{"id":14211,"date":"2015-01-17T00:00:24","date_gmt":"2015-01-17T00:00:24","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=14211"},"modified":"2015-01-16T14:39:30","modified_gmt":"2015-01-16T14:39:30","slug":"papagaio-de-cara-roxa-sai-da-lista-nacional-de-especies-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/papagaio-de-cara-roxa-sai-da-lista-nacional-de-especies-ameacadas-de-extincao\/","title":{"rendered":"Papagaio-de-cara-roxa sai da lista nacional de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft\" src=\"http:\/\/www.revistaecologico.com.br\/esite\/kcfinder\/upload\/images\/noticias\/Papagaio-da-cara-roxa-SPVS-credito-Zig-Koch.jpg\" alt=\"A\u00e7\u00f5es conjuntas com a comunidade do litoral norte do Paran\u00e1 e instala\u00e7\u00e3o de ninhos artificiais foram essenciais para reavalia\u00e7\u00e3o positiva da esp\u00e9cie - Cr\u00e9dito: Zig Koch\" width=\"240\" height=\"163\" \/>A <strong>Lista de Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o<\/strong>, divulgada no final de 2014 pelo Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e conta, agora, com 1.173 esp\u00e9cies. Ela \u00e9 elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio) e reavalia o <strong>papagaio-de-cara-roxa (<em>Amazona brasiliensis<\/em>)<\/strong> da categoria \u201cvulner\u00e1vel\u201d para \u201cquase amea\u00e7ada\u201d.<\/p>\n<p>A sa\u00edda do papagaio demonstra que o trabalho em conserva\u00e7\u00e3o para algumas esp\u00e9cies est\u00e1 dando frutos. O papagaio-de-cara-roxa estava na lista principalmente pela degrada\u00e7\u00e3o dos locais onde habita e pelo com\u00e9rcio de animais silvestres. Segundo a coordenadora do Projeto de Conserva\u00e7\u00e3o do Papagaio-de-cara-roxa, Elenise Sipinski, a reavalia\u00e7\u00e3o desta esp\u00e9cie deve ser comemorada, pois indica que a principal regi\u00e3o onde ocorre, o litoral norte do Paran\u00e1, est\u00e1 em bom estado de conserva\u00e7\u00e3o, o que possibilita a recupera\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie amea\u00e7ada. Entretanto, n\u00e3o significa que a luta est\u00e1 ganha, e o trabalho deve continuar.<\/p>\n<p>O projeto foi criado pela Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (SPVS) e desde 1998 desenvolve a\u00e7\u00f5es de pesquisa e prote\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie e seu habitat, principalmente no litoral norte paranaense, onde se encontra a maior parte da popula\u00e7\u00e3o do papagaio-de-cara-roxa.<\/p>\n<p>Em 2014, a SPVS monitorou cerca de 100 ninhos ativos, a maioria artificial, e j\u00e1 registrou o nascimento de 107 filhotes. Ao longo de todo o projeto, foram registradas 1.200 atividades reprodutivas, 1.175 nascimentos de filhotes, sendo que 675 obtiveram \u00eaxito reprodutivo. Ao longo do projeto, por meio do monitoramento da popula\u00e7\u00e3o, sabe-se que ela vem se mantendo, em torno de cinco mil indiv\u00edduos.<\/p>\n<p>A orienta\u00e7\u00e3o e a sensibiliza\u00e7\u00e3o dos moradores e visitantes da regi\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 fragilidade da esp\u00e9cie e de seu habitat foram fundamentais. \u201cNo in\u00edcio, os moradores n\u00e3o sabiam que essa esp\u00e9cie estava amea\u00e7ada de extin\u00e7\u00e3o, por isso foi essencial trabalhar primeiro com eles\u201d, explica Elenise. Nesse per\u00edodo foi realizado um intenso trabalho de educa\u00e7\u00e3o ambiental com professores, alunos e jovens de Guaraque\u00e7aba e Paranagu\u00e1, al\u00e9m de campanhas educativas no litoral sobre a problem\u00e1tica do tr\u00e1fico de animais silvestres, como apoio dos \u00f3rg\u00e3os ambientais estadual e federal.<\/p>\n<p>No in\u00edcio do projeto, foram contratados dois moradores da regi\u00e3o que at\u00e9 hoje atuam com os pesquisadores no monitoramento da popula\u00e7\u00e3o e na prote\u00e7\u00e3o de ninhos ao longo de todo o per\u00edodo reprodutivo da esp\u00e9cie, que se estende de setembro a fevereiro. \u201cA perman\u00eancia da equipe do projeto na regi\u00e3o e a conviv\u00eancia com a comunidade local foi um fator importante para a diminui\u00e7\u00e3o da retirada de filhotes na natureza, uma das principais amea\u00e7as que poderiam provocar a extin\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie\u201d, destaca a coordenadora.<\/p>\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o importante foi a instala\u00e7\u00e3o, a partir de 2003, de ninhos artificiais para suprir a falta de ninhos naturais, pois foi constatado que um dos fatores limitantes para o incremento da popula\u00e7\u00e3o era a falta de locais apropriados para que os papagaios fa\u00e7am sua postura, naturalmente feita em cavidades naturais, ou ocos, de \u00e1rvores antigas da floresta.<\/p>\n<p><strong>Novas perspectivas<\/strong><\/p>\n<p>Para a SPVS, o maior desafio \u00e9 atuar com a mesma intensidade no litoral de S\u00e3o Paulo, onde desde 2013 vem realizando a\u00e7\u00f5es de monitoramento populacional e reprodutivo com apoio da Funda\u00e7\u00e3o Grupo Botic\u00e1rio de Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Natureza, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) e da Funda\u00e7\u00e3o Loro Parque (Loro Parque Fundaci\u00f3n). O projeto de conserva\u00e7\u00e3o do papagaio-de-cara-roxa pretende realizar as mesmas a\u00e7\u00f5es que vem sendo executadas com sucesso no Paran\u00e1 tamb\u00e9m em S\u00e3o Paulo. \u201cInfelizmente ainda \u00e9 comum, nessa regi\u00e3o, moradores retirarem os papagaios ainda filhotes da natureza para terem em suas moradias. Isso indica que deve ser realizado um intenso trabalho de prote\u00e7\u00e3o de ninhos, aliado a sensibiliza\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o dos moradores e visitantes\u201d, explica Elenise.<\/p>\n<p>A coordenadora do Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o dos Papagaios da Mata Atl\u00e2ntica\/ICMBio (PAN Papagaios), Patricia Serafini, ressalta que atualmente trata-se de uma esp\u00e9cie dependente de a\u00e7\u00f5es de manejo para conserva\u00e7\u00e3o, ou seja, sem o trabalho de fornecimento de ninhos artificiais e seu monitoramento, o sucesso reprodutivo poder\u00e1 ser comprometido em curto prazo, uma vez que o corte seletivo de \u00e1rvores de grande porte causou a baixa disponibilidade de ocos naturais para ninhos. Ela v\u00ea a melhora do status de conserva\u00e7\u00e3o como meta para todas as esp\u00e9cies amea\u00e7adas, contudo cautela para as particularidades locais e do papagaio-de-cara-roxa permanecem cruciais.<\/p>\n<p><strong>Sobre o Papagaio-de-cara-roxa<\/strong><\/p>\n<p>O papagaio-de-cara-roxa (<em>Amazona brasiliensis) <\/em>\u00e9 uma esp\u00e9cie end\u00eamica da Floresta Atl\u00e2ntica. Isso quer dizer que o \u00fanico lugar do mundo habitado por essa ave \u00e9 uma determinada regi\u00e3o do Brasil, localizada numa estreita faixa litor\u00e2nea de aproximadamente 285 km entre o sul de S\u00e3o Paulo e o extremo norte de Santa Catarina. Nesses locais o papagaio busca alimento, se reproduz, faz seu ninho e descansa em dormit\u00f3rios coletivos. A popula\u00e7\u00e3o total dessa esp\u00e9cie \u00e9 estimada em 6.700 indiv\u00edduos. A maior parte \u2013 cerca de cinco mil aves \u2013 vive no litoral do Paran\u00e1.<\/p>\n<p><strong>Sobre a regi\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o do litoral norte do Paran\u00e1 foi elevada \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de Reserva da Biosfera da Mata Atl\u00e2ntica, em 1991, pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, por possuir a maior por\u00e7\u00e3o cont\u00ednua de Floresta Atl\u00e2ntica do Brasil. Engloba in\u00fameras Unidades de Conserva\u00e7\u00e3o, entre elas o Parque Nacional do Superagui, que protege o dormit\u00f3rio coletivo mais significativo do papagaio-de-cara-roxa. O local abriga mais de 2 mil indiv\u00edduos em determinados per\u00edodos do ano.<\/p>\n<p>Fonte: Revista Ecol\u00f3gico<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Lista de Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o, divulgada no final de 2014<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A Lista de Esp\u00e9cies da Fauna Brasileira Amea\u00e7adas de Extin\u00e7\u00e3o, divulgada no final de 2014","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14211"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=14211"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/14211\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=14211"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=14211"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=14211"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}