{"id":140950,"date":"2021-02-04T11:00:23","date_gmt":"2021-02-04T14:00:23","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=140950"},"modified":"2021-02-04T11:57:43","modified_gmt":"2021-02-04T14:57:43","slug":"abelhas-aproveitam-a-noite-para-polinizar-planta-da-mata-atlantica-e-fugir-de-competidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/abelhas-aproveitam-a-noite-para-polinizar-planta-da-mata-atlantica-e-fugir-de-competidores\/","title":{"rendered":"Abelhas aproveitam a noite para polinizar planta da Mata Atl\u00e2ntica e fugir de competidores"},"content":{"rendered":"<p><em><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-140951\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Pesquisadores descobrem que atividade de esp<\/em><em>\u00e9<\/em><em>cies que polinizam o cambuci\u00a0<\/em><em>\u00e9\u00a0<\/em><em>maior 30 minutos antes do nascer do sol, resultado que ajuda a entender comportamento de grupo raro de abelhas.<\/em><\/p>\n<p>A maioria das abelhas s\u00e3o ativas durante o dia, em condi\u00e7\u00f5es ensolaradas. Mas cerca de 1% das esp\u00e9cies desses polinizadores visitam flores \u00e0 noite. \u00c9 o caso de cinco abelhas estudadas por pesquisadores do Instituto de Bioci\u00eancias da USP, que utilizam o per\u00edodo antes do amanhecer para polinizar flores de cambuci, esp\u00e9cie frut\u00edfera da Mata Atl\u00e2ntica com interesse comercial no setor de alimentos. O estudo ajuda a entender quais fatores permitem que esses insetos se orientem em condi\u00e7\u00f5es de baixa luminosidade.<\/p>\n<figure id=\"attachment_245523\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-245523\"><a href=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-245523 \" src=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-1024x683.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-1024x683.jpg 1024w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-300x200.jpg 300w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-2048x1366.jpg 2048w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-600x400.jpg 600w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-825x550.jpg 825w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-Ptiloglossa-272x182.jpg 272w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-245523\" class=\"wp-caption-text\">Abelha noturna da esp\u00e9cie Ptiloglossa latecalcarata visitando flor de cambuci (Campomanesia phaea). Imagem: Rodolfo Liporoni.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Voar no escuro n\u00e3o\u00a0<\/strong><strong>\u00e9\u00a0<\/strong><strong>f\u00e1<\/strong><strong>cil<\/strong><\/h3>\n<p>O voo noturno \u00e9 uma atividade desafiadora para as abelhas. A quantidade de luz \u00e0 noite chega a ser 100 milh\u00f5es de vezes menor do que a dispon\u00edvel durante o dia, especialmente em \u00e1reas em que o c\u00e9u fica escondido pela vegeta\u00e7\u00e3o. Em um ambiente t\u00e3o escuro, a vis\u00e3o das abelhas apresenta algumas limita\u00e7\u00f5es relacionadas ao funcionamento de seus olhos.<\/p>\n<p>Os olhos de abelhas s\u00e3o do tipo composto, formado por milhares de pequenas estruturas que captam a luz do ambiente, chamadas omat\u00eddeos. A luz recebida pela c\u00f3rnea de um omat\u00eddeo ativa apenas os fotorreceptores daquele omat\u00eddeo individual, em um arranjo de aposi\u00e7\u00e3o. Isso gera uma imagem com alta nitidez, mas o aproveitamento da luz \u00e9 baixo e, por isso, insetos com olhos desse tipo voam melhor em condi\u00e7\u00f5es muito iluminadas.<\/p>\n<p>Como parte de supera\u00e7\u00e3o desse problema, a maioria dos insetos noturnos, como mariposas e muitos besouros, t\u00eam omat\u00eddeos arranjados em superposi\u00e7\u00e3o. Assim, a luz que entra por cada omat\u00eddeo pode ativar v\u00e1rias partes da camada de fotorreceptores. O resultado s\u00e3o imagens mais desfocadas, mas um aumento de 100 a 1000 vezes no aproveitamento da luz dispon\u00edvel.<\/p>\n<figure id=\"attachment_245522\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-245522\"><a href=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Olhos-da-abelha-noturna.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-245522\" src=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Olhos-da-abelha-noturna.png\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"443\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-245522\" class=\"wp-caption-text\">Olhos da abelha noturna Ptiloglossa latecalcarata (\u00e0 esquerda) e seu molde (\u00e0 direita). Cada circunfer\u00eancia corresponde a um omat\u00eddeo. Imagens: Carolina Caetano.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Interessados em saber como as abelhas noturnas superam esse desafio, o grupo de pesquisadores passou dois meses em um pomar de cambuci no munic\u00edpio de Mogi das Cruzes, interior de S\u00e3o Paulo. Entre quatro e sete horas da manh\u00e3, a equipe contou as visitas que cinco esp\u00e9cies de abelhas faziam \u00e0s \u00e1rvores e tamb\u00e9m mediu a quantidade de luz dispon\u00edvel no pomar, a temperatura e a umidade do ar, a velocidade do vento e a quantidade de flores de cambuci abertas em cada noite .<\/p>\n<p>Os resultados mostram que a luz \u00e9 o principal fator que afeta a atividade das abelhas. Elas come\u00e7am a visitar o cambuci mais cedo em noites mais iluminadas, como as noites claras e de lua cheia. \u00c0 medida em que o nascer do sol se aproxima, o n\u00famero de abelhas ativas tamb\u00e9m aumenta e atinge o m\u00e1ximo 30 minutos antes de o sol aparecer. Depois disso, cada vez menos abelhas aparecem para visitar as flores e, aproximadamente 30 minutos depois do nascer do sol, quase todas j\u00e1 pararam as visitas no cambuci.<\/p>\n<p>Segundo Rodolfo Liporoni, bi\u00f3logo que liderou o estudo, a explica\u00e7\u00e3o para esse comportamento pode passar tanto pela fisiologia quanto pela ecologia das esp\u00e9cies. Ele explica que as abelhas noturnas podem ter um rel\u00f3gio biol\u00f3gico interno, que indica a hora de come\u00e7ar e de encerrar as atividades, como acontece em outros animais, inclusive outras esp\u00e9cies de abelha.<\/p>\n<p>Mas outra explica\u00e7\u00e3o passa pela vantagem de ser o primeiro a aproveitar recursos e evitar competidores. \u201cAs flores de cambuci abrem \u00e0 noite, mas no come\u00e7o da manh\u00e3 j\u00e1 come\u00e7am a ser visitadas por abelhas diurnas, como a [abelha] europeia\u00a0<em>Apis mellifer<\/em>a. Elas s\u00e3o esp\u00e9cies sociais, chegam em grande quantidade e dominam as flores, ao contr\u00e1rio das esp\u00e9cies solit\u00e1rias que estudamos. Ao chegarem mais cedo, as abelhas noturnas conseguem aproveitar melhor os recursos florais, como o p\u00f3len rec\u00e9m-disponibilizado, e evitar a competi\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n<figure id=\"attachment_245524\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-245524\"><a href=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-europeia.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-245524 \" src=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-europeia.png\" sizes=\"(max-width: 369px) 100vw, 369px\" srcset=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-europeia.png 302w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Abelha-europeia-295x300.png 295w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"650\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-245524\" class=\"wp-caption-text\">Abelhas europeias Apis mellifera, de comportamento social, visitando flor de cambuci no in\u00edcio da manh\u00e3. Imagem: Guaraci Cordeiro.<\/figcaption><\/figure>\n<h3><strong>Respostas al<\/strong><strong>\u00e9<\/strong><strong>m da luz<\/strong><\/h3>\n<p>Os resultados da pesquisa s\u00e3o in\u00e9ditos no Brasil e mostram que as abelhas noturnas dependem fortemente de uma quantidade m\u00ednima de luz para visitarem as flores em busca de recurso. No caso das esp\u00e9cies polinizadoras do cambuci, esse limiar \u00e9 alcan\u00e7ado mais de uma hora antes do nascer do sol. Os pesquisadores ressaltam que a aus\u00eancia de efeitos de outros fatores ambientais, como temperatura e disponibilidade de flores, pode ser consequ\u00eancia de caracter\u00edsticas da \u00e1rea de estudo.<\/p>\n<p>A pesquisa foi conduzida no Brasil, onde as varia\u00e7\u00f5es de temperatura s\u00e3o menos intensas do que em outros pa\u00edses. \u201cO crep\u00fasculo matutino \u00e9 o per\u00edodo do dia em que geralmente as temperaturas est\u00e3o mais baixas. N\u00f3s tamb\u00e9m observamos esse padr\u00e3o, mas no contexto de um pa\u00eds tropical as temperaturas n\u00e3o chegaram a ser t\u00e3o baixas a ponto de limitar a atividade das abelhas, que al\u00e9m disso devem conseguir aumentar sua temperatura corporal pela vibra\u00e7\u00e3o do t\u00f3rax antes do voo\u201d, explica Rodolfo.<\/p>\n<p>Os pesquisadores ressaltam ainda que a \u00e1rea de estudo n\u00e3o reflete a distribui\u00e7\u00e3o da planta em ambientes naturais: o pomar representa uma condi\u00e7\u00e3o artificial que concentra uma alta disponibilidade de p\u00f3len em uma \u00e1rea relativamente pequena. Rodolfo esclarece que, na Mata Atl\u00e2ntica, as \u00e1rvores de cambuci s\u00e3o muito mais dispersas e a quantidade de flores dispon\u00edveis pode se revelar importante para a atividade das abelhas.<\/p>\n<figure id=\"attachment_245525\" class=\"wp-caption aligncenter\" aria-describedby=\"caption-attachment-245525\"><a href=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-245525 size-large\" src=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci-1024x576.jpg\" sizes=\"(max-width: 1024px) 100vw, 1024px\" srcset=\"https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci-300x169.jpg 300w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci-1536x864.jpg 1536w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci-2048x1152.jpg 2048w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci-600x337.jpg 600w, https:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/Pomar-de-cambuci-978x550.jpg 978w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"320\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-245525\" class=\"wp-caption-text\">Pomar de cambuci onde o grupo de pesquisadores realizou o estudo sobre abelhas noturnas. Ao fundo, fragmento de Mata Atl\u00e2ntica. Imagem: Rodolfo Liporoni.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Os pr\u00f3ximos passos da pesquisa incluem investigar outras plantas que s\u00e3o visitadas pelas abelhas noturnas e como esses animais integram vis\u00e3o e outros sentidos, como o olfato, na localiza\u00e7\u00e3o das flores. Os cientistas tamb\u00e9m pretendem analisar os ninhos encontrados no pomar de cambuci para entender como as abelhas se comportam em \u201csua casa\u201d e como utilizam outros recursos florais.<\/p>\n<p><em><strong>O trabalho, feito em colabora\u00e7\u00e3o com pesquisadores da Universidade de Lund, na Su\u00e9cia, e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), est\u00e1 dispon\u00edvel gratuitamente e em ingl\u00eas na p\u00e1gina da revista cient\u00edfica Scientific Reports (DOI: 10.1038\/s41598-020-72047-x).<\/strong><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadores descobrem que atividade de esp\u00e9cies que polinizam o cambuci\u00a0\u00e9\u00a0maior 30 minutos antes do nascer<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":140951,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/abelha.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Pesquisadores descobrem que atividade de esp\u00e9cies que polinizam o cambuci\u00a0\u00e9\u00a0maior 30 minutos antes do nascer","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140950"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140950"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140950\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140953,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140950\/revisions\/140953"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140951"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140950"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140950"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140950"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}