{"id":142143,"date":"2021-02-26T13:00:08","date_gmt":"2021-02-26T16:00:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142143"},"modified":"2021-02-26T11:43:45","modified_gmt":"2021-02-26T14:43:45","slug":"proteina-aponta-celulas-do-cerebro-com-maior-risco-de-alzheimer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/proteina-aponta-celulas-do-cerebro-com-maior-risco-de-alzheimer\/","title":{"rendered":"Prote\u00edna aponta c\u00e9lulas do c\u00e9rebro com maior risco de Alzheimer"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-142144\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Estudo feito com amostras do Biobanco de Enc\u00e9falos da USP poder\u00e1 servir de base ao desenvolvimento de medicamentos para proteger as c\u00e9lulas do surgimento de Alzheimer<\/p>\n<p>Cientistas identificaram nas c\u00e9lulas do c\u00e9rebro uma prote\u00edna que indica maior vulnerabilidade \u00e0\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/exame-de-sangue-pode-prever-doenca-de-alzheimer-com-precisao\/\">doen\u00e7a de Alzheimer<\/a><\/strong>. A descoberta foi feita por pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e da Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Francisco (UCSF), nos Estados Unidos, a partir da an\u00e1lise de amostra de tecidos cerebrais do Biobanco de Enc\u00e9falos Humanos da FMUSP. O estudo, descrito em\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41593-020-00764-7\">artigo<\/a><\/strong> na revista \u201cNature Neuroscience\u201d, poder\u00e1 servir de base ao desenvolvimento de medicamentos para proteger as c\u00e9lulas do c\u00e9rebro do Alzheimer.<\/p>\n<p>Nas\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/proteina-antes-ligada-a-demencia-na-verdade-conserta-dna\/\">dem\u00eancias<\/a><\/strong>, como a doen\u00e7a de Alzheimer, as c\u00e9lulas do c\u00e9rebro, os\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/neuronios-que-mapeiam-memorias-sao-identificados-no-cerebro-humano\/\">neur\u00f4nios<\/a><\/strong>, morrem aos poucos. \u201cAlguns desses neur\u00f4nios s\u00e3o mais sens\u00edveis a desenvolverem a doen\u00e7a antes do que outros. Chamamos isso de vulnerabilidade seletiva\u201d, aponta ao \u201cJornal da USP\u201d a professora Lea Grinberg, da FMUSP e UCSF, coautora do trabalho. \u201cAcredita-se que caso consegu\u00edssemos desvendar qual a assinatura ou composi\u00e7\u00e3o molecular desses neur\u00f4nios sens\u00edveis, seria poss\u00edvel desenvolver drogas para proteg\u00ea-los.\u201d<\/p>\n<p>A pesquisa analisou duas regi\u00f5es do c\u00e9rebro: o c\u00f3rtex entorrinal e o c\u00f3rtex frontal superior. \u201cO c\u00f3rtex entorrinal, regi\u00e3o de integra\u00e7\u00e3o de todas as fun\u00e7\u00f5es cerebrais, \u00e9 a primeira \u00e1rea cortical a desenvolver emaranhados neurofibrilares, que s\u00e3o as les\u00f5es caracter\u00edsticas de Alzheimer\u201d, descreve a professora. \u201cO c\u00f3rtex frontal superior, uma \u00e1rea de integra\u00e7\u00e3o motora, incluindo ocular, s\u00f3 desenvolve os emaranhados d\u00e9cadas depois.\u201d<\/p>\n<h6><strong>An\u00e1lises diferentes<\/strong><\/h6>\n<p>Os cientistas fizeram dois tipos de an\u00e1lises, a primeira delas envolvendo express\u00e3o de RNA, por meio de uma t\u00e9cnica chamada\u00a0<em>single cell<\/em>. \u201cEm estudos tradicionais, se pega um peda\u00e7o de tecido, macera tudo junto e se mede o RNA para se entender as diferen\u00e7as de n\u00edveis de RNA em rela\u00e7\u00e3o a uma condi\u00e7\u00e3o normal\u201d, aponta a professora da FMUSP. \u201cNo\u00a0<em>single cell<\/em>, se dissocia o tecido em n\u00facleos celulares, se p\u00f5e cada n\u00facleo em uma gota de \u00f3leo com um c\u00f3digo de barra, e se analisa o RNA de 10.000 c\u00e9lulas. Em vez de um valor s\u00f3, se mede o valor individual de cada c\u00e9lula.\u201d<\/p>\n<p>Como as c\u00e9lulas t\u00eam componentes moleculares pr\u00f3prios, \u00e9 poss\u00edvel saber o que acontece com o RNA em cada subpopula\u00e7\u00e3o de c\u00e9lulas. \u201cDessa forma, descobrimos que tipo de neur\u00f4nio \u00e9 mais vulner\u00e1vel ao Alzheimer\u201d, ressalta a professora. O outro teste realizado foi a an\u00e1lise imuno-histoqu\u00edmica multiplex. \u201cComo os resultados de express\u00e3o de RNA s\u00e3o complexos, escolhemos os melhores candidatos moleculares e identificamos as prote\u00ednas correspondentes em tecido cerebral de pessoas que morreram com n\u00edveis progressivos de Alzheimer\u201d.<\/p>\n<h6><strong>Assinatura molecular<\/strong><\/h6>\n<p>Os pesquisadores conseguiram confirmar um candidato molecular, a prote\u00edna RORB. \u201cNeur\u00f4nios que expressam RORB s\u00e3o os mais vulner\u00e1veis para Alzheimer\u201d, destaca a professora ao \u201cJornal da USP\u201d. \u201cAgora que sabemos pela primeira vez qual \u00e9 a assinatura molecular dos neur\u00f4nios mais vulner\u00e1veis ao Alzheimer, podemos tentar desenvolver drogas para prote\u00e7\u00e3o.\u201d Os resultados do trabalho s\u00e3o descritos no artigo\u00a0<em>Molecular characterization of selectively vulnerable neurons in Alzheimer\u2019s disease<\/em>, publicado pela \u201cNature Neuroscience\u201d em 11 de janeiro.<\/p>\n<p>A professora Lea observa que as an\u00e1lises foram realizadas nos Estados Unidos com o material fornecido pelo Biobanco de Enc\u00e9falos Humanos da FMUSP. \u201cEsse biobanco \u00e9 muito mais do que um fornecedor de tecido. Antes de um tecido cerebral entrar em pesquisa, \u00e9 necess\u00e1ria uma s\u00e9rie de an\u00e1lises cl\u00ednicas, patol\u00f3gicas e gen\u00e9ticas por profissionais muito bem treinados\u201d, diz. \u201cDe cada 100 tecidos analisados, apenas um serve para esse tipo de estudo. D\u00e1 trabalho, mas n\u00e3o h\u00e1 nenhum outro lugar no mundo com uma s\u00e9rie populacional como a da FMUSP, gra\u00e7as ao Servi\u00e7o de Verifica\u00e7\u00e3o de \u00d3bitos e ao Biobanco, uma colabora\u00e7\u00e3o entre Patologia, Geriatria e Neurologia.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estudo feito com amostras do Biobanco de Enc\u00e9falos da USP poder\u00e1 servir de base ao<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":142144,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/cerebro-2.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Estudo feito com amostras do Biobanco de Enc\u00e9falos da USP poder\u00e1 servir de base ao","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142143"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142143"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142143\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":142146,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142143\/revisions\/142146"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/142144"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}