{"id":141791,"date":"2021-02-20T11:54:14","date_gmt":"2021-02-20T14:54:14","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141791"},"modified":"2021-02-20T11:54:14","modified_gmt":"2021-02-20T14:54:14","slug":"dna-mais-antigo-do-mundo-revela-como-os-mamutes-evoluiram","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/dna-mais-antigo-do-mundo-revela-como-os-mamutes-evoluiram\/","title":{"rendered":"DNA mais antigo do mundo revela como os mamutes evolu\u00edram"},"content":{"rendered":"<p class=\"td-post-sub-title-excerpt\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-141792\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Sequenciamento gen\u00e9tico de tr\u00eas esp\u00e9cimes preservados no permafrost siberiano mostrou a exist\u00eancia de uma linhagem at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida de mamutes<\/p>\n<div class=\"td-module-meta-info\">\n<p>Uma equipe internacional liderada por pesquisadores do Centro de Paleogen\u00e9tica de Estocolmo (Su\u00e9cia) sequenciou o DNA recuperado de restos de\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/esqueleto-de-mamute-bem-preservado-e-achado-no-artico-russo\/\">mamutes<\/a><\/strong>\u00a0com at\u00e9 1,2 milh\u00e3o de anos. As an\u00e1lises mostram que o mamute-columbiano (<em>Mammuthus columbi<\/em>) que habitou a Am\u00e9rica do Norte durante a \u00faltima era glacial era um h\u00edbrido entre o\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/sera-possivel-clonar-um-mamute-lanoso-de-mais-de-28-mil-anos\/\">mamute-lanoso<\/a><\/strong>\u00a0e uma linhagem gen\u00e9tica previamente desconhecida de mamute. Al\u00e9m disso, o estudo fornece novos conhecimentos sobre quando e com que rapidez os mamutes se adaptaram ao clima frio. Essas descobertas foram\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-021-03224-9\">publicadas<\/a><\/strong> na revista \u201cNature\u201d.<\/p>\n<p>H\u00e1 cerca de 1 milh\u00e3o de anos, n\u00e3o existiam mamutes-lanosos ou mamutes-columbianos, pois eles ainda n\u00e3o haviam evolu\u00eddo. Essa foi a \u00e9poca de seu predecessor, o mamute-da-estepe. Os pesquisadores agora conseguiram analisar os genomas de tr\u00eas mamutes antigos, usando DNA recuperado de dentes de mamute que ficaram enterrados por 0,7-1,2 milh\u00e3o de anos no\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/a-caixa-preta-do-permafrost\/\">permafrost<\/a><\/strong>\u00a0siberiano.<\/p>\n<ul>\n<li><strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/circulos-misteriosos-de-ossos-de-mamutes-dao-pistas-sobre-era-do-gelo\/\">C\u00edrculos misteriosos de ossos de mamutes d\u00e3o pistas sobre Era do Gelo<\/a><\/strong><\/li>\n<li><strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/descoberto-rinoceronte-da-era-do-gelo-na-siberia\/\">Descoberto rinoceronte da Era do Gelo na Sib\u00e9ria<\/a><\/strong><\/li>\n<\/ul>\n<p>Esta \u00e9 a primeira vez que o DNA de esp\u00e9cimes de milh\u00f5es de anos de idade foi sequenciado e autenticado. Extrair o DNA das amostras foi um desafio. Os cientistas descobriram que apenas pequenas quantidades dele permaneceram nas amostras. Al\u00e9m disso, o DNA foi degradado em fragmentos muito pequenos.<\/p>\n<p>\u201cEste DNA \u00e9 incrivelmente antigo. As amostras s\u00e3o mil vezes mais antigas do que os vest\u00edgios de vikings e s\u00e3o anteriores at\u00e9 \u00e0 exist\u00eancia de humanos e neandertais\u201d, disse Love Dal\u00e9n, professor de gen\u00e9tica evolutiva do Centro de Paleogen\u00e9tica de Estocolmo e autor s\u00eanior do estudo.<\/p>\n<div class=\"IbARcxzl\">\n<div class=\"clearfix\"><\/div>\n<\/div>\n<figure id=\"attachment_43188\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-43188\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-43188 td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-scaled.jpg\" sizes=\"(max-width: 2234px) 100vw, 2234px\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-scaled.jpg 2234w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-131x150.jpg 131w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-768x880.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-1340x1536.jpg 1340w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-1787x2048.jpg 1787w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-696x798.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-1068x1224.jpg 1068w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute2-366x420.jpg 366w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"734\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-43188\" class=\"wp-caption-text\">Dente de mamute da linhagem Krestovka. Cr\u00e9dito: CPG<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong>Origem inesperada<\/strong><\/h6>\n<p>A idade dos esp\u00e9cimes foi determinada com o uso de dados geol\u00f3gicos e do rel\u00f3gio molecular. Ambos os tipos de an\u00e1lises mostraram que dois dos esp\u00e9cimes t\u00eam mais de 1 milh\u00e3o de anos. J\u00e1 o terceiro tem cerca de 700 mil anos e representa um dos primeiros mamutes-lanosos conhecidos.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises dos genomas mostraram que o esp\u00e9cime mais antigo, com aproximadamente 1,2 milh\u00e3o de anos, pertencia a uma linhagem gen\u00e9tica de mamute at\u00e9 ent\u00e3o desconhecida. Os pesquisadores se referem a ele como mamute-krestovka, com base na localidade onde foi encontrado. Os resultados mostram que o mamute-krestovka divergiu de outros mamutes siberianos h\u00e1 mais de 2 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>\u201cIsso foi uma completa surpresa para n\u00f3s. Todos os estudos anteriores indicaram que havia apenas uma esp\u00e9cie de mamute na Sib\u00e9ria naquela \u00e9poca, chamado de mamute-da-estepe. Mas nossas an\u00e1lises de DNA agora mostram que havia duas linhagens gen\u00e9ticas diferentes, \u00e0s quais nos referimos aqui como mamute-adycha e mamute-krestovka. N\u00e3o podemos dizer com certeza ainda, mas achamos que elas podem representar duas esp\u00e9cies diferentes\u201d, disse o autor principal do estudo, Tom van der Valk.<\/p>\n<p>Os pesquisadores tamb\u00e9m sugerem que foram os mamutes pertencentes \u00e0 linhagem Krestovka que colonizaram a Am\u00e9rica do Norte h\u00e1 cerca de 1,5 milh\u00e3o de anos. Al\u00e9m disso, as an\u00e1lises mostram que o mamute-columbiano que habitou a Am\u00e9rica do Norte durante a \u00faltima idade do gelo era um h\u00edbrido. Aproximadamente metade de seu genoma veio da linhagem Krestovka, e a outra metade, do mamute-lanoso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_43177\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-43177\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-43177 td-animation-stack-type0-1\" src=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-scaled.jpg\" sizes=\"(max-width: 2560px) 100vw, 2560px\" srcset=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-scaled.jpg 2560w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-150x99.jpg 150w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-768x509.jpg 768w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-1536x1017.jpg 1536w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-2048x1356.jpg 2048w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-696x461.jpg 696w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-1068x707.jpg 1068w, https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/wp-content\/uploads\/sites\/3\/2021\/02\/mamute3-634x420.jpg 634w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"424\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-43177\" class=\"wp-caption-text\">Love Dal\u00e9n e a coautora Patr\u00edcia Pe\u010dnerov\u00e1 com uma presa de mamute na Ilha Wrangel. Cr\u00e9dito: Gleb Danilov<\/figcaption><\/figure>\n<h6><strong>Evolu\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h6>\n<p>\u201cEsta \u00e9 uma descoberta importante. Parece que o mamute-columbiano, uma das esp\u00e9cies mais ic\u00f4nicas da Idade do Gelo da Am\u00e9rica do Norte, evoluiu por meio de uma hibridiza\u00e7\u00e3o que ocorreu h\u00e1 aproximadamente 420 mil anos\u201d, disse a coautora Patr\u00edcia Pe\u010dnerov\u00e1.<\/p>\n<p>O segundo genoma de 1 milh\u00e3o de anos, do mamute-adycha, parece ter sido ancestral do mamute-lanoso. Os pesquisadores puderam, portanto, comparar seu genoma com o genoma de um dos primeiros mamutes-lanosos conhecidos, que viveu 0,7 milh\u00e3o de anos atr\u00e1s, bem como com os genomas de mamutes que t\u00eam apenas alguns milhares de anos. Isso possibilitou investigar como os mamutes se adaptaram a uma vida em ambientes frios e em que medida essas adapta\u00e7\u00f5es evolu\u00edram durante o processo de especia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As an\u00e1lises mostraram que variantes gen\u00e9ticas associadas \u00e0 vida no\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.revistaplaneta.com.br\/o-artico-derrete-e-abre-novas-rotas-de-navegacao\/\">\u00c1rtico<\/a><\/strong>, como crescimento de pelos, termorregula\u00e7\u00e3o, dep\u00f3sitos de gordura, toler\u00e2ncia ao frio e ritmos circadianos, j\u00e1 estavam presentes no mamute de 1 milh\u00e3o de anos, muito antes da origem do mamute-lanoso. Esses resultados indicam que a maioria das adapta\u00e7\u00f5es na linhagem do mamute ocorreu lenta e gradualmente ao longo do tempo.<\/p>\n<p>\u201cPoder rastrear mudan\u00e7as gen\u00e9ticas em um evento de especia\u00e7\u00e3o \u00e9 \u00fanico. Nossas an\u00e1lises mostram que a maioria das adapta\u00e7\u00f5es ao frio j\u00e1 estavam presentes no ancestral do mamute-lanoso e n\u00e3o encontramos evid\u00eancias de que a sele\u00e7\u00e3o natural foi mais r\u00e1pida durante o processo de especia\u00e7\u00e3o\u201d, diz o coautor principal David D\u00edez-del-Molino.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sequenciamento gen\u00e9tico de tr\u00eas esp\u00e9cimes preservados no permafrost siberiano mostrou a exist\u00eancia de uma linhagem<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141792,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/mamute-1.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Sequenciamento gen\u00e9tico de tr\u00eas esp\u00e9cimes preservados no permafrost siberiano mostrou a exist\u00eancia de uma linhagem","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141791"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141791"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141791\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141793,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141791\/revisions\/141793"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141792"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141791"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141791"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141791"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}