{"id":141653,"date":"2021-02-17T13:00:12","date_gmt":"2021-02-17T16:00:12","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141653"},"modified":"2021-02-17T11:16:03","modified_gmt":"2021-02-17T14:16:03","slug":"estado-de-sp-tera-seu-15o-centro-de-atendimento-de-fauna-municipios-comecam-a-se-mexer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/estado-de-sp-tera-seu-15o-centro-de-atendimento-de-fauna-municipios-comecam-a-se-mexer\/","title":{"rendered":"Estado de SP ter\u00e1 seu 15\u00ba centro de atendimento de fauna. Munic\u00edpios come\u00e7am a se mexer"},"content":{"rendered":"<p><strong><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-141654\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\u201cSanta B\u00e1rbara d\u2019Oeste deve inaugurar, ainda no primeiro semestre desse ano, o primeiro Cras (Centro de Reabilita\u00e7\u00e3o de Animais Silvestres) da RPT (Regi\u00e3o do Polo T\u00eaxtil). O local servir\u00e1 para receber e tratar animais apreendidos em opera\u00e7\u00f5es ou atropelados em rodovias estaduais.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Atualmente, h\u00e1 poucos \u00f3rg\u00e3os como esse. Os mais pr\u00f3ximos s\u00e3o os de Araras e Jundia\u00ed, que t\u00eam ficado sobrecarregados nos \u00faltimos anos, segundo o Gaema (Grupo de Atua\u00e7\u00e3o Especializada em Meio Ambiente) de Piracicaba, um bra\u00e7o do Minist\u00e9rio P\u00fablico. Por isso, o CRAS de Santa B\u00e1rbara deve ajudar a desafogar essa demanda.<\/strong><\/p>\n<p><strong>A constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o surge de um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre o Gaema, a prefeitura e a Usina Furlan. O Minist\u00e9rio P\u00fablico investigava, desde 2008, o plantio de cana-de-a\u00e7\u00facar por parte do Grupo Furlan em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o permanente.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Depois de identificar essa pr\u00e1tica, prop\u00f4s um acordo judicial para que a empresa compensasse o dano causado \u00e0 natureza. Nesse TAC, houve o compromisso do grupo em recuperar as \u00e1reas afetadas at\u00e9 2027 atrav\u00e9s, dentre outras coisas, do plantio de mudas ex\u00f3ticas.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Al\u00e9m disso, a usina ainda assinou o termo se comprometendo a compensar a cidade, recuperando o Viveiro Municipal e ajudando a estruturar o CRAS \u2013 para essa \u00faltima a\u00e7\u00e3o, foi definido um investimento de R$ 225 mil por parte da empresa.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Pelo acordo, o centro de refer\u00eancia deveria ter ficado pronto em outubro, mas a pandemia atrasou o cronograma. Segundo a prefeitura, o CRAS vai funcionar junto ao Viveiro Municipal, no S\u00e3o Joaquim, e j\u00e1 teve a reforma conclu\u00edda.<\/strong><\/p>\n<p><strong>(\u2026) \u201c\u00c0s vezes, hoje, a Pol\u00edcia Militar ambiental tem que percorrer 200 km para levar o animal at\u00e9 Jundia\u00ed ou algum outro local. Existe uma car\u00eancia muito grande do cumprimento dessa pol\u00edtica. Apesar de n\u00f3s termos na regi\u00e3o um n\u00famero bastante elevado de situa\u00e7\u00f5es como essa, n\u00f3s carecemos demais desses locais destina\u00e7\u00e3o\u201d, disse a promotora do Gaema, Alexandra Facciolli Martins.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00c9 ela quem atuou no TAC firmado para a constru\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. Um dos pontos principais \u00e9 a falta de clareza sobre quem realmente deve prestar esse atendimento ao animal silvestre, segundo a promotora.<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u201cA gente verificava que a popula\u00e7\u00e3o liga para o Corpo de Bombeiros, para a Pol\u00edcia Ambiental, para a pr\u00f3pria prefeitura e acaba gerando a demora no atendimento e a pr\u00f3pria presta\u00e7\u00e3o inadequada do cuidado necess\u00e1rio do animal que acaba, muitas vezes, vindo a \u00f3bito por conta desses desencontros\u201d, pontuou.<\/strong><\/p>\n<p><strong>O CRAS de Santa B\u00e1rbara, portanto, \u00e9 o primeiro passo para instaurar uma pol\u00edtica de atendimento respons\u00e1vel aos animais silvestres, diz a promotora. \u201cA partir da\u00ed em tese cada munic\u00edpio deveria ter o seu local de atendimento, isso se revela economicamente dif\u00edcil na situa\u00e7\u00e3o atual econ\u00f4mica que a gente est\u00e1\u201d, finaliza.\u201d<\/strong>\u00a0\u2013 texto da mat\u00e9ria \u201c<a href=\"https:\/\/liberal.com.br\/cidades\/s-barbara\/santa-barbara-tera-primeiro-centro-para-reabilitar-animais-silvestres-na-regiao-1438039\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Santa B\u00e1rbara ter\u00e1 primeiro centro para reabilitar animais silvestres na regi\u00e3o<\/a>\u201d, publicada em 14 de fevereiro de 2021 pelo site do jornal O Liberal<\/p>\n<p>No estado de S\u00e3o Paulo funcionam, hoje, 14 centros de triagem e de reabilita\u00e7\u00e3o de animais silvestres n\u00e3o aqu\u00e1ticos (Cetas e Cras, tamb\u00e9m chamados de Cetras). \u00c9 a unidade da federa\u00e7\u00e3o com maior quantidade de centros, sendo um do Ibama (Lorena), um do Estado (na capital), quatro de munic\u00edpios (das prefeituras de S\u00e3o Paulo, de Barueri, de Araras e de Presidente Prudente)\u00a0 e o restante de institui\u00e7\u00f5es particulares. Apesar do n\u00famero, a distribui\u00e7\u00e3o dessas estruturas n\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea pelo territ\u00f3rio paulista e a maior parte delas se concentra na faixa leste do Estado.<\/p>\n<p>H\u00e1, portanto, uma car\u00eancia de Cetras no interior (que vivem sobrecarregados de trabalho). E o racioc\u00ednio da promotora Alexandra Facciolli Martins est\u00e1 correto: muitos animais necessitando de atendimento de urg\u00eancia, ap\u00f3s terem sido atropelados, queimados em redes de distribui\u00e7\u00e3o de eletricidade, feridos por equipamentos agr\u00edcolas, atacados por c\u00e3es ou apreendidos com traficantes, n\u00e3o chegam com vida ou chegam muito debilitados em centros especializados em fauna silvestre a uma hora ou mais de viagem do munic\u00edpio de Santa B\u00e1rbara d\u2019Oeste.<\/p>\n<p>Nesses centros, a fauna que necessita de atendimento \u00e9 recebida, avaliada, tratada e, se reabilitada, encaminhada prioritariamente para soltura. Os animais que n\u00e3o se recuperam s\u00e3o destinados a criadouros (comerciais, de pesquisa ou conservacionistas), zool\u00f3gicos ou mantenedouros.<\/p>\n<p>\u00c9 ilus\u00e3o achar que cada munic\u00edpio ter\u00e1 seu pr\u00f3prio Cetras. Afinal, mais dif\u00edcil do que construir e equipar um, \u00e9 mant\u00ea-lo. Custa bastante dinheiro e d\u00e1 muito trabalho. Fatores esses que muitos gestores municipais n\u00e3o est\u00e3o dispostos a arcar.<\/p>\n<p>Uma solu\u00e7\u00e3o interessante \u00e9 o modelo proposto pela\u00a0<a href=\"https:\/\/mataciliar.org.br\/site\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Associa\u00e7\u00e3o Mata Ciliar<\/a>, que possui um Cras em Jundia\u00ed. A entidade faz conv\u00eanios com munic\u00edpios vizinhos, que pagam para que o Cras receba e atenda animais provenientes de casos em seus territ\u00f3rios. Outra possibilidade \u00e9 fazer uma gest\u00e3o por regi\u00e3o metropolitana ou por conjunto de munic\u00edpios que podem, juntos, construir e manter Cetras.<\/p>\n<p>A descentraliza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o da fauna, iniciada principalmente ap\u00f3s a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/CCIVIL_03\/LEIS\/LCP\/Lcp140.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Lei Complementar n 140, de 2011<\/a>, est\u00e1 tendo efeitos agora. Chegou o momento de os munic\u00edpios assumirem suas responsabilidades na conserva\u00e7\u00e3o e atendimento dos animais silvestres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cSanta B\u00e1rbara d\u2019Oeste deve inaugurar, ainda no primeiro semestre desse ano, o primeiro Cras (Centro<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141654,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/preservacao.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"\u201cSanta B\u00e1rbara d\u2019Oeste deve inaugurar, ainda no primeiro semestre desse ano, o primeiro Cras (Centro","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141653"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141653"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141653\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141656,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141653\/revisions\/141656"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141654"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141653"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141653"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141653"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}