{"id":140665,"date":"2021-01-29T13:11:48","date_gmt":"2021-01-29T16:11:48","guid":{"rendered":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/?p=140665"},"modified":"2021-01-29T13:11:48","modified_gmt":"2021-01-29T16:11:48","slug":"planalto-da-ibiapaba-uma-excecao-memoravel-no-semiarido-nordestino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/planalto-da-ibiapaba-uma-excecao-memoravel-no-semiarido-nordestino\/","title":{"rendered":"Planalto da Ibiapaba: uma exce\u00e7\u00e3o memor\u00e1vel no Semi\u00e1rido nordestino"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-140666\" src=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba-300x192.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"192\" srcset=\"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba-300x192.jpg 300w, https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg 415w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>Por volta de 420 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, os terrenos antigos situados\u00a0<strong>entre o oeste do Cear\u00e1 e o oeste do Maranh\u00e3o<\/strong>\u00a0passaram por processo de afundamento. Fossas profundas (rifts) foram criados nesse espa\u00e7o, em fun\u00e7\u00e3o da divis\u00e3o de um megacontinente (possivelmente o megacontinente\u00a0<strong>Panotia<\/strong>), gerando uma ampla depress\u00e3o de centenas e centenas de quil\u00f4metros quadrados, a qual ficou mais baixa do que o n\u00edvel do mar. Dessa forma, o mar invadiu essas terras, criando dep\u00f3sitos de rochas sedimentares marinhas que depois se misturaram com dep\u00f3sitos continentais variados, gerando assim uma ampla bacia sedimentar, denominada pelos ge\u00f3logos de \u201c<strong>Bacia do Parna\u00edba<\/strong>\u201d, ou \u201c<strong>Bacia do Piau\u00ed-Maranh\u00e3o<\/strong>\u201d.<\/p>\n<p>Esses pacotes sedimentares depositados sobre rochas cristalinas antigas ficaram em repouso por certa de 300 milh\u00f5es de anos, quando, por volta de 120 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, nova divis\u00e3o continental aconteceu, agora associada com a fragmenta\u00e7\u00e3o do megacontinente\u00a0<strong>Pangea<\/strong>. Essa divis\u00e3o criou\u00a0<strong>rifts<\/strong>\u00a0(fossas profundas) em alguns setores, e soergueu os terrenos em outras \u00e1reas: no Cear\u00e1, uma parcela dos terrenos soerguidos corresponde \u00e0 borda da\u00a0<strong>Bacia do Parna\u00edba<\/strong>.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o das formas de relevo na \u00e1rea n\u00e3o parou a\u00ed, ela continuou pelas centenas de milhares de anos que se seguiram at\u00e9 os dias atuais. Com efeito, nesse intervalo de tempo ocorreu\u00a0<strong>calmaria tect\u00f4nica<\/strong>\u00a0(isto \u00e9, as rochas pararam de se locomover), e os materiais componentes da bacia sedimentar come\u00e7aram a ser destru\u00eddos pelo clima e erodidos pela a\u00e7\u00e3o dos rios, chuvas, deslizamentos, desmoronamentos, transporte de sedimentos realizado pelo escoamento da \u00e1gua da chuva na superf\u00edcie da Terra, pelo vento, pela for\u00e7a da gravidade. As rochas mais fr\u00e1geis foram destru\u00eddas com mais intensidade e foram rebaixadas, e as rochas mais resistentes ficaram como um ressalto na paisagem.<\/p>\n<p>Na \u00e1rea do oeste do Cear\u00e1, as rochas que mais resistiram foram as\u00a0<strong>rochas sedimentares<\/strong>. As rochas cristalinas antigas sobre a qual as rochas sedimentares estavam depositadas, por outro lado, foram bastante destru\u00eddas, ficando rebaixadas na paisagem. Essa evolu\u00e7\u00e3o se apresenta ilustrada na figura 1.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9073\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9073\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9073 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg\" sizes=\"623px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg 623w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-300x119.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-450x179.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-225x90.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-20x8.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"255\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg 623w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-300x119.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-450x179.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-225x90.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-1-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-20x8.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9073\" class=\"wp-caption-text\">Figura 1. Esquema do processo evolutivo do Planalto da Ibiapaba nos \u00faltimos cem milh\u00f5es de anos, no qual as rochas sedimentares compactadas resistiram mais do que as rochas cristalinas fragilizadas por processos geol\u00f3gicos anteriores, produzindo uma invers\u00e3o de relevo.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Esse tipo de geoforma, no qual a encosta inclinada \u00e9 sustentada parcialmente por rochas cristalinas e parcialmente por rochas sedimentares, resultante de uma eros\u00e3o diferencial atacando mais fortemente as rochas mais fr\u00e1geis, \u00e9 chamada cientificamente de \u201c<strong>glint<\/strong>\u201d. O\u00a0<strong>Planalto da Ibiapaba<\/strong>, assim, n\u00e3o caracteriza nem uma chapada nem uma cuesta, mas sim um glint espetacular, que chama a aten\u00e7\u00e3o pela sua impon\u00eancia e majestade (Figura 2).<\/p>\n<figure id=\"attachment_9074\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9074\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9074 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" sizes=\"519px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 519w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-300x162.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-450x244.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-370x200.jpg 370w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x11.jpg 20w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x122.jpg 225w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"346\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 519w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-300x162.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-450x244.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-370x200.jpg 370w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x11.jpg 20w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-2-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x122.jpg 225w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9074\" class=\"wp-caption-text\">Figura 2. Planalto da Ibiapaba visto da cidade de Vi\u00e7osa do Cear\u00e1, a norte, com encostas festonadas (dissecadas) por a\u00e7\u00e3o de rios de primeira ordem.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O fato de a Bacia do Parna\u00edba ter sido soerguida e al\u00e7ada a cerca de 1000 m de altura, em rela\u00e7\u00e3o ao n\u00edvel do mar, permitindo na sequ\u00eancia a forma\u00e7\u00e3o do\u00a0<strong>Glint da Ibiapaba<\/strong>, cria condi\u00e7\u00f5es para que a \u00e1rea seja um ambiente \u00famido no seio do\u00a0<strong>Nordeste<\/strong>\u00a0<strong>Semi\u00e1rido<\/strong>, sobretudo nos segmentos mais pr\u00f3ximos do mar. Assim como outras \u00e1reas elevadas da regi\u00e3o nordestina, o glint conta com pluviometria elevada (superior a 1000 mm anuais), temperaturas mais amenas (m\u00e9dias inferiores a 29 graus cent\u00edgrados), solos relativamente bem desenvolvidos (sobretudo latossolos) e vegeta\u00e7\u00e3o exuberante, do tipo\u00a0<strong>Mata Atl\u00e2ntica<\/strong>\u00a0com vest\u00edgios de\u00a0<strong>Floresta Amaz\u00f4nica<\/strong>\u00a0em alguns setores.<\/p>\n<p>O Planalto da Ibiapaba se estende de norte a sul por mais de 600 km na divisa entre o Cear\u00e1 e o Piau\u00ed, representando uma megaforma de relevo, de dimens\u00e3o regional (Figura 3). Tem fei\u00e7\u00f5es de topo bem definidas, criando uma linha de rocha resistente que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 dist\u00e2ncia, conhecida como cornija (Figura 4). Apresenta uma s\u00e9rie de formas de menor dimens\u00e3o nas encostas e no sop\u00e9, como vales fluviais sequenciados (fest\u00f5es) e grutas. Dentre as\u00a0<strong>geoformas<\/strong>\u00a0do Planalto da Ibiapaba, quatro chamam particularmente a aten\u00e7\u00e3o, s\u00e3o elas a\u00a0<strong>Gruta de Ubajara<\/strong>, a\u00a0<strong>Bica do Ipu<\/strong>\u00a0e o\u00a0<strong>C\u00e2nion do Poty<\/strong>, no Estado do Cear\u00e1, e o\u00a0<strong>Morro do Gritador<\/strong>, no Estado do Piau\u00ed.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9072\" class=\"wp-caption alignleft\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9072\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9072 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" sizes=\"384px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 384w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-242x300.jpg 242w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x25.jpg 20w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x279.jpg 225w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"793\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 384w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-242x300.jpg 242w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x25.jpg 20w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-3-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x279.jpg 225w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9072\" class=\"wp-caption-text\">Figura 3. Localiza\u00e7\u00e3o da Serra da Ibiapaba (cor marrom situada no segmento ocidental do Estado do Cear\u00e1, larga a norte e estreita a sul). Fonte: Mapa Geol\u00f3gico do Estado do Cear\u00e1, CPRM, 2003.<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Gruta de Ubajara se situa no front norte do Glint da Ibiapaba, onde as condi\u00e7\u00f5es de maior umidade h\u00e1 dezenas de milhares de anos dissolveram os calc\u00e1rios cristalinos que existem na encosta e sop\u00e9 do relevo, criando fei\u00e7\u00f5es de elevada beleza c\u00eanica, como galerias subterr\u00e2neas pontilhadas de formas internas como cortinas,\u00a0<strong>estalactites<\/strong>,\u00a0<strong>estalagmites<\/strong>, colunas, etc, as quais s\u00e3o pass\u00edveis de visita\u00e7\u00e3o a partir do\u00a0<strong>Parque Nacional de Ubajara<\/strong>\u00a0(Figura 6).<\/p>\n<figure id=\"attachment_9069\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9069\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9069 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" sizes=\"461px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 461w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-300x169.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-450x253.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x11.jpg 20w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x126.jpg 225w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"359\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 461w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-300x169.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-450x253.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x11.jpg 20w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-4-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x126.jpg 225w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9069\" class=\"wp-caption-text\">Figura 4. Camada de rocha resistente no topo do relevo representando o que se convenciona chamar de \u201ccornija\u201d, no segmento centro-sul do Planalto da Ibiapaba, localmente denominado de \u201cSerra Grande\u201d. Foto: Vanda Claudino-Sales<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_9070\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9070\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9070 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg\" sizes=\"517px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg 517w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-450x338.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-225x169.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-20x15.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"480\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg 517w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-300x225.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-450x338.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-225x169.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura5-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-20x15.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9070\" class=\"wp-caption-text\">Figura 5. Fei\u00e7\u00f5es subterr\u00e2neas de dissolu\u00e7\u00e3o de rochas calc\u00e1rias nas grutas existentes na vertente do segmento norte do Glint da Ibiapaba. Foto: Leandro Almeida<\/figcaption><\/figure>\n<p>A Bica do Ipu se situa no segmento central do Glint da Ibiapaba, na \u00e1rea da cidade hom\u00f4nima, local onde existem duas cornijas. O\u00a0<strong>Riacho Ipu\u00e7aba<\/strong>\u00a0aproveita um desn\u00edvel topogr\u00e1fico, e escoa da cornija mais alta em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 cornija mais baixa, onde produz uma queda d\u2019\u00e1gua de beleza \u00edmpar, que se abre como um v\u00e9u de noiva durante a esta\u00e7\u00e3o chuvosa, que ocorre no primeiro semestre do ano. Uma\u00a0<strong>\u00c1rea de Preserva\u00e7\u00e3o Ambiental (APA)<\/strong>\u00a0estadual protege o ambiente que garante a exist\u00eancia da cascata, apesar dos problemas ambientais que ali se verificam, e est\u00e1 aberta \u00e0 visita\u00e7\u00e3o p\u00fablica (Figura 6).<\/p>\n<figure id=\"attachment_9062\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9062\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-9062  lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim.jpg\" sizes=\"670px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-20x13.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bica-do-ipu-2018-maristela-crispim-20x13.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9062\" class=\"wp-caption-text\">Figura 6. Bica do Ipu, formada pelo rio anaclinal (isto \u00e9, que escoa contra o mergulho das camadas sedimentares, que se d\u00e1 em dire\u00e7\u00e3o ao Estado do Piau\u00ed), o Riacho Ipu\u00e7aba, criando uma queda d\u2019\u00e1gua de cerca de 130 m de altura. Foto: Maristela Crispim<\/figcaption><\/figure>\n<p>A terceira fei\u00e7\u00e3o imponente diz respeito ao C\u00e2nion do Rio Poty, situado no segmento centro sul do Glint da Ibiapaba, na \u00e1rea regionalmente denominada de\u00a0<strong>Serra Grande<\/strong>. O\u00a0<strong>Rio Poty<\/strong>\u00a0drena de sul para norte no Estado do Cear\u00e1 a partir da cidade de\u00a0<strong>Quiterian\u00f3polis<\/strong>\u00a0e encontra uma falha geol\u00f3gica no segmento relativo \u00e0 cidade de\u00a0<strong>Crate\u00fas<\/strong>, fazendo a partir da\u00ed uma inflex\u00e3o para oeste. A oeste, erodiu do alto a baixo as camadas sedimentares da Bacia do Parna\u00edba, que resistiram \u00e0 a\u00e7\u00e3o fluvial e permitiram apenas a forma\u00e7\u00e3o de uma garganta relativamente estreita (e n\u00e3o um vale largo e aberto), onde o rio drena em dire\u00e7\u00e3o a bacia fluvial do\u00a0<strong>Rio Parna\u00edba<\/strong>, no Piau\u00ed (Figuras 7 e 8). O C\u00e2nion do Poty \u00e9 ainda de dif\u00edcil acesso, mas representa uma fei\u00e7\u00e3o com importante potencial para o\u00a0<strong>geoturismo<\/strong>.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9071\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9071\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-9071  lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" sizes=\"415px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 415w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-300x214.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x160.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x15.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"456\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL.jpg 415w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-300x214.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-225x160.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/Figura-8-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-20x15.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9071\" class=\"wp-caption-text\">Figura 7. Superimposi\u00e7\u00e3o fluvial de rio cataclinal (que corre de acordo com o mergulho das rochas), o denominado Rio Poty, resultando na modelagem do C\u00e2nion do Rio Poty na divisa entre o Cear\u00e1 (Crate\u00fas) e o Piau\u00ed (Castelo do Piau\u00ed).<\/figcaption><\/figure>\n<figure id=\"attachment_9075\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 640px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9075\"><img loading=\"lazy\" class=\"wp-image-9075  lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg\" sizes=\"358px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg 358w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-176x300.jpg 176w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-225x383.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-20x34.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"1091\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1.jpg 358w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-176x300.jpg 176w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-225x383.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/FIgura-7-EcoNordeste-Ibiapaba-FINAL-1-20x34.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9075\" class=\"wp-caption-text\">Figura 8. Evolu\u00e7\u00e3o do C\u00e2nion do Rio Poti: o rio escava com mais facilidade o cristalino fragilizado, enquanto iguala o n\u00edvel de base no sedimentar atrav\u00e9s da abertura de uma garganta. Esse processo erosivo vem se instalando sobretudo ao longo do \u00faltimos 100 milh\u00f5es de anos.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Morro do Gritador, por sua vez, representa uma meseta, ou\u00a0<strong>relevo tabuliforme<\/strong>\u00a0elevado (altitude da ordem de 800 m) de pequena dimens\u00e3o, formado em segmento do Planalto da Ibiapaba onde as camadas se mostram horizontalizadas, e n\u00e3o inclinadas (Figura 9). Localizado no munic\u00edpio de Pedro II, no Piau\u00ed, a \u00e1rea conta com temperaturas amenas, o que vem permitindo a denomina\u00e7\u00e3o regional de \u201cSu\u00e9cia do Piau\u00ed\u201d, ocorrendo na localidade a realiza\u00e7\u00e3o de festivais de inverno anuais, que atraem muitos turistas. A regi\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m conhecida pela extra\u00e7\u00e3o de opalas, as mais puras do territ\u00f3rio brasileiro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_9076\" class=\"wp-caption alignnone\" style=\"width: 639px;\" aria-describedby=\"caption-attachment-9076\"><img loading=\"lazy\" class=\" wp-image-9076 lazyautosizes lazyloaded\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim.jpg\" sizes=\"670px\" srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-20x13.jpg 20w\" alt=\"\" width=\"639\" height=\"426\" data-src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim.jpg\" data-sizes=\"auto\" data-srcset=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim.jpg 900w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-300x200.jpg 300w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-768x512.jpg 768w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-450x300.jpg 450w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-225x150.jpg 225w, https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/morro-do-gritador-pedro-II-PI-maristela-crispim-20x13.jpg 20w\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-9076\" class=\"wp-caption-text\">Figura 9. Morro do Gritador, com cornija bem pronunciada e vertentes \u00edngremes, representando um relevo do tipo \u201cmeseta\u201d no seio do Planalto da Ibiapaba, no Estado do Piau\u00ed. Foto: Maristela Crispim.<\/figcaption><\/figure>\n<p>O Glint da Ibiapaba representa uma fei\u00e7\u00e3o pouco conhecida na sua totalidade. O segmento sul \u00e9 praticamente ausente das pesquisas cient\u00edficas e dos roteiros geotur\u00edsticos, sendo o segmento norte, onde ocorrem as cidades mais desenvolvidas (Vi\u00e7osa do Cear\u00e1, Ubajara, Tiangu\u00e1, todas no Estado do Cear\u00e1) o mais visitado e discutido. Existe muita coisa ainda para ser desvendada nessa geoforma extraordin\u00e1ria, e os pr\u00f3ximos anos devem ser produtivos nesse sentido, haja vista o interesse mais recente que o conjunto regional vem apresentando. Esses s\u00e3o nossos votos!<\/p>\n<h4>Bibliografia consultada:<\/h4>\n<p>Claudino-Sales, V.<strong>\u00a0A longa hist\u00f3ria natural do C\u00e2nion do Rio Poti, entre o Cear\u00e1 e o Piau\u00ed<\/strong>. Ag\u00eancia de Conte\u00fado Eco Nordeste, 2020. https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/a-longa-historia-natural-do-canion-do-rio-poti-entre-o-ceara-e-o-piaui\/<\/p>\n<p>Claudino-Sales, V.; Lima, E.C.; Diniz, S.F.; Cunha, F.S.S.\u00a0<strong>Megageomorfologia do Planalto da Ibiapaba: uma introdu\u00e7\u00e3o<\/strong>. William Morris Davis Revista de Geomorfologia, vol. 1, n. 1, p. 187-209, 2020<\/p>\n<p>Funda\u00e7\u00e3o Cultural do Piau\u00ed. www.infopatrimonio.org. Acesso em 28 de janeiro de 2021.<\/p>\n<p>Lopes, F. L. S.\u00a0<strong>Geoambiente e Geodiversidade na \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental da Bica do Ipu, Cear\u00e1: desafios para a sustentabilidade<\/strong>. Disserta\u00e7\u00e3o de Mestrado, Universidade Estadual Vale do Acara\u00fa, 2018.<\/p>\n<p>CPRM (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil).\u00a0<strong>Mapa Geol\u00f3gico do Estado do Cear\u00e1<\/strong>. Fortaleza: CPRM, 2003.<\/p>\n<p>Santos, F.L.A.; Nascimento, F.R.\u00a0<strong>Compartimenta\u00e7\u00e3o geoambiental do Planalto da Ibiapaba: subs\u00eddios ao manejo dos recursos naturais nos munic\u00edpios de Tiangu\u00e1 e Ubajara \u2013 Cear\u00e1<\/strong>. In: Perez Filho, A.; Amorim, R.R. (org.).\u00a0<strong>Os desafios da Geografia F\u00edsica na fronteira do conhecimento<\/strong>. Campinas: Instituto de Geoci\u00eancias Unicamp, 2018.<\/p>\n<p><em><img class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/agenciaeconordeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/vanda-claudino-sales-1-218x300.jpg\" \/>Por\u00a0<strong>Vanda Claudino-Sales<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Ge\u00f3grafa<\/em><br \/>\n<em>Professora associada aposentada da Universidade Federal do Cear\u00e1 (UFC)<\/em><br \/>\n<em>Professora visitante da Universidade Estadual Vale do Acara\u00fa (UVA)<\/em><br \/>\n<em>vcs@ufc.br<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por volta de 420 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, os terrenos antigos situados\u00a0entre o oeste do<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":140666,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[],"tags":[],"uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false],"thumbnail":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba-300x192.jpg",300,192,true],"medium_large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false],"large":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false],"1536x1536":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false],"2048x2048":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-2":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-3":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false],"cream-magazine-thumbnail-4":["https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/bacia_parnaiba.jpg",415,265,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"","author_link":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/author\/"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Por volta de 420 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, os terrenos antigos situados\u00a0entre o oeste do","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140665"}],"collection":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=140665"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140665\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":140668,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/140665\/revisions\/140668"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media\/140666"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=140665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=140665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/espacoecologico.com.br\/arquivo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=140665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}