{"id":142228,"date":"2021-02-27T12:57:38","date_gmt":"2021-02-27T15:57:38","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142228"},"modified":"2021-02-27T14:33:08","modified_gmt":"2021-02-27T17:33:08","slug":"estudo-sobre-avifauna-em-area-protegida-em-joao-pessoa-alerta-para-fragmentacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estudo-sobre-avifauna-em-area-protegida-em-joao-pessoa-alerta-para-fragmentacao\/","title":{"rendered":"Estudo sobre avifauna em \u00e1rea protegida em Jo\u00e3o Pessoa alerta para fragmenta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mata_jp1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-142229\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mata_jp1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mata_jp1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mata_jp1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Na regi\u00e3o metropolitana de Jo\u00e3o Pessoa, na Para\u00edba, h\u00e1 pequenos remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica. O maior deles \u2013 e do estado \u2013 est\u00e1 protegido pelo Ref\u00fagio de Vida Silvestre Mata do Buraquinho, associado ao Jardim Bot\u00e2nico Benjamin Maranh\u00e3o. S\u00e3o pouco mais de 510 hectares de prote\u00e7\u00e3o integral de floresta dentro da \u00e1rea urbana da capital. Apesar do tamanho, a Mata do Buraquinho \u00e9 um cora\u00e7\u00e3o verde praticamente isolado pelo concreto, que divide uma larga fronteira com a BR-230, a Rodovia Governador Antonio Mariz. Nesta mancha florestal, existem 113 esp\u00e9cies de aves, sendo seis delas consideradas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e com \u00e1rea de ocorr\u00eancia restrita, conforme destacou um estudo recente que fez o levantamento da avifauna dentro da \u00e1rea protegida.<\/p>\n<p>Uma delas \u00e9 o gavi\u00e3o-gato-do-nordeste (<em>Leptodon forbesi<\/em>), cuja ocorr\u00eancia \u00e9 restrita ao nordeste do Brasil. A esp\u00e9cie \u00e9 considerada em perigo de extin\u00e7\u00e3o e \u00e9 uma das aves de rapina mais amea\u00e7adas do Brasil, principalmente devido a perda de habitat, j\u00e1 que possui uma \u201cm\u00e9dia\u201d sensibilidade a dist\u00farbios ambientais e habita ecossistemas florestais. Estima-se que restam n\u00e3o mais do que 2.500 indiv\u00edduos maduros, a maior parte deles restrita a uma \u00fanica subpopula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do gavi\u00e3o, no levantamento constam outras cinco esp\u00e9cies que enfrentam diferentes graus de amea\u00e7a, conforme classifica\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente (<a href=\"https:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/images\/stories\/comunicacao\/publicacoes\/publicacoes-diversas\/livro_vermelho_2018_vol3.pdf\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Livro Vermelho da Fauna Brasileira Amea\u00e7ada de Extin\u00e7\u00e3o, Volume 3 \u2013 Aves<\/a>): o apuim-de-cauda-amarela (<em>Touit surdus<\/em>), o arapa\u00e7u-rajado-do-nordeste (<em>Xiphorhynchus atlanticus<\/em>), o bico-virado-mi\u00fado (<em>Xenops minutus alagoanus<\/em>) e a maria-de-barriga-branca (<em>Hemitriccus griseipectus naumburgae<\/em>), classificadas com o status de Vulner\u00e1vel; e o anambezinho (<em>Iodopleura pipra leucopygia<\/em>), considerado Em Perigo de Extin\u00e7\u00e3o, grau mais severo de amea\u00e7a.<\/p>\n<p>A capacidade de voo n\u00e3o significa que a conectividade florestal seja menos importante para a sobreviv\u00eancia de v\u00e1rias esp\u00e9cies de aves, como ressalta o ornit\u00f3logo Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio Concei\u00e7\u00e3o de Almeida, autor da pesquisa,\u00a0<a href=\"http:\/\/revista.ecogestaobrasil.net\/v8n18\/v08n18a03.html\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">publicada no final de janeiro na Revista Brasileira de Gest\u00e3o Ambiental e Sustentabilidade<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cSe tem a ideia de que aves n\u00e3o t\u00eam problemas para transitar e se deslocarem por terem capacidade de voar. Muitas esp\u00e9cies s\u00e3o generalistas quanto ao habitat e assim o fazem, mas tantas outras s\u00e3o dependentes de florestas densas e n\u00e3o se deslocam por \u00e1reas abertas, possuem seus h\u00e1bitos alimentares e reprodutivos ligados diretamente \u00e0 fitofisionomia onde evolu\u00edram ao longo das centenas e milhares de anos nesses corpos florestais; os quais podem ser de florestas densas e \u00famidas, como podem ser forma\u00e7\u00f5es vegetais mais secas e abertas, a exemplo do Cerrado\u201d, conta Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio.<\/p>\n<p>No caso do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/Ref%C3%BAgio_de_Vida_Silvestre_Mata_do_Buraquinho\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Ref\u00fagio de Vida Silvestre (RVS) da Mata do Buraquinho<\/a>, ele cita o exemplo da pequena maria-de-barriga-branca, esp\u00e9cie end\u00eamica do Centro de Endemismo de Pernambuco \u2013 regi\u00e3o biogeogr\u00e1fica \u00fanica da Mata Atl\u00e2ntica distribu\u00edda entre os estados de Alagoas e Rio Grande do Norte \u2013 e classificada como vulner\u00e1vel \u00e0 extin\u00e7\u00e3o. \u201cEla \u00e9 totalmente dependente da floresta e tem uma capacidade muito limitada de deslocar-se entre os remanescentes florestais e quase imposs\u00edvel entre os isolados\u201d, explica.<\/p>\n<p>A maria-de-barriga-branca n\u00e3o \u00e9 a \u00fanica. As outras cinco esp\u00e9cies amea\u00e7adas que Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio identificou dentro da RVS Mata do Buraquinho tamb\u00e9m s\u00e3o dependentes de florestas e deslocam-se apenas por remanescentes florestais em est\u00e1gio m\u00e9dio a avan\u00e7ado de regenera\u00e7\u00e3o. A exig\u00eancia de cobertura florestal por essas esp\u00e9cies t\u00eam tr\u00eas principais motivos: o abrigo fornecido pelo dossel aos ninhos; a maior oferta de alimentos; e a alta diversidade de micro-habitats dentro do ambiente florestal.<\/p>\n<figure id=\"attachment_91030\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-91030\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-91030\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MiniOeco_RVS-Mata-do-Buraquinho_Apuim_Foto_-Arthur-Grosset.jpg\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MiniOeco_RVS-Mata-do-Buraquinho_Apuim_Foto_-Arthur-Grosset.jpg 400w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MiniOeco_RVS-Mata-do-Buraquinho_Apuim_Foto_-Arthur-Grosset-300x200.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MiniOeco_RVS-Mata-do-Buraquinho_Apuim_Foto_-Arthur-Grosset-223x150.jpg 223w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/MiniOeco_RVS-Mata-do-Buraquinho_Apuim_Foto_-Arthur-Grosset-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-91030\" class=\"wp-caption-text\">O carism\u00e1tico apuim-de-cauda-amarela (<em>Touit surdus<\/em>) serviria como esp\u00e9cie-bandeira para o RVS da Mata do Buraquinho. Foto: Arthur Grosset<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em seu artigo, o ornit\u00f3logo destaca ainda a situa\u00e7\u00e3o do apuim-de-cauda-amarela, considerada uma ave rara e com alta sensibilidade a dist\u00farbios ambientais. A esp\u00e9cie, end\u00eamica da Mata Atl\u00e2ntica, ocorre em ecossistemas florestais do sudeste ao nordeste do Brasil, e est\u00e1 sendo estudada dentro do atual ciclo do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.icmbio.gov.br\/portal\/faunabrasileira\/planos-de-acao\/2865-plano-de-acao-nacional-para-a-conservacao-das-aves-da-mata-atlantica\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional (PAN) para Conserva\u00e7\u00e3o das Aves da Mata Atl\u00e2ntica<\/a>. De acordo com Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio, ainda h\u00e1 poucos dados sobre a esp\u00e9cie e s\u00e3o necess\u00e1rias informa\u00e7\u00f5es mais precisas sobre seus locais de ocorr\u00eancia, distribui\u00e7\u00e3o, h\u00e1bitos alimentares e ecologia, at\u00e9 para investir em a\u00e7\u00f5es de conserva\u00e7\u00e3o em cativeiro (ex situ), assim como na natureza (in situ).<\/p>\n<p>\u201cEsse periquito possui sua biologia pouco conhecida, \u00e9 um habitante dependente de florestas bem conservadas com \u00e1rvores altas e copas densas, onde encontram frutos e s\u00edtios para reprodu\u00e7\u00e3o, tais como ocos e ou cupinzeiros. Ele apresenta movimenta\u00e7\u00e3o sempre condicionada \u00e0 circula\u00e7\u00e3o sobre e entre as copas das \u00e1rvores, o que o torna um dos Psittacidae (fam\u00edlia dos papagaios, periquitos e maracan\u00e3s) mais raros da Mata Atl\u00e2ntica, onde \u00e9 end\u00eamico e por depender desse bioma, que encontra-se bastante fragmentado no nordeste do Brasil, o torna um forte candidato a passar da categoria de Vulner\u00e1vel a Em Perigo, considerando-se a subpopula\u00e7\u00e3o nordestina\u201d, conta Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio.<\/p>\n<p>Dentre as sugest\u00f5es que detalha no seu artigo para fortalecer a conserva\u00e7\u00e3o da RVS e seus habitantes, Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio aponta que o apuim-de-cauda-amarelo, com suas cores verde e amarela bem brasileiras, teria o carisma \u2013 assim como o estado de conserva\u00e7\u00e3o alarmante \u2013 para ser uma esp\u00e9cie-bandeira da \u00e1rea protegida. A estrat\u00e9gia teria como objetivo ajudar a sensibilizar a sociedade para a causa da conserva\u00e7\u00e3o, servir de refer\u00eancia para a\u00e7\u00f5es de educa\u00e7\u00e3o ambiental e garantir recursos financeiros para a gest\u00e3o da unidade de conserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a esp\u00e9cie serviria de bandeira tamb\u00e9m para a causa da conectividade entre os fragmentos florestais, j\u00e1 que depende disso para sua sobreviv\u00eancia, como refor\u00e7a o ornit\u00f3logo. \u201cNo Ref\u00fagio de Vida Silvestre, a manuten\u00e7\u00e3o do apuim s\u00f3 ser\u00e1 garantida com possibilidades de conectividade entre outros remanescentes florestais que garantam suprimento alimentar, s\u00edtios para reprodu\u00e7\u00e3o e fluxo g\u00eanico, a fim de evitar a acentuada endogamia na popula\u00e7\u00e3o local; bem como a garantia da floresta em p\u00e9 sem queimadas, desmatamento e cortes seletivos de \u00e1rvores maduras, que s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es primordiais para a persist\u00eancia desse periquito\u201d, explica.<\/p>\n<p><strong>Sonho de corredor ecol\u00f3gico<\/strong><\/p>\n<p>Ser\u00e1 que a \u00e1rea de 512,93 hectares do Ref\u00fagio de Vida Silvestre (RVS) Mata do Buraquinho, isolada pela malha urbana da cidade, carente de conex\u00f5es com outros remanescentes florestais, \u201cser\u00e1 suficientemente funcional, em m\u00e9dio e longo prazo, para a conserva\u00e7\u00e3o das esp\u00e9cies end\u00eamicas amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o, num cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e crise ambiental?\u201d, questiona o ornit\u00f3logo em seu artigo. Para a comunidade de aves, ele acredita que n\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_91035\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-91035\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-91035\" src=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Mapa-Joao-Pessoa-RVS-Mata-do-Buraquinho-2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1280px) 100vw, 1280px\" srcset=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Mapa-Joao-Pessoa-RVS-Mata-do-Buraquinho-2.jpg 1280w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Mapa-Joao-Pessoa-RVS-Mata-do-Buraquinho-2-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Mapa-Joao-Pessoa-RVS-Mata-do-Buraquinho-2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Mapa-Joao-Pessoa-RVS-Mata-do-Buraquinho-2-600x338.jpg 600w, https:\/\/www.oeco.org.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Mapa-Joao-Pessoa-RVS-Mata-do-Buraquinho-2-640x360.jpg 640w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-91035\" class=\"wp-caption-text\">Mapa mostra o RVS da Mata do Buraquinho, uma ilha de verde bem no meio do munic\u00edpio de Jo\u00e3o Pessoa\/PB. Imagem: Google Earth<\/figcaption><\/figure>\n<p>Em Jo\u00e3o Pessoa existem outras tr\u00eas unidades de conserva\u00e7\u00e3o: a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wikiparques.org\/wiki\/Floresta_Nacional_da_Restinga_de_Cabedelo\" rel=\"noopener nofollow external noreferrer\" data-wpel-link=\"external\">Floresta Nacional da Restinga de Cabedelo<\/a>, com 114 hectares, distribu\u00edda na fronteira com o munic\u00edpio vizinho de Cabedelo, ao norte do RVS; o Parque Natural Municipal do Cui\u00e1, com 43 hectares, ao sul; e o Parque Estadual das Trilhas, criado em 2017 e que integra o territ\u00f3rio de outros tr\u00eas parques predecessores, num total de 578 hectares protegidos, no litoral sul da capital.<\/p>\n<p>Por enquanto, o corredor ecol\u00f3gico entre o Ref\u00fagio e os outros fragmentos florestais do munic\u00edpio \u00e9 apenas um sonho. A \u00e1rea protegida \u00e9 cercada por sete bairros da zona urbana de Jo\u00e3o Pessoa. O \u00fanico vislumbre mais imediato de conex\u00e3o \u00e9 o rio Jaguaribe, que corta a RVS, e conta com um pequeno corredor verde em suas margens.<\/p>\n<p>De acordo com Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio, que atua como Chefe da Divis\u00e3o de Estudos e Projetos Ambientais na Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Jo\u00e3o Pessoa, por enquanto existem apenas projetos pontuais de reordenamento urbano; e a\u00e7\u00f5es de desocupa\u00e7\u00e3o de zonas dentro de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.oeco.org.br\/dicionario-ambiental\/27468-o-que-e-uma-area-de-preservacao-permanente\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"internal\">\u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Permanente (APP)<\/a>, como as margens do Jaguaribe, e de recupera\u00e7\u00e3o ambiental de \u00e1reas degradadas, realizadas pelo governo municipal.<\/p>\n<p>\u201cPor\u00e9m carecemos de uma pol\u00edtica p\u00fablica integrada de conserva\u00e7\u00e3o de biodiversidade entre as diferentes esferas de governan\u00e7a local, que garanta a implanta\u00e7\u00e3o de corredores ecol\u00f3gicos entre os fragmentos florestais ao longo da bacia do Rio Jaguaribe e conex\u00f5es entre outras bacias hidrogr\u00e1ficas da cidade\u201d, aponta o pesquisador. A solu\u00e7\u00e3o depende ainda da cria\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o de unidades de conserva\u00e7\u00e3o que assegurem a prote\u00e7\u00e3o dos remanescentes de Mata Atl\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Para implementar corredores que garantam um m\u00ednimo de conectividade entre a RVS e outras \u00e1reas florestais, Ant\u00f4nio Cl\u00e1udio acredita que \u00e9 necess\u00e1ria \u201cuma revis\u00e3o profunda no processo de ocupa\u00e7\u00e3o e expans\u00e3o urbana da cidade de Jo\u00e3o Pessoa, que contemple a conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, por meio de um novo plano diretor e dispositivos legais que condicionem a manuten\u00e7\u00e3o de percentuais de \u00e1reas m\u00ednimas verdes nos m\u00e9dios e grandes lotes da malha urbana, particularmente \u00e0queles que possuem corpos h\u00eddricos protegidos por mata ciliares e \u00e1reas potenciais para recupera\u00e7\u00e3o ambiental. Ou seja, a decis\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 pol\u00edtica ou n\u00e3o poder\u00e1 ser diferente nesse contexto entre desenvolvimento humano e conserva\u00e7\u00e3o ambiental\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na regi\u00e3o metropolitana de Jo\u00e3o Pessoa, na Para\u00edba, h\u00e1 pequenos remanescentes da Mata Atl\u00e2ntica. 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