{"id":142809,"date":"2021-03-10T13:00:59","date_gmt":"2021-03-10T16:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142809"},"modified":"2021-03-10T10:10:20","modified_gmt":"2021-03-10T13:10:20","slug":"muitos-animais-de-estimacao-exoticos-sofrem-ou-morrem-durante-ou-apos-transporte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/muitos-animais-de-estimacao-exoticos-sofrem-ou-morrem-durante-ou-apos-transporte\/","title":{"rendered":"Muitos animais de estima\u00e7\u00e3o ex\u00f3ticos sofrem ou morrem durante ou ap\u00f3s transporte"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-142810\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>O com\u00e9rcio de pets selvagens sujeita tais animais a condi\u00e7\u00f5es extremas, como a acumula\u00e7\u00e3o em caixas<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Sapos mortos das Ilhas Salom\u00e3o, um arquip\u00e9lago remoto no Pac\u00edfico Sul, s\u00e3o um exemplo de como os Estados Unidos aplicam prote\u00e7\u00f5es para o bem-estar dos animais. E n\u00e3o de uma maneira positiva, contam os especialistas.<\/p>\n<p>Em 1995, um fiscal de animais selvagens do Aeroporto Internacional John F. Kennedy, na cidade de Nova Iorque, foi chamado para verificar um embarque de animais rec\u00e9m-chegado. Quando ele abriu umas das caixas de madeira, a primeira coisa que viu foram lagartos. Todos pareciam estar saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>Mas em outro compartimento, ele encontrou d\u00fazias de\u00a0<a href=\"https:\/\/casetext.com\/case\/us-v-bronx-reptiles\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">sapos mortos e moribundos<\/a>\u00a0\u201cesmagados uns contra os outros\u201d. O compartimento n\u00e3o tinha \u00e1gua ou esponjas \u00famidas para mant\u00ea-los hidratados, e os sapos n\u00e3o estavam separados para evitar ferimentos. Era \u201cuma maneira anormal de transportar sapos\u201d, o fiscal\u00a0<a href=\"https:\/\/casetext.com\/case\/us-v-bronx-reptiles-inc#p1014\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">comentou mais tarde<\/a>.<\/p>\n<p>O importador, a empresa Bronx Reptiles, Inc., comercializava animais no atacado e os trazia vivos de diversas regi\u00f5es do mundo aproximadamente duas vezes por semana, de acordo com\u00a0<a href=\"https:\/\/casetext.com\/case\/us-v-bronx-reptiles\/?PHONE_NUMBER_GROUP=C\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">registros do processo<\/a>. A empresa j\u00e1 tinha recebido tr\u00eas notifica\u00e7\u00f5es de viola\u00e7\u00e3o do Servi\u00e7o de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos por remessa desumana e impr\u00f3pria de animais selvagens.<\/p>\n<p>Dessa vez, o governo abriu uma\u00a0<a href=\"https:\/\/casetext.com\/case\/us-v-bronx-reptiles-inc#p1014\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a\u00e7\u00e3o penal<\/a>. Bruce Edelman, propriet\u00e1rio da Bronx Reptiles, foi condenado e sentenciado a cinco anos em liberdade condicional e uma multa de US$10 mil.<\/p>\n<p>Durante a apela\u00e7\u00e3o, os advogados argumentaram que ele n\u00e3o tinha consci\u00eancia que os animais eram importados em condi\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias e, portanto, n\u00e3o poderia ser responsabilizado. O tribunal reverteu a decis\u00e3o e o absolveu.<\/p>\n<p>Embora isso tenha ocorrido h\u00e1 mais de duas d\u00e9cadas, esse acontecimento continua a ter um efeito assustador nas tentativas de combater nos tribunais o tratamento desumano na importa\u00e7\u00e3o de animais selvagens. O Departamento de Justi\u00e7a dos Estados Unidos, afirma a porta-voz Danielle Nichols, n\u00e3o tem conhecimento de nenhum processo desde o fracasso do caso Bronx Reptiles.<\/p>\n<p>A falta de repercuss\u00e3o na justi\u00e7a para o tratamento desumano de animais de estima\u00e7\u00e3o ex\u00f3ticos ajudou a criar uma ind\u00fastria em que \u201csofrimento animal, abuso e gan\u00e2ncia humana s\u00e3o a norma\u201d, explica Clifford Warwick, bi\u00f3logo independente especialista em r\u00e9pteis e bem-estar animal.<\/p>\n<p>Tradicionalmente, cientistas, conservacionistas e legisladores mantiveram sigilo sobre a quest\u00e3o do bem-estar animal no com\u00e9rcio de animais selvagens, priorizando a prote\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies e ecossistemas em detrimento ao bem-estar de cada animal de forma individual.\u00a0 Mas agora um n\u00famero crescente de pesquisadores passou a exigir que o bem-estar animal se torne\u00a0<a href=\"http:\/\/science.sciencemag.org\/content\/369\/6504\/629.summary\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma prioridade de conserva\u00e7\u00e3o<\/a>.<\/p>\n<p>Os Estados Unidos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41597-020-0354-5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">importaram 3,2 bilh\u00f5es de animais vivos<\/a>\u00a0entre os anos 2000 e 2014, de acordo com um artigo do ano de 2020 publicado no peri\u00f3dico\u00a0<em>Scientific Data<\/em>. Os documentos das remessas indicam que cerca de metade dos animais foi capturada da natureza e quase todos eram destinados a fins comerciais, provavelmente o com\u00e9rcio de animais de estima\u00e7\u00e3o, de acordo com os autores do estudo.<\/p>\n<p>Sendo o maior importador de animais selvagens do mundo, os Estados Unidos deveriam estabelecer os padr\u00f5es de tratamento humanizado para o com\u00e9rcio de animais de estima\u00e7\u00e3o ex\u00f3ticos, mas at\u00e9 agora falhou nas tentativas, conta Warwick. (Ele diz que espera o mesmo da Uni\u00e3o Europeia, que importa tantos animais ex\u00f3ticos quanto os Estados Unidos.) Regras fracas, poucos fiscais e dificuldade de instaurar a\u00e7\u00f5es penais resultam em falta de puni\u00e7\u00e3o aos violadores.<\/p>\n<p>H\u00e1 raz\u00f5es pr\u00e1ticas para que os conservacionistas e legisladores se preocupem com o bem-estar animal: quanto mais animais morrem nesse com\u00e9rcio por causa de maus tratos, mais animais s\u00e3o capturados da natureza para que o fornecimento n\u00e3o cesse, explica Nitin Sekar, bi\u00f3logo conservacionista do World Wildlife Fund na \u00cdndia e coautor de um artigo publicado na revista cient\u00edfica\u00a0<em>Science<\/em>, que argumenta que os conservacionistas deveriam\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41597-020-0354-5\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">empenhar-se para minimizar o sofrimento animal<\/a>. Independentemente se os animais est\u00e3o bem ou n\u00e3o na natureza, ele explica, os humanos t\u00eam a responsabilidade \u00e9tica de n\u00e3o os machucar.<\/p>\n<h3>Da floresta \u00e0 gaiola<\/h3>\n<p>Seja atrav\u00e9s de animais capturados na natureza ou criados em cativeiro, os comerciantes de animais vivos abastecem lojas de animais de estima\u00e7\u00e3o, atacadistas de animais, zool\u00f3gicos e estabelecimentos de pesquisa biom\u00e9dica com esp\u00e9cies de animais que v\u00e3o de peixes tropicais a mam\u00edferos ex\u00f3ticos.\u00a0 A importa\u00e7\u00e3o e exporta\u00e7\u00e3o de certas esp\u00e9cies em risco \u00e9 regulamentada pela\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/article\/convention-on-international-trade-in-endangered-species\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Conven\u00e7\u00e3o sobre o Com\u00e9rcio Internacional das Esp\u00e9cies da Fauna e da Flora Silvestres Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o (Cites, na sigla em ingl\u00eas)<\/a>, um tratado global que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/article\/animals-dying-without-protection\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">n\u00e3o abrange a maioria das esp\u00e9cies<\/a>.<\/p>\n<p>Animais capturados na natureza para fins comerciais passam por ainda mais estresse, viajando de moto em estradas esburacadas dentro de sacos ou enfiados em caixas dentro de porta-malas de carros, conforme s\u00e3o transferidos do ca\u00e7ador para o intermedi\u00e1rio e depois para o exportador. Durante essa jornada, eles s\u00e3o privados de comida e \u00e1gua, e muitas vezes t\u00eam contato com outros animais capturados, aumentando o risco de espalhar doen\u00e7as e o poss\u00edvel surgimento de novas doen\u00e7as zoon\u00f3ticas, transmiss\u00edveis para humanos, relata Warwick.<\/p>\n<p>Na ind\u00fastria de aqu\u00e1rios marinhos, que captura cerca de 41,5 milh\u00f5es de animais da natureza a cada ano,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.defenders.org\/sites\/default\/files\/publications\/ecological-impacts-and-practices-of-the-coral-reef-wildlife-trade.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">a mortalidade pode variar<\/a>\u00a0entre menos de 5% e mais de 90%, dependendo da esp\u00e9cie, de acordo com um relat\u00f3rio de 2012 da organiza\u00e7\u00e3o Defenders of Wildlife (Defensores da Vida Selvagem, em tradu\u00e7\u00e3o livre). Cianeto e explos\u00f5es s\u00e3o utilizados para atrair peixes de recife para a superf\u00edcie e facilitar sua captura.<\/p>\n<p>Aves tamb\u00e9m correm perigo. Antes de 1992, ano em que os Estados Unidos baniram a importa\u00e7\u00e3o de aves selvagens, os conservacionistas estimam que, para as 700 mil aves trazidas para o pa\u00eds a cada ano, mais 3,5 milh\u00f5es morreram. N\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que a situa\u00e7\u00e3o tenha melhorado nos pa\u00edses que continuam a comercializar aves selvagens, relata Teresa Telecky, vice-presidente da \u00e1rea de animais selvagens da Humane Society International (Sociedade Humana Internacional, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n<p>Um dos casos mais not\u00f3rios e que destacam a necessidade de mudan\u00e7a aconteceu em 2009, quando autoridades fizeram uma batida na U.S. Global Exotics, uma empresa atacadista de animais selvagens localizada em Arlington, no Texas. Eles encontraram mais de 26,4 mil animais de 171 esp\u00e9cies diferentes, cerca de 80% \u201cextremamente doentes, machucados ou mortos\u201d, de acordo com\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/24875063\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">um relat\u00f3rio de 2014<\/a>\u00a0sobre a opera\u00e7\u00e3o, seguido por uma investiga\u00e7\u00e3o secreta da PETA (Pessoas pelo Tratamento \u00c9tico dos Animais) que durou sete meses.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr css-1ocsxc4\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=320&amp;h=214\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 320px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=360&amp;h=240\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 360px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=430&amp;h=287\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 430px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=500&amp;h=334\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 500px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=900&amp;h=600\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 900px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=1024&amp;h=683\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=664&amp;h=443\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1280px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1600px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.webp?w=710&amp;h=474\" type=\"image\/webp\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"humane-pet-trade-02\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/ap_221238550293.jpg?w=710&amp;h=474\" alt=\"humane-pet-trade-02\" width=\"640\" height=\"427\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Milhares de iguanas-verdes s\u00e3o importadas para os Estados Unidos todos os anos, para serem vendidas como animais de estima\u00e7\u00e3o. O volume de animais vivos que entra no pa\u00eds indica que os fiscais americanos n\u00e3o conseguem confirmar se a maioria das remessas est\u00e1 de acordo com as regulamenta\u00e7\u00f5es e diretrizes de transporte a\u00e9reo para tratamento humanizado.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">J PAT CARTER, AP PHOTO<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>A empresa foi fechada, mas seu propriet\u00e1rio, Jasen Shaw, conseguiu o que Daphna Nachiminovitch, vice-presidente s\u00eanior de investiga\u00e7\u00f5es de crueldade da PETA chama de \u201ctransa\u00e7\u00e3o penal pat\u00e9tica\u201d. Ele pagou uma multa de US$15 mil e n\u00e3o foi proibido de continuar o com\u00e9rcio de animais selvagens.<\/p>\n<p>Ao revisar o caso, os investigadores\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/24875063\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">calcularam<\/a>\u00a0que a empresa descartava cerca de 3,5 mil animais mortos ou moribundos por semana, o que equivale \u00e0 uma taxa de mortalidade de 72% a cada seis semanas. Durante o processo municipal,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.tmcec.com\/public\/files\/File\/Course%20Materials\/FY10\/Prosecutors\/1.%20Pre-Con%20Exotic%20Animals\/CM%20-%20Exotic%20Animals.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">uma testemunha citou um estudo<\/a>\u00a0que sugeria que 70% de todos os r\u00e9pteis comercializados como animais de estima\u00e7\u00e3o morrem antes de chegar ao seu destino final.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 provas de que a taxa de mortalidade dessa ind\u00fastria diminuiu durante a d\u00e9cada posterior ao flagrante da U.S. Global Exotics, de acordo com Warwick, que trabalhou no caso.<\/p>\n<p>Telecky \u00e9 ainda mais severa. \u201cPessoas que trabalham na ind\u00fastria de animais vivos s\u00e3o homicidas, literalmente,\u201d ela enfatiza.<\/p>\n<p>Essas afirma\u00e7\u00f5es s\u00e3o muito contestadas por Bob Likins, vice-presidente de assuntos governamentais do Pijac (Conselho Consultivo da Ind\u00fastria de Animais de Estima\u00e7\u00e3o, em tradu\u00e7\u00e3o livre), a maior associa\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio de animais de estima\u00e7\u00e3o do mundo. \u201cO com\u00e9rcio de animais ex\u00f3ticos e a comunidade respons\u00e1vel pelo cuidado dos animais de estima\u00e7\u00e3o est\u00e3o comprometidos a garantir a sa\u00fade e bem-estar dos animais que est\u00e3o sob nossos cuidados\u201d, ele afirma. \u201cContinuaremos a cooperar com os agentes de execu\u00e7\u00e3o da lei para identificar e abordar qualquer evid\u00eancia de problemas.\u201d<\/p>\n<p>Por\u00e9m, em uma escala nacional e global, \u00e9 dif\u00edcil de lidar com o problema, porque \u00e9 dif\u00edcil de defini-lo. Ningu\u00e9m sabe qual \u00e9 a porcentagem de animais que morrem antes mesmo de sa\u00edrem de seus pa\u00edses de origem, segundo muitos cr\u00edticos da ind\u00fastria, e tamb\u00e9m n\u00e3o se sabe quantos animais morrem prematuramente em lares privados, seja por falta de cuidado apropriado ou por n\u00e3o se adaptarem \u00e0 vida em cativeiro.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma inc\u00f3gnita\u201d, diz Sandra Altherr, cofundadora do Pro Wildlife, uma organiza\u00e7\u00e3o conservadora alem\u00e3.<\/p>\n<h3>Autoriza\u00e7\u00e3o para parasitas<\/h3>\n<p>O porto de Los Angeles, que conta com sete aeroportos e portos mar\u00edtimos, movimenta mais animais selvagens que qualquer outro porto do mundo. Mesmo assim, no ano de 2020, o Servi\u00e7o de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos designou apenas seis fiscais.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o conseguimos dar conta de tudo\u201d, explica Joseph Ventura, um dos seis fiscais.<\/p>\n<p>Devido \u00e0s limita\u00e7\u00f5es log\u00edsticas, eles s\u00f3 conseguem dar aten\u00e7\u00e3o aos casos mais extremos, diz Ventura. \u201c\u00c9 um fato que, na maioria das vezes, animais comercializados n\u00e3o tem uma sa\u00fade boa\u201d, ele diz. \u201cDe certa maneira, n\u00f3s simplesmente liberamos as remessas.\u201d<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m limita\u00e7\u00f5es legais. Quando\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.org\/find-explorers\/jonathan-e-kolby\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Jonathan Kolby<\/a>\u00a0trabalhava como fiscal no Porto de Newark, em Nova Jersey, na d\u00e9cada de 2000, remessas vindas da \u00c1frica destinadas a um comerciante de animais de estima\u00e7\u00e3o norte-americano chegaram contendo r\u00e9pteis infestados com carrapatos e outros parasitas. Kolby disse que ficou preocupado com a sa\u00fade dos animais e com a possibilidade de os carrapatos trazerem doen\u00e7as para dentro do pa\u00eds. Mas ele teve que autorizar as remessas, porque n\u00e3o havia base legal para confisc\u00e1-las ou posterg\u00e1-las.<\/p>\n<p>Cites, o tratado sobre com\u00e9rcio de animais selvagens,\u00a0<a href=\"https:\/\/cites.org\/eng\/disc\/how.php\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">exige<\/a>\u00a0que remessas de certos animais vivos devem ser feitas de modo a minimizar ferimentos ou tratamento cruel \u2014 mas seus regulamentos se aplicam apenas ao transporte, e n\u00e3o a como os animais s\u00e3o capturados, armazenados e, por fim, abrigados, esclarece Sue Lieberman, vice-presidente de pol\u00edticas internacionais na Wildlife Conservation Society (Sociedade de Conserva\u00e7\u00e3o de Animais Selvagens, em tradu\u00e7\u00e3o livre).<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies abrangidas pelo tratado devem ser transportadas seguindo aproximadamente 500 p\u00e1ginas de regras elaboradas pela Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transportes A\u00e9reos (Iata, na sigla em ingl\u00eas), que tem 290 companhias a\u00e9reas associadas.\u00a0 Tudo est\u00e1 detalhado, desde as macas de nylon com tamanho customizado e cortes para as barbatanas utilizadas em transporte de belugas, at\u00e9 o material para piso antiderrapante usado em caixas para transporte de flamingos. As regras s\u00e3o boas no papel, afirma Telecky, da Sociedade Humana, mas elas n\u00e3o t\u00eam for\u00e7a de lei.<\/p>\n<p>\u201cOs padr\u00f5es s\u00e3o muito, muito bons,\u201d afirma Telecky. \u201cSe todos os implementassem, o mundo seria um lugar melhor para esses animais comercializados.\u201d<\/p>\n<p>Regulamenta\u00e7\u00f5es federais preveem prote\u00e7\u00f5es de tratamento humanizado para animais quando eles entram nos Estados Unidos, mas milhares de r\u00e9pteis, anf\u00edbios, peixes e invertebrados s\u00e3o negligenciados, dizem os cr\u00edticos. Uma lei chamada Lacey Act trata como m\u00e1 conduta a importa\u00e7\u00e3o de animais selvagens em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.law.cornell.edu\/uscode\/text\/18\/42\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u201ccondi\u00e7\u00f5es desumanas e insalubres,<\/a>\u201d\u00a0mas o governo restringiu essas condi\u00e7\u00f5es apenas aos mam\u00edferos e aves.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo a identifica\u00e7\u00e3o de r\u00e9pteis e anf\u00edbios em sofrimento pode ser dif\u00edcil, segundo os inspetores, porque eles n\u00e3o demonstram os mesmos sintomas de estresse ou enfermidade que os mam\u00edferos, como gemidos, choros e express\u00f5es faciais.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr css-2yikn4\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=320&amp;h=201\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 320px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=360&amp;h=226\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 360px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=430&amp;h=270\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 430px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=500&amp;h=313\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 500px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=768&amp;h=481\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=900&amp;h=564\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 900px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=1024&amp;h=641\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=664&amp;h=416\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1280px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=710&amp;h=445\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1600px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.webp?w=710&amp;h=445\" type=\"image\/webp\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"humane-pet-trade-03\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/gettyimages-1032117220.jpg?w=710&amp;h=445\" alt=\"humane-pet-trade-03\" width=\"640\" height=\"401\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Crian\u00e7as observam uma cobra p\u00edton em uma feira de animais de estima\u00e7\u00e3o na Calif\u00f3rnia. Devido ao fato de os r\u00e9pteis n\u00e3o mostrarem os mesmos sinais de dor e enfermidades que os mam\u00edferos, \u00e9 dif\u00edcil para quem n\u00e3o \u00e9 especialista perceber que eles est\u00e3o em sofrimento.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">MEDIANEWS GROUP\/ORANGE COUNTY REGISTER, GETTY IMAGES<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>\u201cComo um inspetor pode decidir se os animais est\u00e3o \u2018muito doentes\u2019 ou n\u00e3o est\u00e3o bem o suficiente e tomar algum tipo de atitude?\u201d, diz Kolby, que agora trabalha como consultor de com\u00e9rcio de animais selvagens. Ele conta que nunca recebeu qualquer tipo de treinamento para fazer tais avalia\u00e7\u00f5es. \u201cEssa quest\u00e3o costumava ser um problema para mim, pois os limites para execu\u00e7\u00e3o das regras n\u00e3o eram claros\u201d, ele comenta.<\/p>\n<p>Quando os fiscais se deparam com uma remessa que justifica de forma clara que uma a\u00e7\u00e3o seja tomada, como animais feridos ou mortos, eles podem emitir multas, diz Ventura.<\/p>\n<p>Mas, \u00e9 geralmente at\u00e9 esse ponto que chega a execu\u00e7\u00e3o da lei. Ainda sobre o caso Bronx Reptiles, Bruce Weissgold, um consultor independente de com\u00e9rcio de animais selvagens, diz que as tentativas da promotoria de perseguir tais incidentes \u201cn\u00e3o tiveram sucesso, e isso os cansou no sentido de processar outros casos.\u201d<\/p>\n<h3>\u201cA ind\u00fastria de animais de estima\u00e7\u00e3o \u00e9 muito poderosa\u201d<\/h3>\n<p>Com a esperan\u00e7a de atualizar as regras de prote\u00e7\u00e3o de milh\u00f5es de animais importados, o Servi\u00e7o de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos esbo\u00e7ou, na metade da d\u00e9cada de 1990, regulamenta\u00e7\u00f5es que definiam princ\u00edpios para o transporte humanizado de r\u00e9pteis e anf\u00edbios. Weissgold, que na \u00e9poca era especialista em pol\u00edticas de com\u00e9rcio de animais selvagens, fez parte dessa iniciativa.<\/p>\n<p>Um grupo de investidores dentro e fora do governo participaram, e no fim eles conseguiram estabelecer um novo conjunto de diretrizes, conta Weissgold. Mas, antes de come\u00e7ar o processo da ado\u00e7\u00e3o legal da nova regulamenta\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria de animais de estima\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a pressionar oficiais nos bastidores para n\u00e3o adotarem as mudan\u00e7as, continua Weissgold. Membros do Pijac fizeram uma campanha atrav\u00e9s de cartas para protestar contra as mudan\u00e7as. Por fim, o Servi\u00e7o de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos desistiu da iniciativa.<\/p>\n<p>\u201cO Pijac n\u00e3o queria as regulamenta\u00e7\u00f5es fossem aplicadas porque os importadores n\u00e3o queriam, pois aumentaria o custo de transporte dos animais,\u201d explica Weissgold. \u201cEles acharam que aumentar o pre\u00e7o dos animais para cobrir esses custos afastaria os clientes usuais das lojas de animais de estima\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Telecky, que participou das reuni\u00f5es, tamb\u00e9m lembra dessa mudan\u00e7a nos rumos. \u201cA ind\u00fastria de animais de estima\u00e7\u00e3o \u00e9 muito poderosa em todos os sentidos,\u201d ela diz.<\/p>\n<p>Ao ser convidado a comentar, Likins, da Pijac, disse que \u201cn\u00e3o existe documenta\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica para comentar sobre a mentalidade ou as a\u00e7\u00f5es tomadas por membros ou funcion\u00e1rios do PIJAC 25 anos atr\u00e1s.\u201d<\/p>\n<p>Em 1997, a Associa\u00e7\u00e3o Internacional de Transportes A\u00e9reos acabou adotando diretrizes similares \u00e0quelas esbo\u00e7adas pelo Servi\u00e7o, mas sem regulamenta\u00e7\u00f5es federais, conta Ventura, \u201cn\u00e3o h\u00e1 nada que possamos fazer se [um importador] falasse \u2018N\u00e3o, n\u00e3o vamos obedecer.\u2019\u201d<\/p>\n<p>Mesmo assim, a maioria dos comerciantes de r\u00e9pteis norte-americanos \u2014 pelo menos aqueles cujas remessas passam por Los Angeles \u2014 obedecem de forma volunt\u00e1ria, ele conta.<\/p>\n<p>O governo ainda tem interesse em criar regulamenta\u00e7\u00f5es para garantir o transporte humanizado de r\u00e9pteis e anf\u00edbios, mas h\u00e1 outras prioridades na fila, explica Frank Kohn, bi\u00f3logo especializado da Cites.<\/p>\n<h3>\u201cInteresses enraizados\u201d<\/h3>\n<p>Muitos conservacionistas e legisladores est\u00e3o apenas come\u00e7ando a despertar perante esses desafios, mas o bi\u00f3logo conservacionista Sekar diz que a tend\u00eancia est\u00e1 crescendo. Conforme\u00a0<a href=\"https:\/\/fcmconference.org\/img\/CambridgeDeclarationOnConsciousness.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">crescem as evid\u00eancias cient\u00edficas que animais t\u00eam pensamentos e sentimentos<\/a>, cresce tamb\u00e9m o interesse do p\u00fablico em melhorar o bem-estar desses animais.<\/p>\n<p>Ainda assim, ele diz, n\u00e3o h\u00e1 um n\u00famero suficiente de compradores e vendedores pensando dessa maneira. Comerciantes focam no lucro, que pode ser reduzido se forem impostos padr\u00f5es altos para o bem-estar animal, explica Sekar. E a maioria dos consumidores simplesmente n\u00e3o reflete sobre como aquela cobra ou peixe que est\u00e3o comprando chegou at\u00e9 a loja, ou se o animal estaria melhor vivendo na natureza.<\/p>\n<p>\u201cAssim como os setores n\u00e3o necessariamente se responsabilizam pelo preju\u00edzo causado ao clima ou aos trabalhadores, eles tamb\u00e9m n\u00e3o cuidam automaticamente do bem-estar de cada animal,\u201d explica Sekar. \u201cQualquer esfor\u00e7o para estabelecer padr\u00f5es que protegem a qualidade de vida animal requer muita press\u00e3o pol\u00edtica e tem que, de alguma maneira, abordar interesses enraizados de neg\u00f3cios que obt\u00eam lucros atrav\u00e9s do modelo atual.\u201d<\/p>\n<p>Os representantes da ind\u00fastria de animais de estima\u00e7\u00e3o insistem que eles s\u00e3o a favor de tais padr\u00f5es. \u201cQueremos cuidado humanizado e boas pr\u00e1ticas de veterin\u00e1ria e ci\u00eancia,\u201d diz o advogado Marshall Meyers, que participa do Painel Consultivo do Conselho de Animais Vivos da Iata, e que saiu do Pijac em 2010 ap\u00f3s mais de 30 anos atuando como vice-presidente executivo e conselheiro geral. \u201cN\u00f3s n\u00e3o nos opomos \u00e0s regulamenta\u00e7\u00f5es, contanto que elas sejam baseadas em dados confi\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>Mas at\u00e9 agora faltou vontade pol\u00edtica nos Estados Unidos, conta Weissgold. \u201cNa minha opini\u00e3o, tudo se resume a medo de controv\u00e9rsias, falta de imagina\u00e7\u00e3o, uma rela\u00e7\u00e3o ruim entre interesses internacionais e programas de execu\u00e7\u00e3o da lei, e uma carga de trabalho pesada em outras \u00e1reas,\u201d ele diz.<\/p>\n<p>Lieberman conta que a Sociedade de Conserva\u00e7\u00e3o de Animais Selvagens e outros grupos n\u00e3o governamentais recomendaram \u00e0 equipe de transi\u00e7\u00e3o de Joe Biden que trabalhem para melhorar a coopera\u00e7\u00e3o internacional em assuntos relacionados ao com\u00e9rcio de animais selvagens, especialmente porque regular o com\u00e9rcio de animais vivos \u00e9 uma parte importante da preven\u00e7\u00e3o da pandemia.<\/p>\n<p>\u201cOs Estados Unidos se afastaram do multilateralismo em muitas frentes, e essa \u00e9 uma das muitas quest\u00f5es que apontam para a necessidade cr\u00edtica de melhorar a colabora\u00e7\u00e3o entre governos,\u201d esclarece Lieberman.<\/p>\n<p>Se os Estados Unidos e outros pa\u00edses se comprometessem a reformular o com\u00e9rcio de animais selvagens vivos, uma sugest\u00e3o oferecida por Warwick e outros \u00e9 que o com\u00e9rcio deveria ser permitido apenas para esp\u00e9cies de uma \u201clista positiva\u201d \u2014 animais que possuem amplas evid\u00eancias cient\u00edficas garantindo que eles possam ser comercializados de maneira segura, sem danos ou sofrimento.<\/p>\n<p>A Holanda e a B\u00e9lgica j\u00e1 implementaram listas positivas para animais mam\u00edferos ex\u00f3ticos, e Altherr e outros est\u00e3o apelando \u00e0 Uni\u00e3o Europeia para aplicar a mesma abordagem para todos os animais ex\u00f3ticos. \u201cN\u00f3s n\u00e3o podemos permitir que todos os animais que cabem em uma gaiola ou tanque de \u00e1gua sejam considerados animais de estima\u00e7\u00e3o\u201d, pondera Altherr.<\/p>\n<p>No momento, n\u00e3o h\u00e1 uma lista positiva nos Estados Unidos, mas os pr\u00f3prios consumidores podem fazer a diferen\u00e7a, explica Telecky. Ela encoraja as pessoas que compram animais ex\u00f3ticos a perguntarem se eles foram criados em cativeiro ou capturados na natureza.<\/p>\n<p>\u201cSe voc\u00ea se importa com o bem-estar animal e com a preserva\u00e7\u00e3o,\u201d ela diz, \u201cn\u00e3o compre um animal selvagem.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O com\u00e9rcio de pets selvagens sujeita tais animais a condi\u00e7\u00f5es extremas, como a acumula\u00e7\u00e3o em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":142810,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/repteis.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O com\u00e9rcio de pets selvagens sujeita tais animais a condi\u00e7\u00f5es extremas, como a acumula\u00e7\u00e3o em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142809"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142809"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142809\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142812,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142809\/revisions\/142812"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142810"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142809"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142809"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142809"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}