{"id":142318,"date":"2021-03-01T12:30:53","date_gmt":"2021-03-01T15:30:53","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142318"},"modified":"2021-03-01T12:07:04","modified_gmt":"2021-03-01T15:07:04","slug":"estudo-revela-aspectos-que-distinguem-abrolhos-dos-demais-recifes-de-corais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-revela-aspectos-que-distinguem-abrolhos-dos-demais-recifes-de-corais\/","title":{"rendered":"Estudo revela aspectos que distinguem Abrolhos dos demais recifes de corais"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-142319\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Os recifes tropicais est\u00e3o sendo severamente impactados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e por amea\u00e7as locais como m\u00e1 qualidade da \u00e1gua e sobrepesca. Na regi\u00e3o de Abrolhos, conhecida por abrigar a maior biodiversidade marinha de todo o Oceano Atl\u00e2ntico Sul e onde est\u00e3o os mais extensos recifes de corais do Brasil, um grupo de pesquisadores busca responder at\u00e9 que ponto vai a resili\u00eancia desses ecossistemas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s coletarem a maior e mais longa s\u00e9rie de dados de cobertura bent\u00f4nica para recifes de zona turva do Atl\u00e2ntico Sudoeste, 14 pesquisadores do Rio de Janeiro, Paran\u00e1 e Esp\u00edrito Santo observaram que, embora tenha permanecido est\u00e1vel e sem mudan\u00e7as de domin\u00e2ncia, houve decl\u00ednio do coral em um recife perto de um local de disposi\u00e7\u00e3o de dragagem. \u201cPrecisamos entender os recifes brasileiros para manej\u00e1-los bem. Estamos propondo novos mecanismos para compreender como funcionam os recifes de Abrolhos, e esses parecem ser bastante diferentes daqueles j\u00e1 descritos para o Caribe, por exemplo\u201d, ressaltou Rodrigo Le\u00e3o de Moura, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenador do Programa de Pesquisas Ecol\u00f3gicas de Longa Dura\u00e7\u00e3o (PELD) do CNPq (PELD Abrolhos) e um dos autores do estudo. \u201cEsse \u00e9 um trabalho que consolida a quebra de alguns paradigmas. O Caribe n\u00e3o \u00e9 aqui!\u201d.<\/p>\n<p>O estudo foi\u00a0<a href=\"https:\/\/doi.org\/10.1371\/journal.pone.0247111\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">publicado<\/a>\u00a0recentemente na revista cient\u00edfica Plos One. Os pesquisadores observaram que, ao longo de 13 anos, os recifes de Abrolhos sustentaram uma cobertura de coral est\u00e1vel e n\u00e3o foram registradas mudan\u00e7as de domin\u00e2ncia em n\u00edvel regional, embora tenha havido decl\u00ednio do coral em um dos recifes estudados, por estar perto de um local de disposi\u00e7\u00e3o de dragagem. \u201cN\u00e3o estamos mostrando que os recifes de Abrolhos n\u00e3o est\u00e3o sob risco, nem tampouco que n\u00e3o est\u00e3o declinando. Muito pelo contr\u00e1rio\u201d, explicou Moura. \u201cAs anomalias clim\u00e1ticas e os empreendimentos mal planejados tiveram um papel bastante negativo nas \u00faltimas d\u00e9cadas\u201d.<\/p>\n<p>O estudo lista os principais estressores clim\u00e1ticos e antr\u00f3picos que contribu\u00edram para a deteriora\u00e7\u00e3o dos recifes de coral de Abrolhos. Dentre eles, est\u00e3o o estresse t\u00e9rmico e o branqueamento dos corais, a turbidez da \u00e1gua, as doen\u00e7as dos corais, as barragens e o uso do solo, a urbaniza\u00e7\u00e3o e a industrializa\u00e7\u00e3o, as dragagens e a sedimenta\u00e7\u00e3o, os desastres da minera\u00e7\u00e3o e a pesca e gest\u00e3o marinha. Os autores concluem que \u00e9 fundamental conter esses estressores locais, uma vez que a revers\u00e3o e restaura\u00e7\u00e3o tendem a se tornar cada vez mais dif\u00edceis, \u00e0 medida que os recifes s\u00e3o degradados e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas se intensificam.<\/p>\n<p>Em entrevista para ((o))eco, Rodrigo Moura nos detalha algumas particularidades e conclus\u00f5es do estudo.<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p><strong>((o))eco: De maneira geral, como est\u00e1 a situa\u00e7\u00e3o dos recifes de Abrolhos? O que mudou ao longo desse tempo de monitoramento?<\/strong><\/p>\n<figure id=\"attachment_91090\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-91090\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-91090\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/O-pesquisador-da-UFRJ-Rodrigo-Moura-em-mergulho-para-estudas-os-recifes-de-Abrolhos.-Foto-R.-Moura-1.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/O-pesquisador-da-UFRJ-Rodrigo-Moura-em-mergulho-para-estudas-os-recifes-de-Abrolhos.-Foto-R.-Moura-1.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/O-pesquisador-da-UFRJ-Rodrigo-Moura-em-mergulho-para-estudas-os-recifes-de-Abrolhos.-Foto-R.-Moura-1-225x300.jpg 225w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"851\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-91090\" class=\"wp-caption-text\">O pesquisador da UFRJ Rodrigo Moura em mergulho para estudas os recifes de Abrolhos. Foto: Arquivo pessoal.<\/figcaption><\/figure>\n<p><strong>Rodrigo Moura:<\/strong>\u00a0A cobertura de corais permaneceu relativamente est\u00e1vel, com flutua\u00e7\u00f5es ligadas principalmente a eventos clim\u00e1ticos extremos. E houve uma exce\u00e7\u00e3o not\u00e1vel em um local pr\u00f3ximo ao ponto de descarte de uma opera\u00e7\u00e3o de dragagem do setor de papel e celulose. Nesse local o decl\u00ednio da cobertura coral\u00ednea foi acentuado. A previs\u00e3o de que a dragagem n\u00e3o afetaria os corais, divulgada no in\u00edcio do processo de licenciamento, se mostrou completamente equivocada. Infelizmente, quando o princ\u00edpio da precau\u00e7\u00e3o \u00e9 violado, \u00e9 necess\u00e1rio muito esfor\u00e7o e tempo para demonstrar o dano ambiental.<\/p>\n<p>O foco dos ambientalistas profissionais esteve sempre na quest\u00e3o da amplia\u00e7\u00e3o do Parque [<a href=\"https:\/\/www.icmbio.gov.br\/parnaabrolhos\/\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Parque Nacional Marinho dos Abrolhos<\/a>]. Amplia\u00e7\u00e3o essa que pode at\u00e9 ser positiva se feita de maneira adequada. Mas que n\u00e3o ir\u00e1 proteger os recifes contra os empreendimentos poluidores na costa e nem contra os impactos do clima.<\/p>\n<p><strong>No artigo voc\u00eas mencionam que a regi\u00e3o de Abrolhos \u00e9 uma \u201czona de \u00e1gua turva\u201d. Como a alta turbidez da \u00e1gua afeta as comunidades bent\u00f4nicas?<\/strong><\/p>\n<p>A maioria dos recifes brasileiros ocorre em \u00e1reas de turbidez elevada. E por isso s\u00e3o chamados de \u201cturbid zone reefs\u201d. N\u00e3o \u00e9 uma peculiaridade de Abrolhos, mas Abrolhos \u00e9 o principal exemplo de recifes de zona turva no Atl\u00e2ntico Sul, onde ocorrem poucas esp\u00e9cies adaptadas \u00e0 turbidez elevada e altos n\u00edveis de nutrientes. Apesar dessas condi\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o hostis para a maior parte das esp\u00e9cies de corais, a cobertura coral\u00ednea de Abrolhos \u00e9 elevada, compar\u00e1vel \u00e0 de alguns recifes do Caribe e do Indo-Pac\u00edfico.<\/p>\n<p><strong>E com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s \u201cmudan\u00e7as de fase\u201d nos corais? O que seriam e como afetam os recifes? Os recifes de Abrolhos est\u00e3o passando por esse processo?<\/strong><\/p>\n<p>Os ecossistemas existem em um regime de equil\u00edbrio din\u00e2mico, ou seja, a abund\u00e2ncia dos organismos co-varia, ao longo do tempo, no entorno de um determinado n\u00edvel. Ora sobe, ora desce. Essa capacidade de retorno ao est\u00e1gio inicial \u00e9 conhecida como resili\u00eancia. Quando ocorre o fen\u00f4meno de mudan\u00e7a de fase h\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o na abund\u00e2ncia dos organismos dominantes e o recife perde parte da sua resili\u00eancia. O processo mais conhecido \u00e9 aquele que ocorre quando os corais deixam de ser os organismos dominantes e o recife passa a ser recoberto por algas, cianobact\u00e9rias e outros organismos de crescimento r\u00e1pido.<\/p>\n<div class=\"olho-esquerda\">\u201cMonitoramentos de longo prazo s\u00e3o essenciais para se detectar as grandes mudan\u00e7as ao longo do tempo.\u201d<\/div>\n<p>Em Abrolhos, foi n\u00edtida a mudan\u00e7a de fase acentuada no recife mais afetado pelo descarte das dragagens, contrariando as expectativas iniciais quando do licenciamento da atividade.<\/p>\n<p>Monitoramentos de longo prazo s\u00e3o essenciais para se detectar as grandes mudan\u00e7as ao longo do tempo. Estudos curtos, ou compara\u00e7\u00f5es entre \u00e1reas, s\u00e3o limitados para se construir um entendimento sobre como o ecossistema recifal responde ao clima e aos estressores locais, como a polui\u00e7\u00e3o e a sobrepesca.<\/p>\n<p><strong>Nos recifes mais pr\u00f3ximos da costa (<em>onshore<\/em>) voc\u00eas detectaram uma alta densidade de macroalgas n\u00e3o palat\u00e1veis e, portanto, n\u00e3o controladas pelos peixes herb\u00edvoros. Acreditava-se que essas algas poderiam \u201csufocar\u201d os corais, mas isso n\u00e3o foi observado. Como essas algas podem ser ben\u00e9ficas para os corais?<\/strong><\/p>\n<p>Eu n\u00e3o chamaria as macroalgas de ben\u00e9ficas, mas n\u00f3s temos demonstrado que, nos recifes brasileiros, elas n\u00e3o s\u00e3o as vil\u00e3s que se imaginava. Esse \u00e9 um paradigma do Caribe que parece n\u00e3o corresponder \u00e0 nossa realidade.<\/p>\n<p>Temos um\u00a0<a href=\"https:\/\/peerj.com\/articles\/5419\/\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">trabalho recente<\/a>\u00a0em que as mesmas col\u00f4nias de corais foram acompanhadas ao longo de uma d\u00e9cada. Surpreendentemente, as col\u00f4nias das \u00e1reas com menos macroalgas declinaram mais r\u00e1pido do que as col\u00f4nias em \u00e1reas com mais macroalgas. Esse processo est\u00e1 ligado \u00e0s cianobact\u00e9rias, inimigas n\u00famero um dos corais, que n\u00e3o s\u00e3o inibidas pelas macroalgas. N\u00e3o \u00e9 especula\u00e7\u00e3o nem conjectura. S\u00e3o dados de uma d\u00e9cada de observa\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas.<\/p>\n<p>Importante pontuar duas quest\u00f5es: (1) N\u00e3o temos evid\u00eancias de que a alta cobertura por macroalgas \u00e9 um fen\u00f4meno recente no Atl\u00e2ntico Sul, ou nos recifes costeiros de Abrolhos. Novamente trago a quest\u00e3o da falta de estudos temporais. Assumir que o\u00a0<em>baseline<\/em>\u00a0[linha de baixa-mar ao longo da costa] de cobertura de corais e algas no Brasil \u00e9 igual ao do Caribe, como vinha sendo feito, \u00e9 bastante question\u00e1vel. (2) Diferente do Caribe e de outras regi\u00f5es recifais mais bem conhecidas, em Abrolhos os corais n\u00e3o s\u00e3o os principais construtores dos chapeir\u00f5es [forma\u00e7\u00f5es recifais que s\u00f3 existem em Abrolhos, podendo chegar a 20 metros de altura e 50 metros de di\u00e2metro]. Os recifes de Abrolhos foram constru\u00eddos por algas coralin\u00e1ceas, que se desenvolvem muito bem sob baixa luminosidade, e por briozo\u00e1rios, que s\u00e3o invertebrados filtradores.<\/p>\n<p>As principais inimigas dos corais de Abrolhos foram, portanto, as cianobact\u00e9rias, que causam necroses e outros danos \u00e0s col\u00f4nias. E as macroalgas s\u00e3o antagonistas das cianobact\u00e9rias. As cianobact\u00e9rias crescem explosivamente em momentos de anomalias clim\u00e1ticas. As macroalgas n\u00e3o. Em resumo, o nosso estudo chama aten\u00e7\u00e3o para a necessidade de adquirirmos s\u00e9ries longas e robustas de dados para que se possa entender como os ecossistemas recifais brasileiros, t\u00e3o peculiares, funcionam.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os recifes tropicais est\u00e3o sendo severamente impactados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e por amea\u00e7as locais como<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":142319,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/03\/abrolhos.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Os recifes tropicais est\u00e3o sendo severamente impactados pelas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e por amea\u00e7as locais como","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142318"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142318"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142318\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142321,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142318\/revisions\/142321"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142319"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142318"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142318"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142318"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}