{"id":141748,"date":"2021-02-19T12:00:12","date_gmt":"2021-02-19T15:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141748"},"modified":"2021-02-18T13:36:47","modified_gmt":"2021-02-18T16:36:47","slug":"reciclagem-e-o-futuro-das-baterias-eletricas-no-fim-de-sua-vida-util","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/reciclagem-e-o-futuro-das-baterias-eletricas-no-fim-de-sua-vida-util\/","title":{"rendered":"Reciclagem \u00e9 o futuro das baterias el\u00e9tricas no fim de sua vida \u00fatil"},"content":{"rendered":"<div class=\"col-md-8 offset-md-2\">\n<div class=\"content mt-4 mb-4\">\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-141749\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>A prolifera\u00e7\u00e3o dos\u00a0<a href=\"https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/mobilidade-para-que\/por-que-o-carro-eletrico-polui-menos-que-os-modelos-a-combustao\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">carros el\u00e9tricos<\/a> no mercado mundial gerou forte preocupa\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 sustentabilidade: o que fazer com a bateria quando sua vida \u00fatil terminar? A d\u00favida ficou sem uma resposta clara durante muito tempo, mas agora a ind\u00fastria j\u00e1 vem se preparando para dar destina\u00e7\u00e3o adequada ao \u201ccora\u00e7\u00e3o\u201d do ve\u00edculo el\u00e9trico, que \u00e9 a reciclagem.<\/p>\n<p>A bateria dura, em m\u00e9dia, de oito a dez anos. Como o Brasil ainda vive o primeiro ciclo de ve\u00edculos com propuls\u00e3o el\u00e9trica nas ruas, ainda n\u00e3o h\u00e1 demanda para a reciclagem do componente. Quando isso come\u00e7ar a acontecer, \u00e9 bem prov\u00e1vel que a ind\u00fastria esteja mais estruturada para que a bateria n\u00e3o seja simplesmente descartada, o que seria nocivo ao meio ambiente. A companhia americana\u00a0<a href=\"https:\/\/www.onto-technology.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">OnTo Technology<\/a>, por exemplo, vislumbra um mercado de reciclagem mais vigoroso em 2025.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente, existem boas iniciativas para desenvolver a reciclagem de baterias de autom\u00f3veis el\u00e9tricos\u201d, afirma Ariane Mayer, gerente de sustentabilidade e economia circular do Grupo Solvi, empresa nacional de atua\u00e7\u00e3o em solu\u00e7\u00f5es ambientais integradas.<code class=\"active\">\u00a0\u201cA reciclagem \u00e9 uma alternativa tecnicamente poss\u00edvel e desej\u00e1vel.\u201d<\/code><\/p>\n<p>Ela conta que os metais usados para a fabrica\u00e7\u00e3o de baterias \u2013 como l\u00edtio, cobalto e n\u00edquel \u2013 causam danos \u00e0 natureza e \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica se forem descartados de forma incorreta. A boa not\u00edcia, por\u00e9m, \u00e9 que todos t\u00eam capacidade de ser reciclados infinitamente, permitindo sua reintrodu\u00e7\u00e3o na cadeia produtiva como insumos para a fabrica\u00e7\u00e3o de baterias novas.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-14455\" src=\"https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Baterias-Nissan-4-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Baterias-Nissan-4-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Baterias-Nissan-4-300x200.jpg 300w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Baterias-Nissan-4-768x512.jpg 768w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Baterias-Nissan-4-150x100.jpg 150w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Baterias-Nissan-4.jpg 1200w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"427\" \/><figcaption>Reciclagem de baterias ainda \u00e9 uma opera\u00e7\u00e3o onerosa, porque exige instala\u00e7\u00f5es especiais e m\u00e3o de obra qualificada. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Nissan<\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-md-8 offset-md-2\">\n<div class=\"content mt-4 mb-4\">\n<p>At\u00e9 40% de l\u00edtio e cobalto poder\u00e3o ser obtidos no processo de reciclagem. \u201cAl\u00e9m de evitar impactos ambientais, isso fechar\u00e1 o ciclo de sua utiliza\u00e7\u00e3o e promover\u00e1 a economia circular\u201d, revela Mayer.<\/p>\n<h4><strong>Log\u00edstica reversa<\/strong><\/h4>\n<p>A reciclagem do chamado lixo eletr\u00f4nico ganha mais relev\u00e2ncia na medida em que alguns cuidados forem considerados, como a seguran\u00e7a na opera\u00e7\u00e3o.\u00a0<code class=\"active\">O l\u00edtio \u00e9 um material reativo e com certo risco de explos\u00e3o, o que pode causar dificuldades na log\u00edstica reversa.<\/code><\/p>\n<p>Log\u00edstica reversa \u00e9 uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es que viabiliza a coleta e a restitui\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, com reaproveitamento em qualquer outro ciclo produtivo com destina\u00e7\u00e3o final adequada. \u201cEsse ponto de aten\u00e7\u00e3o com o l\u00edtio \u00e9 um desafio que requer solu\u00e7\u00f5es locais, sem grandes deslocamentos do produto\u201d, acredita Ariane Mayer.<\/p>\n<p>Com 11 plantas no Brasil, o Grupo Solvi tem expertise em reciclagem de res\u00edduos eletr\u00f4nicos, mas est\u00e1 atento ao mercado de reciclagem de baterias de carros el\u00e9tricos.<\/p>\n<p>Segundo Mayer, todos os materiais da bateria podem ser reaproveitados. Mesmo que o equipamento tenha uma segunda vida, como fornecedora de energia de estabelecimentos, ele tem um limite t\u00e9cnico e, inevitavelmente, passar\u00e1 pela reciclagem no futuro. \u201cOs metais s\u00e3o recursos finitos e a reutiliza\u00e7\u00e3o deles assume um papel de destaque na fabrica\u00e7\u00e3o de novas baterias\u201d, completa.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"col-md-8 offset-md-2\">\n<div class=\"content mt-4 mb-4\">\n<p>Embora a ind\u00fastria da reciclagem esteja se estruturando, Juliano Mendes, vice-presidente de componentes da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira do Ve\u00edculo El\u00e9trico (ABVE), v\u00ea uma barreira pela frente: os altos custos que a atividade exige. \u201cA opera\u00e7\u00e3o \u00e9 onerosa, porque, entre outras exig\u00eancias, precisa de uma \u00e1rea especial para o desmonte da bateria\u201d, ressalta.<\/p>\n<h4><strong>Uma tonelada de peso<\/strong><\/h4>\n<p>A fonte de energia do carro el\u00e9trico \u00e9 bastante peculiar e foge do padr\u00e3o, a come\u00e7ar pelo tamanho: pesa cerca de 1 tonelada, contra os 100 gramas da bateria do telefone celular. \u201cCada uma tem formato diferente, de acordo com a fabricante. Antes de mais nada, \u00e9 necess\u00e1rio desenergiz\u00e1-la, desconect\u00e1-la de uma s\u00e9rie de cabos, tirar todas as chapas e, a partir da\u00ed, mexer nas c\u00e9lulas\u201d, destaca.<\/p>\n<p>\u201cTodo esse esfor\u00e7o requer engenharia e m\u00e3o de obra qualificada, al\u00e9m de o processo da extra\u00e7\u00e3o do material n\u00e3o ser igual para todas as qu\u00edmicas envolvidas e custar muito caro\u201d, justifica Mendes.<\/p>\n<p>Em alguns casos, \u00e9 mais dispendioso retirar os metais da bateria usada do que comprar mat\u00e9ria-prima virgem. Nesses casos, h\u00e1 a interven\u00e7\u00e3o das autoridades para que a reciclagem n\u00e3o perca terreno. \u201cN\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a China obriga as montadoras a comprar, todos os anos, um percentual m\u00ednimo de baterias de segunda m\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-14454\" src=\"https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Reciclagem-residuos-eletronicos_Solvi-1024x328.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Reciclagem-residuos-eletronicos_Solvi-1024x328.jpg 1024w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Reciclagem-residuos-eletronicos_Solvi-300x96.jpg 300w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Reciclagem-residuos-eletronicos_Solvi-768x246.jpg 768w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Reciclagem-residuos-eletronicos_Solvi-150x48.jpg 150w, https:\/\/mobilidade.estadao.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/Reciclagem-residuos-eletronicos_Solvi.jpg 1200w\" alt=\"baterias el\u00e9tricas\" width=\"639\" height=\"204\" \/><figcaption>Grupo Solvi, que faz reciclagem de res\u00edduos eletr\u00f4nicos, j\u00e1 se prepara para trabalho de reaproveitamento de baterias de ve\u00edculos el\u00e9tricos. Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Solvi<\/figcaption><\/figure>\n<p>Dessa forma, o executivo acredita que n\u00e3o adianta investir pesado neste momento se o mercado ainda apresenta pouca demanda. \u201cEsse problema n\u00e3o \u00e9 local. L\u00e1 fora, a ind\u00fastria da reciclagem tamb\u00e9m est\u00e1 cautelosa\u201d, completa.<\/p>\n<p>Aos poucos, as marcas adotam medidas pensando no futuro de curto prazo. E isso n\u00e3o significa, necessariamente, usar baterias recicladas exclusivamente nos ve\u00edculos el\u00e9tricos. A americana Tesla anunciou que pretende reciclar as c\u00e9lulas exauridas e usar as baterias na realimenta\u00e7\u00e3o de sua Gigafactory. A chinesa BYD aproveita o equipamento no fim da vida \u00fatil para p\u00f4r em funcionamento grandes acumuladores de energia estacion\u00e1rios.<\/p>\n<p>Por mais que a cria\u00e7\u00e3o de uma infraestrutura para reciclar baterias de carros el\u00e9tricos ainda enfrente dificuldades, uma coisa \u00e9 certa: os componentes ter\u00e3o destina\u00e7\u00e3o apropriada e n\u00e3o ficar\u00e3o empilhados em cada esquina depois de descartados. O meio ambiente agradece.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A prolifera\u00e7\u00e3o dos\u00a0carros el\u00e9tricos no mercado mundial gerou forte preocupa\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 sustentabilidade: o que<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141749,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/industria.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"A prolifera\u00e7\u00e3o dos\u00a0carros el\u00e9tricos no mercado mundial gerou forte preocupa\u00e7\u00e3o ligada \u00e0 sustentabilidade: o que","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141748"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141748"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141748\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141751,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141748\/revisions\/141751"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141749"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141748"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141748"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141748"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}