{"id":142,"date":"2014-05-24T03:18:37","date_gmt":"2014-05-24T03:18:37","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=142"},"modified":"2014-06-01T19:59:09","modified_gmt":"2014-06-01T19:59:09","slug":"mudancas-do-clima-o-que-podemos-esperar-para-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/mudancas-do-clima-o-que-podemos-esperar-para-2014\/","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as do clima: o que podemos esperar para 2014"},"content":{"rendered":"<h4 style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-70474 size-full\" title=\"a2\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2012\/11\/a21.jpg\" alt=\"a21 Pesquisadores tentam descobrir influ\u00eancia das nuvens na mudan\u00e7a do clima\" width=\"450\" height=\"275\" \/><\/h4>\n<h4 style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">O ano come\u00e7a com um desafio: que nossas aten\u00e7\u00f5es e atua\u00e7\u00f5es estejam voltadas para estabelecer pol\u00edticas de enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/h4>\n<div style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Not\u00edcias sobre o clima est\u00e3o dominando as pautas da m\u00eddia por todo o mundo neste in\u00edcio de ano. De um lado, a Am\u00e9rica do Norte vem enfrentando uma onda de frio que culminou, em 7 de janeiro, com o dia mais gelado dos \u00faltimos 40 anos, quando a sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica beirou 50 \u00b0C negativos em Chicago (EUA). Enquanto isso, no Hemisf\u00e9rio Sul, uma onda de calor com sensa\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica na m\u00e9dia dos 50 \u00b0C atingiu o Rio de Janeiro, junto com altos \u00edndices de radia\u00e7\u00e3o ultravioleta que chegou a alcan\u00e7ar n\u00edveis extremos por todo pa\u00eds.Cientistas afirmam que os diferentes fen\u00f4menos s\u00e3o, na verdade, causados pelo mesmo problema: o aquecimento global. O clima estaria mais quente e, como consequ\u00eancia, surgiria um padr\u00e3o clim\u00e1tico diferente, alternando per\u00edodos de calor e de frio intensos.<\/p>\n<p>Tais acontecimentos nos levam a retomar uma discuss\u00e3o que h\u00e1 d\u00e9cadas ocupa a cabe\u00e7a de estudiosos e interessados na tem\u00e1tica do clima: como poderemos reverter essa situa\u00e7\u00e3o e atenuar os efeitos j\u00e1 percebidos?<\/p>\n<p>Cada setor da sociedade tem seu papel a desempenhar para que esse quadro seja modificado. As pol\u00edticas clim\u00e1ticas independem de fronteiras, destacando-se a necessidade de uma atua\u00e7\u00e3o global envolvendo todos os pa\u00edses, por meio de pol\u00edticas de clima internacional, de governos que contribuam com o estabelecimento de pol\u00edticas e metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e de desmatamento, empresas que invistam em inova\u00e7\u00e3o e em gest\u00e3o de baixo carbono e a sociedade civil reduzindo o consumo e utilizando transportes p\u00fablicos. Todos podem, por pequenas a\u00e7\u00f5es, contribuir para reverter esse quadro.<\/p>\n<p>O ano de 2013 foi marcado por atua\u00e7\u00f5es t\u00edmidas quanto \u00e0s pol\u00edticas clim\u00e1ticas, mesmo tendo sido um ano com preocupantes fen\u00f4menos, como o tuf\u00e3o devastador que atingiu as Filipinas, em novembro, e o n\u00edvel de 440 ppm de concentra\u00e7\u00e3o de CO2 na atmosfera, atingidos no m\u00eas de maio, a taxa mais alta dos \u00faltimos 3 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>H\u00e1 algum tempo, cientistas alertavam para a necessidade de essa cifra ficar abaixo de 350 ppm, caso contr\u00e1rio, a temperatura poderia subir, em m\u00e9dia, 2 \u00baC at\u00e9 o fim do s\u00e9culo. Para termos uma melhor dimens\u00e3o dessa alta concentra\u00e7\u00e3o, basta lembrarmos que antes da Revolu\u00e7\u00e3o Industrial a concentra\u00e7\u00e3o flutuava entre 180 ppm e 280 ppm.<\/p>\n<p>A COP 19, realizada em dezembro, na Pol\u00f4nia, pouco impressionou, deixando a sensa\u00e7\u00e3o de estarmos vivendo mais do mesmo. Entre os poucos temas que tiveram significativos avan\u00e7os est\u00e3o o regime de compensa\u00e7\u00e3o por perdas e danos e o chamado pacote REDD (aprova\u00e7\u00e3o de cr\u00e9ditos por Redu\u00e7\u00e3o de Emiss\u00f5es por Desmatamento e Degrada\u00e7\u00e3o), que foi completado e come\u00e7a a ser operacionalizado nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p>A boa not\u00edcia veio com a iniciativa Carbono Neutro, existente desde 2010, que impressionou pela decis\u00e3o de 414 cidades, em 45 pa\u00edses, que se comprometeram a reduzir suas emiss\u00f5es em 1% ao ano. Juntas, as emiss\u00f5es dessas cidades representam 4,2% das emiss\u00f5es mundiais.<\/p>\n<p><strong>F\u00f3rum Clima<\/strong><\/p>\n<p>O F\u00f3rum Clima \u2013 A\u00e7\u00e3o Empresarial sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas, \u00e9 um grupo criado para estabelecer um di\u00e1logo entre o governo e o setor empresarial e fazer com que as pol\u00edticas de enfrentamento \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas atinjam os melhores resultados poss\u00edveis. As 17 empresas participantes desse grupo e as duas organiza\u00e7\u00f5es apoiadoras \u2013 a Uni\u00e3o da Ind\u00fastria de Cana-de-A\u00e7\u00facar (\u00danica) e o F\u00f3rum Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel \u2013, v\u00eam trabalhando nessa agenda e estimulando outras empresas e organiza\u00e7\u00f5es a contribuir com a economia de baixo carbono, aproveitando novas oportunidades de neg\u00f3cios e, assim, reduzindo significativamente os impactos negativos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre o planeta.<\/p>\n<p>No ano passado, o grupo de trabalho desempenhou importantes atividades nessa agenda, como o lan\u00e7amento do Guia Metodol\u00f3gico para Invent\u00e1rio de Emiss\u00f5es de Gases de Efeito Estufa na Engenharia e Constru\u00e7\u00e3o, para levantamento unificado das emiss\u00f5es na constru\u00e7\u00e3o civil pesada, e a participa\u00e7\u00e3o ativa na consulta p\u00fablica ao Plano Nacional sobre Mudan\u00e7as do Clima. O grupo entra em 2014 tendo como\u00a0 principal tarefa a de harmonizar as pol\u00edticas p\u00fablicas em torno do objetivo comum de reduzir emiss\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda em dezembro de 2013, durante seu semin\u00e1rio anual, o F\u00f3rum Clima lan\u00e7ou a vers\u00e3o preliminar do estudo O Desafio da Harmoniza\u00e7\u00e3o das Pol\u00edticas P\u00fablicas de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas \u2013 Volume II, documento que destaca o aceleramento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas pelo mundo e exige medidas que reduzam suas causas \u2013 a chamada mitiga\u00e7\u00e3o \u2013, bem como adapta\u00e7\u00f5es para melhor enfrent\u00e1-las. Em 2014, o estudo ser\u00e1 trabalhado pelo F\u00f3rum Clima a fim de que se alcancem solu\u00e7\u00f5es para esses problemas e se diminuam as dificuldades em criar as regras, incentivos e restri\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para alterar esse cen\u00e1rio, dificuldades essas consequentes da complexidade cient\u00edfica e da diversidade de atores envolvidos em variados \u00e2mbitos: local, estadual, nacional e internacional.<\/p>\n<p>Na ocasi\u00e3o, tamb\u00e9m foram discutidas as graves previs\u00f5es do IPCC sobre os cen\u00e1rios futuros e a necessidade de que todos contribuam com a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es com um imediatismo que n\u00e3o se teve at\u00e9 hoje. Mencionou-se ainda a permiss\u00e3o de maiores emiss\u00f5es para os pa\u00edses desenvolvidos, a qual, com a urg\u00eancia que temos em reduzir por igual as emiss\u00f5es em todo o mundo, n\u00e3o faz mais nenhum sentido. \u00c9 necess\u00e1rio que os pa\u00edses aprendam a se desenvolver considerando as limita\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e que, com isso, saibam conduzir uma economia sustent\u00e1vel desde o inicio.<\/p>\n<p>A meta deste ano do F\u00f3rum Clima \u00e9 trabalhar nessas urg\u00eancias e defender a proposta do Brasil de um compromisso que leve em conta as emiss\u00f5es iniciadas desde a Revolu\u00e7\u00e3o Industrial, tendo em vista que \u00e9 preciso aliar justi\u00e7a clim\u00e1tica com mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima<\/strong><\/p>\n<p>Em 2013, o Plano Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima esteve dispon\u00edvel para consulta p\u00fablica e o Brasil foi decisivo ao instituir a Pol\u00edtica Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (PNMC), adotando voluntariamente o compromisso nacional de reduzir as emiss\u00f5es entre 36,1% a 38,9% at\u00e9 2020.<\/p>\n<p>Entre as a\u00e7\u00f5es do plano, destacam-se as seguintes: reduzir o \u00edndice de desmatamento anual da Amaz\u00f4nia em 80% at\u00e9 2020, de acordo com o Decreto n\u00ba 7390\/2010; ampliar o consumo interno de etanol em 11% ao ano nos pr\u00f3ximos dez anos; dobrar a \u00e1rea de florestas plantadas, para 11 milh\u00f5es de hectares em 2020; aumentar a reciclagem de res\u00edduos s\u00f3lidos urbanos em 20% at\u00e9 2015; ampliar a oferta de energia el\u00e9trica de cogera\u00e7\u00e3o, principalmente a que emprega baga\u00e7o de cana-de-a\u00e7\u00facar, para 11,4% da oferta total de eletricidade no pa\u00eds, em 2030; e reduzir as perdas n\u00e3o t\u00e9cnicas na distribui\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica \u00e0 taxa de 1.000 GWh por ano, nos pr\u00f3ximos dez anos.<\/p>\n<p>Esperamos que em 2014 a COP 20, que ser\u00e1 realizada no Peru, prepare as bases reais para um novo acordo clim\u00e1tico, que engaje e comprometa todas as a\u00e7\u00f5es, mitigando os efeitos negativos a partir de 2015.<\/p>\n<p>Que 2014 seja o ano em que daremos passos expressivos em dire\u00e7\u00e3o a essas metas e que, nos pr\u00f3ximos 12 meses, tenhamos a certeza de que nossa economia caminha a passos largos e decididos para a pol\u00edtica de baixo carbono. Esperamos tamb\u00e9m que esse tema seja debatido de forma transparente e respons\u00e1vel nas elei\u00e7\u00f5es deste ano.<\/p>\n<p><em>* Jorge Abrah\u00e3o \u00e9 presidente do Instituto Ethos.<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\"><\/div>\n<div style=\"color: #1b6390;\" align=\"justify\">Fonte:\u00a0<a style=\"color: #096ae2;\" href=\"http:\/\/www.institutocarbonobrasil.org.br\/artigos\/noticia=736146\" target=\"_blank\">CarbonoBrasil<\/a><br \/>\n10.05.2014<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano come\u00e7a com um desafio: que nossas aten\u00e7\u00f5es e atua\u00e7\u00f5es estejam voltadas para estabelecer<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"sabrina","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/sabrina\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O ano come\u00e7a com um desafio: que nossas aten\u00e7\u00f5es e atua\u00e7\u00f5es estejam voltadas para estabelecer","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=142"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/142\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=142"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=142"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=142"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}