{"id":141101,"date":"2021-02-07T10:49:42","date_gmt":"2021-02-07T13:49:42","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=141101"},"modified":"2021-02-07T10:50:07","modified_gmt":"2021-02-07T13:50:07","slug":"tres-satelites-de-jupiter-serao-observados-bem-de-perto-pela-primeira-vez-em-20-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/tres-satelites-de-jupiter-serao-observados-bem-de-perto-pela-primeira-vez-em-20-anos\/","title":{"rendered":"Tr\u00eas sat\u00e9lites de J\u00fapiter ser\u00e3o observados bem de perto pela primeira vez em 20 anos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-141102\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Em breve, a sonda espacial Juno da Nasa estar\u00e1 pr\u00f3xima de tr\u00eas sat\u00e9lites intrigantes de J\u00fapiter, incluindo um que, segundo os cientistas, pode ser uma das melhores apostas para encontrar vida fora da Terra.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>AP\u00d3S CINCO ANOS\u00a0na \u00f3rbita de J\u00fapiter, a sonda espacial Juno, da Nasa, mergulhar\u00e1 em espiral no centro do sistema de J\u00fapiter.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/news\/nasas-juno-mission-expands-into-the-future\/\">A jornada de 42 \u00f3rbitas, com dura\u00e7\u00e3o de quatro anos<\/a>,\u00a0ser\u00e1 encerrada com o envio da sonda a um ambiente hostil e brutal \u2014 enquanto transmite imagens novas e dram\u00e1ticas de tr\u00eas sat\u00e9lites de J\u00fapiter. Mas Juno, envolta em uma armadura de tit\u00e2nio que a protege da radia\u00e7\u00e3o intensa, est\u00e1 pronta para sua miss\u00e3o. E sua equipe na Terra est\u00e1 ansiosa para acompanhar essa jornada ousada \u00e0 dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u201cEstou muito animado e emocionado com a elabora\u00e7\u00e3o desse plano\u201d, afirmou\u00a0<a href=\"https:\/\/www.planetary.org\/profiles\/scott-bolton\">Scott Bolton<\/a>,\u00a0pesquisador principal respons\u00e1vel pela sonda Juno do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, organiza\u00e7\u00e3o dos Estados Unidos. \u201cFoi uma ideia inusitada, literalmente iremos alterar a miss\u00e3o de um ve\u00edculo orbital, cujo enfoque se restringia basicamente a J\u00fapiter, para explorar um sistema completo.\u201d<\/p>\n<p>\u00c0 medida que Juno prosseguir monitorando o sistema, suas \u00f3rbitas ao redor de J\u00fapiter se estreitar\u00e3o, aproximando a sonda cada vez mais do maior planeta do nosso Sistema Solar, trazendo-a para dentro do alcance de tr\u00eas das luas mais intrigantes de J\u00fapiter.<\/p>\n<p>Em junho deste ano, a sonda movida a energia solar passar\u00e1 bem perto de\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2015\/03\/150326-jupiter-moon-ganymede-ocean-ice-science\/\">Ganimedes<\/a>, o maior sat\u00e9lite do Sistema Solar. Em seguida, em 2022, visitar\u00e1 Europa \u2014\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/astrobiology\/distant-oasis\/\">sat\u00e9lite com oceanos e crostas de gelo que poderia abrigar vida<\/a>. E, por fim, em uma aproxima\u00e7\u00e3o ousada de J\u00fapiter, Juno encontrar\u00e1 Io,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2019\/07\/most-volcanic-world-in-solar-system-io-moon-still-mysterious-new-atlas-shows\/\">sat\u00e9lite com uma violenta atividade vulc\u00e2nica<\/a>,\u00a0pontilhado com \u00e1cido sulf\u00farico congelado. Observar essas luas pela primeira vez de perto em quase duas d\u00e9cadas \u2014 desde o fim da miss\u00e3o da sonda Galileu em 2003 \u2014 emocionar\u00e1 cientistas que estudam os evasivos sat\u00e9lites gelados do Sistema Solar externo.<\/p>\n<p>\u201cContinuo tentando fazer virar tend\u00eancia essa hashtag:\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/LokiVolcano\/status\/1220073499412307968?s=20\">#PlanetsAreOverrated<\/a>\u00a0(\u201cPlanetas S\u00e3o Valorizados Demais\u201d, em tradu\u00e7\u00e3o livre)\u201d, brinca\u00a0<a href=\"https:\/\/www.psi.edu\/about\/staffpage\/rathbun\">Julie Rathbun<\/a>,\u00a0pesquisadora de Io do Planetary Science Institute, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos. \u201cLuas e sat\u00e9lites s\u00e3o muito mais interessantes.\u201d<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessas tr\u00eas luas alien\u00edgenas, Juno tamb\u00e9m examinar\u00e1 os an\u00e9is de J\u00fapiter, passando diversas vezes por eles. Escuros e difusos, os an\u00e9is n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o espetaculares quanto os de Saturno, e os cientistas sabem muito pouco a seu respeito.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 t\u00e3o raro haver uma miss\u00e3o ao Sistema Solar externo e \u00e9 incr\u00edvel poder aproveitar uma sonda espacial que j\u00e1 est\u00e1 no local\u201d, afirma\u00a0<a href=\"https:\/\/twitter.com\/planetcynthia?lang=en\">Cynthia Phillips<\/a>,\u00a0pesquisadora das luas geladas do Sistema Solar externo do Laborat\u00f3rio de Propuls\u00e3o a Jato. \u201c\u00c9 praticamente uma miss\u00e3o totalmente nova.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/jupiter-pia22693.webp?w=768&amp;h=549\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/jupiter-pia22693.jpg?w=768&amp;h=549\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/jupiter-pia22693.webp?w=1024&amp;h=732\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/jupiter-pia22693.jpg?w=1024&amp;h=732\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/jupiter-pia22693.webp?w=710&amp;h=508\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/jupiter-pia22693.jpg?w=710&amp;h=508\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"A lua Io ergue-se sobre J\u00fapiter nesta imagem da sonda Juno da Nasa. Um pouco maior ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/jupiter-pia22693.webp?w=710&amp;h=508\" alt=\"A lua Io ergue-se sobre J\u00fapiter nesta imagem da sonda Juno da Nasa. Um pouco maior ...\" width=\"640\" height=\"458\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>A lua Io ergue-se sobre J\u00fapiter nesta imagem da sonda Juno da Nasa. Um pouco maior que a lua da Terra, Io \u00e9 o sat\u00e9lite mais vulcanicamente ativo do Sistema Solar.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p><strong>Meia d\u00e9cada em J\u00fapiter<\/strong><\/p>\n<p>Lan\u00e7ada em 2011, Juno entrou em \u00f3rbita ao redor de J\u00fapiter em 4 de julho de 2016.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/juno\/overview\/index.html\">Os principais objetivos da sonda espacial<\/a>\u00a0eram estudar a gravidade, os campos magn\u00e9ticos, a atmosfera e o interior do gigante gasoso.<\/p>\n<p>Mas Juno, que recebeu o nome da esposa do deus J\u00fapiter, talvez seja mais conhecida por suas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.missionjuno.swri.edu\/junocam\">belas imagens<\/a>\u00a0do maior planeta do Sistema Solar. Por s\u00e9culos, observamos de longe\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2018\/02\/jupiter-great-red-spot-disappear-10-years-space-science-spd\/\">turbilh\u00f5es enormes<\/a>\u00a0se formarem no planeta. Mas, de perto,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2017\/03\/jupiter-pictures-nasa-juno-storms-space-science\/\">atrav\u00e9s das lentes da JunoCam<\/a>, J\u00fapiter \u00e9 um\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/images\/jovian-close-encounter\/\">planeta com cores de aquarela<\/a>\u00a0marcado\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/feature\/jpl\/nasas-juno-navigators-enable-jupiter-cyclone-discovery\">por numerosos ciclones<\/a>\u00a0que rodopiam e se aglomeram perto de seus\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/press-release\/a-whole-new-jupiter-first-science-results-from-nasa-s-juno-mission\/\">polos nunca observados<\/a>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de seu sistema de an\u00e9is delgados, o planeta \u00e9 orbitado por cerca de 79 luas \u2014 incluindo 12 que foram\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2018\/07\/news-12-new-moons-found-jupiter-79-planets-space\/\">descobertas acidentalmente h\u00e1 apenas tr\u00eas anos<\/a>. As quatro maiores luas, conhecidas como sat\u00e9lites galileanos, foram avistadas pela primeira vez no in\u00edcio do s\u00e9culo 17 pelo astr\u00f4nomo italiano Galileu Galilei, que inicialmente as confundiu com estrelas. Agora, Ganimedes, Calisto, Europa e Io s\u00e3o alguns dos pontos mais intrigantes do Sistema Solar \u2014 embora poucas sondas espaciais tenham se aproximado o suficiente para estud\u00e1-los em detalhes. As duas sondas Voyagers\u00a0<a href=\"https:\/\/voyager.jpl.nasa.gov\/mission\/science\/jupiter\/\">passaram por l\u00e1 em 1979<\/a>, e\u00a0<a href=\"https:\/\/solarsystem.nasa.gov\/missions\/galileo\/overview\/\">a sonda Galileu<\/a>\u00a0pesquisou o sistema de J\u00fapiter por oito anos a partir de 1995.<\/p>\n<p>\u201cAinda fico chocada com a escassez de dados sobre todas essas luas galileanas\u201d, conta Rathbun.<\/p>\n<p>A primeira escala no percurso interno de Juno ser\u00e1 Ganimedes. Um sat\u00e9lite enorme com di\u00e2metro aproximado de seis mil quil\u00f4metros, cuja \u00f3rbita em torno de J\u00fapiter dura 172 horas, Ganimedes \u00e9 maior do que o planeta Merc\u00fario. Em 7 de junho, Juno far\u00e1 a primeira de duas passagens pr\u00f3ximas ao sat\u00e9lite repleto de crateras que, como todos os sat\u00e9lites galileanos, leva o nome de um dos amantes mitol\u00f3gicos de J\u00fapiter.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 dif\u00edcil compreender a imensid\u00e3o do sistema de J\u00fapiter\u201d, afirma Phillips. \u201cEstar em \u00f3rbita ao redor de J\u00fapiter n\u00e3o significa estar perto de Io, Europa ou Ganimedes.\u201d<\/p>\n<p>A principal peculiaridade de Ganimedes \u00e9 o fato de ser o \u00fanico sat\u00e9lite do Sistema Solar com seu pr\u00f3prio campo magn\u00e9tico \u2014 fen\u00f4meno resultante, segundo os cientistas, de um n\u00facleo l\u00edquido e turbulento como o da Terra.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 uma pressuposi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o temos certeza ainda\u201d, explica Phillips. N\u00e3o se sabe ao certo como Ganimedes preservou seu magnetismo intr\u00ednseco ao longo do desenvolvimento do Sistema Solar, ao passo que outros corpos celestes, como a Lua e Marte, perderam seus campos magn\u00e9ticos h\u00e1 bilh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Os cientistas tamb\u00e9m desconfiam que\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/phenomena\/2015\/03\/12\/hubble-auroras-buried-ocean-ganymede\/\">exista um oceano global sob a camada gelada e repleta de crateras de Ganimedes<\/a>\u00a0\u2014 e as observa\u00e7\u00f5es de Juno contribuir\u00e3o para mapear essa camada e identificar pontos em que seja mais delgada. Os encontros gravitacionais de Juno com Ganimedes reduzir\u00e3o em 10 dias a \u00f3rbita da sonda ao redor de J\u00fapiter e enviar\u00e3o a sonda em dire\u00e7\u00e3o a Europa e Io.<\/p>\n<p>Em setembro de 2022, Juno passar\u00e1 perto de Europa, lua considerada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/phenomena\/2014\/07\/09\/a-new-view-of-europa-2\/\">um dos locais no Sistema Solar com maior probabilidade de abrigar vida alien\u00edgena<\/a>. A menor entre as luas galileanas,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/2020\/04\/earths-oceans-may-hold-key-find-alien-life-Europa\/\">Europa \u00e9 um verdadeiro sat\u00e9lite aqu\u00e1tico<\/a>: sob uma camada gelada entrecortada, encontra-se um oceano global salgado que cont\u00e9m mais \u00e1gua do que todos os mares da Terra.<\/p>\n<p>Os cientistas suspeitam que esse oceano alien\u00edgena contenha todos os ingredientes necess\u00e1rios para que a vida como a conhecemos evolua e se desenvolva: \u00e1gua, uma fonte de energia e elementos qu\u00edmicos b\u00e1sicos. Mas n\u00e3o saberemos se Europa \u00e9 mesmo habitada\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2015\/02\/150220-europa-alien-nasa-clipper-plumes-science\/\">at\u00e9 que uma sonda se aproxime o suficiente para pesquisar sinais de vida<\/a>. A Nasa planeja fazer exatamente isso nos pr\u00f3ximos 15 anos, ou mais, com a miss\u00e3o\u00a0<a href=\"https:\/\/www.jpl.nasa.gov\/missions\/europa-clipper\/\">Europa Clipper<\/a>,\u00a0que se prepara para partir para o Sistema Solar externo.<\/p>\n<p>No pr\u00f3ximo ano, Juno passar\u00e1 tr\u00eas vezes perto de Europa. Durante essas passagens, buscar\u00e1 quaisquer\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2018\/05\/europa-plumes-geysers-moon-jupiter-galileo-nasa-space-science\/\">sinais de colunas de vapor d\u2019\u00e1gua<\/a>\u00a0ou g\u00eaiseres, fen\u00f4meno que os astr\u00f4nomos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/news\/2016\/09\/europa-surprising-activity-explained-nasa-hubble-plumes-space\/\">alegam ocorrer<\/a>\u00a0\u2014 ao menos esporadicamente \u2014 em Europa.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um debate intenso\u201d, conta Phillips. \u201c\u00c9 importante o levantamento por outra sonda, a obten\u00e7\u00e3o de mais imagens, haver\u00e1 algo suspeito?\u201d<\/p>\n<p>Juno tamb\u00e9m poder\u00e1 buscar, na\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/science\/phenomena\/2014\/09\/08\/europa-tectonic-plates-life\/\">camada de gelo<\/a>,\u00a0pontos mais delgados ou locais onde possa haver bols\u00f5es de \u00e1gua l\u00edquida ocultos na crosta. A identifica\u00e7\u00e3o desses locais facilitaria\u00a0<a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1002\/scin.5591801303\">a coleta de amostras por uma futura explora\u00e7\u00e3o rob\u00f3tica<\/a>\u00a0no oceano coberto. Durante o levantamento da superf\u00edcie de Europa, Juno criar\u00e1 um mapa de seus polos nunca observados.<\/p>\n<p>\u201cCom as imagens dessas regi\u00f5es nunca observadas de Europa, ser\u00e1 poss\u00edvel criar um mapa global\u201d, explica Phillips. \u201c\u00c9 diferente de Marte, para onde enviamos uma infinidade de miss\u00f5es.\u201d<\/p>\n<p>Quando Juno passar por Europa, reduzir\u00e1 em mais cinco dias sua \u00f3rbita, o que significa que o tempo que leva para girar em torno de J\u00fapiter passar\u00e1 a ser de apenas 38 dias, enviando a sonda espacial \u00e0 lua infernal de Io.<\/p>\n<p>Com mais de 400 vulc\u00f5es ativos, Io \u00e9 o corpo celeste de mais atividade vulc\u00e2nica no Sistema Solar. Quando a sonda espacial New Horizons da Nasa passou por J\u00fapiter em 2007,\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nasa.gov\/mission_pages\/newhorizons\/news\/jupiter_images.html\">avistou uma enorme fonte de fogo<\/a>\u00a0estendendo-se por 320 quil\u00f4metros acima da superf\u00edcie desse sat\u00e9lite.<\/p>\n<p>Bem ao lado de J\u00fapiter, Io est\u00e1 entre os destinos mais dif\u00edceis e perigosos de serem alcan\u00e7ados. Sua proximidade com J\u00fapiter, orbitando o planeta uma vez a cada 42 horas, deixa-o em um ambiente extremamente in\u00f3spito. O sat\u00e9lite \u00e9 aquecido, comprimido e esticado pela gravidade de J\u00fapiter e Europa, o que explica sua hiperatividade. Em 2023, Juno far\u00e1 11 passagens pr\u00f3ximas a esse sat\u00e9lite, durante as quais Rathbun acredita que ser\u00e1 poss\u00edvel observar alguma atividade importante, como a explos\u00e3o na regi\u00e3o vulc\u00e2nica de Tvashtar captada pela New Horizons.<\/p>\n<p>\u201cTvashtar parece estar sempre ativa quando \u00e9 observada\u201d, brinca Rathbun. E Io est\u00e1 quase sempre em erup\u00e7\u00e3o. Os materiais lan\u00e7ados pelo sat\u00e9lite s\u00e3o atra\u00eddos pela gravidade de J\u00fapiter e ajudam a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.theverge.com\/2017\/9\/6\/16256926\/nasa-juno-jupiter-auroras-electrons\">alimentar as auroras gigantescas do planeta<\/a>\u00a0\u2014 espet\u00e1culos de luzes girat\u00f3rias, v\u00edvidas e ultravioletas nos polos, semelhantes \u00e0 Aurora Boreal e Austral na Terra.<\/p>\n<p>Assim como acontece com Europa e Ganimedes, n\u00e3o h\u00e1 muitas observa\u00e7\u00f5es de Io de perto. A maioria das informa\u00e7\u00f5es coletadas sobre o sat\u00e9lite Io desde o fim da miss\u00e3o Galileu\u00a0<a href=\"http:\/\/web.gps.caltech.edu\/~dekleer\/research.html\">\u00e9 proveniente de telesc\u00f3pios na Terra<\/a>.<\/p>\n<p>\u201cSempre que um corpo celeste \u00e9 observado, acontece algo novo e, com Io em especial, \u00e9 preciso observar o m\u00e1ximo poss\u00edvel\u201d, afirma Rathbun.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio dos vulc\u00f5es da Terra, os vulc\u00f5es de Io est\u00e3o distribu\u00eddos aleatoriamente pela superf\u00edcie do sat\u00e9lite \u2014 um padr\u00e3o que levanta quest\u00f5es sobre seus reservat\u00f3rios de magma e aquecimento interno. Rathbun afirma que os vulc\u00f5es de latitudes mais altas parecem se comportar de maneira distinta do que ocorre com os mais pr\u00f3ximos do equador, entrando em erup\u00e7\u00e3o com menos frequ\u00eancia, mas com mais intensidade.<\/p>\n<p>Rathburn conta que ficou animada quando soube dos planos de obter imagens ampliadas de Io: \u201cfinalmente poderemos dar uma boa olhada nos vulc\u00f5es dos polos!\u201d<\/p>\n<p>Bolton explica que Juno pode ajudar os cientistas a identificarem se os vulc\u00f5es de Io s\u00e3o alimentados por um oceano de magma global ou se bols\u00f5es menores e mais discretos alimentam erup\u00e7\u00f5es locais. Ele n\u00e3o tem receios quanto a enviar Juno para t\u00e3o perto de J\u00fapiter ou no que diz respeito \u00e0s travessias da sonda atrav\u00e9s do t\u00eanue sistema de an\u00e9is. Se h\u00e1 alguma sonda capaz de sobreviver \u00e0 forte radia\u00e7\u00e3o de J\u00fapiter ou \u00e0 colis\u00e3o com uma part\u00edcula do anel, essa sonda \u00e9 Juno.<\/p>\n<p>\u201cEla foi constru\u00edda como um tanque blindado\u201d, afirma ele. \u201cE a armadura parece estar resistindo muito bem.\u201d<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em breve, a sonda espacial Juno da Nasa estar\u00e1 pr\u00f3xima de tr\u00eas sat\u00e9lites intrigantes de<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":141102,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/orbita.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Em breve, a sonda espacial Juno da Nasa estar\u00e1 pr\u00f3xima de tr\u00eas sat\u00e9lites intrigantes de","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141101"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=141101"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141101\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":141103,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/141101\/revisions\/141103"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/141102"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=141101"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=141101"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=141101"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}