{"id":141358,"date":"2021-02-12T07:00:51","date_gmt":"2021-02-12T10:00:51","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141358"},"modified":"2021-02-11T18:16:42","modified_gmt":"2021-02-11T21:16:42","slug":"precisa-espantar-os-urubus-a-ciencia-esta-a-seu-lado-nos-estados-unidos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/precisa-espantar-os-urubus-a-ciencia-esta-a-seu-lado-nos-estados-unidos\/","title":{"rendered":"Precisa espantar os urubus? A ci\u00eancia est\u00e1 a seu lado, nos Estados Unidos"},"content":{"rendered":"<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-141359 size-medium\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>POR MESES A FIO,\u00a0um bando de mais de cem urubus-de-cabe\u00e7a-preta se instalou no alto da escola de Ensino Fundamental de Opelika, no leste do Alabama, nos Estados Unidos. As aves observam os alunos ao chegar, voam lentamente em espiral durante a aula de futebol e sujam os holofotes do campo com fezes.<\/p>\n<p>Apesar de in\u00fameras tentativas da diretoria, as aves sempre voltam, deixando alguns alunos incomodados ao passar pr\u00f3ximos dos urubus todos os dias.<\/p>\n<p>Em resposta a uma reclama\u00e7\u00e3o do superintendente da escola, um representante local do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (\u201cUSDA\u201d, na sigla em ingl\u00eas)\u00a0<a href=\"https:\/\/oanow.com\/news\/local\/govt-and-politics\/does-hanging-up-a-dead-vulture-scare-away-other-vultures-should-vultures-in-opelika-be\/article_2daf2c92-5ce3-11eb-b996-2bd13a2bbd73.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">recomendou atirar em diversas aves e pendurar seus corpos de cabe\u00e7a para baixo em \u00e1rvores pr\u00f3ximas<\/a>. Essas \u201cef\u00edgies\u201d balan\u00e7ando ao vento servem como aviso ao resto do bando para se manterem afastados, disse o representante do USDA, segundo um memorando de Gary Fuller, prefeito de Opelika.<\/p>\n<p>Os membros da comunidade hesitaram, ressaltando que as aves desempenham um papel ecol\u00f3gico importante na elimina\u00e7\u00e3o de animais mortos e n\u00e3o representam amea\u00e7a aos alunos. Alguns at\u00e9 apreciam a proximidade dos urubus. Outros argumentam que deve haver uma maneira menos terr\u00edvel de dispersar os carniceiros.<\/p>\n<p>E a ci\u00eancia est\u00e1 do lado deles. Desde o in\u00edcio da d\u00e9cada de 2000, os pesquisadores desenvolveram um arsenal \u2014 na verdade, algo mais semelhante a uma caixa de brinquedos \u2014 de ferramentas para incentivar os urubus a voarem para longe de uma forma mais humana. \u00c9 uma lista extensa que inclui fogos de artif\u00edcio, canh\u00f5es de ar e\u00a0<em>lasers<\/em>. Bem-vindo ao mundo fant\u00e1stico da dispers\u00e3o de urubus.<\/p>\n<h3><strong>Trabalho sujo da natureza<\/strong><\/h3>\n<p>Duas esp\u00e9cies de urubus s\u00e3o as principais respons\u00e1veis pela limpeza de animais mortos na Am\u00e9rica do Norte: o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\/t\/turkey-vulture\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">urubu-de-cabe\u00e7a-vermelha<\/a>,\u00a0de temperamento manso, e seu parente peralta, o<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/birds\/b\/black-vulture\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">\u00a0urubu-de-cabe\u00e7a-preta<\/a>. Como carniceiros, s\u00e3o como \u201cpequenos budistas do c\u00e9u\u201d fedorentos, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/vulturephile.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Amanda Holland<\/a>, bi\u00f3loga independente de animais silvestres e aficionada por urubus. \u201cEssas aves quase n\u00e3o matam outros animais.\u201d<\/p>\n<p>E s\u00e3o limpas, apesar de suas pr\u00e1ticas carniceiras e do interessante h\u00e1bito de expelir v\u00f4mitos com cheiro p\u00fatrido ao se sentirem amea\u00e7adas. O est\u00f4mago de um urubu secreta um suco g\u00e1strico extremamente \u00e1cido que neutraliza os pat\u00f3genos ingeridos pelas aves ao devorarem a carca\u00e7a de animais atropelados e restos de predadores. Os urubus s\u00e3o imunes \u00e0 lepra, c\u00f3lera e antraz, e s\u00e3o essenciais \u00e0 preven\u00e7\u00e3o da propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as transmitidas por carca\u00e7as.<\/p>\n<p>O maior inc\u00f4modo, para algumas pessoas, s\u00e3o os danos materiais. Os urubus-de-cabe\u00e7a-preta, que se re\u00fanem em grupos de 25 a 400 aves, buscam estruturas altas para pousar, como torres, edif\u00edcios e linhas de transmiss\u00e3o. \u00c0s vezes, os urubus-de-cabe\u00e7a-vermelha tamb\u00e9m se juntam ao bando. A elevada acidez de seus excrementos pode corroer metais com o passar do tempo, o que pode levar a quedas de energia em torres de transmiss\u00e3o el\u00e9trica,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.aphis.usda.gov\/wildlife_damage\/reports\/Wildlife%20Damage%20Management%20Technical%20Series\/Vultures.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">de acordo com o USDA<\/a>.<\/p>\n<p>A curiosidade desses animais tamb\u00e9m pode causar problemas, conta Holland. Algumas das travessuras mais comuns dos urubus s\u00e3o arrancar telhas de madeira, remover a veda\u00e7\u00e3o das janelas, redistribuir generosamente o conte\u00fado de latas de lixo pelo ch\u00e3o e arrancar a borracha de limpadores de para-brisas. Eles tamb\u00e9m t\u00eam aprecia\u00e7\u00e3o especial por destruir objetos de PVC.<\/p>\n<p>Apesar das travessuras, s\u00e3o ador\u00e1veis, afirma Holland. \u201cQuando encontram uma corrente de ar quente, sobretudo em um dia com bastante vento, parecem estar simplesmente se divertindo como nunca l\u00e1 em cima.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr css-slski2\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=320&amp;h=212\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 320px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=360&amp;h=238\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 360px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=430&amp;h=284\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 430px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=500&amp;h=330\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 500px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=768&amp;h=507\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=900&amp;h=594\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 900px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=1024&amp;h=676\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=664&amp;h=439\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1280px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=710&amp;h=469\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1600px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.webp?w=710&amp;h=469\" type=\"image\/webp\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"Dois urubus-de-cabe\u00e7a-preta na costa do Golfo da Fl\u00f3rida. Essa esp\u00e9cie gosta de se reunir em grandes ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_958295.jpg?w=710&amp;h=469\" alt=\"Dois urubus-de-cabe\u00e7a-preta na costa do Golfo da Fl\u00f3rida. Essa esp\u00e9cie gosta de se reunir em grandes ...\" width=\"640\" height=\"423\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>Dois urubus-de-cabe\u00e7a-preta na costa do Golfo da Fl\u00f3rida. Essa esp\u00e9cie gosta de se reunir em grandes bandos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont__author\">FOTO DE\u00a0<span class=\"ngart-img__cont--strong\">KLAUS NIGGE<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<h3><strong>Algazarra<\/strong><\/h3>\n<p>Os urubus s\u00e3o protegidos nos Estados Unidos pela Lei do Tratado de Aves Migrat\u00f3rias, que pro\u00edbe importun\u00e1-los ou mat\u00e1-los at\u00e9 mesmo em propriedade privada. Os infratores est\u00e3o sujeitos a multas de at\u00e9 US$ 15 mil e pena de at\u00e9 seis meses de pris\u00e3o.<\/p>\n<p>O USDA emite licen\u00e7as especiais para importunar legalmente as aves em caso de inc\u00f4modo, o que inclui at\u00e9 mesmo atirar em alguns indiv\u00edduos da esp\u00e9cie para utilizar seus corpos como ef\u00edgies.<\/p>\n<p>Ef\u00edgies s\u00e3o pr\u00e1ticas populares entre os gestores de animais silvestres do USDA desde 1999, quando pesquisadores desenvolveram projetos-piloto com carca\u00e7as liofilizadas de urubus-de-cabe\u00e7a-vermelha como agente de dispers\u00e3o em Ohio. Em um\u00a0<a href=\"https:\/\/digitalcommons.unl.edu\/cgi\/viewcontent.cgi?article=1451&amp;context=icwdm_usdanwrc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">estudo de campo,<\/a>\u00a0houve uma redu\u00e7\u00e3o superior a 90% nas popula\u00e7\u00f5es de urubus que ficavam sobre torres de comunica\u00e7\u00e3o alguns dias ap\u00f3s a coloca\u00e7\u00e3o de uma ef\u00edgie, e essas popula\u00e7\u00f5es permaneceram baixas por meses ap\u00f3s\u00a0 remo\u00e7\u00e3o da ef\u00edgie.<\/p>\n<p>Mas ef\u00edgies n\u00e3o s\u00e3o uma solu\u00e7\u00e3o milagrosa, sobretudo quando se trata de urubus-de-cabe\u00e7a-preta, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/bryankluever.weebly.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bryan Kluever<\/a>, bi\u00f3logo do USDA que estuda as intera\u00e7\u00f5es entre humanos e animais silvestres. Em 2012, um centro de educa\u00e7\u00e3o infantil da Fl\u00f3rida pendurou tr\u00eas carca\u00e7as de urubus em \u00e1rvores na tentativa de espantar um bando indesejado de centenas de urubus-de-cabe\u00e7a-preta. As\u00a0<a href=\"https:\/\/fgcu.digital.flvc.org\/islandora\/object\/fgcu%3A21427\/datastream\/OBJ\/view\/Dynamics_of_a_problematic_vulture_roost_in_southwest_Florida_and_responses_of_vultures_to_roost-dispersal_management_efforts_.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aves n\u00e3o sa\u00edram do local<\/a>, o que n\u00e3o foi exatamente chocante aos pesquisadores que haviam observado o grupo devorar as carca\u00e7as de outros urubus mortos na propriedade.<\/p>\n<p>\u201cPara esses animais, algo suspenso pode se tornar subitamente uma esp\u00e9cie de atrativo ou brinquedo de enriquecimento\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/bracken-brown-588a8829\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">Bracken Brown<\/a>, bi\u00f3logo de animais silvestres do Hawk Mountain Sanctuary, santu\u00e1rio de aves silvestres localizado na Pensilv\u00e2nia\u00a0<a href=\"https:\/\/www.hawkmountain.org\/conservation-science\/active-research\/raptor-conservation-studies\/new-world-vultures\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">que monitora urubus nos Estados Unidos<\/a>\u00a0h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada. Os urubus s\u00e3o extremamente curiosos, conta ele, ent\u00e3o \u00e9 uma linha t\u00eanue entre o que as aves podem achar assustador e o que podem querer investigar.<\/p>\n<p>Alguns gestores de animais silvestres recorrem a \u201cbal\u00f5es com olhos maus\u201d, bal\u00f5es pl\u00e1sticos inflados com h\u00e9lio e pintados com olhos gigantescos, semelhantes a um predador enorme. Mas outros gestores apenas riem e enviam fotos de urubus mordiscando os bal\u00f5es.<\/p>\n<p><em>Sprinklers<\/em>\u00a0ativados por movimento t\u00eam se revelado eficazes em telhados e ancoradouros de barcos. Mas \u00e1gua demais pode criar uma po\u00e7a considerada perfeita pelos urubus para chapinhar e bebericar.<\/p>\n<p><em>Lasers,<\/em>\u00a0outro m\u00e9todo padr\u00e3o do USDA,\u00a0<em>realmente\u00a0<\/em>funcionam, desde que algu\u00e9m esteja disposto a permanecer um bom tempo no local passando a luz perto das patas de cada urubu, um por um. Quando os urubus formam grandes bandos, pode ser um processo trabalhoso.<\/p>\n<p>M\u00e9todos de pirotecnia \u2014 fogos de artif\u00edcio do tipo \u201cvulc\u00e3o\u201d e \u201croj\u00f5es\u201d disparados de pistolas especializadas \u2014 tamb\u00e9m podem funcionar, mas precisam ser utilizados com frequ\u00eancia. S\u00e3o os m\u00e9todos favoritos de aeroportos e a medida padr\u00e3o do aeroporto Hartsfield-Jackson em Atlanta, o aeroporto mais movimentado do mundo.<\/p>\n<p>Em dezembro, uma escola de ensino m\u00e9dio da Carolina do Norte\u00a0<a href=\"https:\/\/www.newsobserver.com\/news\/state\/north-carolina\/article247885620.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">montou um canh\u00e3o de propano<\/a>\u00a0no telhado para espantar dezenas de urubus. Canh\u00f5es de propano explodem a 130 decib\u00e9is, um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/nceh\/hearing_loss\/what_noises_cause_hearing_loss.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">som t\u00e3o alto quanto<\/a>\u00a0ficar ao lado da sirene de uma ambul\u00e2ncia. Ap\u00f3s o uso repetido, os urubus foram embora, \u201cmas parece que n\u00e3o foram para muito longe\u201d, afirma Kristy Woods, professora de matem\u00e1tica da escola. \u201cParece que resolveram ficar em uma esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 pr\u00f3xima.\u201d<\/p>\n<p>Urubus s\u00e3o criaturas de h\u00e1bitos, enfatiza Brown, por isso, \u00e9 importante interromper sua rotina antes que ela se solidifique. \u00c9 necess\u00e1rio eliminar quaisquer atrativos, como lixeiras sem tampas ou ra\u00e7\u00e3o exposta para animais de estima\u00e7\u00e3o, e fazer barulhos altos quando as aves empoleirarem.<\/p>\n<p>Neste m\u00eas, cientistas do governo tamb\u00e9m planejam come\u00e7ar a testar\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=rlU0llltKmU\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bonecos birutas,<\/a>\u00a0aqueles bonecos que balan\u00e7am inflados por um ventilador, geralmente usados em concession\u00e1rias de autom\u00f3veis.<\/p>\n<p>Atualmente, o USDA recomenda uma campanha multissensorial de choque e pavor para dispersar os urubus, ao menos quando as primeiras tentativas n\u00e3o funcionam. Essa iniciativa multifacetada \u00e9 empregada no Aeroporto Regional de Gainesville, que utiliza canh\u00f5es de ar, dispositivos antiempoleiramento e uma ef\u00edgie.<\/p>\n<p>\u201cNosso maior sucesso continua sendo a ef\u00edgie\u201d, afirma Shaun Blevins, gerente de opera\u00e7\u00f5es do aeroporto\u00a0<a href=\"https:\/\/www.wuft.org\/news\/2020\/02\/24\/gnv-airport-works-to-mitigate-number-of-wildlife-strike-deaths\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">experiente no of\u00edcio de dissuadir urubus<\/a>. \u00c9 um \u00fanico urubu de taxidermia pendurado em uma antena no meio do campo de avia\u00e7\u00e3o, substitu\u00eddo anualmente a um custo de cerca de US$ 300, conta ele.<\/p>\n<p>\u00c9 uma pechincha, j\u00e1 que urubus-de-cabe\u00e7a-preta foram respons\u00e1veis por mais de US$ 120 milh\u00f5es em danos a aeronaves nos Estados Unidos entre 2010 e 2019, segundo a Administra\u00e7\u00e3o Federal de Avia\u00e7\u00e3o do pa\u00eds.<\/p>\n<h3><strong>O futuro da dispers\u00e3o de urubus \u2014 e dos urubus<\/strong><\/h3>\n<p>Conservacionistas acreditam que as iniciativas para mudar a imagem dos urubus de animais amea\u00e7adores a animais essenciais tornem as pessoas mais dispostas a conviver com eles. Embora as popula\u00e7\u00f5es de urubus-de-cabe\u00e7a-preta e urubus-de-cabe\u00e7a-vermelha estejam aumentando na Am\u00e9rica do Norte, seus parentes carniceiros est\u00e3o amea\u00e7ados de extin\u00e7\u00e3o em grande parte do mundo.<\/p>\n<p>Eliminar os urubus de um ecossistema pode provocar desastres. Na \u00cdndia, por exemplo, mais de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ncbi.nlm.nih.gov\/pmc\/articles\/PMC1810094\/pdf\/15801603.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">95%<\/a>\u00a0da popula\u00e7\u00e3o de urubus foi\u00a0<a href=\"https:\/\/blog.nationalgeographic.org\/2014\/09\/05\/an-awareness-of-vultures-in-our-poisonous-world\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">exterminada<\/a>\u00a0por envenenamento acidental causado por um medicamento veterin\u00e1rio aplicado em carca\u00e7as de vacas. C\u00e3es e ratos selvagens preencheram o lugar deixado vago pelos carniceiros, provocando um surto de casos de raiva humana.<\/p>\n<p>As iniciativas de mudan\u00e7a da imagem, ao menos em Opelika, parecem estar surtindo efeito. Muitos atribuem ao Southeastern Raptor Centre, centro de aves de rapina nas proximidades de Auburn, o novo olhar sobre as aves, antes consideradas malignas pelos habitantes da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cDepois de conhecer nossas aves de rapina embaixadoras, as percep\u00e7\u00f5es sobre os urubus mudam rapidamente\u201d, afirma Andrew Hopkins, educador do centro que cuida de aves como Melvin, urubu-de-cabe\u00e7a-preta criado por humanos desde filhote. Melvin adora resolver quebra-cabe\u00e7as para receber guloseimas e, apesar de sua envergadura de cerca de um metro e meio, pesa apenas 1,81 quilos.<\/p>\n<p>Fuller, prefeito de Opelika, afirma que planeja se reunir nesta semana com os gestores locais de animais silvestres do USDA para tratar de t\u00e1ticas n\u00e3o letais \u2014 e menos terr\u00edveis. \u201cA grande maioria das pessoas n\u00e3o quer que atiremos em nenhum urubu.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POR MESES A FIO,\u00a0um bando de mais de cem urubus-de-cabe\u00e7a-preta se instalou no alto da<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141359,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/urubu.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"POR MESES A FIO,\u00a0um bando de mais de cem urubus-de-cabe\u00e7a-preta se instalou no alto da","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141358"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141358"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141358\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141361,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141358\/revisions\/141361"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141359"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141358"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141358"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141358"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}