{"id":141821,"date":"2021-02-20T14:19:08","date_gmt":"2021-02-20T17:19:08","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141821"},"modified":"2021-02-20T14:19:58","modified_gmt":"2021-02-20T17:19:58","slug":"aquecimento-global-chega-as-profundezas-do-oceano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/aquecimento-global-chega-as-profundezas-do-oceano\/","title":{"rendered":"Aquecimento global chega \u00e0s profundezas do oceano"},"content":{"rendered":"<p>Sensores instalados a at\u00e9 4,7 mil metros abaixo da superf\u00edcie registram aumento de temperatura em regi\u00f5es abissais do Atl\u00e2ntico Sul<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano1-696x391.jpg\" width=\"639\" height=\"359\" \/><\/p>\n<p>Come\u00e7am a surgir evid\u00eancias robustas de que est\u00e1 em curso um fen\u00f4meno que ocean\u00f3grafos e estudiosos do clima temiam: o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/fundo-do-oceano-se-aquece-mais-devagar-mas-mudanca-do-clima-chegara-la\/\">aquecimento das \u00e1guas profundas dos oceanos<\/a><\/strong>. De 2009 a 2019, a temperatura em regi\u00f5es abissais do Atl\u00e2ntico, situadas a mais de 4 mil metros (m) abaixo da superf\u00edcie, tornou-se de 0,02 a 0,04 grau Celsius (\u00b0C) mais quente. Essa eleva\u00e7\u00e3o sutil, mas extremamente relevante, foi registrada por um grupo internacional de pesquisadores e apresentada em um artigo publicado em setembro de 2020 na revista \u201cGeophysical Research Letters\u201d.<\/p>\n<p>Para os especialistas, uma das causas mais prov\u00e1veis do aumento de temperatura dos mares, onde est\u00e1 armazenada 97% de toda a \u00e1gua do planeta, s\u00e3o as mudan\u00e7as no clima decorrentes da\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/dados-de-satelite-revelam-ligacoes-entre-emissoes-poluicao-e-economia\/\">emiss\u00e3o de gases de efeito estufa<\/a><\/strong>\u00a0associada \u00e0 atividade humana, que j\u00e1 tornaram a atmosfera cerca de 1 \u00b0C mais quente do que era em 1900. \u201cTemos agora sinais consistentes de que a eleva\u00e7\u00e3o da temperatura m\u00e9dia da atmosfera est\u00e1 gerando reflexos nas profundezas dos oceanos\u201d, afirma o ocean\u00f3grafo brasileiro Edmo Campos, da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), um dos autores do estudo, realizado em parceria com colaboradores da Administra\u00e7\u00e3o Nacional Atmosf\u00e9rica e Oce\u00e2nica (Noaa), dos Estados Unidos, e da Universidade de Buenos Aires, na Argentina. \u201cLentamente, eles est\u00e3o esquentando\u201d, diz Campos.[<\/p>\n<p>No trabalho, os pesquisadores analisaram dados do que provavelmente \u00e9 a mais longa s\u00e9rie de medi\u00e7\u00f5es cont\u00ednuas j\u00e1 feitas em regi\u00f5es abissais dos oceanos ao sul do equador. Durante pelo menos uma d\u00e9cada, sensores localizados em quatro pontos no fundo do Atl\u00e2ntico registraram a temperatura da \u00e1gua de hora em hora.<\/p>\n<h6><strong>Coleta fundamental<\/strong><\/h6>\n<p>Instalados em 2009 em uma expedi\u00e7\u00e3o feita com o navio hidroceanogr\u00e1fico Cruzeiro do Sul, da Marinha do Brasil, os equipamentos est\u00e3o a profundidades que variam de 1.360 m a 4.757 m. Eles e outros instalados posteriormente, alguns deles com apoio da Fapesp, assentam-se a 1 m do assoalho oce\u00e2nico ao longo do paralelo 34,5\u00b0 Sul, linha imagin\u00e1ria que circunda o globo e passa pr\u00f3ximo ao munic\u00edpio do Chu\u00ed, no Rio Grande do Sul, e \u00e0 Cidade do Cabo, na \u00c1frica do Sul.<\/p>\n<p>Os ocean\u00f3grafos consideram a coleta de dados ao longo desse paralelo fundamental para se conhecer como as altera\u00e7\u00f5es na temperatura da atmosfera afetam a zona abissal do Atl\u00e2ntico \u2013 essas mudan\u00e7as de temperatura a grandes profundidades, por sua vez, podem provocar altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas no clima do planeta. \u00c9 que, por essa latitude, a profundidades superiores a 4 mil m, passam as \u00e1guas g\u00e9lidas (com temperatura da ordem de 0,1 \u00b0C) provenientes da Ant\u00e1rtida, que fluem para o norte e se espalham pelo fundo do oceano. Essas \u00e1guas ant\u00e1rticas funcionam como um dos raros pontos de conex\u00e3o direta entre a atmosfera e as partes mais profundas dos oceanos.<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es tropicais do planeta, o ar \u00e9 mais quente do que a \u00e1gua e transfere calor para as camadas mais superficiais dos mares (at\u00e9 mil m de profundidade). Pr\u00f3ximo aos polos, por\u00e9m, a situa\u00e7\u00e3o se inverte: o ar \u00e9 bem mais frio do que a \u00e1gua e extrai calor dela. Esse fen\u00f4meno ocorre, por exemplo, em uma regi\u00e3o do Oceano Austral chamada\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/vem-ai-um-novo-megaiceberg-da-antartida\/\">Mar de Weddell<\/a><\/strong>, ao redor do qual est\u00e3o instaladas v\u00e1rias esta\u00e7\u00f5es de pesquisa ant\u00e1rticas \u2013 entre elas, a\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/estacao-brasileira-na-antartida-sera-reinaugurada-hoje\/\">brasileira<\/a><\/strong>.<\/p>\n<h6><strong>Muita energia para o aquecimento<\/strong><\/h6>\n<p>As \u00e1guas superficiais do Mar de Weddell perdem calor para a atmosfera, tornam-se mais densas e afundam. Ao submergirem, mergulham sob uma camada intermedi\u00e1ria de \u00e1guas relativamente mais quentes e avan\u00e7am ao ritmo de algumas centenas de quil\u00f4metros por ano rumo ao hemisf\u00e9rio Norte. Como quase n\u00e3o h\u00e1 varia\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica a grandes profundidades, a temperatura medida pr\u00f3ximo ao assoalho oce\u00e2nico no paralelo 34,5\u00b0 \u00e9 praticamente a mesma da \u00e1gua que afundou na vizinhan\u00e7a da Ant\u00e1rtida. O problema \u00e9 que, com o aumento da temperatura m\u00e9dia da atmosfera, o degelo nas regi\u00f5es polares vem aumentando e a \u00e1gua parece estar submergindo ligeiramente mais quente.<\/p>\n<div class=\"d9frF4Sm\">\n<div class=\"clearfix\"><\/div>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_43056\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-43056\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-43056 td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano2.jpg\" sizes=\"(max-width: 1140px) 100vw, 1140px\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano2.jpg 1140w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano2-150x84.jpg 150w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano2-768x432.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano2-696x391.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano2-1068x601.jpg 1068w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceano2-747x420.jpg 747w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"360\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-43056\" class=\"wp-caption-text\">Em viagem realizada em 2016 com o navio Puerto Deseado, pesquisadores preparam sonda para ser ancorada no fundo do oceano. Cr\u00e9dito: Alberto Piola\/Universidade de Buenos Aires<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um aumento de poucos cent\u00e9simos na temperatura da \u00e1gua em regi\u00f5es abissais pode parecer irris\u00f3rio, mas n\u00e3o \u00e9. A \u00e1gua \u00e9 uma das subst\u00e2ncias da natureza que exigem maior quantidade de energia para se aquecer. \u201cA energia necess\u00e1ria para promover um aumento de cent\u00e9simos de grau na \u00e1gua no fundo do oceano provocaria uma eleva\u00e7\u00e3o da ordem de graus na atmosfera\u201d, conta o ocean\u00f3grafo. Al\u00e9m disso, as regi\u00f5es profundas do Atl\u00e2ntico armazenam um volume de \u00e1gua gigantesco.<\/p>\n<p>\u201cEssas pequenas altera\u00e7\u00f5es podem causar efeitos significativos na circula\u00e7\u00e3o global do oceano e, consequentemente, na forma como o calor \u00e9 absorvido e redistribu\u00eddo pelas diversas regi\u00f5es do planeta\u201d, explica Campos, que tamb\u00e9m \u00e9 pesquisador na Universidade Americana de Sharjah, nos Emirados \u00c1rabes Unidos, e foi um dos coautores do cap\u00edtulo 3 do 5\u00ba Relat\u00f3rio de Avalia\u00e7\u00e3o do Clima do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas, apresentado em 2014.<\/p>\n<h6><strong>Suspeita antiga<\/strong><\/h6>\n<p>Havia tempos se suspeitava que os oceanos estivessem aquecendo. Medi\u00e7\u00f5es feitas nas \u00faltimas quatro d\u00e9cadas por instrumentos transportados por navios, capazes de registrar a temperatura ao longo de toda a coluna de \u00e1gua, ou, mais recentemente, aferi\u00e7\u00f5es da temperatura das camadas mais superficiais dos mares feitas por sat\u00e9lites ou flotilhas de boias, j\u00e1 indicavam uma tend\u00eancia de eleva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esses dados, no entanto, geravam alguma desconfian\u00e7a porque as medi\u00e7\u00f5es nem sempre eram feitas nos mesmos pontos ou realizadas com intervalos de tempo suficientemente longos. \u201cAs medi\u00e7\u00f5es infrequentes deixavam d\u00favida\u201d, relata o ocean\u00f3grafo argentino Alberto Piola, da Universidade de Buenos Aires e do Servi\u00e7o de Hidrografia Naval da Argentina, um dos coautores do estudo. \u201cOs novos dados permitem confirmar que a tend\u00eancia de aquecimento nesses 10 anos \u00e9 robusta e semelhante \u00e0 observada em levantamentos anteriores, sugerindo que se trata de uma resposta ao aquecimento global\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Para o meteorologista Pedro Leite da Silva Dias, diretor do Instituto de Astronomia, Geof\u00edsica e Ci\u00eancias Atmosf\u00e9ricas (IAG) da USP, que n\u00e3o colaborou nessa pesquisa, as medi\u00e7\u00f5es realizadas hora a hora no fundo do oceano eliminam a possibilidade de que a mudan\u00e7a de temperatura observada seja decorrente de uma amostragem inadequada, que poderia falsear os dados. \u201cO aumento medido nesse estudo \u00e9 compat\u00edvel com o que se espera que o aquecimento global cause\u201d, conta Dias, que participou da elabora\u00e7\u00e3o do 4\u00ba relat\u00f3rio de avalia\u00e7\u00e3o do IPCC, em 2007. \u201cSe a causa fossem ciclos naturais de varia\u00e7\u00e3o da temperatura, a magnitude da eleva\u00e7\u00e3o seria menor\u201d, explica.<\/p>\n<div class=\"4DEKnEp0\">\n<div class=\"clearfix\"><\/div>\n<\/div>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-43045 aligncenter td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf.png\" sizes=\"(max-width: 1900px) 100vw, 1900px\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf.png 1900w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf-150x92.png 150w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf-768x472.png 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf-1536x943.png 1536w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf-356x220.png 356w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf-696x427.png 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf-1068x656.png 1068w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/oceanoaqgraf-684x420.png 684w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"393\" \/><\/p>\n<h6><strong>Ritmo surpreendente<\/strong><\/h6>\n<p>O ritmo com que esse aumento de temperatura se manifestou nas regi\u00f5es abissais do Atl\u00e2ntico chegou a surpreender alguns especialistas. O efeito do aquecimento global estava mais bem caracterizado nas camadas superficiais do oceano. Em um estudo publicado em julho de 2020 na revista \u201cNature Climate Change\u201d, os ocean\u00f3grafos Gregory Johnson e John Lyman, ambos do Noaa, ao analisarem dados obtidos desde 1968 por diferentes estrat\u00e9gias de observa\u00e7\u00e3o, constataram que as \u00e1guas superficiais de 53% a 79% dos oceanos apresentavam tend\u00eancia de aumento de temperatura.<\/p>\n<p>\u201cCom o trabalho da \u2018Geophysical Research Letters\u2019, fica registrado que esse aquecimento est\u00e1 atingindo o fundo do oceano e \u00e9 um processo mais r\u00e1pido do que se imaginava\u201d, comenta o ocean\u00f3grafo Jos\u00e9 Henrique Muelbert, da Universidade Federal do Rio Grande (Furg), especialista em intera\u00e7\u00f5es entre organismos marinhos e coordenador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia Mar Centro de Oceanografia Integrado (INCT-Mar COI). \u201cAt\u00e9 ent\u00e3o, essas regi\u00f5es profundas do oceano eram consideradas muito est\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p>Os pesquisadores afirmam que ainda \u00e9 necess\u00e1rio mais tempo de observa\u00e7\u00e3o cont\u00ednua nas \u00e1guas abissais do paralelo 34,5\u00b0 Sul \u2013 e tamb\u00e9m em mais locais do Atl\u00e2ntico e em outros oceanos \u2013 para se caracterizar melhor esse aquecimento e confirmar se, de fato, ele \u00e9 decorrente das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas associadas \u00e0 a\u00e7\u00e3o humana. Mesmo assim, eles receiam que o aumento de temperatura das \u00e1guas profundas possa produzir efeitos de curto e de longo prazo.<\/p>\n<h6><strong>Efeitos diversos<\/strong><\/h6>\n<p>\u201cDe imediato, haveria o risco de aumento no n\u00edvel do mar, que pode ser pequeno, mas torna mais vulner\u00e1veis as popula\u00e7\u00f5es vivendo em ilhas e \u00e1reas costeiras\u201d, diz Piola. Ele tamb\u00e9m menciona que esse aquecimento pode afetar a reprodu\u00e7\u00e3o de organismos marinhos, uma vez que ovos e larvas s\u00e3o muito mais sens\u00edveis \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do ambiente do que os indiv\u00edduos adultos.<\/p>\n<p>Mantido por longos per\u00edodos, o aquecimento poderia at\u00e9 ter impacto sobre o clima do planeta. Aquecidas pela radia\u00e7\u00e3o solar na regi\u00e3o tropical, as \u00e1guas superficiais do Atl\u00e2ntico transportam calor para o hemisf\u00e9rio norte. Isso aumenta a temperatura da atmosfera pr\u00f3ximo ao \u00c1rtico e permite a ocorr\u00eancia de um clima mais ameno na Europa \u2013 ao perderem calor, essas \u00e1guas submergem e retornam para o sul em uma camada intermedi\u00e1ria, mais fria. \u201cCaso o aquecimento do oceano enfraque\u00e7a essa circula\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s dezenas ou centenas de anos, poderia haver altera\u00e7\u00f5es dr\u00e1sticas no clima\u201d, afirma Campos. Registros paleoclim\u00e1ticos sugerem que essa circula\u00e7\u00e3o estava enfraquecida nas \u00faltimas glacia\u00e7\u00f5es, quando geleiras cobriram boa parte do hemisf\u00e9rio norte do planeta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sensores instalados a at\u00e9 4,7 mil metros abaixo da superf\u00edcie registram aumento de temperatura em<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":false,"thumbnail":false,"medium":false,"medium_large":false,"large":false,"1536x1536":false,"2048x2048":false,"cream-magazine-thumbnail-2":false,"cream-magazine-thumbnail-3":false,"cream-magazine-thumbnail-4":false},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sensores instalados a at\u00e9 4,7 mil metros abaixo da superf\u00edcie registram aumento de temperatura em","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141821"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141821"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141821\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141823,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141821\/revisions\/141823"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141821"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141821"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141821"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}