{"id":141913,"date":"2021-02-22T15:00:47","date_gmt":"2021-02-22T18:00:47","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141913"},"modified":"2021-02-21T21:31:34","modified_gmt":"2021-02-22T00:31:34","slug":"bromelias-protegem-girinos-durante-parte-de-seu-desenvolvimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/bromelias-protegem-girinos-durante-parte-de-seu-desenvolvimento\/","title":{"rendered":"Brom\u00e9lias protegem girinos durante parte de seu desenvolvimento"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-141914\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Novo modo reprodutivo de perereca foi descoberto por pesquisadores da Unesp, no c\u00e2mpus de Rio Claro<\/p>\n<p>Pesquisadores descobriram um novo modo reprodutivo a partir da observa\u00e7\u00e3o de uma esp\u00e9cie de anuro end\u00eamica e pouco conhecida da\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/acao-humana-impactou-mais-de-80-dos-remanescentes-de-mata-atlantica\/\">Mata Atl\u00e2ntica<\/a><\/strong>\u00a0brasileira, a perereca\u00a0<em>Bokermannohyla astartea<\/em>. O processo inclui parte do desenvolvimento do girino dentro de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/descoberto-na-bahia-anfibio-que-nasce-vive-e-morre-em-bromelias\/\">brom\u00e9lias<\/a><\/strong>\u00a0e parte nos riachos, onde concluem seu desenvolvimento at\u00e9 a fase adulta. A descoberta foi feita por pesquisadores do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Zoologia da Unesp, no c\u00e2mpus de Rio Claro, com parceiros.<\/p>\n<p>Os anf\u00edbios possuem a maior diversidade de modos reprodutivos entre os animais, com pelo menos 41 modos reprodutivos atualmente reconhecidos. O processo descoberto por pesquisadores da Unesp, c\u00e2mpus Rio Claro, representa o 42\u00ba modo reprodutivo conhecido e foi publicado na forma de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0246401\">artigo na revista cient\u00edfica \u201cPLOS One\u201d<\/a><\/strong>.<\/p>\n<p>O trabalho foi produto da tese de doutorado do pesquisador Leo Malagoli, atualmente chefe do N\u00facleo S\u00e3o Sebasti\u00e3o do Parque Estadual da Serra do Mar e ex-aluno de doutorado do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Zoologia da Unesp, no c\u00e2mpus de Rio Claro. Malagoli explica que os anuros se reproduzem por meio da fertiliza\u00e7\u00e3o externa, isto \u00e9, as f\u00eameas liberam os \u00f3vulos na \u00e1gua e, em seguida, os machos liberam os espermatozoides. Os ovos ent\u00e3o eclodem na forma de girinos, que se desenvolvem at\u00e9 a fase adulta, encerrando assim o seu modo reprodutivo.<\/p>\n<h6><strong>Est\u00e1gios iniciais<\/strong><\/h6>\n<p>No rec\u00e9m-descoberto modo reprodutivo, a f\u00eamea, ap\u00f3s o amplexo, deposita os ovos no interior de brom\u00e9lias terrestres localizadas nas margens de riachos. Passado o tempo, os ovos eclodem em girinos. Estes permanecem durante os est\u00e1gios iniciais de desenvolvimento dentro da brom\u00e9lia, aproveitando-se do ac\u00famulo da \u00e1gua na planta. Depois, quando j\u00e1 est\u00e3o um pouco crescidos, esses animais saltam ou s\u00e3o carregados para riachos ap\u00f3s fortes chuvas que inundam o interior das brom\u00e9lias. J\u00e1 nos riachos, os girinos se metamorfoseiam em pererecas, concluindo ent\u00e3o seu desenvolvimento.<\/p>\n<p>\u201cA grande novidade do modo reprodutivo que descrevemos \u00e9 a mudan\u00e7a no ambiente de desenvolvimento dos girinos, que saem de um microambiente com espa\u00e7o e alimento limitados, e buscam terminar o seu desenvolvimento nos corpos d\u2019\u00e1gua de maior porte, localizados logo abaixo ou ao lado das brom\u00e9lias\u201d, explica Malagoli.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/perereca.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-141917\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/perereca.jpg\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/perereca.jpg 640w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/perereca-300x225.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 640px) 100vw, 640px\" \/><\/a>Casal de pererecas durante o amplexo dentro de uma brom\u00e9lia. Cr\u00e9dito: Leo Malagoli<\/p>\n<p>Para o pesquisador, uma das poss\u00edveis vantagens \u00e9 que os girinos permanecem nas brom\u00e9lias nos est\u00e1gios iniciais por elas serem um ambiente um pouco mais seguro e com menos predadores. \u201cQuando est\u00e3o um pouco mais desenvolvidos, os girinos acabam indo para um ambiente maior e mais complexo. Mas nesse momento talvez estejam mais aptos para se desvencilhar de poss\u00edveis predadores e buscar alimento do que em est\u00e1gios menos avan\u00e7ados de seu desenvolvimento\u201d, sugere.<\/p>\n<h6><strong>Quest\u00f5es evolutivas<\/strong><\/h6>\n<p>O egresso da Unesp ressaltou ainda que os dados apresentados no trabalho s\u00e3o\u00a0 importantes n\u00e3o apenas para uma melhor compreens\u00e3o de como as esp\u00e9cies interagem com seus ambientes. Eles tamb\u00e9m podem ajudar a esclarecer quest\u00f5es evolutivas e contribuir para o seu estado de conserva\u00e7\u00e3o, bem como o de outras esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do novo modo reprodutivo, o artigo ainda descreve outros aspectos de sua biologia reprodutiva, como comportamento de corte, desova e girinos. O trabalho completo pode ser baixado no link:\u00a0<a href=\"https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0246401\"><strong><em>https:\/\/journals.plos.org\/plosone\/article?id=10.1371\/journal.pone.0246401<\/em><\/strong><\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Novo modo reprodutivo de perereca foi descoberto por pesquisadores da Unesp, no c\u00e2mpus de Rio<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141914,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/bromelia.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Novo modo reprodutivo de perereca foi descoberto por pesquisadores da Unesp, no c\u00e2mpus de Rio","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141913"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141913"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141913\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141916,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141913\/revisions\/141916"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141914"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141913"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141913"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141913"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}