{"id":142198,"date":"2021-02-27T12:30:12","date_gmt":"2021-02-27T15:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142198"},"modified":"2021-02-26T20:48:09","modified_gmt":"2021-02-26T23:48:09","slug":"planta-aquatica-e-arbusto-amazonico-tem-potencial-para-produzir-bioenergia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/planta-aquatica-e-arbusto-amazonico-tem-potencial-para-produzir-bioenergia\/","title":{"rendered":"Planta aqu\u00e1tica e arbusto amaz\u00f4nico t\u00eam potencial para produzir bioenergia"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-142199\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Lentilha d\u2019\u00e1gua e mata-pasto podem se tornar alternativas \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar na gera\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o e bioeletricidade<\/h4>\n<p>Duas plantas comumente encontradas na regi\u00e3o Norte do Brasil \u2013 a lentilha d\u00b4\u00e1gua e o\u00a0mata-pasto \u2013 t\u00eam alto potencial para serem usadas como mat\u00e9ria-prima para a produ\u00e7\u00e3o de bioenergia, indicam estudos feitos por pesquisadores do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia do Bioetanol \u2013 um dos INCTs\u00a0<span class=\"Apple-style-span\"><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/auxilios\/97251\/inct-2014-instituto-nacional-de-ciencia-e-tecnologia-do-bioetanol\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">apoiados<\/a><\/span>\u00a0pela FAPESP e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq) no Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>Testes em laborat\u00f3rio revelaram que a produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facares simples pela lentilha d\u2019\u00e1gua ap\u00f3s a biomassa da planta ser submetida a um processo chamado de sacarifica\u00e7\u00e3o foi maior do que a da cana-de-a\u00e7\u00facar, a principal mat\u00e9ria-prima do etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o hoje. J\u00e1 o mata-pasto cresce muito r\u00e1pido e pode ser uma op\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel para produ\u00e7\u00e3o de bioeletricidade na regi\u00e3o amaz\u00f4nica a partir da queima da biomassa da planta, sem causar desmatamento, avaliam os pesquisadores.<\/p>\n<p>Os resultados dos estudos foram publicados no peri\u00f3dico\u00a0<i>Bioenergy Research<\/i>.<\/p>\n<p>\u201cO\u00a0mata-pasto e a lentilha d\u2019\u00e1gua poderiam complementar ou ser alternativas \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar para produ\u00e7\u00e3o de bioenergia\u201d, diz \u00e0\u00a0<span class=\"Apple-style-span\">Ag\u00eancia FAPESP<\/span>\u00a0<span class=\"Apple-style-span\"><a href=\"https:\/\/bv.fapesp.br\/pt\/pesquisador\/284\/marcos-silveira-buckeridge\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Marcos Silveira Buckeridge<\/a><\/span>, diretor do INCT do Bioetanol e coordenador dos projetos.<\/p>\n<p>Os pesquisadores avaliaram a composi\u00e7\u00e3o e o potencial de sacarifica\u00e7\u00e3o da biomassa das duas plantas para produ\u00e7\u00e3o de bioenergia. Os resultados das an\u00e1lises de cinco esp\u00e9cies de lentilhas d\u2019\u00e1gua \u2013\u00a0<i>Spirodela polyrhiza<\/i>,\u00a0<i>Landoltia punctata<\/i>,\u00a0<i>Lemna gibba<\/i>,\u00a0<i>Wolffiella caudata<\/i>\u00a0e\u00a0<i>Wolffia borealis<\/i> \u2013 revelaram que tr\u00eas monossacar\u00eddeos \u2013 glicose, galactose e xilose \u2013 constituem 51,4% da\u00a0parede celular planta.<\/p>\n<p>Os resultados tamb\u00e9m indicaram que a biomassa da lentilha d\u00b4\u00e1gua apresenta baixa resist\u00eancia \u00e0 hidr\u00f3lise ou sacarifica\u00e7\u00e3o. Nesse processo, a biomassa lignocelul\u00f3sica \u00e9 colocada em contato com um coquetel enzim\u00e1tico com o objetivo de transformar os a\u00e7\u00facares complexos presentes na parede celular da planta em a\u00e7\u00facares simples, que podem ser fermentados pelas leveduras para a obten\u00e7\u00e3o de etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cA lentilha d\u2019\u00e1gua apresentou baixa resist\u00eancia \u00e0 hidr\u00f3lise, provavelmente porque quase n\u00e3o tem lignina\u201d, avalia Buckeridge. A lignina \u00e9 uma macromol\u00e9cula que, associada \u00e0 hemicelulose e \u00e0 celulose na parede celular, tem a fun\u00e7\u00e3o de conferir rigidez, impermeabilidade e resist\u00eancia a ataques biol\u00f3gicos e mec\u00e2nicos aos tecidos vegetais.<\/p>\n<p>J\u00e1 os resultados das an\u00e1lises do\u00a0mata-pasto (esp\u00e9cie\u00a0<i>Senna reticulata<\/i>) revelaram que quase 50% da biomassa das folhas e do caule da planta \u00e9 composta por pectinas, hemiceluloses e celulose. A lignina variou consideravelmente entre os \u00f3rg\u00e3os da planta, estando mais presente nas ra\u00edzes (35%), folhas (10%) e caule (7%).<\/p>\n<p>\u201cAo analisarmos a biomassa inteira da planta vimos que ela tem uma quantidade enorme de amido nas folhas, muito maior\u00a0do que j\u00e1 encontramos em outras plantas\u201d, compara\u00a0Buckeridge.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m avaliaram o efeito do aumento de di\u00f3xido de carbono (CO2) na atmosfera na composi\u00e7\u00e3o da biomassa do\u00a0mata-pasto. Os resultados indicaram que, embora n\u00e3o tenha alterado significativamente a composi\u00e7\u00e3o de lignina na parede celular, o CO2 elevado reduziu a propor\u00e7\u00e3o da macromol\u00e9cula nas folhas e ra\u00edzes da planta. Al\u00e9m disso, aumentou 31% a concentra\u00e7\u00e3o de amido nas folhas e melhorou em 47% a sacarifica\u00e7\u00e3o da biomassa da planta.<\/p>\n<p>\u201cO mata-pasto se desenvolve muito bem sob altas temperaturas. Por isso \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o interessante para gera\u00e7\u00e3o de bioeletricidade pela queima da biomassa da planta, principalmente na regi\u00e3o Norte do pa\u00eds\u201d, afirma Buckeridge.<\/p>\n<p>A lentilha d\u2019\u00e1gua, por sua vez, tamb\u00e9m cresce em todas as regi\u00f5es do mundo. Al\u00e9m de ser uma op\u00e7\u00e3o para produzir etanol de segunda gera\u00e7\u00e3o \u2013 por ser mais f\u00e1cil de hidrolisar do que a cana-de-a\u00e7\u00facar \u2013, a planta tamb\u00e9m serve para limpar \u00e1gua, destaca o pesquisador.<\/p>\n<p>\u201cOutra vantagem da lentilha d\u2019\u00e1gua em rela\u00e7\u00e3o a outras culturas que t\u00eam sido estudadas para produ\u00e7\u00e3o de bioenergia \u00e9 que n\u00e3o precisa de terra para ser cultivada. Por isso, n\u00e3o concorre com a produ\u00e7\u00e3o de alimentos\u201d, afirma Buckeridge.<\/p>\n<p>O artigo\u00a0<i>Senna reticulata: a viable option for bioenergy production in the Amazonian region<\/i>\u00a0(DOI: 10.1007\/s12155-020-10176-x), de Adriana Grandis, Bruna C. Arenque-Musa, Marina C. M. Martins, Thais Olivar Maciel, Rachael Simister, Leonardo D. G\u00f3mez e Marcos S. Buckeridge, pode ser lido na revista\u00a0<i>Bioenergy Research<\/i>\u00a0em\u00a0<span class=\"Apple-style-span\"><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12155-020-10176-x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12155-020-10176-x<\/a><\/span>.<\/p>\n<p>E o artigo\u00a0<i>High saccharification, low lignin, and high sustainability potential make duckweeds adequate as bioenergy feedstocks<\/i>\u00a0(DOI: 10.1007\/s12155-020-10211-x), de D\u00e9bora Pagliuso, Adriana Grandis, Eric Lam e Marcos S. Buckeridge, pode ser lido na mesma revista em\u00a0<span class=\"Apple-style-span\"><a href=\"https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12155-020-10211-x\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/link.springer.com\/article\/10.1007\/s12155-020-10211-x<\/a><\/span>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lentilha d\u2019\u00e1gua e mata-pasto podem se tornar alternativas \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar na gera\u00e7\u00e3o de etanol de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":142199,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/arvore.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Lentilha d\u2019\u00e1gua e mata-pasto podem se tornar alternativas \u00e0 cana-de-a\u00e7\u00facar na gera\u00e7\u00e3o de etanol de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142198"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142198"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142198\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142201,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142198\/revisions\/142201"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142199"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142198"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142198"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142198"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}