{"id":142872,"date":"2021-03-11T13:30:41","date_gmt":"2021-03-11T16:30:41","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142872"},"modified":"2021-03-11T11:04:29","modified_gmt":"2021-03-11T14:04:29","slug":"perda-causada-pelos-animais-sobre-a-pesca-e-menor-do-que-costuma-ser-relatado-concluem-pesquisadores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/perda-causada-pelos-animais-sobre-a-pesca-e-menor-do-que-costuma-ser-relatado-concluem-pesquisadores\/","title":{"rendered":"Perda causada pelos animais sobre a pesca \u00e9 menor do que costuma ser relatado, concluem pesquisadores"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-142873\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div class=\"post-content\">\n<p>Le\u00f5es-marinhos que vivem no litoral do Rio Grande do Sul est\u00e3o em lado oposto ao dos pescadores locais, disputando o mesmo alimento. Os animais ocupam a ilha dos Lobos, um ref\u00fagio da vida silvestre (Revis) com 16,9 mil metros quadrados a 1,8 quil\u00f4metro do munic\u00edpio de Torres, de 40 mil habitantes. Os homens alegam que eles comem grande parte dos peixes e rasgam as redes de superf\u00edcie ou de fundo usadas para pesca. No entanto, com base em levantamentos de pesquisadores da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e do Grupo de Estudos de Mam\u00edferos Aqu\u00e1ticos do Rio Grande do Sul (Gemars), os le\u00f5es-marinhos sul-americanos (<em>Otaria flavescens<\/em>) comem bem menos peixes das redes do que o alegado.<\/p>\n<p>Em 16 de mar\u00e7o, em uma reuni\u00e3o entre bi\u00f3logos, pescadores e demais participantes do Conselho Consultivo do Revis, a bi\u00f3loga Larissa de Oliveira e a aluna de doutorado Nat\u00e1lia Procksch pretendem apresentar o censo da popula\u00e7\u00e3o dos mam\u00edferos marinhos e um modelo tridimensional da ilha, ambos de grande interesse para os gestores da unidade de conserva\u00e7\u00e3o. Com base em levantamentos a\u00e9reos realizados entre 2010 e 2020, em colabora\u00e7\u00e3o com o Projeto Baleia Franca do Instituto Australis de Pesquisa e Monitoramento Ambiental, esse grupo do Rio Grande do Sul verificou que a popula\u00e7\u00e3o dos animais na ilha atingiu um m\u00e1ximo de 304 em setembro de 2018. A maioria \u00e9 de machos de le\u00e3o-marinho e filhotes de lobos-marinhos sul-americanos (<em>Arctocephalus australis<\/em>), al\u00e9m de ocasionais elefantes-marinhos-do-sul (<em>Mirounga leonina<\/em>).<\/p>\n<p>Como detalhado em um artigo do grupo da Unisinos publicado em novembro de 2020 na revista\u00a0<em>Scientific Reports<\/em>, eles v\u00eam em busca de alimento do Uruguai, cujo litoral abriga uma popula\u00e7\u00e3o estimada em 150 mil lobos-marinhos e 20 mil le\u00f5es-marinhos. Os animais das duas esp\u00e9cies t\u00eam a pelagem marrom e s\u00e3o grandes: os le\u00f5es-marinhos, que no passado foram intensamente ca\u00e7ados para uso da gordura e do couro, podem atingir 2,7 metros (m) de comprimento e pesar 300 quilogramas (kg); os lobos-marinhos-sul-americanos chegam a 1,7 m e 70 kg.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho da\u00a0<em>Scientific Reports<\/em>\u00a0apresenta uma base de dados de longo prazo que permite avaliar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e de atividades antr\u00f3picas [resultantes da a\u00e7\u00e3o humana] no oceano e na sua biodiversidade\u201d, comenta a bi\u00f3loga Camila Domit, coordenadora do Laborat\u00f3rio de Ecologia e Conserva\u00e7\u00e3o do Centro de Estudos do Mar da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR), que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<div id=\"attachment_386794\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\"><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-1-1140.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-386794 \" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-1-1140.jpg\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-1-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-1-1140-250x179.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-1-1140-700x500.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-1-1140-120x86.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"456\" data-index=\"1\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Le\u00f5es-marinhos perto de rede de pescadores<span class=\"media-credits\">Rodrigo Machado\/UNESC-GEMARS<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>Disputa de d\u00e9cadas<\/strong><br \/>\nOs pesquisadores verificaram, com base em entrevistas realizadas em 2011 e 2012, que os pescadores estimavam que os le\u00f5es-marinhos consumiam 88% dos peixes de suas redes, mas as observa\u00e7\u00f5es de campo indicaram que a perda n\u00e3o passaria de 3%. As conclus\u00f5es constam em um estudo publicado em novembro de 2020 pelo grupo da Unisinos e do Gemars na\u00a0<em>Marine Policy<\/em>, que dever\u00e1 ser debatido na reuni\u00e3o de 16 de junho do Conselho Consultivo do Revis.<\/p>\n<p>O bi\u00f3logo Rodrigo Machado, da Universidade do Extremo Sul Catarinense (Unesc) e do Gemars, em Crici\u00fama, um dos autores do estudo, chegou a esse valor ap\u00f3s acompanhar 58 viagens de pescadores, cobrindo 161 opera\u00e7\u00f5es de pesca. Ele registrou 68 vezes em que os le\u00f5es, em grupos de um a oito animais, de fato acompanharam os barcos e levaram peixes que os pescadores gostariam de capturar.<\/p>\n<p>\u201cOs 3% s\u00e3o a perda para o setor, mas ainda n\u00e3o temos nenhuma indica\u00e7\u00e3o sobre o que essa redu\u00e7\u00e3o no volume de pesca representaria na vida de cada pescador\u201d, comenta Machado. \u201cO preju\u00edzo para o pescador artesanal pode ser maior que o do pescador de barcos grandes\u201d, reconhece a veterin\u00e1ria Aline Kellermann, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) e gestora do Revis Ilha dos Lobos, que n\u00e3o participou do estudo.<\/p>\n<p>\u201cO preju\u00edzo n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 da perda de peixe, mas tamb\u00e9m dos buracos nas redes causados pelos le\u00f5es-marinhos\u201d, afirma o comandante Adriano Joaquim, ex-pescador, s\u00f3cio de uma empresa de aluguel de lancha e presidente da Col\u00f4nia de Pescadores Z-18 de Passo de Torres, cidade catarinense vizinha a Torres. \u201cO conflito amenizou bastante, mas os pescadores ainda v\u00e3o para o mar e, se percebem que h\u00e1 poucos peixes e muitos le\u00f5es-marinhos, desistem de abrir a rede e voltam sem nada.\u201d<\/p>\n<div id=\"attachment_386798\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 638px;\"><a href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-2-1140.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-386798 \" src=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-2-1140.jpg\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-2-1140.jpg 1140w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-2-1140-250x167.jpg 250w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-2-1140-700x467.jpg 700w, https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/SITE_LeosMarinhos-2-1140-120x80.jpg 120w\" alt=\"\" width=\"638\" height=\"425\" data-index=\"2\" \/><\/a><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text\">Um lobo-marinho como este, pr\u00f3ximo a Torres, pode chegar a 1,6 metros de comprimento<span class=\"media-credits\">Ref\u00fagio de Vida Silvestre da Ilha dos Lobos<\/span><\/p>\n<\/div>\n<p><strong>No est\u00f4mago dos le\u00f5es<\/strong><br \/>\nA intensa elimina\u00e7\u00e3o de animais pelos pescadores, quando a fiscaliza\u00e7\u00e3o era menor, motivou a cria\u00e7\u00e3o da Revis em 1983. Por ser uma unidade de prote\u00e7\u00e3o integral, visitantes e pescadores n\u00e3o podem se aproximar mais do que 500 metros da ilha.<\/p>\n<p>Machado, ap\u00f3s examinar o conte\u00fado estomacal de 50 le\u00f5es-marinhos encontrados mortos desde 1993, verificou que a esp\u00e9cie respons\u00e1vel por 52% da dieta era a maria-lu\u00edsa (<em>Paralonchurus brasilienses<\/em>), descartada pelos pescadores. Outras seis esp\u00e9cies de valor comercial, como pescadas-amarelas (<em>Cynoscion acoupa<\/em>), corvinas (<em>Migropomoni furnieri<\/em>) e anchovas (<em>Pomatomos saltatrix<\/em>), responderam por 42% da dieta.<\/p>\n<p>\u201cO fato de os le\u00f5es-marinhos se alimentarem de esp\u00e9cies de interesse comercial n\u00e3o quer dizer que as estejam tirando unicamente das redes dos pescadores\u201d, ressalta Machado. \u201cOs le\u00f5es tamb\u00e9m come\u00e7aram a comer peixes e moluscos que n\u00e3o comiam antes, ainda que com menor frequ\u00eancia, provavelmente em consequ\u00eancia da sobrepesca de algumas esp\u00e9cies ou de seu consumo por outros predadores marinhos\u201d, acrescenta. Em um artigo anterior, publicado em abril de 2018 na revista\u00a0<em>Hydrobiologia<\/em>, ele observou que os animais haviam comido 15 esp\u00e9cies de presas (peixes e moluscos) de 1993 a 2003, e 26 de 2004 a 2014.<\/p>\n<p>\u201cOs pescadores reconhecem outros problemas, mas apontam os le\u00f5es como os grandes culpados, porque est\u00e3o vendo e convivendo com eles\u201d, concluiu a bi\u00f3loga Ana Carolina Pont, da Unisinos. Ela complementou o trabalho de Machado ao entrevistar 100 dos 350 pescadores de Torres.<\/p>\n<p>\u201cA percep\u00e7\u00e3o negativa dos le\u00f5es-marinhos est\u00e1 arraigada na comunidade, mesmo entre os pescadores mais novos, e s\u00f3 poder\u00e1 ser desfeita com campanhas de educa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o ambiental\u201d, comenta Pont.<\/p>\n<p>Os pescadores relataram outras causas da pesca aqu\u00e9m do volume desejado: os dias n\u00e3o trabalhados por causa do mau tempo ou da tripula\u00e7\u00e3o incompleta \u2013 em um ano, foram 60 dias \u2013, a sobrepesca e a competi\u00e7\u00e3o com barcos maiores de outros estados.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"post-content sequence\">\n<p><strong>Alternativas<\/strong><br \/>\nDesde 2015, ao assumir a gest\u00e3o da ilha dos Lobos, Kellermann trabalha com os pescadores artesanais locais. Eles j\u00e1 ajudaram no censo de peixes da regi\u00e3o, identificando 68 esp\u00e9cies, como relatado em um artigo de mar\u00e7o de 2020 na revista\u00a0<em>Biodiversidade Brasileira<\/em>.<\/p>\n<p>Em elabora\u00e7\u00e3o, o chamado plano de manejo dever\u00e1 examinar possibilidades de uso p\u00fablico da ilha, determinando a que dist\u00e2ncia os turistas e os guias poderiam chegar sem estressar os bichos. \u201cNa Argentina, os turistas chegam a 100 m dos locais onde os le\u00f5es-marinhos vivem, exceto na \u00e9poca de reprodu\u00e7\u00e3o, sem nenhum dano para eles\u201d, diz Oliveira. \u201cO planejamento para o uso sustent\u00e1vel de \u00e1reas marinhas e a observa\u00e7\u00e3o da fauna s\u00e3o excelentes mecanismos de aproxima\u00e7\u00e3o da sociedade \u00e0 natureza e de integra\u00e7\u00e3o entre a gera\u00e7\u00e3o de renda e a conserva\u00e7\u00e3o marinha\u201d, concorda Domit.<\/p>\n<p>Mas nem sempre \u00e9 f\u00e1cil conciliar interesses. Na costa do Uruguai, a ilha de Cabo Polonio, ocupada por cerca de mil le\u00f5es-marinhos e 100 pessoas, recebe por volta de 30 mil turistas no in\u00edcio de cada ano. Como n\u00e3o h\u00e1 fiscaliza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua nem guias, uma cerca de 160 m de extens\u00e3o por 1 m de altura isola uma das col\u00f4nias. Em um artigo publicado em abril de 2018 na\u00a0<em>Applied Animal Behavior Science<\/em>, pesquisadores da Universidade de Barcelona, na Espanha, e da Universidade da Rep\u00fablica, no Uruguai, conclu\u00edram que a cerca aumentou em vez de reduzir a agita\u00e7\u00e3o dos animais, provocada pelos turistas, que se tornaram menos cuidadosos ao se aproximarem.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Le\u00f5es-marinhos que vivem no litoral do Rio Grande do Sul est\u00e3o em lado oposto ao<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":142873,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/peixe.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Le\u00f5es-marinhos que vivem no litoral do Rio Grande do Sul est\u00e3o em lado oposto ao","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142872"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142872"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142872\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142875,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142872\/revisions\/142875"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142873"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142872"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142872"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142872"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}