{"id":141212,"date":"2021-02-09T10:00:58","date_gmt":"2021-02-09T13:00:58","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141212"},"modified":"2021-02-08T22:02:14","modified_gmt":"2021-02-09T01:02:14","slug":"conheca-a-importancia-dos-organismos-que-vivem-no-fundo-do-mar-para-os-ecossistemas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/conheca-a-importancia-dos-organismos-que-vivem-no-fundo-do-mar-para-os-ecossistemas\/","title":{"rendered":"Conhe\u00e7a a import\u00e2ncia dos organismos que vivem no fundo do mar para os ecossistemas"},"content":{"rendered":"<h4><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-141213\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Organismos bent\u00f4nicos s\u00e3o aqueles que vivem no fundo do mar<\/h4>\n<p><b>Bent\u00f4nicos\u00a0<\/b>\u00e9 o nome dado aos organismos que vivem em associa\u00e7\u00e3o com o fundo de ambientes aqu\u00e1ticos, podendo ser s\u00e9sseis (fixados ao fundo) ou errantes (deslocam-se sobre o fundo). Os bentos s\u00e9sseis s\u00e3o representados por algas macrosc\u00f3picas e animais como celenterados e vermes. Os bentos errantes, por sua vez, s\u00e3o constitu\u00eddos por crust\u00e1ceos, equinodermos e moluscos. Geralmente, os animais\u00a0<b>bent\u00f4nicos\u00a0<\/b>alimentam-se de cad\u00e1veres e detritos org\u00e2nicos, embora existam representantes carn\u00edvoros que ca\u00e7am ativamente suas presas.<\/p>\n<p>As esp\u00e9cies bent\u00f4nicas variam muito de uma \u00e1rea para outra, sendo influenciadas por uma s\u00e9rie de fatores ambientais, como a natureza do fundo do mar. Em substratos n\u00e3o consolidados, como aqueles formados por\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/8287-areia.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">areia<\/a>, \u00e9 poss\u00edvel observar uma maior presen\u00e7a de organismos escavadores, enquanto que em substratos rochosos, organismos fixados. Dentre as principais comunidades bent\u00f4nicas, pode-se citar cost\u00f5es rochosos, estu\u00e1rios,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/8495-manguezais.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mangues<\/a>, recifes de corais e oceano profundo.<\/p>\n<h2>Ecossistemas marinhos<\/h2>\n<p>Os mares e oceanos cobrem mais de 75% da superf\u00edcie terrestre, com profundidades que variam de alguns metros nas regi\u00f5es litor\u00e2neas, a mais 11 quil\u00f4metros nas zonas mais profundas. Um dos aspectos mais importantes dos ecossistemas marinhos \u00e9 sua grande estabilidade e homogeneidade no que se refere \u00e0 composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica e temperatura. A salinidade dos mares \u00e9 cerca de 3,5 g\/L de sais, com predomin\u00e2ncia de cloreto de s\u00f3dio (NaCl).<\/p>\n<p>Os ecossistemas marinhos podem se distinguir em dois grandes dom\u00ednios marinhos: um relativo ao fundo, o dom\u00ednio bent\u00f4nico, e outro relativo \u00e0s massas d\u2019\u00e1gua, o dom\u00ednio pel\u00e1gico. A luz consegue penetrar no mar at\u00e9 a profundidade m\u00e1xima de 200 metros, estabelecendo o que se denomina de zona f\u00f3tica. Na metade superior dessa zona iluminada vive o fitopl\u00e2ncton marinho, formado por algas e bact\u00e9rias fotossintetizantes que produzem praticamente todo alimento necess\u00e1rio \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o da vida nos mares. Essa zona tamb\u00e9m \u00e9 rica em pl\u00e2ncton n\u00e3o fotossintetizante e em grandes cardumes de peixes.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o que se estende dos 200 metros aos 2 mil metros de profundidade \u00e9 a regi\u00e3o batial. Suas \u00e1guas s\u00e3o frias e pobres em fauna. Os peixes, moluscos e alguns outros animais que vivem nessa zona s\u00e3o sustentados por mat\u00e9ria org\u00e2nica proveniente da superf\u00edcie. Mais abaixo encontra-se a regi\u00e3o abissal, que se estende dos 2 mil metros aos 6 mil metros de profundidade. Nela encontram-se poucas esp\u00e9cies, que chamam aten\u00e7\u00e3o por suas caracter\u00edsticas ex\u00f3ticas, como peixes bioluminescentes e lulas gigantes. A regi\u00e3o mais profunda dos oceanos, abaixo dos 6 mil metros, \u00e9 conhecida como regi\u00e3o hadal. Sua fauna ainda \u00e9 pouco conhecida, \u00e9 constitu\u00edda principalmente por esponjas e moluscos.<\/p>\n<h2>Classifica\u00e7\u00e3o e exemplos de organismos bent\u00f4nicos<\/h2>\n<p>De acordo com a sua forma de alimenta\u00e7\u00e3o, os organismos\u00a0<b>bent\u00f4nicos\u00a0<\/b>podem ser classificados em dois grandes grupos. O primeiro deles, chamado de fitobentos, \u00e9 composto por organismos aut\u00f3trofos, como algas. Em compara\u00e7\u00e3o com os outros seres<b>\u00a0bent\u00f4nicos<\/b>, esses organismos vivem em locais mais rasos e de \u00e1guas claras, j\u00e1 que dependem da luz para realizarem a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/7719-fotossintese.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">fotoss\u00edntese<\/a>.<\/p>\n<p>O outro grupo, conhecido como zoobentos, \u00e9 constitu\u00eddo por organismos heter\u00f3trofos, ou seja, que n\u00e3o produzem seu pr\u00f3prio alimento e precisam se alimentar de outros seres para obter energia. Conforme as suas caracter\u00edsticas, esses organismos ainda podem ser divididos em microbentos, mesobentos e macrobentos. Crust\u00e1ceos como camar\u00f5es e caranguejos s\u00e3o exemplos de animais que comp\u00f5em esse grupo.<\/p>\n<h2>Import\u00e2ncia dos organismos bent\u00f4nicos<\/h2>\n<p>Os organismos\u00a0<b>bent\u00f4nicos<\/b>\u00a0possuem uma grande import\u00e2ncia para os ecossistemas marinhos. Nesses ambientes, os fitobentos garantem a disponibilidade de oxig\u00eanio e nutrientes, enquanto os zoobentos atuam no processo de decomposi\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Ainda, todos os seres\u00a0<b>bent\u00f4nicos\u00a0<\/b>participam da\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/8840-cadeia-alimentar.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">cadeia alimentar<\/a>\u00a0aqu\u00e1tica, sendo alguns respons\u00e1veis pelo revolvimento do sedimento no fundo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de sua import\u00e2ncia ecol\u00f3gica, os organismos\u00a0<b>bent\u00f4nicos<\/b>\u00a0s\u00e3o frequentemente utilizados como\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/8724-bioindicadores.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">bioindicadores\u00a0<\/a>da qualidade do ambiente. Isso porque existem muitas esp\u00e9cies s\u00e9sseis e que se locomovem pouco, o que faz com que sofram mais impactos do que outras capazes de nadar ativamente. Esse mesmo fator tamb\u00e9m contribui para uma maior facilidade de coleta de dados, facilitando as pesquisas.<\/p>\n<h2>Impactos humanos nos organismos bent\u00f4nicos<\/h2>\n<p>As comunidades bent\u00f4nicas sofrem impactos diariamente decorrentes de atividades humanas. As principais amea\u00e7as a esses ecossistemas s\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/1578-aquicultura.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">aquicultura<\/a>,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/9240-impactos-da-pesca.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">pesca<\/a>, expans\u00e3o de \u00e1reas urbanas e turismo,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/2945-poluicao-da-agua.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">polui\u00e7\u00e3o<\/a>, redu\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos, corte de madeira de manguezais e\u00a0<a href=\"https:\/\/www.ecycle.com.br\/3177-mudancas-climaticas.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/a>. Por isso, elas devem ser preservadas e protegidas por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas, j\u00e1 que apresentam grande import\u00e2ncia para os seres vivos em geral.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Organismos bent\u00f4nicos s\u00e3o aqueles que vivem no fundo do mar Bent\u00f4nicos\u00a0\u00e9 o nome dado aos<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141213,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/peixe.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Organismos bent\u00f4nicos s\u00e3o aqueles que vivem no fundo do mar Bent\u00f4nicos\u00a0\u00e9 o nome dado aos","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141212"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141212"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141212\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141215,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141212\/revisions\/141215"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141213"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141212"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141212"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141212"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}