00e1rea mais amea\u00e7ada do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Iniciativa vai contemplar, at\u00e9 o fim do ano, 61,4 ha de \u00e1reas privadas Ap\u00f3s s\u00e9culos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Iniciativa vai contemplar, at\u00e9 o fim do ano, 61,4 ha de \u00e1reas privadas Ap\u00f3s s\u00e9culos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142996"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142996"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142996\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142997,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142996\/revisions\/142997"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142996"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142996"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142996"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}