{"id":140695,"date":"2021-01-30T06:00:22","date_gmt":"2021-01-30T09:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=140695"},"modified":"2021-01-30T13:01:59","modified_gmt":"2021-01-30T16:01:59","slug":"como-esses-pequeninos-peixes-da-amazonia-sobrevivem-a-mordida-da-piranha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/como-esses-pequeninos-peixes-da-amazonia-sobrevivem-a-mordida-da-piranha\/","title":{"rendered":"Como esses pequeninos peixes da Amaz\u00f4nia sobrevivem \u00e0 mordida da piranha?"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"css-ju6on1\"><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-140696\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre-300x192.gif\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" \/><\/a>O pequeno bagre da esp\u00e9cie Corydoras trilineatus \u00e9 capaz de aguentar v\u00e1rias mordidas de piranha \u2013 as escamas superfortes podem servir de inspira\u00e7\u00e3o para novos materiais desenvolvidos por humanos.<\/h2>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>PESQUISADORES DE UM laborat\u00f3rio de biomec\u00e2nica da Calif\u00f3rnia, nos Estados Unidos, recentemente simularam o que deve ter sido a disputa mais desigual de todos os tempos em um reservat\u00f3rio de \u00e1gua doce. Em um canto foi colocada uma piranha-vermelha, o terror com dentes da Amaz\u00f4nia. No outro, colocou-se um coridora da esp\u00e9cie\u00a0<em>Corydoras trilineatus<\/em>, um bagre com apar\u00eancia atordoada com cerca de tr\u00eas cent\u00edmetros de comprimento.<\/p>\n<p>A piranha encurralou o coridora em um canto, abriu bem a boca e o mordeu uma, duas, por fim, 10 vezes \u2014 e o bagre simplesmente se contorceu e se desvencilhou, inabalado, embora um pouco irritado.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o foi nem mesmo uma resposta de espanto, pois ele nadou rapidamente para longe\u201d, relata\u00a0<a href=\"https:\/\/mistypaigtran.jimdofree.com\/\">Misty Paig-Tran<\/a>, professora associada de ci\u00eancias biol\u00f3gicas na Universidade Estadual da Calif\u00f3rnia, em Fullerton, rindo de admira\u00e7\u00e3o. \u201cFoi uma rea\u00e7\u00e3o do tipo, \u2018O que voc\u00ea pensa que est\u00e1 fazendo? Pare de me atormentar\u2019.\u201d<\/p>\n<p>E como esse peixe t\u00e3o pequeno consegue suportar os ataques? De acordo com pesquisas recentes\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1742706120306991\">publicadas na revista cient\u00edfica<\/a>\u00a0<em>Acta Biomaterialia<\/em>\u00a0, o segredo reside em sua armadura: escamas especializadas de col\u00e1geno e mineral, que superam seu peso. Pesquisadores esperam que os humanos consigam imitar essas escamas na cria\u00e7\u00e3o de materiais mais fortes e mais leves, como trajes de prote\u00e7\u00e3o corporais.<\/p>\n<h3><strong>Nadando para ver outro dia nascer<\/strong><\/h3>\n<p>O coridora da esp\u00e9cie\u00a0<em>Corydoras trilineatus<\/em>\u00a0pertence a um grupo taxon\u00f4mico denominado bagre blindado e passa os dias vagando pelas margens arenosas e no fundo dos rios lamacentos do Amazonas e seus afluentes. Por meio de seus bigodes carnudos, revestidos de papilas gustativas, ca\u00e7a seu alimento.<\/p>\n<p>Medindo entre 2,5 e 5 cent\u00edmetros de comprimento, esses peixes s\u00e3o comidos inteiros por alguns predadores grandes, incluindo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.nationalgeographic.com\/animals\/mammals\/g\/giant-otter\/\">ariranhas<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/video.nationalgeographic.com\/video\/00000144-0a28-d3cb-a96c-7b2d1ba00000\">botos-cor-de-rosa<\/a>. Mas quando se trata de piranhas \u2014 especialmente as menores, que tendem a se interessar pelo bagre \u2014 as escamas do coridora o d\u00e3o uma chance de lutar.<\/p>\n<p>No decorrer do estudo, os coridoras da esp\u00e9cie\u00a0<em>Corydoras trilineatus<\/em>\u00a0foram introduzidos em cativeiros de cria\u00e7\u00e3o de piranhas-vermelhas.\u00a0<a href=\"https:\/\/www.linkedin.com\/in\/andrew-lowe-50b14349\">Andrew Lowe<\/a>, agora assistente de pesquisa na Universidade de Chapman, percebeu que o progn\u00f3stico do coridora era sombrio \u2014 v\u00eddeos de aquaristas alimentando suas piranhas de estima\u00e7\u00e3o revelam que uma mordida no abd\u00f4men pode ser suficiente para arrancar as entranhas de peixes de tamanhos semelhantes, mas que n\u00e3o s\u00e3o blindados.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"ngart-img ngart-img--medium\">\n<div class=\"ngart-img__cntr\" tabindex=\"0\" role=\"button\"><picture class=\"resp-img-cntr\"><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_1435510.webp?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_1435510.jpg?w=768&amp;h=512\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 768px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_1435510.webp?w=1024&amp;h=682\" type=\"image\/webp\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_1435510.jpg?w=1024&amp;h=682\" type=\"image\/jpeg\" media=\"(max-width: 1024px)\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_1435510.webp?w=710&amp;h=473\" type=\"image\/webp\" \/><source srcset=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_1435510.jpg?w=710&amp;h=473\" type=\"image\/jpeg\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" title=\"As piranhas-vermelhas possuem dentes afiados, que lhes permitem comer diversos animais menores, incluindo peixes, crust\u00e1ceos e ...\" src=\"https:\/\/static.nationalgeographicbrasil.com\/files\/styles\/image_3200\/public\/nationalgeographic_1435510.webp?w=710&amp;h=473\" alt=\"As piranhas-vermelhas possuem dentes afiados, que lhes permitem comer diversos animais menores, incluindo peixes, crust\u00e1ceos e ...\" width=\"639\" height=\"426\" \/><\/picture><\/div>\n<div class=\"ngart-img__cont\">\n<div class=\"ngart-img__cont__copy\">\n<p>As piranhas-vermelhas possuem dentes afiados, que lhes permitem comer diversos animais menores, incluindo peixes, crust\u00e1ceos e insetos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"paragraph\">\n<div>\n<p>Mas os coridoras se mantiveram firmes. Eles fizeram uso de seus espinhos afiados localizados em suas nadadeiras peitorais e na parte posterior de seu corpo para for\u00e7ar as piranhas para longe da fenda principal em sua armadura \u2014 \u00e1rea ao redor de suas guelras, em que uma mordida bem dada pode resultar em decapita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As piranhas geralmente atingiam a cauda, mas lutaram para romper a armadura do coridora. Quando o fizeram, precisaram mastigar em m\u00e9dia oito vezes para abalar sua armadura. As piranhas tiveram ainda mais dificuldade em romper as escamas abdominais do bagre \u2014 foram bem-sucedidas em apenas 20% das vezes, com uma m\u00e9dia de 10 picadas at\u00e9 a pun\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Tr\u00eas das piranhas desistiram depois de seus ataques fracassarem, ao passo que as outras sete conseguiram assustar suas presas. Mas isso somente ocorreu nos casos em que tiveram tantas revanches quanto precisavam e nenhum lugar para o coridora escapar. Na natureza, a \u00e1gua turva e as plantas fornecem muitos lugares para um peixe esperto se esconder, explica Lowe.<\/p>\n<p>\u201cS\u00f3 \u00e9 necess\u00e1rio manter sua armadura intacta at\u00e9 que a piranha o solte\u201d, acrescenta Paig-Tran. Se conseguirem escapar sem danificar seus \u00f3rg\u00e3os internos, \u201celes viver\u00e3o para lutar contra outra piranha, em um outro dia\u201d.<\/p>\n<h3><strong>Imitando os coridoras<\/strong><\/h3>\n<p>Ao contr\u00e1rio do\u00a0<a href=\"https:\/\/www.indiebound.org\/book\/9781558585362\">peixe-arco-\u00edris<\/a>\u00a0ou do peixe betta que voc\u00ea pode ter visto em sala de aula no ensino fundamental, as escamas do coridora n\u00e3o s\u00e3o arredondadas. Elas se parecem mais com um baralho de cartas em leque, longo e fino, e organizado em duas fileiras verticais que percorrem a extens\u00e3o de seu corpo. E ao passo que as escamas da maioria dos peixes vivos s\u00e3o formadas por odontoblastos, as mesmas c\u00e9lulas que formam nossos dentes, as escamas do coridora s\u00e3o formadas por osteoblastos, c\u00e9lulas respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o dos ossos.<\/p>\n<p>Essas escamas s\u00e3o bastante resistentes. Mas Lowe diz que na verdade \u00e9 uma parte macia da armadura do peixe que lhe d\u00e1 essa vantagem. Cada escama \u00e9 composta por duas camadas: uma superf\u00edcie dura mineralizada e uma rede de tecido feito de col\u00e1geno, a mesma prote\u00edna que torna nossa pele el\u00e1stica e forma a estrutura dos nossos ossos.<\/p>\n<p>Superf\u00edcies duras \u2014 especialmente as finas, como espelhos ou pratos de jantar \u2014 s\u00e3o propensas a se fragilizarem e racharem sob estresse. A camada dura de mineral da escama torna mais dif\u00edcil para os dentes da piranha perfurarem o corpo do coridora, pois sua camada macia inferior ajuda a absorver a for\u00e7a das mordidas para evitar que a escama em si\u00a0<em>esmague<\/em>.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/mae.ucsd.edu\/matsci\/faculty\/professors\/marc-meyers\">Marc Meyers,<\/a>\u00a0engenheiro de materiais da Universidade da Calif\u00f3rnia, em San Diego, que n\u00e3o participou desse estudo, descreve os resultados da disputa no tanque de Lowe como sendo intrigantes. \u201cA armadura d\u00e9rmica evoluiu diversas vezes na natureza\u201d, cada uma feita sob medida para a \u201ccorrida armamentista\u201d predador-presa da ecologia local, conta Meyers. Ele acrescentou que est\u00e1 ansioso para examinar a nanoestrutura da parte macia da escama do coridora.<\/p>\n<p>Se o coridora \u00e9 um peso-pena, o peso-pesado da Amaz\u00f4nia \u00e9 o pirarucu, que pesa 90 quilos e pode chegar a medir 1,80 metro de comprimento. Meyers e sua equipe estudaram esse peixe durante uma d\u00e9cada. A armadura do pirarucu utiliza col\u00e1geno extra\u00eddo de complicadas folhas em espiral para difundir a press\u00e3o. O col\u00e1geno do coridora talvez se pare\u00e7a com o do pirarucu em miniatura, ou talvez seja uma estrutura novinha em folha, pondera Meyers.<\/p>\n<p>Estamos tentando decifrar como funciona a armadura dos peixes h\u00e1 milhares de anos e at\u00e9 j\u00e1 a utilizamos para projetar armaduras. Paig-Tran ressalta as\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/Chinese_armour#\/media\/File:%25E9%2593%25A0%25E7%2594%25B2_%25E5%25BE%2590%25E5%25B7%259E%25E6%25B1%2589%25E5%25A2%2593.jpg\">escamas<\/a>\u00a0complexas e duras de peixes da Dinastia Han e dos povos\u00a0<a href=\"https:\/\/www.metmuseum.org\/art\/collection\/search\/26565\">citas<\/a>\u00a0como exemplos de tentativas de imitar a natureza, uma pr\u00e1tica conhecida como biomim\u00e9tica.<\/p>\n<p>Hoje, os pesquisadores observam a prote\u00e7\u00e3o que \u00e9 ao mesmo tempo dura e leve em esp\u00e9cies de peixes como o coridora como um modelo para criar uma armadura corporal mais leve e flex\u00edvel. Equipes em todo o mundo testaram a armadura de escama de peixe feitas de\u00a0<a href=\"http:\/\/web.mit.edu\/cortiz\/www\/Browning2013.pdf\">pol\u00edmeros impressos em 3D<\/a>, al\u00e9m de<a href=\"http:\/\/barthelat-lab.mcgill.ca\/files\/papers\/JMPS2016.pdf\">\u00a0vidro<\/a>\u00a0e\u00a0<a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/27736808\/\">cer\u00e2mica perfurada<\/a>. Recentemente, um grupo do Imperial College London desenvolveu o prot\u00f3tipo de escamas de pol\u00edmero ultrafino\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/abs\/pii\/S0167577X20306716\">refor\u00e7ado com fibra de carbono<\/a>\u00a0que, de forma intacta, aguentou uma carga 46% maior do que uma camada cont\u00ednua de pol\u00edmero de fibra de carbono.<\/p>\n<p>Paig-Tran relata n\u00e3o estar surpresa com peixes como o \u201cpequeno tanque da Amaz\u00f4nia\u201d exercendo tamanha influ\u00eancia em inven\u00e7\u00f5es humanas. Afinal, eles j\u00e1 s\u00e3o especialistas no assunto h\u00e1 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pequeno bagre da esp\u00e9cie Corydoras trilineatus \u00e9 capaz de aguentar v\u00e1rias mordidas de piranha<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":140696,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre-150x150.gif",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre-300x192.gif",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bagre.gif",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"O pequeno bagre da esp\u00e9cie Corydoras trilineatus \u00e9 capaz de aguentar v\u00e1rias mordidas de piranha","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140695"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140695"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140695\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140697,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140695\/revisions\/140697"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140696"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140695"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140695"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140695"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}